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Foto de Sonia Delsin

SONHOS AO CHÃO

SONHOS AO CHÃO

Foram sonhos que eu tive.
E como sonhadora eu sou,
em grande estilo sonhei.
Em meus devaneios quantos beijos lhe dei.
A ti me entreguei.
E voei.
Voei...
Para paradisíacas ilhas.
Para as Antilhas.
Para além mar, além ar.
Eu nem te conto aonde eu fui parar.
Esperava a cada manhã que nascia a tua companhia.
Um sim eu queria.
Um sim eu queria.

Tudo transformava em poesia.
A dor, a esperança.
A desesperança.
Voltei até a ser criança.

Nós dois num espaço nosso idealizei.
Esperei, esperei.

Se me cansei?

E quem não cansaria?
Tu fugias.
Me dizias.
É impossível.
E eu acreditava que tudo é possível.
Quando se quer de verdade existe sempre uma possibilidade.

Que pena!
Vi os sonhos ao chão.
E ainda tive forças.
Repeti diversas vezes.
Vou te amar para sempre, coração.

Foto de Sonia Delsin

Mais um Natal que chega.

Mais um Natal que chega.

Como recordo ainda meus tempos de criança quando colocava o sapatinho cheio de capim na janela. Achava que Papai Noel o encontraria e me deixaria uma linda boneca. Que tempo bom aquele! Que saudade! Que saudade dos Natais em que eu via crianças andando pelas ruas exibindo seus brinquedos. Parece parte de um sonho isso. Um lindo sonho que vivi. Eram mágicos os Natais da minha infância. As rabanadas, os frangos assados. Tudo era mágico.

Sonia Delsin

Foto de jessebarbosadeoliveira27

ANABIOSE DA PAIXÃO

Enquanto ergue-se em mim
Um monólito de bem-querência á solidão,
Lá fora a rua é quase calmaria
Pois o rádio ---- ainda que
Ligado ---
Ajuda a compor o quadro
Do augusto mutismo altruísta, sereno,
Sábia atmosfera de reflexão recrudescendo.

Após tantas e tantas esperas
Pela ignescente e fulgurosa
Aurora boreal, sem
Que houvesse uma sequer
Negativa ou positiva resposta,
Apaguei a chama da esperança:
Cerrei-lhe a porta!
Preferi o porto seguro do vácuo
A prosseguir contumaz
Em minhas andanças
De exitoso náufrago.

Porém a voz da minha consciência
Diz que é cedo demais
Para eu relaxar,
Me deixar entregar ao embalo
Dos hartos e meigos braços
Do réquiem do apaziguamento
No mar da expansão engolfado.

A bem da verdade,
Ela me alerta:
Diz a mim que o náufrago
Não se dirigiu ás estâncias
Do reino do Morfeu perpétuo.
Não,
Ela me diz que ele escapou
Das garras do limbo da letargia eterna
No momento em que minha visão-caminho
Singrou o caminho da jóia
Divagativamente
Ametista-Névoa
Que no meu jardim aflorou áquela hora.

Sim, um copo-de-leite roxo
Libertou-me, de novo,
Do cárcere da benfazeja embriaguez voluntária.
Sim, um copo-de-leite roxo foi o suficiente
Para revelar que o crepúsculo
Definitivo da chama, na verdade,
Era o ouropel da morte:
O coma, o coma!

Ah, mais que dolente engodo:
Agora é que descubro
Que meu monólito de bem-querência á solidão
É um dantesco absurdo!

JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
http://www.myspace.com/nirvanapoetico
• http://twitter.com/jessebarbosa27

Foto de Civana

Alma Gêmea II (com música Valleys/John Sokoloff)

Esse vídeo foi editado com quatro poemas (Encontro, Olhar, Sinos, Alma Gêmea) que criei sobre o tema "alma gêmea", abordando todo mistério, beleza, e sentimentos que envolvem esse assunto.

Agradeço imensamente a John Sokoloff, que conheci no You Tube e me autorizou editar esse vídeo com sua belíssima música "Valleys"! É uma honra poder editar meus poemas com uma obra como essa, onde os sentimentos brotam de cada nota musical! Muito obrigada, John Sokoloff!!! :)

Link no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=UPy7EnM6HTY

Poemas Encontro, Olhar, Sinos e Alma Gêmea: Civana

Valleys: music written by John Sokoloff
Nikolai Kurganov - Violin
John Sokoloff - Piano
Rich Estes - Guitar
Site Oficial: http://johnsokoloff.net
Vídeo Oficial: http://www.youtube.com/watch?v=W8ajKwbdNJM

Foto de Civana

Desejo

Não houve um dia sequer em que nossas mãos se tocassem, nossos olhos se encontrassem, nossas bocas colassem, que nossos corpos não sentissem, em fração de segundos, toda paixão, e infinito desejo que nos varria, encantava, e devassava.

(Civana em uma mesa de bar)

PS: Não, isso não é um bilhete, são apenas delírios rabiscados num guardanapo...

Foto de Arnault L. D.

Lua escura

Volta à esta noite escura,
dá-me tua luz e brancura
Lua, da tua pele clara,
a caricia mais pura.

Torna a este véu, reflora,
dá fim a esta névoa triste,
que em mim a algum tempo mora.
Desde que partiste...

Volta à esta noite escura,
dura até o nascer da aurora.
Ouça, te suplica e chora
minha lágrima mais dura.

Vem com seu beijo frio
gelar ao sangue que estanca
nestas horas de estio.
a razão vem me arranca!

Se não vens, pois, me leva...
Me tome a sanidade,
leva-me a humanidade,
como um animal da treva.

Leve de mim, me rasgue,
rompe-me, como a nuvem
com o seu brilho, esmague
essa cegueira e vem...

Lua, ouve meu uivo,
longo e negro lamento
junto aos cães sarnentos.
Lua, quero ser teu noivo...

Vamos nos casar na aurora,
antes que o sol desponte
e ao raiar à prima hora
perder-se no horizonte.

E assim, distante:
Fim.

Foto de Civana

Ciranda

Deixa-me brincar
saltar, andar
nadar em teu corpo
e nos teus olhos desaguar.

Deixa-me lembrar
cantar, dançar
sentir tua boca
e no teu gosto acalmar.

Vem, não tem pressa
isso, feche os olhos
e o passado chegará
como um doce sussurro
te fará sonhar, viajar...

(Civana)

Foto de AndreiaCris

Meu Pequeno Grande Amor

Quando estou contigo
… os meus olhos brilham com a beleza do teu olhar
… o meu riso abre-se com a tua alegria
… o meu coração explode com o teu jeito de ser

Encho-me de alegria
… quando dizes as poucas palavras que sabes como só tu o sabes dizer
… quando te ris às gargalhadas a olhar para mim
… quando me pedes colo e te encostas a mim “pedindo-me” carinho

És das poucas pessoas que consegue transformar a minha tristeza em alegria…fazer com que os meus olhos brilhem e o meu coração salte de tanta felicidade

És o meu menino…uma das minhas razões de viver…um dos meus pilares…enfim és tudo para mim … MEU PEQUENO GRANDE AMOR

Foto de Angela Fersi

Defeitos e Virtudes.

Sou uma mulher com qualidades e defeitos.
Sou alguém que sofre.
Sou alguém que sorri.
Sou alguém que empresta o ombro sempre que preciso e se preocupa.
Sou alguém que conhece e usa as entrelinhas àqueles que conseguem brincar
do jogo de verdades escondidas.
Sou alguém que gosta das metáforas da vida, porquê a própria vida é uma metáfora.
Tenho meus defeitos, é fato. Mas qual ser humano é perfeito?
Sou tudo o que pensas.
Sou má, sou desprezível.
Sou burra, dentro da inteligência que me cabe.
Sou cega, dentro da visão do que se mostra diante dos meus olhos.
Sou insensível, dentro do que eu sinto na mais intensa demonstração.
Sou intensa, dentro do que eu acredito ser prá mim
Sou incompreensiva, dentro das razões do que se faz aparente.
É sua visão diante daquilo que vê.
Dentre tantas qualidades aparentes, eu sei que o que mais sou é ser eu mesma do início ao fim, mesmo contrariando,
sendo amada ou até mesmo, sendo odiada
Eu sei que sou tudo e mais um pouco.
Porque de todos que passaram por aqui, uma coisa teve que se calar na voz:
Dentro do respeito dispensado, eu sempre fui e sempre serei
a mesma pessoa, não por ser humana apenas, mas por não querer ser o que não se encaixa em mim.

Vê...
Vera...
Angela...
Anjinha...
Verangela...
Sra. Coerente.

Não importa a maneira como eu seja chamada ou lembrada.
Eu passo, eu aconteço na vida de alguém, seja na interpretação
de um terremoto, um pesadelo ou até mesmo, um "divisor de águas".
Não importa.
Todas refletem a mesma personalidade.
De todas as formas, mesmo que seja condenada por atitudes,
Eu sei que a semente já está plantada e o dever... cumprido.
Cuide da sua colheita, plante suas sementes, as regue todos os dias,
Cuide do seu jardim, deixe-o o mais colorido possível.
Retire as pragas, as ervas daninhas.
É a sua vida,
É única.
E ela, só se vive uma vez.
É o seu diamante, seu bem precioso.
E é tão frágil.
Não a desperdice.
Viva!!
Ame!!
E SEJA FELIZ !!

Foto de Arnoldo Pimentel Filho

BELEZA ADORMECIDA

Por que não está do meu lado?
Assim meu jardim fica vazio
Preciso do perfume de suas rosas
Para acariciar meu coração
Tenho atravessado pontes vazias
Tentando alcançar seu brilho
Do outro lado do bosque
Mas não consigo despir seu corpo
No espelho da vida que está escondida
Entre seus seios que embelezam meu quarto
Mesmo assim continuo procurando
Sua seiva entre as paredes pintadas
Do jardim que encolhe as flores partidas
Que vejo da sacada da janela
Sem as lágrimas que escorrem
Da solidão
Na estrada
Cercada de árvores
Que no fundo
Poderiam me trazer você

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