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Foto de arletinha

O Tempo.......meu tempo.

Silencioso, veloz, saudosista
Me atropela, me empurra
e não pede licença.
Atrevido!
Ri de mim, apaga minha dor,
me assombra na madrugada
me desperta ao nascer do dia
somos cumplices de um passado distante
amigos na noite,
inimigos do espelho.
Ensimesmado na cama,
ousa, tirar meu sono
caminha sem destino,
só o faz , por fazer
com deboche, risos
e pouco caso, eu o acompanho
Muitas vezes cansada,
Eu fico parada,
Mas, a vida , me joga
em seus braços traiçoeiros
e de volta,
tenho que seguir com ele
São largos os seus passos
Ele corre..
sensualmente me envolvendo,
Diabolicamente me derrubando
Mas, divinamente me acalentando...

Foto de DAVI CARTES ALVES

SOB O OLHAR PERVERSO DO AMOR

Desejar-te tanto

pele, alma, lábios

querer vestir-se com as tuas dores

querer ser balsamo

orvalho revigorante

para teus exaustos sensores

Mais eis que da tua fausta bandeja

só caem migalhas

entre cascas barrentas e amargas de aipim

encerradas num, bom dia!

Tépido e sem cor,

morno assim

Parca ração

quando a tua chuva não beija á tempos

as searas ressequidas

e o vazio das tuas mãos ausentes

a esmurrar-me já nas cordas,

impiedosamente

Resta recolher resignado

espalhados pelo carpe,

sem mais o pulsante brilho,

estilhaços de um coração de acrílico

Arde n’alma a angustia

quando não podemos reter o azul

e o crepúsculo chega vestido de lírio

pingando fogo

vazando delírio

e derramando laminas famintas

em vão

os olhos suplicarem colírio

abraça-me a sensação

de “contornos sem essências”

o de Clarice Lispector mesmo

ali bem perto do

coração estilhaçado

a sensação de a alma

o ser, a vida, o todo

sentir e arder

como a pequena e ingênua aranha

que trêmula e palpitante

encharcada de álcool e chamas vorazes

esperneia e crepita em angustiante dor

sob o olhar perverso

do moleque tirano

que se chama Amor.

by - DAVI CARTES ALVES
Acesse: poesiasegirassois.blogspot.com

Foto de DAVI CARTES ALVES

SOB O OLHAR PERVERSO DO AMOR

Desejar-te tanto

pele, alma, lábios

querer vestir-se com as tuas dores

querer ser balsamo

orvalho revigorante

para teus exaustos sensores

Mais eis que da tua fausta bandeja

só caem migalhas

entre cascas barrentas e amargas de aipim

encerradas num, bom dia!

Tépido e sem cor,

morno assim

Parca ração

quando a tua chuva não beija á tempos

as searas ressequidas

e o vazio das tuas mãos ausentes

a esmurrar-me já nas cordas,

impiedosamente

Resta recolher resignado

espalhados pelo carpe,

sem mais o pulsante brilho,

estilhaços de um coração de acrílico

Arde n’alma a angustia

quando não podemos reter o azul

e o crepúsculo chega vestido de lírio

pingando fogo

vazando delírio

e derramando laminas famintas

em vão

os olhos suplicarem colírio

abraça-me a sensação

de “contornos sem essências”

o de Clarice Lispector mesmo

ali bem perto do

coração estilhaçado

a sensação de a alma

o ser, a vida, o todo

sentir e arder

como a pequena e ingênua aranha

que trêmula e palpitante

encharcada de álcool e chamas vorazes

esperneia e crepita em angustiante dor

sob o olhar perverso

do moleque tirano

que se chama Amor.

by - DAVI CARTES ALVES
Acesse: poesiasegirassois.blogspot.com

Foto de Sonia Delsin

ÉS MEU CÉU

ÉS MEU CÉU

És meu amado.
Meu doce namorado.
Meu céu.
Teu beijo tem gosto de mel.
De mel.
És tudo que eu tinha desejado.
Que eu tinha esperado.
Me fazes apagar o passado.

Foto de Sonia Delsin

SE EU MORRER AMANHÃ...

Se amanhã eu morrer.
Ah! Eu quero viver!
Como se amanhã eu fosse morrer.
Quero sentir o vento, a chuva, banhar-me ao luar.
Quero namorar.
Beijar, abraçar.
Como se amanhã tudo fosse se acabar.
Quero dizer as pessoas o quanto as amo.
Quero a todos contar...
Do meu amor.
Pelas flores, pelas crianças.
Pelos velhinhos que andam pelas ruas.
Pelos que vivem em abrigos.
Pelos que estão acamados.
Quero dizer o quanto são amados.
Se eu morrer amanhã vou tranquilamente.
Sei que tudo começará novamente.
E estarei mais fortalecida a cada nova vida.
Quero deixar registrado tudo que tenho amado.
As borboletas, os passarinhos.
Fui de bolir em ninhos.
Não para destruir.
Mas para sentir.
O mundo.
Eu sou assim.
Um ser profundo.
Se eu morrer amanhã deixarei um legado.
Tudo que por mim foi registrado.
Não passei no mundo simplesmente.
Fui poeta e palavras eu distribui.
Contei em verso e prosa.
Fui neste viver uma alma menina.

Foto de AjAraujo poeta humanista

Fala coração...

Fala coração!
Momento rubro,

Espanta tristezas,
Centelha que acende a vida...

Fala coração!
Veias, artérias,

Feito rios, afluentes
Irriga os campos da existência...

Fala coração!
Paixões, pulsões no mar da mente

Onde trafegam razões e emoções
Lamentos, prantos e lenços...

Fala coração!
Palpitas, clamas por tuas bulhas

Apelos oportunos, taquicardia noturna
Sudorese, calafrios e amores...

Foto de AjAraujo poeta humanista

Toque Divino (poema das mãos)

Mãos.
Mãos que oram a Ele.
caridosas
cujos gestos simpatia acarretam.

Mãos.
Mãos que acenam para um amigo que fica
que aproximam
que distâncias cobrem.

Mãos.
Mãos que falam ao semblante de um amigo
que exprimem o olhar, o sorriso, o coração
que falam de Deus.

Mãos.
Mãos que artistas escrevem na natureza
que compõem
que tocam Chopin, Bach...

Mãos.
Mãos que afagam as flores
que retiram as lágrimas
que consolam, que erguem.

Mãos.
Mãos que falam de coragem
que falam de vontade
que falam de amor.

Mãos.
Mãos que me transformam
que ainda me acenam
que deposito uma rosa.

Obs. O poeta humanista celebra a importância das mãos em nossas vidas.

Foto de AjAraujo poeta humanista

Queria apenas falar de um Natal...

De um Natal que simbolize
O gesto largo e espontâneo,
o sonho de um certo Dom Quixote,

De um abraço fraternal que valorize
Os laços solidários,
dos povos de Jerusalém e, de Cabul a Belize

De um Natal que não apenas retrate
O consumo fatal - inevitável
mas, que a estrela de Belém resgate

De um sonho abissal, ao radiante despertar
No espírito universal, transcendental
da chama no coração-criança a libertar

De um Natal que renove a fé,
esperança e doação, em melodia e madrigal,
na vinha e no pão,na humana comunhão...

Queria apenas falar
de uma criança a sorrir,
Que abrisse, no amanhã, os portais

Que acenda,
nos labirintos, os castiçais
Que conduza a humanidade para um novo por-vir...

Que este Natal represente um momento especial
em suas vidas e, naquelas
que encontram ou cruzam seus caminhos,

Que possam sentir-se como parte indivisível
da grande espiral universal
prontos a se transformarem em elos
desta corrente que move moinhos.

Obs. O poeta homenageias a todos que através da arte da palavra escrita, falada, declamada contribuem para o contínuo desenvolvimento da espiritualidade humana.

Foto de Paulo Gondim

Ambiguidade

Ambiguidade
Paulo Gondim
09/12/2009

Percebi no teu olhar perdido
A tristeza de tua alma
Uma mágoa escondida, sentida
Que aos poucos te rouba a calma

Os gestos leves da tua beleza
Ofuscaram-se nas feridas
Em cicatrizes expostas
De tantas ilusões perdidas

Ainda queres amar, eu sei
Embora o medo te impeça
Tua boca pede por beijos
Teu coração por promessa

E te afogas num mar de dúvidas
Buscas apenas um pouco de afeto
O que tens não te serve
E o que mais queres não está perto

E na tua loucura, teus fantasmas
Riem e festejam teus fracassos
Embora saibas o que te acalma
Insistes no calor de outros braços

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