amor

Foto de Nana ´De Má

Saudade de momento.

A saudade bateu forte,
Doeu.
Quanto?
Muito.
A saudade veio sem avisar,
E de mim roubou a concentração de labutar,
Saudade de quem ta longe, saudade de quem me ama, saudade gostosa, saudade feliz,
Posso citar várias saudades, no momento só me apego a feliz, pois é a que sinto,
A saudade de momento ta batendo agora em minha porta, e dizendo, que falta faz você aqui comigo.
Ela não me deixa esquecer o quanto sou metade sem você, a saudade bateu,
Forte,
Doeu.
Mas foi bom, é bom sentir saudade, é sinal que tenho falta,
Falta, falta..........
Saudades, suspiros, saudades e mais suspiros,
Saudades, vontades e mais um pouco de suspiros,
A saudade bateu,
E continua batendo insistentemente a minha porta,
Lá se foi minha concentração, só dá você.
Saudades.

Foto de Nana ´De Má

O meu amor é lindo.

O meu amor é lindo,
Lindo como um passarinho, simples como o vento.
O meu amor me faz sorrir, meus olhos se enchem de brilho a olhar figura tua,
É lindo o meu amor, é perfeito em cada detalhe, é único como um diamante,
O meu amor é lindo, tenho orgulho de mostrar o meu amor, sua beleza é maior que qualquer uma já conhecida, como é lindo o meu amor.
Até nos defeitos é lindo, e cada imperfeição te põem mais graça, mesmo que não goste, eu adoro, porque te faz único, não canso de dizer o quanto é lindo o meu amor, me envaidece te olhar, até um orgulho bate dentro de mim, e tenho a satisfação em falar pra quem quiser ouvir o quanto o meu amor é lindo, ai de quem discordar, sou surda a estes, porque pra mim não existe ninguém mais lindo e perfeito que o meu amor.
Mas o meu amor não tem consciência de sua beleza, não sabe o quanto foi agraciado,
Tem uma alma bela, um coração generoso, fala mansa e amigável não faz feio na figura,
Há como lhes belo o meu amor, um uffi é um aff.
Como podes não ver isso? Serás tão cego assim? Pobre do meu amor.
E egoistamente falando, que bom pra mim, narcisismo não é o teu forte, pois nasceu em humildade, nem sabe que me tira o fôlego, e que me deixa em fim de primeiro e ultimo sopro de vida, ai, como é lindo o meu amor.
Posso até tolamente te comparar as coisas que acho belas, mas nenhuma será digna de comparação, pois o meu amor é único, sua beleza é de dentro pra fora, e se estende em profusão por todo o seu ser, como é lindo o meu amor e não me canso de dizer.

Foto de Nana ´De Má

Confundindo o chocho.

Se perguntar, é porque tenho dúvidas,
Se explicar, é porque tenho necessidade de esclarecer,
Se deixar de lado, é porque não faz diferença,
Se potencializar, é porque tem muito valor,

Mas se a pergunta for idiota peço perdão,
Se a explicação for desnecessária peço compreensão,
Se deixar de lado e era importante peço consideração,
Se não der o devido potencial pense que foi desleixo,

Mas não pense,
Que não quis perguntar,
Que não quis me explicar,
Que não quis me importar,
Que não quis olhar,

Por quê???
Há eu nem sei, só sei que é assim.
Fácil e complicado ao mesmo tempo,
Estranho mas aceitável,
Pequeno mas tão importante.

Só tem sentido pra nós,
Ou não,
Vai saber deixei de querer entender,
Só sei que te amo,
Motivos têm mais que mil,
Razão de ser não tem nenhuma,
É assim mesmo.

Foto de Nana ´De Má

Andanças...

Andando atrás de um motivo
Para sair por ai, pela vida.
E achar nas curvas do caminho
Algo que a própria existência
Humana não explica.

Adentrar em um corpo inerte
Que fertilize minha memória
E me encontrar numa atmosfera
Com um ar atropelado
Pelas gaivotas e seus ninhos.

Nisso haverá uma mera expressão
Que comunicará a transparecência
Simples e pura
De um sentimento, enraizadamente,
Unindo nossos corações.

E andaremos e andaremos,
Atrás de algum motivo
E juntos nos encontraremos
Nas curvas dos caminhos,
Com gaivotas, seus ninhos,
Ares, corpos e atmosferas.
Feitas simplesmente para andarmos.

Foto de Ednaschneider

Fenômenos Da Natureza

Chuva fria...!
Não me tragas solidão
Não deixe minha vida vazia
Apenas refresque meu coração!

Vento forte!
Não me tragas ansiedades
Não me deixes à beira da morte
O que quero é felicidade!

Sol escaldante!
Venha apenas me aquecer
Não queime minha vida de amante
Que a sua luz possa apenas me proteger.

Por favor, me ajudem fenômenos naturais;
Tragam-me equilíbrio de alma
Não me deixem amar menos ou mais
Quero ser feliz e viver com calma.

Tudo que faço no momento
É com muita intensidade.
Tenho tantos sentimentos
Que já chamaram de insanidade.

Amar demais não é loucura
Loucura é viver sem amar
Viver uma vida de amargura
E o tempo todo a se lamentar.

Por isso peço ajuda aos recursos da natureza
Que me dêem forças para ser equilibrada
Não quero viver na tristeza...
Quero amar e ser e ser amada.

04/05/07-Joana Darc

(Este poema é registrado.Copyright: Todos os direitos reservados à autora dos mesmos,não devendo ser reproduzido total ou parcialmente sem a prévia permissão da respectiva autora, estando protegido pela lei, ao abrigo do Código dos Direitos Autorais)

Foto de cathy correia

Mãe

No teu rosto cansado,mãe
Morreram as esperanças
De um futuro
Há muito trancado
Nos ecos do passado!
Nem mesmo o filho
Que carregas nos braços
Te faz ver as estrelas do céu...
Nem o seu sorriso
Acalma as rugas da tua vida
Já desvanecida
Sem crenças
Num amanhã longínquo!
Há muito que enterraste
Um a um
Os sonhos de um amor
Que morre todos os dias...
Vazio...
Despido...
Da magia do começo
Da tua vida de mulher!

Foto de paulobocaslobito

O teu amor sempre presente...

A vida é de si tão própria
E tão oca
Tão nua
Despida
E fria
Tão sem ramos
Sem rotas
Sem rumos
A vida é desconfiada
Uma calema
Vendaval de calma e guerra
A imensidão
Nesse momento vasto
Sem perigos
Perigosamente isolada
Perigosamente só
A vida é o sentido
Dos sentidos
Tão a vida
Tão vasta
A vida é tão irreal.

A vida é a nudez
Desfolhada
Desplumada
A roupa alinhada no cesto
O corpo nu
Da alma descoberta
Onde os teus olhos me tocam frios
E as minha lagrimas soltam-se num precepicio
Sou tremulo do momento
Que a vergonha se me deixa aos trambolhões
Penso matar-me só de me assim veres
Que na realidade sou Uma alma penada
Na amargura tão má
Da alma presa e amrgurada
Cachos de parras sobre as minhas faldas
Para me cobrir na verguensa
Que de tanto te amar me sinto perdido
Ao abandono e desesperado.

Inalo os pulmões o ar fresco
Da manhã quente
Alagando o corpo com sangue novo
Capto todo o Oxigénio que me proponho
E quero rebentar de tanto prazer!

Os sentimentos são escassos
Quiçá esparssos e vadios
Pois falta-me o ar no amor
E se falta ar no amor
A gente morre
E se morre
A vida é isso...
Respirar para amar...

A vida é o que sinto
Onde no nada sou mais feliz
Ter-te ou não
Basta que te sinta
Basta que no flash da mente
Me deixes ver o teu sorriso
Mesmo que seja uma coisa do passado
É bom lembrar velhos amores
É bom lembrar o amor
...Viver é amar...
Quem ama vive
Quem vive respira...
A vida é tão só
Mais um pouco de amor
Outro pouco de amor...
Sempre presente o teu amor...

Paulo Martins

Foto de Ventania

Por onde andam os teus olhos?

Neste meu olhar procuro o teu ser
E quase o encontro lá ao de leve
Porque recusado se foi esconder
Noutro quase sitio onde se reteve

O meu quase ser procura o teu ver
Mas este furtivo de mim se absteve
Pousou numa ave nela foi morrer
Soltou-se no quase e em mim foi breve.

Sedentos do verde na busca do ser
Procuram no horizonte um quase céu
Que junte os seus tons no entardecer

E a névoa com brisas em mim a correr
Cobrem-me de mar num quase véu
Que a noite caindo só faz verdecer.

Foto de Ventania

Quase amar

Criou-se um quase que toca
no tudo de quase tudo,
neste quase não és mudo,
tiras-me os sapos da boca.

Aquilo que queria dito
O disseste neste quase
Fica o dito nesta fase
Para o golo que medito.

Atirar fundo na rede
desses cacos que não digo
para enganar esta sede
nos ses e quases dum figo!

Figo esse que dispersa
estas letras onde escrevo
nesta manhã submersa
onde me enredo num trevo.

Queria vê-lo repartido
Para na sorte me soltar
Em quatro folhas metido
Dizendo-me: queres ....?

ME AMAR

Foto de cathy correia

Somos

Somos gente feliz
Com lágrimas...
E já não vivemos
Vegetamos...
Nem as mãos damos
E os abraços
Já não os conhecemos!
Destruimos o afecto
Fazendo do amor
Palavra vã...
Fizemos do futuro
Filho da dúvida
Da incerteza.
Na nossa cabeça
Destruimos os laços
E não deixámos traços!
Amámo-nos
Numa floresta de enganos...
Num mar de fingimento...
E calámos o pensamento
De bem-querer
Num coração com grades!

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