amor

Foto de Agamenon Troyan

Caixa de Pandora

Caixa de Pandora

De: Agamenon Troyan

Quando criança
Eu falava com os anjos
Enxergava o mundo
Com os olhos da Inocência.

Cresci, tornei-me um homem
Cheio de idéias, metas e planos
Abri minha caixa de Pandora
E só encontrei o engano

Revoltado e sem esperança, lancei-a ao mar
Junto coma a minha frustração
Que calada não se manifestou

E agora, o que fazer?
O passado sepultei,
O presente neguei,
O que dirá o meu futuro?

Arrependido, voltei ao penhasco
Ofegante, a caixa procurei
Por um momento, desesperançoso, orei.
O que eu desejava não acontenceu
Mas uma resposta um anjo me deu:

Revelou-me que sem lutar
Um homem derrotado se torna.
Sem objetivos e sem sonhos:
Sua vida é vazia de glórias.

Foto de Agamenon Troyan

Somente o vazio

Somente o vazio

DE: Agamenon Troyan

Não há o que dizer
Não há o que reclamar
Sem ninguém para ouvir

Não há o que ler
Não há o que aprender
Sem ninguém para ensinar

Não há a quem amar
Não há a quem se dedicar
Sem ninguém para compartilhar

Não há o que se discutir
Não há o que planejar
Sem ninguém para executar

Não há para onde fugir
Não há para onde se esconder
Sem ninguém para proteger

Não há o que compor
Não há o que cantar
Sem ninguém para aplaudir

Não há para quem orar
Não há porque se arrepender
Sem ninguém para se converter

Não há o que temer
Não há a quem ameaçar
Sem ninguém para se acovardar

Não há o que escrever
Não há o que expressar
Sem ninguém para criticar

Há um vazio a espera de ser preenchido
Não com metáforas e antagonismos
Mas com amor e humanidade

Foto de Agamenon Troyan

A rosa e o anjo

A rosa e o anjo

De: Agamenon Troyan

Contemplei o infinito
Mas ele estava vazio!
Para onde foram as estrelas?
A noite estava calada
Tentando encontrar uma resposta.
Dispus-me em ajudá-la
Porém em vão.

Continuei meu caminho,
Totalmente tragado pelas trevas
A noite veio em meu auxílio.

Estendeu-me sua mão
Guiando-me pela penumbra.
Paramos por um instante;
Precisava interrogar o céu.

“Como pôde permitir tal fato?”
“Por que não se manifestou, oh senhor do firmamento?”
Nada, nenhuma resposta. Nem mesmo um suspiro.

Fechei os meus olhos e fiz um pedido...
De súbito, caindo cadenciadamente
UMA ESTRELA CANDENTE!
Guiada por um anjo
Cuja uma das mãos trazia uma rosa.

Ao semear suas pétalas pelo infinito,
Milhares de estrelas brotaram
Que para todo o sempre
Continuem a brilhar

Foto de Agamenon Troyan

O rio, o riacho e o oceano

O rio, o riacho e o oceano

De: Agamenon Troyan

Franca,
Quero ser o seu oceano
Navegá-lo sem pressa de voltar
Invadi-lo sob a minha carta régia
Tornar-me parte do seu mar.

Selma,
Queria ser um rio
Para que você se banhasse
Envolvê-la-ia completamente
Para que não mais me deixasse.

Rosana,
Quem dera fossemos um riacho
Para juntos sempre desaguar
Primeiro em um pequeno rio
Depois em um grande mar.

Foto de Agamenon Troyan

A jóia do Nilo

A jóia do Nilo

De: Agamenon Troyan

Das águas surgiu um diamante
Tão belo, inestimável; tão brilhante
Que até mesmo as estrelas
Apagaram-se com o seu fulgor

Em seu âmago havia uma esmeralda.
Em seu brilho, o enigma da esfinge.

Sua luz intensa me transportou
Para sonhos longínquos.
Não me desesperei;
Pois seus olhos me guardavam,
Seus lábios me confortavam.

... E o diamante se fez carne.

A mais bela mulher que
Os meus olhos já viram.
... Lívia.

Tão rara quanto uma jóia,
Tão misteriosa quanto o próprio Nilo.

Foto de Gaivota

* LETRAS AZUIS DO TECLADO

*
*
*
*

Hoje a faca varou,
entrou fina,
penetrando o coração
marinho.
Derramei-o.

O dia estancou
na alma azul,
e a noite
ergueu-se
sem estrelas.

Costuro a dor
no tênue
entreabrir-se,
como asas
em vôo.

Desmontado,
exausto,
o poeta sangra.
Com a pérola na mão
estanca feridas.
Pendura letras
no teclado,
ouço-o
cantar azul.

** Gaivota **

Foto de Agamenon Troyan

Dedicado a uma voz

Dedicado a uma voz

De: Agamenon Troyan

Voz que encanta
Que cura
Que apazigua m´alma
Não permitas que te calem

Tu emanas o canto
Que silencia as sereias
Enrubescendo-as diante do espelho

Voz que ouço e que atendo;
És musa, deusa e talento
Inspiradora do meu ego
Defensora dos meus julgamentos

Tu és doce e suave como o mel
Mas enfurecida
És firme e forte como o fel

Sem pedir entraste em meu poema.
Disfarçando-se em versos.
Contida estas entre palavras
Subjetivando-me...
... Em admirar-te!

Foto de Agamenon Troyan

Nayara

Nayara

De: Agamenon Troyan

Meus sentidos não fazem sentido
Estou a vagar em um barco sem leme
A cada dia levado pelas ondas.

Uma voz me desperta...
Fecho os olhos e vejo você.

Cada palavra dita,
Cada sílaba articulada,
Conduz o meu barco para além do horizonte.
Não me atrevo em abrir os olhos,
Pois não quero ficar órfão dessa doce ilusão.

Sinto as horas tocarem-me os olhos,
Tentando de qualquer maneira despertar-me.
Vivo travando esse longo duelo
O qual, por você, luto a cada instante...

A solidão articula sua última cartada:
Oferece-me palavras vis, blasfêmicas e ofensivas.
Desperto-me envolvido numa bruma de desespero
Grito o seu nome... Nayara!
Mas sua voz não responde.

A lembrança de sua ausência me assombra
Ao mar, dediquei o sal do meu pranto,
Aos sonhos, ofereci um banquete de incertezas
Ao vento, lancei esse poema
Para que todos saibam o seu nome...

Foto de Agamenon Troyan

O papel e o poeta

O papel e o poeta

De: Agamenon Troyan

Não quero mais ser um coadjuvante,
Para ser lembrado apenas por um lapso.
Estou farto de pensamentos disfarçados em abstrato
Ziguezagueando por entre linhas de raciocínio.

Quem é o criador?
O poeta que se torna escravo de suas musas,
Ou o papel que as alforria silenciosamente?
Perguntas sem respostas,
Cuja desculpa se encontra
No último parágrafo.

Cansei de ser o fardo de sua pena
E depósito de frustrações.
Quero libertar-me desse jugo
E prender-me em minhas próprias idéias
Ser o personagem da minha própria pessoa.

Quero atuar em meu próprio mundo
Ser a minha gramática,
Sem uma sentença que me condene.

Quero descobrir o meu verdadeiro papel
Poder enxergar a mim mesmo
Não sobre uma escrivaninha fria e empoeirada
Cujo tempo a esqueceu no esquecimento,
Mas sim em cada alma
... Em cada poesia.

Foto de Agamenon Troyan

Lágrimas de areia

Lágrimas de areia
Agamenon Troyan

Lá estava ela, triste e taciturna
Testemunha de efêmeros conflitos
Com um olhar perdido no tempo,
Não exigia nada em troca
A não ser um pouco de atenção.

Sentia-se solitária; oca.
Os homens admiravam-na
Pelos seus dotes
As crianças, em sua eterna plenitude,
Admiravam-na muito mais além...
... Mais humana!

De sua profunda melancolia
Lágrimas surgiram.
Elas não umedeceram o seu rosto
Mas secaram o seu coração,
O poço da alma,
Aumentando cada vez mais
A sua sede.

E lá ela permaneceu; estática, paralisada!
Esperando que o vento do norte a levasse
Para bem longe dali...

O dia começou a desfalecer
Seu coração, outrora seco e vazio,
Agora pulsava em desenfreada arritmia.
Desespero!
A maré estava subindo...

Em breve voltaria a ser o que era:
Um simples grão de areia.
Quiçá um dia levado pelo vento,
Quiçá um dia!
Em um porto seguro.

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