amor

Foto de NiKKo

Miragem

Eu peço um favor a todos..
Peço para não me condenarem
Se no papel a minha alma fala
E as palavras são meu coração a soluçar.
Sei que sou forasteira aqui,
Que nestas terras estou de passagem,
Mas a minha poesia que um rio tranqüilo
Num deserto cheio de miragem.
Ela é mais que um osais..
Pois empresta a vida muito mais beleza..
É como uma pobre rainha
Que a um mendingo entregou sua realeza.
E ao penetrar no íntimo de minha alma
Vai abrindo as portas da imaginação,
Trazendo aos meus olhos um mundo novo
Uma das maiores e celestes visões.
Ela tem o dom de me transportar
De me levar a um mundo sem igual
Onde tudo é só alegria e paz...
Onde não existe nenhum mal.
Assim eu me divido em duas pessoas
Perdendo-me dentro de mim..
E só posso dizer que me reecontro..
Quando uma mias poesia está no fim

Foto de Isa Castro

Chuva na vidraça

A chuva bate na vidraça e, levemente,
sinto a apatia envolver-me docemente.
Deixo a minha alma entoar o cântico
da solidão, que congela todo o meu ser
e transforma a minha vida num mar turvo.
Escondo-me desde o amanhecer,
sou tão pequena, tímida e enjeitada,
que até parece que nasci amaldiçoada
pelos golpes desenhados na minha pele
nesta luta diária sem rumo nem liberdade.
Continuo ensaiar a tristeza com um sorriso,
banhando-me no rio do esquecimento
enquanto caminho e corro atrás do tempo.

Foto de pedacinhos de mim poemas

Quando Digitamos

Uma frase aqui,
outra acolá, vou juntando,
vou somando...
percebe que sempre tenta disfarçar
do quanto gosta de mim.
Mas é nessa somatória,
que vou juntando,
o teu desejo, a tua saudade,
que nunca declara,
na forma exata,
o que sentes por mim.
É difícil esconder por muito tempo
os nossos sentimentos,
e assim vai revelando
por entre linhas,
em uma conversa que surge
de maneira descontraída,
despercebida,
não intencionada.
Lá está escrito:
hoje pensei em você,
estou com saudades,
Quero você.
O nosso orgulho é sempre turrão,
mas confrontado com o nosso coração,
não tem essa não...
O amor é mais forte,
não há orgulho que sustente,
quando os sentimentos falam por você.
E meu coração em cumplicidade,
secretamente me dá um toque,
nessa hora eu me pega à sorrir.
por saber que gostas de mim.
Já é tarde, preciso ir dormi.
Te mando um beijo
E me levanto, suspirando feliz.

Célia Torres

Foto de Fernando Poeta

Destino

Se pudesse ter a certeza,
Que poderia arrancar meu coração,
E ainda assim iria sobreviver,
Assim eu o faria.

E a ti entregaria sem medo,
Em confiança de que iria protegê-lo,
Tornando-o teu,
Mantendo nosso segredo.

E neste ato de confiança,
Demonstraria a esperança,
De ter encontrado enfim,
A outra parte do que faltava em mim.

Pois tenho por verdade,
Tudo o que é dito,
E mesmo que não digas nada,
Entendo tua alma,
Pois entendo meu espírito.

Pois talvez o que fosse um,
Pode ter sido repartido,
E o que falta de minha parte,
Percebo estar contigo.

E ao acaso encontrei,
Sem perceber o quanto havia procurado,
Não conheço a mão que rege o destino,
Mas reconheço que meu destino,
Era ter lhe encontrado.

Do melhor que posso,
A ti entrego meu coração,
Ame-o, como a si mesmo,
Pois através dele,
Agora eu a protejo...

Foto de Fernando Poeta

Sereia

O navio naufragou,
Fui lançado na imensidão azul do mar.
Não havia salvação, percebi o inexorabilidade da morte,
Nos poucos segundos que achava que ainda restavam.

Poupei meu fôlego,
Para conseguir, ante o fim iminente,
Guardar em minha mente,
A última impressão deste mundo.

A beleza descortinava-se à minha frente,
Com muita clareza conseguia ver,
O fim chegando,
Adornado pela beleza do oceano...

Não havia mais o medo,
Nem o desespero,
Apenas o extasiante estupor,
Ante o que contemplava.

Com o corpo dormente, a alma liberta,
A vegetação marinha a minha volta,
Cardumes coloridos de peixes, passando ao largo,
Observavam minha queda.

Ao fundo cheguei,
E aguardei o fim,
Então tão próximo dele,
Achei estar em um sonho, e percebi que delirava...

A minha frente rapidamente,
Algo se aproximava,
Com movimentos ondulantes e rápidos,
Conseguia perceber apenas a forma, e então meus sentidos foram embora...

O tempo, não sei dizer,
Vivo! Eu estava vivo,
Como isso aconteceu?
Qual a explicação para minha salvação?

Em meio a meus devaneios,
Ouvi um canto, belo, suave e atraente,
Atraiu meu olhar,
Para arrecifes formados ao longo da praia.

Avistei então uma lenda,
Avistei o que só poderia ser,
O que os antigos denominavam,
Sereia...

Cachos de cabelo negros como ébano,
Corpo sinuoso até o quadril,
E longa cauda escamada, verde como as águas claras,
Terminando em enorme nadadeira...

Olhava em minha direção,
Continuando seu canto,
Acariciando seus cabelos,
Mantendo nos lábios um sorriso cintilante...

Cantava minha salvação...

Encontra-me no seio de sua morada,
Chegou a mim,
Percebeu que morria,
Colou seus lábios as meus.

Arrastou-me assim,
através das águas frias,
Até deixar-me na praia,
Até deixar-me salvo.

Aguardara-me ver acordar,
Para dar-me adeus,
E então ao seu lar,
Poder retornar...

Lançou-se às águas,
Levando consigo,
O que então deixara,
Meu coração partido...

Foto de André Lajunza

AQUELES PASSOS

AQUELES PASSOS

OUVI uns passos na calçada,
Me pus logo a imaginar.
Seria ela, minha amada ?
Que resolveu enfim voltar.

O coração bateu no peito,
Que parecia querer pular.
O corpo tremeu dum jeito
Que, pensei que iria desmaiar.

Fiquei atento e esperando,
Bater à porta e me chamar.
Mas os passos foram passando,
Foram passando sem parar...

De quem seria aqueles passos?
De quem seria, pergunto eu?
Não era dela, aqueles passos,
Pois em minha porta não bateu.

De quem seria aqueles passos?
De quem seria, pergunto eu?
Não era dela aqueles passos;
Porque ela eu sei, já me esqueceu !.......

Lajunza

Foto de Zedio Alvarez

Noite insônica

Quando a insônia resolveu de mim se apossar,
Achei que era aquela, a noite da serenata.
E fui bater na tua janela...
Para te presentear com uma sonata ao luar

Foto de Zedio Alvarez

Tempestade assassina

Como ficou triste o meu jardim
Depois daquela sórdida ventania
Vi seu corpo todo despetalado...
Foi o fim do meu amor afim
Foi fim do teu amor a mim...

Foto de TrabisDeMentia

Oi...

Oi...
É tudo o que eu tenho para te dizer
E é tudo o que eu me permito
Pois falando em amor eu minto
E para falar da dor que sinto
Por não te amar
Eu prefiro me calar
Deixar algures no silêncio
As promessas de um passado
Em que me arrependo de ter jurado
E de ter dado o que te dei
Oi...
E nada mais te direi..
Pois dessa terra em que fui rei
Hoje fujo que nem escravo
Pois o teu amor é uma constante
Que me quer em cada instante
Longe dos sonhos que costurei
Perto da morte que alinhavo

Eu prefiro assim
E escutar na tua voz:

Um oi...
Tão somente um oi...
Tudo o que restou de nós

Foto de Senhora Morrison

Aonde quer que eu vá...

Aonde quer que eu vá...

Espectro a me vigiar
Sombra a me seguir
Onde quer que eu vá

Não consigo sequer
Desvencilhar o meu
O seu mundo, fantasia.

Tudo em seu controle
O vazio, o fracasso.
De apenas ser

A luta cessou
Entreguei minhas armas
Incessantemente cansada

Amar não quero
Isso nunca foi pra mim
Não posso respirar

Esta é a última vez
Que escrevo a ti
Numa tentativa, talvez.

De tudo mudar
Mas as escolhas
Não me pertencem

Presencio a glória
Em outras mãos
O encantamento é todo dela

A mim, nada sobrou.
Nada além dessa penumbra
A colorir minha vida

Você se foi
E eu fiquei não por opção.
Não por verdadeiramente querer

Por não ter forças
Por me fazer acreditar
Que não sou merecedora

De nada

Senhora Morrison
01/11/2006

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