Poemas

Retrato de Rosinéri

É FÁCIL OU DIFICIL

É fácil trocar palavras
Dificil é interpretar o silêncio.
É fácil caminhar lado a lado
Dificil é saber se encontrar.
É fácil beijar o rosto
Dificil é chegar ao coração.
É fácil apertar as mãos
Dificil é reter o calor.
É fácil sentir o amor
Dificil é conter sua torrente.

Retrato de Hildebrando Souza Menezes Filho

O Baile da Enise

O Baile da Enise

Ler a sua poesia...
é uma total magia.
Suas palavras...poemas...
são viagens, doces temas.

Nossa alma em 'movimento'.
Valioso seu 'testamento'...
Onde o 'amor' está embutido.
Uma ' surpresa' a cada instante.

De rara beleza 'instigante'
'Sem...dúvidas'...vibrante!
Um 'curativo' pra mente.
Seus 'gestos' encantam...

Imortalizados seus versos em vídeos.
São 'reflexos' de luz que seduz.
Uma 'fuga'... à doce 'utopia'.
Dança o coração em 'estrepolia'.

Será 'fatal' não reconhecer a empatia.
Obrigado Poetisa! Ganhei meu dia.
Rezo aos céus e a você uma Ave Maria...

Retrato de Hildebrando Souza Menezes Filho

Cabucetê ou Cabuletê?!

 
Há tempos não ouço:
"Na tonga da mironga
do cabucetê" ou é rebucetê?"
Só lembro que ouvi pela TV.

Por onde será que anda?...
Àqueles versos safados.
Que me faziam sorrir.
Entrava logo no ritmo.

Na picardia da folia.
Nunca me viam cansado.
Havia era muito gingado...
Misturado a requebrado.

Os bumbuns arrebitados...
Que deixava a gente meio tarado.
Ao ver a mulata das coxas roliças...
Cintura fina de pilão. Grannnde tesão!

Chopinho gelado...cheiro da canabis...
Abraços apertados. Samba solto no pé...
Comendo sarapatel... mingau e feijoada.
Numa feira na Bahia... de madrugada.

Retrato de Senhora Morrison

Os bons morrem antes (tema pai)

Apenas por um momento
Queria ver seus olhos
Por mais uma única vez que fosse
Ouvir o som de sua risada
Que chegava a lhe fazer chorar
E a mim também de tanto rir
Ver-te me repreendendo por minhas
Atitudes erradas,
Ensinando-me o caminho certo a trilhar
Ter sua força aqui de novo
Ter sua mão pra segurar
E ouvir-te dizer com certa braveza
Que este mundo não lhe pertencia mais
Ver todos os esforços feitos
E agradecer
Ah! Como queria agradecer
Coisa que não fiz
Compensar de alguma forma
Tudo que deixei de lhe falar, fazer.
Acreditar que você nunca iria me deixar
E que sempre teria o dia de amanhã

Retrato de Soninha Porto

LIBER OU DIONÍSIO

os pilares dos templos
contemplam Dionísio
riso de prazer
A escorrer vinhos
nos caminhos
de’enfileiradas ramadas
aromatizadas

deus protegido por ninfas
de linfas aguçadas
iça pleno e crescido
apaixonado por uvas
luvas da sutileza
beleza a extrair gotas preciosas

ditirambos orquestram
liras, flautas e tambores
festas dionísicas
regadas pelo líquido do amor

o canto coral
em bocas escancaradas
por faunos e sátiros apaixonados
provocam o derramar dos vinhedos

Retrato de Flávia Rocha

Dois caminhos

Dois Caminhos

Você pode escolher
Entre o bem e o mal,
Do mal parece mais fácil
Seguindo este caminho
Se perderá
Num mundo de angustia
Mundo de medos
Todos guardando pecados
Todos guardando segredos
Num mundo de desordem
Almas se escondem
Com medo do amanhã
Aparece uma luz
Tudo se transforma um caos
É o impiedoso rei
Rei de todos os maus
Este caminho não é seguro
Se for por ele se encontrará em apuro
O amor
Caminho onde mesmo na dor,
Viveremos com loivor
Seguindo este caminho
Portas se abrirão
Receberão de corpo e alma
O que vem a diante
O brilho teu é tão grande

Retrato de fer.car

CAMINHOS E SOLIDÃO

Neste silêncio minha alma sangra sua ausência
É como parte minha estivesse morta para não mais viver
Como se a energia se esvaisse de meu corpo
Como se o brilho virasse cinzento
Meus olhos tristes e secos de tanto chorar
Este espinho que cravou em meu alma jamais irá sarar
E a falta que me faz não se vai, nada a tira daqui
Neste espaço nosso, não abrigo outros beijos e abraços
Em meu corpo, ainda sinto o grito do adeus
Suas lágrimas percorrendo sobre esta face rude
Em seu peito existem cortes profundos
Eu criei estes cortes, deixe que os feche por favor
Sua vida, minha vida, somos o que além e depois do que fomos?

Tema Solidão

"Solidão de ser poeta"

É noite
E o farfalhar da solidão
Promiscuo açoite
Que me tolhe a razão
Devora-me os sentidos
A compreensão
E coloca-me a deriva
Num oceano sem fim
Oceano de mim
...oceano

É noite
E o açoite das ondas
Na minha pele nua
Me afogam na dor
Que se insinua
Sólidas ondas que me marcam
Sólida solidão
Concreta

É noite
Há um frio cortando-me
A pela rala
E o incessante murmúrio das águas não cala
E me diz entre lamentos o mar
Que sou apenas mais um a naufragar
Nesse oceano de solidão que é ser poeta

Varley Farias Rodrigues

Retrato de Gaivota

CONCURSO 2007 - TEMA SOLIDÃO

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PERGUNTAS ABSURDAS

Um tempo vaga
em minha cabeça
parecendo
anel de circo.
Giro o trampolim
pensando..
jogo-me?
Há uma palavra que
grita surdamente
e por isso emudeço.

Ardilosamente a vida
desumana
investe
em perfumaria
diluindo a existência,
valorizando o nada.
Chego a esquecer
que compro pra beber.

Cristalizada prateleira
parece dormir
um sono sem olhos,
uma existência sem razões.

Estas perguntas
absurdas, faço-me,
pois que se atinjo o cume
da mais alta montanha
o fiz
por amor.

É dele que exala o perfume,
é nele que a noite

Retrato de Bia Marquez

Sublimação

Sublimação

Falo em silêncio lábios
vermelhos, adocicados
devoro melo-dias
sublimados
beijos molhados
harmonia
ouça, ouse
dance
deseje nú corpo notas
libidi na mente rimadas
com passadas
suadas
eu, som
você,
o tom
no ar
amor
a sós
nós

Bia Marquez ®

categoria: Nós dois

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