amor

Foto de Peter

Tu...!?

Tu…?

Quando vejo o teu reflexo
Fico perplexo
Como uma alma fica assim…?
Um mero ser a deambular
Sem um coração para amar…

Neste mundo tão cruel
Esse teu sabor a fel
Apenas te destrói
Afinal amar dói
Mas não amar
É apenas definhar!
Desaparecer num mar gelado…
Numa onda morrer afogado…

Sem sentido
Assim ficas perdido
Sem emoção
Ficas assim na solidão
Sem amor
Assim ficas nessa dor

Nestes dias complicados
Poucos aqueles são amados
Menos ainda aqueles que amam
Entre os sentimentos que queimam
Há que acreditar
No sentimento de amar!

Pedro Gomes

Foto de Carmen Lúcia

Leva-me...

Leva-me...
Contigo todo lugar é inusitado,
fixo-me em ti e o resto é inacabado,
toda beleza pelo mundo espalhada
provém de ti...
Tua presença é luz a me fazer sorrir.

Leva-me...
Andemos pela relva, que molhada,
suaviza nossos pés da caminhada
deixando pistas pra felicidade...
E subiremos por escadas de nuvens
aventurando-nos ao léu, ao céu...
Imensidão!
Onde seremos Adão e Eva
reiniciando a Criação...

Leva-me...
Não quero mais ficar sem ti.
As horas transcorrem iguais e frias,
a monotonia pesa minha alma.
A cama torna-se gelada, vazia,
procuro-te e não estás aqui...
O medo invade, nutre meus fantasmas
e só tua presença os combate, os afasta.

Leva-me...
Serei aquela estrela que veneras,
pra ti serei eterna primavera
seja qual for a estação que se revela...
Flores cobrirão nossos caminhos
e juntos cumpriremos o destino
de eternizar nosso amor sincero
sem mais ausências e esperas!

(Carmen Lúcia)

Foto de Wilson Numa

Não te deixarei

Não te deixarei
Irei esquecer
Tudo o que for preciso esquecer
Que o passado não nos venha atormentar
Devemos pois recuperar o tempo perdido
Tentando esquecer nossos problemas

Não te deixarei
Vou procurar a maior pedra de Diamante
A que se encontra nos lugares mais perigosos
Aquela que o Mundo outra nunca tivera visto
E vou oferecer-te com muito amor

Não te deixarei
Usarei palavras meigas, que você compreenderá
Te contarei as melhores histórias de amor
Que nunca se tinham ouvido antes
Se possível dar-te-ei o mundo
Para provar para você que não vou sair daqui

Não te deixarei
Mesmo que venham tremores de terra
Ou qualquer desastre Natural
Espero que tenhas a certeza
Que,
Não te deixarei,
Não te deixarei.

Foto de camilaalp

7º Concurso Literário - Quando Digo que Te Amo

Quando digo que te amo
São minhas mãos que te cobrem de beijos
São meus lábios que acariciam tua matéria
É simbologia e todos meus desejos
É o mais rápido pulsar de uma artéria

Quando digo que te amo
É uma flor nascendo no campo deserto
É o fogo queimando madeira junina
É o sol brilhando em céu aberto
São minhas idéias puras de menina

Quando digo que te amo
É sinceridade estampada em meu rosto
É poesia e música em uma engenhosa mistura
É minha boca almejando provar de teu gosto
É minha doença encontrando em ti a cura

Quando digo que te amo
Digo simplesmente para que não esqueças
Que vivo a te recordar vividamente
E para que finalmente compreendas
Que por completo, sou tua eternamente

Foto de camilaalp

7º Concurso Literário - Horas Mortas

Onde estamos nós nesse turbilhão de vozes que nos abraçam
Estaremos algum dia a salvo da nossa ânsia e indisposição
Quando por vezes são nossas fraquezas que nos separam
Nessa dança eterna de teimosia, linguagem habitual e aflição

Se não é o sol que queima ou a chuva que dificulta nosso trajeto
É a minha imparcialidade e a tua desonestidade que se contradizem
Mesmo sabendo que a esperança é o único caminho correto
Minhas mãos desgarradas de tuas carícias ainda se afligem

Lastimam-se meus olhos não querendo desviar-se dos teus
Pois se encontram acorrentados a tua beleza e abstracionismo
E mesmo no instante gélido de nosso inevitável e doloroso adeus
Relembro as horas mortas que reacendem nosso sincronismo.

Foto de camilaalp

7º Concurso Literário - Quando Você Voltar

Quando você voltar serei olhos atentos para te ver abrindo a porta
Serei mãos acolhedoras para abrigar o cansaço do teu olhar
Serei lábios satisfeitos dizendo que nada mais importa
Serei coração batendo vigorosamente e almejando lhe abraçar

Quando você voltar serei as palavras ainda não ditas de amor
Serei a canção mais romântica a embalar teu sublime sono
Serei raios de sol a projetar teus contornos com esplendor
Serei corpo e alma insaciáveis afastando-se do abandono

Quando você voltar serei ouvidos abertos para receber tua voz
Serei sorrisos sinceros e minha respiração mais ofegante
Serei as lembranças mais afortunadas que guardei de nós
Serei tua prosa mais demorada, porém a mais apaixonante

Quando você voltar serei os acordes da nossa bela canção
Serei as estrelas do céu que passam os dias a te iluminar
Serei a ardente saudade extrapolando minha nobre emoção
Serei teu amor, tua vida, quando um dia você voltar

Foto de camilaalp

7º Concurso Literário - Adormeçam os Poetas

Adormeçam os poetas com suas palavras deslumbrantes
Pois já não preciso de seus clamores vastos e alucinantes
Adormeçam, e que assim não me lancem seu espanto
Se nunca mais servirem de consolo para o meu pranto

Adormeçam os poetas com suas excêntricas fantasias
Pois hoje trago dor e estou indiferente às alegrias
Adormeçam, e que não me façam relembrar o passado
Quando apenas tenta descansar este ser amargurado

Adormeçam os poetas com seus amores plausíveis
Pois alimento em meu peito relações impossíveis
Adormeçam, e que se faça escurecer a lembrança
Da nossa inevitável, porém atraente dessemelhança

Adormeçam os poetas e que permaneçam à deriva
Pois ponho fim à minha criatividade e expectativa
Adormeçam, e que não me permitam mais sonhar
Uma vez que estou renunciando a arte de amar.

Foto de Carmen Vervloet

7o CONCURSO - BRASIL, ASSIM O SONHAMOS (SÍMBOLO DE AMOR)

Pirâmide onde o ápice expande luz...
Acende-se como estrela de cinco pontas,
e cada ponta, a energia, em amor conduz.
Num colorido jardim, a base alegre desponta!

Em cada flor orvalho de felicidade,
matizes de fraternidade e alegria,
venturas recebidas com simplicidade,
rastro de perfume que se faz magia.

Deveres cumpridos com prazer intenso,
direitos recebidos no sopro dos bons ventos
que chegam às nuanças de cada decorosa ação...
Magnólias que desabrocham na paz do reto coração!

Brasil, de tantas raças, cores e amores...
Brasil, de grãos tingidos em vermelho, rubis de café,
Brasil, de mesas fartas exalando odores,
Brasil, de sabiás, palmeiras e samba no pé!

Brasil, da igualdade onde cada homem é rei,
Brasil, de tantos olhos que irradiam esperança,
Brasil, de cidadãos cumpridores das suas leis,
Brasil, de dignos representantes despertando confiança!

Brasil, de suor, trabalho, galhardia e verdade,
Brasil, onde cada gesto é mais que um primor,
Brasil, onde reluzem, a cada sol, as prioridades,
Brasil, nossa pátria amada, símbolo de eterno amor!

Carmen Vervloet

Foto de BRUCE ALEX

Desviado

Se a liberdade for uma prisão
Se no primeiro e no último minuto do seu dia
Se a felicidade termina quando a saudade inicia
Se a ilusão tornou-se solidão
Pare!

Foto de Arnault L. D.

7° Concurso literário (As faces do amor: Conto ) Estatua branca

Na beira de um estrada, aonde a grama se perdeu entre ervas daninhas, existe uma estatua branca. Agora nem tanto... Porque a Lua e o Sol seguindo a cruzar o céu, muitas, e muitas vezes, datas, anos, décadas, a tingiram de tempo.

Ela retrata um lindo rosto... com o olhar cheio de amor. E uma história, triste, que ninguém mais sabe, ou quase.

Figura alguem que fora muito e muito amada, e por estocadas, cuidadosas, de cinzel, este amor foi eternizado, talhado ao mármore frio. Uma ternura tanta, que não deixa espaço à duvida, e fala em voz alta, ser obra de quem lhe dedicou este amor.

E esta entrega foi tão linda e sincera... Que até mesmo os ateus veriam nela algo de divino.
Mas, infelizmente, acontece que o divino e o humano, são coisas distintas.... E ela se foi.

Além do amor, existem outras riquezas, riquezas estas que o homem do cinzel não possuía.
Mas, que um outro, sim.
E ela escolheu, e se foi.

Para ele, restaram aqueles olhos na pedra fria... talhada e branca, para mesmo assim teimar em pedir:
_ “...Volta, volta amor... !”
Mas, apenas a loucura respondia....
E repetiu por tanto tempo, que o tempo passou..., que o tempo acabou.

Quanto a ela, longe dali, muito longe... descobriu que o preço das “coisas” é sempre em metal, mas, o valor... não. Certos valores são incalculáveis. São pagos por primícia, presentes de Deus, coisas de divindade...

E muito rica, constatou esta verdade, e que sempre, não é para sempre. E envelheceu.
Para ela o tempo passou, na certeza gélida das coisas incompletas... Seus olhos nunca mais foram como na branca estatua.... Aquele olhar, aquele amor; preterido, diminuído...

E o tempo passou, e o tempo acabou...

Lá na beira de uma estrada, onde a grama se perdeu. Existe uma estatua branca.
Dizem que as vezes, quando o luar compete com as gotas de chuva, quem passa por ali, se prestar bem atenção, pode ver quando a agua a banhar o pálido rosto, empresta-lhe um pouco de vida, na forma de lagrimas...

Por seus olhos a chuva chora...
Na espera de um antigo amor, a pedir: Volta, volta...

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