amor

Foto de Logan Apaixonado

Fim do Espetáculo

Apagam-se as luzes
Fecham-se as cortinas
O espetáculo maravilhoso
Finda em um escuro aterrorizante
Sinto meu peito dilacerado
Agora mais do que nunca
Sinto o gosto da derrota
Meus olhos molhados estão cobertos
Por um manto de dor
Sem teu calor
Minha angustia infinita
Companheira tão cara
É a dor minha parceira
E a saudade minha esperança
Sentado em meus anseios
Esqueço que sou tão só
Porque ao meu redor
Só há dor e culpa
Padeço diante do fel
Amargo do desamor
Selado nosso destino
Quem sabe há uma razão
Para tamanha desilusão

Foto de Jósley D Mattos

Opúsculo

Desapego étimo,
girias, ciências e eugenia,
eufemismo e eter, deitado orfeu
em berço estulto.
O ser humano solícito,
sequestrado num estupro sôfrego
da mídia.
Um ser que não é...
de vida interna mortalôbrega,humanitária...
e externo luzidio, lúrido, hipócrita sentado à mesa famélico banqueteia-se da hóstia infecta do egoísmo e empanturra-se de preces para aliviar seus pecados, enquanto compunge,digere o perdão hostíl, insípido que cerva e dura a alma...
e assim salvo, afoga-se no sal da saliva alheia a seu sustento
devorando a fé em comunhão solitária.

Foto de Jósley D Mattos

luz

O sol, eu sei...
são teus olhos castos
de sonhos em braços,
de abrigo em flores,
líbido e amores
onde deitei.

(A ti que em mim de amores fez o eu alma, músculo e entranhas...)

Póis o universo é uma ignóbil faulha dançando nos palcos da procela torrente e incessante se comparado ao amor que nutro por ti.

Foto de Adriano Saraiva

Reflexões sobre um amor improvável

REFLEXÕES SOBRE UM AMOR IMPROVÁVEL

Intangível para mim é teu amor, e corpo também
nem ao tempo a esperança pertence
amor, sexo, luxúria e desejo meu
infinitas vezes quisera
acariciar teus cabelos e com
recebimento de um beijo roubado
afagar tua pele com fervor

Enquanto isso a vida continua
Inacabada
Inalterada
Inacessível...

Foto de Boemio

Anjo caido

Nunca vi tanta maldade junta em um só coração
Tenho vontade de chorar mas não consigo,
Perdi minhas asas ao cair,
Chamei meu pai
Mas parece que ele quer que eu fique aqui
Por que meu Deus?
Fui trancado numa jaula pra apresentações de circo,
Eles jogavam amendoim em mim e riam de mim,
Pediam para pular e fazer caretas engraçadas,
Da minha auréola jogaram disco,
Calçaram-me sapatos de marca, calça jeans e gravata social,
E tive de trabalhar 8 horas por dia,
Deram-me um barraco na favela
E todos os dias eu volto de ônibus lotado
E sou assaltado na esquina.
Minha jaula não tem luz pra iluminar,
Quando tenho tempo de orar ao Senhor
Logo tenho de acordar,
Meu Criador me ajude
Estou sofrendo muito aqui
Minhas asas estão demorando a crescer
O que eu faço?
_ “Meu anjo, esta é uma provação que estou lhe impondo
Faço isso pra ver o quanto se parece com eles
E o quanto sua fé se equivale a deles,
As pessoas que lhe fazem agora sofrer
Oram todos os dias mas não pedem pra suas asas crescerem,
Você é um anjo e deves lhes proteger
Mesmo para que isso aconteça deixe de existir...
“Mas meu Senhor o que eu posso fazer,
“Teu filho aqui morreu, imagine o que farão comigo...”
“Tens muito medo, deixe que lhe protejo
anuncie o que foi anunciar, que logo Eu vou voltar.”
O anjo foi trancado no calabouço frio do esquecimento,
Seu Senhor voltou pra lhe buscar, suas asas cresceram, ele não quis voar.

Foto de Boemio

Bianca Del'Plagio

Bianca, mulher de cinco estrelas,
Com pérolas no pescoço, anéis de ouro,
Casaco listrado de zebra,
Bebe somente e tão unicamente vinho de porto,
Gosta de festa de glamour
E na torta não dispensa o glacê,
No dente aplica flúor,
Sai todo dia a meia noite pra ninguém perceber
Que também se interessa por samba de mesa,
Jazz e blues, seus lindos olhos azuis
Brilham ao ver com tal clareza
O samba que envolve seus delicados
Passos de realeza,
Quando ela menos nota
Já está com o suor da dança na veia,
Bianca, mulher de poucos homens
Tem um gosto sofisticado
Por seu pulso eletrizado
Prefere outras mulheres
Que a alma lhe revele,
Acredita ser assim
O único modo de ser feliz,
Bianca mulher trabalhadora
E que gosta muito de seu trabalho,
É dona de uma empresa prestadora
De serviços ao mais intimo labor
E mais tarde horário,
Atende as criancices dos velhos,
A meninice dos adultos,
A cafonice dos jovens de terno
Enfim atuam em todo mundo
Bianca mulher de muitas batalhas
Nasceu sob uma estrela desafortunada
Em sua casa pra comer não tinha nada,
Sua mãe morreu quando a ela deu a luz
Seu pai a pegou para criar sozinho
E por muitas vezes acusou Jesus
De tê-lo abandonado no caminho,
Aos 40 morreu de câncer no pulmão
Deixando Bianca só com as contas pra pagar
E com um partido coração
Por seu pai no quintal ter de enterrar,
Saiu bem cedo pra vida
Com 13 anos já se sentia sofrida
Caminhava na vastidão da praia
Quando um moço vistoso e pomposo
Puxou pra si sua saia
E lhe ensinou como se tornou vitorioso,
Bianca naquele dia perdeu a pouca pureza que lhe restava
Conheceu a dor e se aliou a quem lhe mostrou: o deputado,
Que logo lhe emprestou seu dinheiro roubado,
Para Bianca construir o seu tão suado
Hotel do consulado,
Bianca que depois matou de prazer
O deputado aposentado
Tentou ao mesmo cargo concorrer
Só que sem resultado,
Bianca mulher que resolveu olhar pra traz
E tentar ver seu pai lhe sorrindo
Sua mãe ao seu lado lhe fazendo carinho,
E Bianca se sentiu fraca e deprimida
Por que então sentiu sua vida
Assim sem ser vivida,
Viu os carros pela vitrine da suíte presidencial,
As rosas brancas na sacada da janela,
O lençol de cama rosa colossal
E sentiu o cheiro que exalava da vela
Que queimava no seu quarto,
Bianca chorou, minguou e no seu luxo
Despediu-se do mundo aos 33
Mas antes da escuridão se apossar de sua alma
Gritou um grito que foi por todo o tempo abafado
“_Eu sou: Bianca Del’plagio...” E continuou a sorrir...

Foto de Boemio

No tempo da amizade (homenagem a minha grande amiga)

Amiga, perdi tanto tempo da minha vida acreditando em mentiras,
Em falsas verdades, falsos profetas, promessas perdidas
Que quase perco o bem mais precioso: a vida,
Muitas vezes estive cara a cara com a morte
Entregue ao sabor da sorte,
Pensei que não teria chances pra mim,
Todo novo amanhecer pra mim era ruim
Por que não conseguia dormir
Ficava parado, sentado e só,
Então me revoltava, saia à noite olhava ao meu redor
Não via mais que falsas esperanças,
Ah minha amiga tanto que te fiz chorar
Que até mesmo pensei em me matar,
Mas você insistia em mim acreditar,
Eu dizia:
“Não há futuro...”
E você nada de negar, era pra me corrigir,
Não era pra me deixar no erro
Eu tenho muito medo de não insistir
E permanecer errado, era pra sorrir quando brincava
Devias brigar comigo quando brigava
Era pra viver, eu só queria voar, não queria cair.
Perdoe-me amiga do sorriso pálido de anjo.

Foto de Boemio

Para meu Anjo Bom

Grandes pessoas não choram a toa
O barco navegando em sua proa
Resiste à tempestade,
Portanto hei de resistir também
Pelo meu bem
É melhor que seja verdade,
Durante muitas vezes me perdi no vazio
Que quando me sinto completo sem frio
Fico confuso com essa nova realidade,
Eu queria apenas rir e compartilhar
Todos os momentos bons dos meus sonhos
Que se dissiparam vendo seus olhos tristonhos,
Por que teve que ser assim, por que tenho que te amar,
Já não bastam os anos que perdi acreditando no amor
Agora também tenho que sentir dor,
Se a indiferença não fizesse parte do seu olhar
E não visse no seu semblante cansado
A liberdade que me prende
Talvez ficasse calado,
E isso talvez também fosse melhor pra mim,
Assim não saberia que te amo,
De um amor desalmado.
Anjo bom, Anjo bom
Grandes pessoas não choram,
Anos tristes são esquecidos,
Notas falsas são queimadas,
As asas crescem novamente
O amor é ridículo Anjo bom
Anjo do bem, a luz não se mistura
Anjo bom, Anjo bom...

Foto de Boemio

Promessas e Juras Falsas

Abra porta, sou eu querida Linda
Seu refrator, confessor e
Pecador,
Só quero conversar um
Pouquinho
To me sentindo um pouco
Sozinho
Preciso do seu abraço,
Seu carinho
Sei o perigo que nos rodeia
Nessa
Linha denegrida quente
Margarida,
Sabe que nunca te machucaria,
Sou
Bom cumpridor de minha
Promessa
Ta fria aqui doce linda, deixe
Entrar
Seu poeta deturpador, pare de
Chorar
Não vê que precisa dos meus
Ombros
Que tantas vezes embalaram
Sonhos
Das noites que chegava um
Tanto só
Atrasada pro café que te servia
Com
Muito amor e sob até o mesmo
Sol
Onde eu te disse o quanto era
Bom
Ter seu sorriso puro pra
Esquentar
Os dias que sabia que viria o frio
E a solidão pra perturbar e
Congelar
No quente, saudável se
Relacionar,
Já estou ficando cansado de
Entender
Essa fraqueza e mal estar, há
Tempos
Que não preparas um decente
Jantar,
Pare pra repensar, se entrar a
Força vai
Ser pior pra ti, e não irá
Adiantar clamar
Piedade e complacência, não sou
Seu pai
Vou checar as horas e quando
Voltar
Se não tiver meu chá e você
Espera
Pode crer que vou desfazer a
Promessa
E então vais ver do que é feita
A raça
Humana de juras ridiculamente
Falsas.

Foto de Boemio

A Arvore do Conhecimento do Bem e do Mal

Natal
Pinheiros,
Páscoa ovos de
Chocolate sem sabor,
Festa do vinho, do funk,
Do fumo, do absurdo, do tudo,
Já quase não consigo respirar no meio
De tanta fumaça, quentura e mau cheiro,
Sei o que pedir a papai Noel de presente:
Uma arvore cheia de folhas verdes e frutos,
Pedirei pequena porção de “todo dia igual” e também
Na meia na janela que coloque um pouco de sementes ,
Afinal vale festa sem bolo, aniversario sem parabéns, sol sem
Chuva da tarde, amor sem saudade, cor sem vida, beco sem saída.
A televisão queimou e não dá pra plantar um nova no meu quintal,
Moro em apartamento três por quatro e o sol não invade o inerte
Interior da minha residência, quer saber cansei! Não vou mais esperar por Eva, vou agora comer da fruta da arvore do conhecimento
Do bem e do mal.
Será que deveria?
Cadê a cobra agora ?

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