Foto de Antonio Zau

Quero mais uma chance

Peço-te mais uma chance minha flor
Tenho saudades da tua pessoa
Quero mais 1 vez sentir o teu calor
A tua ausência bastante me magoa

Não quero que me vires as escostas
Esqueça o que no passado aconteceu
Agora quero que em mim encostas
Mesmo se esta dor causada excedeu

Mais uma chance é tudo que eu quero
Ainda reconheço os erros cometidos
Peço perdão, na minha vida te espero
Os problemas todos serão resolvidos

Quero mais uma chance tua
Prometo desta vez tratar-te com carinho
Sem você a solidão todos dias me actua
E as vezes lacrimejo quando estou sozinho

Foto de Antonio Zau

Prometo

Prometo entregar a minha vida nas tuas mãos
Quero que dos meus pensamentos sejas a gerente
Talvez assim não comprometo os meus irmãos
Que tanto no meu lar impedirão um sol ardente

Prometo cumprir com os requisitos do cliente
Assegurar sempre que os dispositivos de segurança
Estão todos no lugar e funcionam devidamente
Desta maneira na instalação marco a diferença

Prometo tocar o teu coração no tempo exacto
Mesmo que caía chuva intensa nesta madrugada
Por debaixo dos lençóis contigo estarei de perto
Com uma flor de cor de rosa por mim perfumada

Prometo transformar a tua amargura em açúcar
Apesar de pouco acreditares nas palavras que digo
Não julgue o livro pela capa, podes te enganar
Nem sempre quem todos os dias te visita é amigo

Foto de Antonio Zau

Ciúmes

A minha flor não me deixa recuperar o sossego
Quando pela beira deste mar agitado com um amigo
Tentar expulsar o fumo venenoso que no coração
Arde e destrói a válvula das linhas de alimentação
Não me lembro ter marcado alguns passos sozinho
Nesta viagem onde nenhum de nós vê o caminho
Verdadeiro para chegar ao dito destino desconhecido
Em troca do sangue do irmão por todos mais querido

Foto de Antonio Zau

Arrependimento

Amor, esta dor já não suporto
Procurei mas não achei, só contigo me importo
Enganei-me, chamei o meu desgosto
Lágrimas correm por todo meu rosto
Retratos teus por todo quarto em todo canto
Venha e traga de volta o meu encanto
Ajoelhado peço-te obsequio meu bem
Com a tua falta sinto-me ninguém
Pelo visto muito tempo já passou
Garanto-te que muita coisa já mudou
Arrependo-me saber que oscilei
Perdoa-me por todo mal que te causei
Carinhos e abraços te darei, eu prometo
Contigo abusei mas por ti ainda tenho afecto
O meu coração está limpo de micróbios
Anseio-me abraçar-te e beijar os teus lábios
Te amo e amarei, como sempre te amei
Seja qual for o preço, amor pagarei

Foto de Jessik Vlinder

O Destino do Desprezado Amor

Eu poderia sufocar-te de tanto amor
Fazer as mais belas e apaixonadas declarações
Escrever quilométricas cartas apaixonadas
Compor em minutos lindas canções

Eu poderia gravar teu nome no Everest
Entrar na cova dos leões e sair pulando
Assaltar bancos e ameaçar os federais
Ir do Oiapoque ao Chuí andando

Mas o que fazer com tanto amor
Se ele bate a porta e não é recebido
Se ele dança e pinta e não recebe elogios
Se grita desesperado mas não é ouvido?

E sem destino meu amor endereçado
Agora vaga perdido em qualquer rua
Desprezado, frustrado e sem pudor
Ele me olha e chorando me vê nua...

Foto de Antonio Zau

Tempestade

Esta tempestade jamais abrandas
Enquanto não olhares onde andas
Com o tempo entendes melhor
Que nesta vida sou um despertador
Nas águas turvas ainda mergulhas
Onde as boas palavras embrulhas
Sem saber que a vida é um rio
Onde os peixes morrem de frio

Foto de BRUCE ALEX

O Que Faz...

O que faz o amor quente quando so há gelo?
O que faz luz no presente enquanto do passado so há breu?
O que faz amar e ser feliz a quem tanto já sofreu?
Sinceramente, siga em frente sem medo!

Foto de Marilene Anacleto

Lugarejo de Poesia

Montanhas na cercania
Cuidadas com sabedoria,
Não há nenhuma moradia.
O mar povoado de poesia,
Areias em calmaria,
Ondas dançam em euforia.
Em momentos de monotonia
Surge grande sinergia,
Fortalece a cantoria.
No silêncio, em harmonia,
A antiga alma fria
Encontra sua poesia.
Nas árvores da cercania,
Nas aves, na ave-maria,
Nas ondas em calmaria.
Quem pensou que ficaria
Naquela tristeza vazia
Errou! Aconteceu a alquimia.
O amigo que sempre via
Cercou-me da alegria
Do amor que ali surgia.
Com tamanha alegoria,
Toda e qualquer energia
Transformou-me em poesia.

Marilene Anacleto
Publicado em: http://rotadaalma.spaces.live.com/
Publicado no site http://www.itajaionline.com.br/colunas/marilene/marilene.htm

Foto de Marilene Anacleto

Lacustre Joalheria

A centelha divina transpassa a brisa viva,
Levando o perfume da rosa cor-de-rosa
À lua, que a ilumina.

O lago, ao refletir a láurea cena
Joalheria se faz, no presente plenilúnio.

Marilene Anacleto

Foto de João Victor Tavares Sampaio

O Pequeno Ditador

Era uma era, onde não havia vez. Nesse tempo vivia um pequeno ditador, cujo nome só podia ser entendido na sua própria língua, e esse pequeno ditador massacrava seu povo, e esse pequeno ditador promovia orgias com as riquezas acumuladas por meio da sua opressão. Num lugar esquecido pelo resto do mundo, ele, figura exótica, de nada lembrava as caricaturas chaplinianas do cinema ocidental. Era o fragelo da era, há meio século no poder. Quase um imortal.

Mas acontece que ele não era imortal. Certo dia, após uma entrevista para uma televisão estrangeira, o pequeno ditador teve de esperar a chegada de seu motorista oficial. Logo ele, o pequeno ditador, tendo que esperar! Não costumava ter um minuto de sossego, com bajuladores indo e vindo. Mandou todos para longe da sua presença e, aborrecido, pôs-se à meditar solitariamente na solidão de seu poder.

Teve a idéia de rezar. Não soube bem explicar à si mesmo a causa. Não precisava de mais nada. Viu-se na obrigação de orar por proteção divina, mas com tantos seguranças, e um exército à disposição, não tinha tanto o que pedir. No seu país era mais poderoso que Deus. Sua palavra era o que apontava a salvação e determinava a morte.

Mas, que poder era esse, poder de bombardear a própria pátria; de destruir sonhos de mães, filhos, irmãos; de arrasar um deserto, vejam só, um deserto, tornar a vida impossível num lugar que já é árido; prender aqueles que tanto sofrem pela liberdade, ao ponto de viver num lugar onde ninguém mais poderia para preservá-la.

O Pequeno Ditador, como um Narciso que lambe a própria imagem, curvou-se hipócritamente diante de seu superior imediato, e implorou brandamente a piedade de seu universo. Por um momento se envergonhou. Por um momento foi humano, em se titubear. Por um momento acreditou que o mundo é bom, mas as pessoas são egoístas e o estragam por besteiras. Um instante que revelou toda a sua vida.

Mas foi somente um instante. Alguém bate forte à porta. Será o motorista? Tomara? Ou não, será o inesperado, pedindo a passagem do imponderado...?

Nesses tempos nada é tão improvável.

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