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Foto de NiKKo

Acidez

Hoje eu não quero escrever poesia de amor
pois se eu o fizer, seu aspecto será áspero e tenebroso.
Falarei de agonia e morte, ruminando a acidez
de um adeus sem motivos.
Poupo a folha branca e intocável de ser manchada
com tanta amargura que carrego dentro de mim.
Afinal seria tolice vomitar a minha dor
escancarando a angustia que sua ausência deixou.
Fiz parte de sua vida por tão pouco tempo eu sei
e não entendo como pude me entrelaçar na sua vida assim.
Me perdi dentro de suas entranhas que hoje eu me pergunto
onde é o meu começo e como chegou nosso fim.
Por tua causa despi meus mais antigos segredos
e entoei canções que julguei que seriam eternas.
Porque entrelacei seu corpo com minha alma,
sua vida passou a ser as minhas pernas.
Hoje vejo que foi loucura e insensatez de minha parte
porque sua vida não faz mais parte do meu cotidiano.
Percebi que eu nunca toquei o céu ou caminhei entre estrelas,
porém descobri que ainda te amo.

Foto de NiKKo

Poesia, retrato da alma

Hoje eu acordei com meu peito apertado pela saudade,
talvez porque o dia amanheceu nublado e sem cor.
Fiquei horas buscado na memória momentos vividos,
e lagrimas rolaram pelo meu rosto, registrando a minha dor.

Olhando velhas fotos esquecidas em uma gaveta qualquer,
mais forte as lembranças se apossaram de mim.
Fizeram com que eu me olhasse no espelho da vida
e percebesse que a minha felicidade teve fim.

Mesmo que eu tenha a todos enganado que estou feliz,
que te esqueci, que tudo o que contigo vivi eu superei.
Teu amor criou em um vácuo negro e profundo
onde todos os meus sonhos, envoltos na tristeza eu sepultei.

Por isso hoje eu chorei ao reler velhos poemas
pois ali cada verso era meu amor por você revelado.
Solucei sentindo em minha alma o frio da solidão
pois há muito tempo que já não tenho você mais ao leu lado.

E as lagrimas que iam caindo sobre as folhas amareladas
borravam as palavras que o tempo não apagou.
Fazendo com que cada verso ainda mais me retratasse
deixando nela um caminho meio que sem vida, como hoje estou.

Desta forma revivendo o passado em cada folha e cada letra
pintou a dor que abrigada se escondia em meu Ser.
Retratou na poesia o sofrimento e a saudade de um tempo
que embora eu queria, eu não consigo esquecer.

Assim eu vi que nas entrelinhas de meus versos
eu sempre escondi seu nome como um relicário de ilusão.
Fazendo de cada vogal ou consoante um terço
onde eu entoava hinos de saudade, ao deus da solidão.

Foto de Jonas Melo

Vi... Vejo...

Vi... Vejo...

Vi você sumindo ao longe, como fumaça de cigarro
A qual pouco a pouco vai desaparecendo
Vi ainda, nossos momentos acompanha-la
Em doces e amargas lembranças

Vi o começo do fim, findando em frenéticas recordações inusitadas
E o meio de tudo, nosso amor, nossos carinhos, nossos sonhos
Muitas vezes sonhados acordados

Hoje vejo a solidão que entrou em meu peito
E trancou a porta e se apossou de tudo
Que existia de você dentro de mim
E agora não sei como agir, com essa situação desesperadora

Hoje também vejo em sentimentos com alegria triste
De querer recomeçar uma nova historia de nós dois
A qual não conseguimos, não por falta de diálogo
Mais simplesmente pelo trauma da conjugação do verbo amar

Saudades de nós dois......

Jonas Melo!!

Foto de Jonas Melo

E foi assim..

E foi assim...

E foi assim, que tudo começou ...
Sua boca procurando em mim, a conchego e um novo sabor
Dos afrodisíacos que a vida sempre nos proporciona
Com intensidade e muita devoção

Coração sofregando de medo, de não ser realmente quem sou
De ser apenas, mais uma ilusão, dessa que o destino nos prega
Sem motivo e sem razão

Mas com o passar do tempo, tudo foi cristalizando
E seus medos, foram transformando em segurança
E ai nasceu a nossa meiga e eterna aliança

A porta que parecia entre aberta, abriu-se com toda espontaneidade
E a vontade louca de acertarmos e amarmos uns ao outro intensamente
Se fez no momento em que nossa dúvidas foram dirimidas
Esquecendo assim todo e quaisquer sentimentos
E ressentimentos de paixões mal resolvidas

E outra caminhada, foi seguida em direção ao novo momento
Parecia que caminhávamos por lindos caminhos de outrora
E nosso caminhar era divino sem pressa de chegar
Pois o simples fato de estar ao seu lado, se tornava em nosso perfeito momento

E assim, caminhamos por todo tipo de caminhos
Uns lindos, outros loucos, outros estreitos
E nesse nosso caminhar, te cobria de carinhos
Para que os espinhos não te ferissem

E foi assim que tudo começou ...

Foto de DAVI CARTES ALVES

VOU-ME EMBORA ISADORA

Vou-me embora Isadora
Deixar de uma vez por todas
O mel em tintas tão rubras
Nos teus lábios de amora

Vou-me embora Isadora
minha pequena lua nua
louçania de tulipa
que se ama e se adora

Vou-me embora Isadora
Na varanda da nossa paixão
Sobre um mar de arco – íris
Engolfou-se céu de cinzas
Aguilhoadas de escorpião

Vou-me embora Isadora
eu jamais devia derrubar
mas jamais devia vasculhar
na tua caixinha de Pandora

Vou-me embora Isadora
Deixar de uma vez por todas
De esmaltar tuas velhas promessas
De servi-las em coloridas travessas
Mas que pelas janelas d’alma
você sempre arremessa

Vou-me embora Isadora
Deixar de gritar teu nome
Como estocadas de cimitarras
Como poções melífluas de amor
que num corpete tecido por ninfas
tu sempre sedutoramente amarras

Vou-me embora Isadora
Deixar de suplicar teu nome
Como um refrão de vida e luz
Que ora dissolve ora revigora
No frio ou no calor das horas

Já vou-me embora Isadora
Só me diga como viver
Sem minha pequena lua nua
louçania de tulipa
que se ama e se adora?

poesiasegirassois.blogspot.com

Foto de Pepalantus

Perfeição

Mas que sujeito

mais imperfeito,

não sou prefeito,

nem fiz Direito,

mas me ajeito

e, logo, logo, estou refeito.

Já homem feito,

não tomo jeito

e mamo no peito.

Tenha respeito,

não levo jeito

nem tenho trejeitos.

Não sou afeito

e nem aceito

seu desrespeito.

Capino em eito,

mato no peito,

meio sem jeito,

como um confeito.

E, contrafeito,

aproveito

o meu defeito

de ser um sujeito

sem nenhum proveito.

O que tenho feito,

bato no peito

por ser bem feito,

não é desfeito

de qualquer jeito

por qualquer sujeito.

Pois se não sou perfeito,

sou bem aceito,

por andar direito

e fazer com jeito.

Enfim, sou um sujeito

mais que perfeito:

Já homem feito,

não tomo jeito

e mamo no peito.

Seu par perfeito

Foto de CarmenCecilia

MÁGOA

Mágoa

Hoje ela não me deu trégua...
Entrou silenciosa e dominou
Calou-me fundo essa mágoa
Por que será que ela deságua?

Invade-me numa sobrecarga
E meu coração minguou...
Desatinou... Destrambelhou
Nem a luz do sol apaziguou

Silenciei... Nem sei no que pensei
Tamanha a sua força avassaladora
Rodopiei... Tropecei e me abracei
Fiquei lerdo e me senti entregue

Estático... Quando me vi... Solucei
Tentei me segurar e despenquei
Cansei-me e não me solucionei
Situação mais esquisita e doída

Mas seguirei em frente... Valente!
Não me entregarei e irei avante
Sou mais forte... Até a morte!
Do que essa enchente demente

Minha alma plena... Ficará serena
Construirei refúgios na luz que acena
Iluminarei essa escuridão pequena
Com astúcia, belas volúpias dignas

Seguirei os meus passos apenas
Singelo traçado num esquema
Sem regras, mas prevista na régua
Do desenho traçado pelo supremo

Soberano Pai poeta do universo
Que guia meus caminhos e versos
A não me deixar cair no insucesso
Aliviando-me da dor e seu processo

Dueto: Carmen Cecília & Hildebrando Menezes

Foto de CarmenCecilia

SAUDADES DE VOCÊ

SAUDADES DE VOCÊ

Ai... Essa saudade
Penetrante e insaciável
Que me invade
Adentra e se assenta

Dói e Corrói
Consome e não some
Destrói... Com suas ramas

Ai... Essa saudade
Bandida e atrevida
Dessa própria saudade
Que já foi lembrança

De te esperar
Na mente que dança
Vem e balança

Numa vontade criança
A me domar e possuir
Só querendo...
Rever
Reaver
E encontrar
Reencontrar
Você...

Ai... Essa saudade
Malandra, sapeca e sacana
Que me maltrata pior que a cana

Destrata e é biruta
Machuca com sua conduta
Deixa-me assim maluca
Arrebenta com a cuca

Vazia... Que anestesia
E depois contagia
Meus dias...
Perfeita vadia

Ai... Essa saudade
Da paz... Do bom combate
Do porto... Do cais... Do chocolate
Do abrigo... Dos amigos
Do perigo... De ficar comigo
De estar contigo...

Ai... Essa saudade
Intensa e tão propensa
Castiga-me... Açoita-me
Enleva... Flutua em casa...
No quarto, na sala, na rua

Traga ela... Leva-me a lua
Deixa um pouco mais... Leva-te...
Ai... Essa saudade!
De quem chega...
De quem parte

Ai... Essa saudade!

Dueto: Carmen Cecília & Hildebrando Menezes

Foto de Teresa Cordioli

Só sei que te amo!

Só sei que te amo!
Teresa Cordioli

Dentro de cada estação cabem várias mudanças de temperatura, assim é com o nosso coração, em cada dia cabem também varias passagem de amigos e amores...
Nem todos os que chegam em nossas vidas, chegam para ficar, uns apenas passam, mas todos, todos deixam suas marcas como ficam as marcas dos passos na areia...
Você chegou em minha vida, veio não digo de mansinho, mas sim como um vento furacão, desbravando, derrubando, abrasando, amansando também.
Só que você não foi embora, como vai o inverno e o verão... você veio para ficar e ficou... quem fugiu fui eu, o porque ainda não sei, só sei que sofro, sofro de saudade de vontade de voltar... só que me falta coragem, coragem de lutar por mim mesma, me falta forças para quebrar barreiras, preconceitos, então me vejo aqui inerte, pensando que tenho medo de ser feliz!
Talvez, porque ser feliz nos deixa inseguros, com medo do amanhã... Será?
Só sei que te amo, só!...

Foto de Stacarca

Tristeza

Tristeza

Nessa marcha estupenda de truões doentios, dilacerantes... De réquiens opulentos e febris de soluçantes momentos do tédio, vãs e densas preconceituosas doutrinas taciturnas do rancor. As glebas desgraçadas dos nervos cantantes do nada, esse grave sentimento que consome o coração longínquo dentre o espaço violento entre o amor trepido e o amor turvo, eles riem, eles riem e eu choro, na solidão das brumas eu choro, eu choro e eles riem. Nas gargalhadas falsas execrandas e esquisitas, truculenta e formidanda. Num pavor pavoroso passa, passa e passa a ciclópica forma do medo em passos, passos nervosos que passam, gargalhadas nervosas, pensamentos nervosos, sentimentos nervosos...Todo esse turbilhão da nevrose passa na aurora violenta da tristeza, e eles riem, eles riem e eu choro nessa nebulosidade de acres remorsos sem fim, eu choro e caminho extraordinariamente em passos nervosos, por todo o sombrio carvão do caos que mancham o éter radiante, dos sorrisos tristes, das palavras tristes e de toda essa vida triste, serenamente em olhos fundos e tristes. Todas essas vagas idéias esbofeteiam a tristeza fina e maravilhosa, ela penetra e sufoca, sufoca e asfixia benevolamente o interior litúrgico de palpitações alegres. Toda essa angústia e escuridade estúpida vaia a vida e aplaude a morte, a hipocondria da dor... No passado e no momento entristece com as lágrimas de saudade, das dores que foram e que estão por vir, Ah eu choro e choro toda essa melancolia da vida, e gargalho toda displicência dessa morte florícula que nasce e cresce de forma muda e linda, linda, linda! Mas as grandes e fascinantes mórbidas mágoas ainda virão, virão pomposas como os cadáveres violáceos de uma podridão suave, penetrará e fecundará mais tristeza, mais dor, mais negrejar, mais e mais ódio, e todo esse entristecimento irá recordar positivamente nas recônditas existenciais, enquanto eles rirão, rirão e eu ainda chorarei. (...)

Stacarca

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