amor

Foto de Murilo Braga Silva

Laços de bondade

Alma querida, escuta:
O apostolado de Cristo te convida
Para estar trabalhando ao lado dele.
Deus é bom e justo para com suas ovelhas;
Nenhuma ovelha ficará perdida em seu reino.
Tudo se transforma na Terra;
Mas o que vem do céu permanecerá;
Vem cooperar também e servir com Jesus;
Vem cooperar no amor que devemos ao mundo;
E que a bênção de Deus jamais nos desampare, nem despreze a ninguém, iluminando os campos de toda a Terra.

Foto de Murilo Braga Silva

Vida Eterna

Estava no rio andando,
Tristonho com minha barba cerrada,
Vi um pássaro cantando,
Entendia que era tudo um aviso de que minha vida estava no fim.
Debaixo de meu barco já se formava o meu túmulo, aí veio um anjo e me disse:- você acabou de nascer para a vida eterna.
E eu, com muita humildade, disse:-Obrigado, meu anjo, sei que apenas deixei o plano carnal, todas as minhas tarefas que fiz no plano material darei continuidade, portanto, o espírito é imortal.

Foto de Anjinhainlove

Razão ou Coração?

Dediquei os meus últimos dias
A esperar por ti
Disse “adeus” segura
E enquanto sonhava contigo
Estavas tu a viver o teu sonho.

Sonhava com teus lábios
Enquanto que os partilhavas com outra pessoa;
Lembrava as tuas palavras
Enquanto as partilhavas com quem não as ouvia;
Pensava em nós
Mas o nós agora era eu e tu e ela.

Como magoa não te ter só para mim,
Pensaste em mim?
Quiseste dizer “não”?
Voltarias a fazê-lo?
As perguntas enchem a minha cabeça…

Sinto-me posta de parte,
Mas mesmo assim
És tudo para mim.
Deverei seguir a razão ou o coração?

Foto de Dom Quixote - crítico amador

Literaturas Lusófonas

Bem mais que dança, bailado;
que som, melodia;
que voz, sobrecanto;
que canto, acalanto;
que coro, aleluias;
que cânticos, paz.

Bem mais que rubor, saliência;
que encantos, nudez;
que imoral, amoral;
que bosques, fragrâncias;
que outono, jasmins;
que ventos, orvalho;
que castelo, arredores;
que metáforas, rios;
E um pouco além: tsunamis.

Bem mais que naus, sentimento;
que excelsa, nascendo;
que olho, contemplo;
que invade, arrebata;
que vitrais, catedral;
que versos, vertigens;
que espanto, tremor;
que êxtase, pranto;
que apatia, catarse.

Bem mais que contas, rosário;
que prece, amplidão;
que o menino, sua mãe;
que Império, regresso;
que palmas, martírio;
que anúncio, Jesus;
que Ceia, Natal.

Bem mais que alegria, ternura;
que espera, esperança;
que enlevo, paixão;
que adeus, solidão;
que dor, amargura;
que mágoas, perdão;
que ausência, oração;
que abandono, renúncia;
que angústia, saudade.

Bem mais que anciã, joyceana;
que lógica, onírica;
que o Caos, Amadeus;
que ouro, tesouro;
que ode, elegia;
que amiga, inimiga;
que insensível, cruel;
que signos, símbolos;
que análise, síntese;
que partes, conjunto.
E um pouco além: generosa.

Bem mais que efêmera, sândalo;
que afago, empurrão;
que clássica, cínica;
que exceto, inclusive;
que inserta, incerta;
que adubo, arrozal;
que oferta, procura;
que unânime, única.
E um pouco além: tempestade.

Bem mais que ouvida, vivida;
que austera, singela;
que pompa, humildade;
que solta, segredos;
que fim, reinício;
que um dia, mil anos.

Bem mais que reis, majestade;
que jus, reverência;
que casta, princesa;
que moça, menina;
que jóia, homenagem;
que glórias, grandeza;
que ocaso, esplendor;
que espadas, correntes;
que fatos, História;
que Meca, Lisboa.
E um pouco além: messiânica.

Bem mais que pingos, Dilúvio;
que água, Oceano;
que mares, o Mar;
que porto, Viagem;
que cais, caravelas;
que rochedos, neblina;
que vôo, Infinito;
que Abysmo, gaivotas.

Bem mais que a tribo, navios;
que lanças, tristezas;
que campos, senzalas;
que bodas, queixumes;
que soul, sem palavras;
que o tronco, maldades;
que ais, maldições;
que feitor, descorrentes;
que mandinga, orixás;
que samba, kizomba;
que “meu rei”, Ganga Zumba;
que olhos baixos, quilombos;
que discordo, proponho;
que cedo, concedo;
que escravos, Zumbi.

Bem mais que brisas, Luanda;
que ondas, Guiné;
que amarras, Bissau;
que o azul, São Tomé;
que náutica, Príncipe;
que axé, Moçambique;
que opressão, Cabo-Verde;
que fragor, linda ao longe;
que injusta, perversa;
que abutres, pombinhas;
que trevas, pavor;
que rondas, terrores;
que bombas, crianças;
que tágides, ébano;
que o Sol, rumo ao Sol.

Bem mais que luar, nua e crua;
que longínqua, inerente;
que ornamento, plural;
que ira, atitude;
que abstrata, denúncia;
que conceitos, Nações;
que Camões, mamãe África.

Bem mais que ética, ascética;
que pro forma, erga omnes;
que embargo, recurso;
que emoções, decisão;
que rodeios, sentença;
que Direito, Justiça;
que leis, Lei Maior.

Bem mais que flor, Amazonas;
que improviso, jeitinho;
que frágil, incômoda;
que alvor, cisnes negros;
que escrita, esculpida;
que lírios, o campo;
que veredas, suindara;
que denúncia, ira e dor;
que bonita, pungente;
que amena, os sertões.
E um pouco além: condoreira.

Bem mais que lares, veleiros;
que adeuses, partida;
que feitos, missão;
que honras, repouso;
que canto, epopéia;
que mística, fado;
que areias, miragem;
que sonhos, delírio;
que vozes, visões;
que acaso, destino.
E um pouco além: portugais.

Bem mais que errante, farol;
que ânsia, horizonte;
que distância, presença;
que solo, emoção;
que países, Galáxia;
que estresses, estrelas;
que zênite, impacto;
que intensa, profunda;
que letras, magia;
que formas, sentido;
que textos, teoremas;
que idéias, princípios;
que imensa, perfeita;
que graça, milagre;
que arcanjos, fulgor;
que dádiva, Mãe.

Bem mais que luz, primavera;
que audácia, tumulto;
que estética, rústica;
que em paz, desinquieta;
que estática, cíclica;
que cercas, muralha;
que assédio, conquista;
que plantas, concreto;
que escombros, palácio;
que átomos, Deus...

Foto de francineti

carta- poema.

Carta poema.
Abaetetuba, 29/09/2006

Querido,
Hoje resolvi escrever-te uma carta de amor do jeito que os apaixonados faziam antigamente. Peguei caneta e papel e comecei a escrever e versar.
Compus muitos versos para ti,
eles falam de desejo, de paixão e de tesão,
mas também falam de admiração.
Meus versos falam de mistério, de esperança, de planos e também de um encontro marcado.
Nosso encontro já está agendado, pensado, sonhado, planejado.
Nos meus planos te vejo chegando, sorrindo, lindo.
Ès selvagem e apaixonado,
me tomas nos braços e beijas meus lábios,
feitos loucos nós fazemos amor.
Eu já te disse que sou fêmea no cio,
espero por você meu homem,
Vem apagar este fogo que me consome.
Todos os dias sinto uma ansiedade sem parar,
só consigo me acalmar quando leio teus e`mails.
Assim tu continuas a envolver-me nas malhas do encantamento.
Estou nas ilhas em Abaetetuba- Pará, mas...
em você eu não consigo parar de pensar.
Olho o sol se por e penso em você meu amor,
Quando vejo o sol nascer,
eu imagino que é você a me aquecer.
No igarapé sonho com a gente fazendo amor. É uma cena de arrepiar...
Vejo você chegar e a minha roupa arrancar,
nadamos nus no rio,
fazemos amor na água gelada,
eu sem pudor fico totalmente pelada,
sua boca gostosa chupa os meus seios.
Eu te pediria para mordê-los.
você obediente e indecente atenderia meu pedido.
Após morder, chupar e lamber me amarias na ponte.
ficaríamos cansados, abraçados e totalmente apaixonados.
Beijos, tua Fran/ tua rosa do norte.

Foto de francineti

A escolha é sua.

Sou sensível e também guerreira
Em meus versos eu me desnudo por inteiro.
Eu me revelo,
para você eu sempre me entrego.
Plena de desejo e sentimentos
eu adormeço e com você eu sonho
nos meus sonhos eu estou sempre nua
para você eu me entrego sem pudor, mas com ternura.
sou tua mulher,
tua menina,
tua musa,
tua puta,
a escolha e toda sua,
mas a você eu sempre me entregarei com paixão e loucura.

Franci.

Foto de Ametista

Minha Vida

Minha vida vai de mal a pior...
Já não sei o que fazer...
Me perdi e não sei como me encontrar...
Me vejo sozinha,no meio da solidão...
Não encontro nenhuma solução...
Estou com tanto medo...
Sinto que a única saída é o suícidio...
Estou morrendo lentamente...
Finalmente meu sofrimento por você está se cessando...
Meus olhos estão se cegando,só vejo a escuridão...
Queria te ver pela útima vez,apenas pra te dizer...
Que sempre te amei,até mais do que minha própria vida...
E que minha morte não é sua culpa,e sim da vida...
Que nunca me deu a chance de ser feliz...
De repente,sinto alguém se aproximar...
Sinto que é você,vejo o esboço do seu rosto...
Você se aproxima lentamente,e com uma lágrima no olho diz:
_Te amo!
E eu sussurro suavemente:
_Agora é tarde demais!!

Foto de angela lugo

Sem amor

Oh! Tempo que não passa
Solidão que invade a alma
Coração que grita essa dor
Dor de não ter o teu amor

Fico aqui... Pensando em ti
As horas demoram passar
O relógio do tempo parou
Seus ponteiros recusam a andar

Creio que nada pode curar essa dor
Mesmo que os ponteiros andem
Mesmo que a terra gire mais rápido

Já nem sei mais quem sou
Já não consigo viver sem dor
E... Muito menos sem teu amor

Foto de caiozago

Tua Ausência

Peça-me para ficar longe
Mas não peça para que eu seja feliz
Peça-me para deixar-te por um instante
Mas solitário esperarei sempre por ti.

Peça-me para lhe amar
Mas me pedir isso não lhe é preciso
Peça-me um só momento
E eu lhe darei todos os que tenho omitido.

Peça-me um minuto a mais contigo
Isso seria o meu ato mais bonito
Peça-me o meu esquecimento
E o meu coração trairia meu sentimento.

Peça-me minha companhia
E ao seu lado eu vou estar
Peça-me o meu coração
E eu o lhe darei sem exitar.

De fato a distância existe
E isso me entristesse
E a saudade impiedosa persiste
Toda vez que anoitece.

Foto de Sirlei Passolongo

O menino do semáforo

Hei!
Olhe o menino que passa
Olhe...
Nem que seja através da vidraça

Nas mãos um pacote de bala
Nos pés um chinelo gasto
Na boca...uma voz que cala
Segue todos os dias o mesmo rastro

Caminha na multidão
Procura um semáforo movimentado
Espera vender suas balas
Ganhar um mísero trocado
Ninguém o vê
Ninguém percebe
Ele nunca é notado
E ele segue...

Segue seu destino ingrato
Sem culpas
Segue sem trato
É mais um entre tantas crianças
Sem comida em seu prato
Essa é a nossa criança esperança!
Ninguém o vê
Ninguém percebe
Parece rotina de fato

Segue no sol, segue na chuva.
No verão ou no inverno
É esse o menino que passa
Olhar triste, sorriso terno.
E nós ficamos aqui
Escondidos atrás da vidraça
(Sirlei L. Passolongo)

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