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Foto de Paulo Gondim

Incógnitas

INCÓGNITAS
Paulo Gondim
12/03/2010 desfraldado

O que sou? Senão esse ser inacabado?
Exposto ao destino
Num barco desgovernado
Que se joga ao mar, desfraldado
Diante do mar, um ser pequenino?

E o que é a vida? Ah, a vida...
Esse mistério indecifrável,
Ora se faz calma, ora perdida
No seu andar incansável...?

E o que é o tempo? Senão nossas marcas?
Das dores diárias, do sofrer calado
De nossas angústias, de nosso pesar
E o tempo passa. Impossível contê-lo
Impossível não vê-lo
O tempo nos cobra no seu caminhar

E o que é o sonho? Ah, o sonho...
Resumo de tudo. Um ponto no escuro
Que nos contraria
E em cada porfia, mais um desafio
Esfola-se a alma, rasga-se o brio
E o homem só, na sua utopia
Pergunta a si mesmo, na sua procura
De que vale a vida, de que vale o tempo
Se o que só lhe resta é sua loucura?

Foto de Peter

A mensagem

Nasci numa pobre familía
Ou numa familía pobre?
É esta redundância
Que me remete p’esta instância

Por ter uma nota não sou rico
Ainda assim pobre fico
Por não ter um tostão
Fica-me a riqueza do coração

Por ter um só centimo no mealheiro
Não deixo de ser um bom companheiro
Agora o que tudo muda
É uma alma muda
Ou seja uma alma vazia

O que me deixa nesta azia
Neste estado creplietante
É ver gente tão arrogante!
Como é que um bolso cheio
Faz um coração de belo recheio?

Como é que gente endinheirada
Só por ter dinheiro é amada?
Não sou contra o milionario
Afinal o dinheiro é um mal necessário

Só deixo aqui a mensagem
Para os pobres de coragem
O dinheiro pode trazer felicidade
Mas o egoísmo traz infelicidade

Pedro Gomes

Foto de Joaninhavoa

CANTO DO MEU CANTAR

*
CANTO DO MEU CANTAR
*

«Doce é o canto
dos gemidos
no silêncio
Destemidos
Vindos do além
Desbravando
Terras de ninguém.

Desabafos em murmúrios
soltam esperanças vãs
São castrados inopilados
Brincam leves pl`as manhãs
À noite brindam suaves
companheiros do nosso ser
Ora tristes ora alegres
A nota dita o compasso a ter

Doce é o canto
dos gemidos
no silêncio
Destemidos
Vindos do além
Desbravando
Terras de ninguém.»

Joaninhavoa
(helenafarias)
2010/03/12

Foto de Rose Felliciano

HOJE ESTOU ASSIM...

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HOJE ESTOU ASSIM...

"Forte e feliz
romântica, apaixonada...
Inspirada em algo
que não se escreve
descreve-se...
Frágil fortaleza
despida das certezas...
Calma como o mar
na manhãzinha;
A própria poesia
nas mãos do seu Poeta..."(Rose Felliciano)

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*Mantenha a autoria do Poema*

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http://www.rosefelliciano.com/visualizar.php?idt=2135135

Foto de dianacardoso

destino que faz sofrer

Que raio de destino este que sofre e faz sofrer, que não nos deixa sentir o prazer de viver a vida, cheio de desilusões, e quando pensamos que nada pode piorar, há sempre mais uma desilusão.
Costuma-se dizer que depois da tempestade, e esta é das grandes, que aparece sempre uma luz ao fundo do túnel, como uma mão que nos ajuda a atravessar os problemas e os obstáculos mais difíceis da vida.
Embora pareça que a minha seja a mais difícil de todo o mundo, penso que pelo menos tenho um pouco de sorte que muitos não têm.
Tenho uma família, consigo andar, comer, falar, posso ter sucesso na escola e posso tornar o sonho do meu futuro realidade, tenho tudo para ser feliz, é o que muitos pensam.
Falta-me amar e ser amada, falta a confiança em mim mesma, falta a alegria de acordar e ver à minha volta um mundo fantástico, falta a energia de viver, fazes-me falta.
Tinha aqueles arrepios mas ao princípio não era nada de especial, depois agravou-se.
Nem me conseguia aproximar, eras diferente “especial” sabias disso perfeitamente mas não percebias o porquê, fiz de tudo para te responder ao porquê que parecia assustar-te e cada palavra com carinho que dizia-mos havia sempre um sorriso, admito, era feliz.
De uns tempos para cá, todos os sonhos que pensei em realizar acabaram, desapareceram quando tu desapareceste, e me deixaste.
O teu corpo continua a passear pelas ruas do meu olhar, mas a tua alma, essa foi-se.
De tanto desespero, cheguei a falar com o teu corpo, cara a cara mas sem a tua alma não é a mesma coisa, os teus olhos quase a soltarem uma lágrima de desespero, de infelicidade, de confusão, de incertezas.
Quando te disse o primeiro olá, a tua voz parecia quase obrigada a sair, não te queria obrigar a nada, só queria perceber o porque daquela física que havia entre nos quando tudo começou, os sorrisos, os risos, as incertezas, as confusões, os embaraços, tudo parecia fantástico.
Mas não sei o que aconteceu, que tudo desapareceu.
Só quero que voltes, fazias-me esquecer dos meus problemas e a desenvolver as minhas ideias, fazias-me sentir viva e útil para alguma coisa, a tua presença e a minha luz, sem luz vivo na escuridão e tenho medo disso, tenho medo de te perder para sempre, tenho medo que te percas pelo caminho e nunca mais consigas voltar, para um dia te poder responder que o de seres especial é porque eu contigo quero ficar, a razão de tudo é porque te amo.

Foto de Carmen Lúcia

Suave Canção

Seguiremos a doce melodia...
Partirei de um ponto qualquer
e irei lhe encontrar onde você estiver...

E então, pressentindo meus passos
virá ao meu encalço em plena sintonia
com meu coração, com a suave canção...

Seguindo os acordes da sinfonia
que se tornam mais fortes
à medida que de mim se aproxima...

E a cada passo que damos
gravada deixamos, a chama do amor...
no chão que pisamos,
ar que respiramos,
perfume da flor...

Nos dias que antecedem
o nosso encontro, em qualquer ponto,
marcado pelo destino que aponta o caminho
para nos encontrar...

Seguiremos a suave canção
entoada ao vento,
regida pelos astros...

Serão muitos sóis e luas
que rastrearão nossos rastros...
a testemunhar nossos passos
nesse afã de chegar...

Mas toda estrada se encurta
se partimos em busca
do incólume desejo de amar.

Carmen Lúcia

Foto de Ivanifs

Agora

O sol surgiu de manhã
Entrou pela janela da sala
Iluminando esta manhã dolorida

Agora tento arrumar a casa
Tento arrumar meus sonhos
Consertar meus planos
Esquecer os enganos

Meus olhos procuram respostas
Para tantas perguntas

A vida está presa aqui
Nesta sala, neste canto

Onde me encontro, inerte
Sem forças pra pensar
Cansada de lutar
Por algo que nem sei sequer existe

Eu idealizei tudo
Sempre do mesmo jeito
Mas a vida não é assim

Como dentro de nossas cabeças

A vida é o aqui e o agora

Agora eu me vou
Depois eu volto...
Pra escrever mais um pouco

Dos sonhos,
dos meus suaves sonhos

Foto de Carmen Vervloet

Catarse

Essa dor que machuca,
tira meu sono
me deixa em abandono
que me rouba a alegria
e realiza esta dolorida sangria
em meu coração...
Que não me deixa
realizar a libertação
desta tensão reprimida
em meu coração...
Pedaços de mim,
fragmentos de emoção
sepultados pra sempre
no meu coração.
Catarse que não realizo
porque a paz que preciso
nem ainda é embrião
que possa por fim
a esta terrível aflição!

Carmen Vervloet
.

Foto de Ivanifs

Muitas vezes

Muitas vezes sou eu mesma
Muitas não

Vezes sou alguem na multidão
perdida em meio aos carros
e avenidas

Muitas vezes quero sumir
Virar poeira

Pegar um trem para lugar nenhum
Depois voltar sem dor, sem razão

Tantas vezes quis ser você, que me lê agora
Outras, não quis ser nada
Nem ser ninguém

Hoje eu quis voar, e quis chorar...chorei
Até molhar a poltrona do ônibus
Olhando pela janela o caminho verde
Por qual passava

O vento me dizia ...vem
Mas eu não ia
Por não saber quem eu sou, ou quem fui

Por isso muitas vezes
não quero ser nada,

Não quero ver nada
Não quero ter nada
Não quero ...

Espero a paz
entrar no meu coração
E invadir minha alma tristonha

Por isso muitas vezes escrevo
Por que é isso que amo
E é onde sei que muitos lerão
e saberão entender,
O coração do poeta
que por muitas e tantas vezes clama...

Por amor....

Ivani 6ª feira
11 de março de 2010

Foto de Arnault L. D.

Valor

Lembrei de uma certa vez
tendo tempo de sobra
de um saco de pipoca
nem sei bem qual foi o mês
mas, a flash não cobra
o preço que o toca

Hoje posso pagar dez
comprar até o carrinho
contratar o pipoqueiro.
Mas o valor não se refez
a preço daquele caminho
multiplico e não formo o inteiro

Qual o valor da sutileza
só meço que não sei contar
Certo não há converter
em moedas, coisas, tal riqueza
d'uma tarde sem vintém a provar
a dois..., pipocas a comer

Os valores são singulares
a moeda compra, vale moeda;
o poder ordena, vale poder;
Mas, o sentir, os amares?
Valem o adoçar, ou tudo azeda,
o poder, o dinheiro, o viver

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