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Foto de Sonia Delsin

“Assim... assim”

“Assim... assim”

Sou começo.
Meio e fim.
De mim.
Sou assim.
Gosto de vinho.
Não uso linho.
Me incomoda.
Não sigo a moda.
Sou assim.
Suspiro baixinho.
Tem horas que falo bem devargazinho.
Tem horas que me surpreendo querendo atropelar as palavras.
Não palavras bravas.
É que quero contar.
Contar...
Escrevendo eu sou mais eu.
O mundo é todo meu.
Sou assim.
Uma flor, um espinho.
Um punhado de alecrim.
Um perfume de jasmim.
Me pergunto.
Se poeta não fosse o que eu seria?
Será que no viver alegria encontraria?
E o mundo como sinto eu sentiria?

Foto de Sonia Delsin

“O tempo passa...”

“O tempo passa...”

O tempo passa.
O tempo passa...
...
O tempo voa.
Me atordoa.
O passar do tempo.
Os rios.
Os rios caudalosos.
Rios silenciosos.
O encontro com o grande oceano.
O rio no mar se encontra.
Ele sabe que já no momento da chegada terá sua vida mudada.
Deixará de ser rio.
Será mar.
O tempo passa.
Estou a passar.
Em busca do meu mar.

Foto de pttuii

Abrasiva

é provável que a senhora
dualizada que desfia a mágoa
de querer mal,
nem passe por aqui onde
pensar causa desmaios
coloridos,
é mulher de realidades
que,
em alternância,
fazem-nos esperar
mundos que existiram
antes de o momento ser
dor de incapacidade sentida.....

Foto de Sonia Delsin

“Rocha?”

“Rocha?”

Partículas me formaram.
O tempo a ajuntaram.
Construíram um ser.
Que dizer deste ser?
Que sou risos?
Que meus risos são precisos?
Que choro facilmente?
Que acredito piamente?
E tem horas que desacredito?
Que procuro enxergar no fundo de todas as coisas o
bonito?
Sou uma rocha?
Ou flor que desabrocha?
...
todas as manhãs.
... todas as manhãs...

Foto de Sonia Delsin

“Próxima vida”

“Próxima vida”

Na próxima vida
serei um
pássaro.
Belas plumagens.
Farei viagens...
...
Além-mar.
Além-céu.
Serei ave solta e tão leve.
Serei breve.
E infinitamente longa; extensa.
Estarei suspensa.
Entre as eternidades.
Estarei voando e me imaginando...
...
Noutras vidas.
E esperando.
Que me caiam todas as penas.
Serei um pássaro apenas.

Foto de Sonia Delsin

“Vivo em ti”

“Vivo em ti”

Talvez eu seja
mais leve
que a brisa
que toca tua face
Talvez eu seja
tua base
Talvez eu seja
o teu
“quem me dera”
talvez seja tua hera
que te cresce
se alastrando
Talvez sigas
assim
esperando...
e me amando.

Foto de pttuii

Mais e menos

Eu estava OK. Pelo menos senti que a minha ânsia de viver estava intacta. Não consegui o menos que pretendia para o meu mais.
Nem sequer alcancei o outro mais, para fintar o mais ou menos em que estavam os planos de excelência gizados para a vida mediana que almejei.Restou-me a tabela de ‘ses’ que norteia a existência de todos os que se ficam pelo menos.

O mais é uma miragem para uma comunidade que se alimenta de mais ou menos, para amenizar a triste realidade do menos adquirido. Pintar um mais no meio de tantos menos, só a custo poderá dar algo positivo.

Todos aqueles menos juntos, anulam a força de um tímido mais. Eventualmente, a medo, o mais pisará o menos para, quase de imediato, rebaixar-se à mediocridade. No final, a neutralidade vai imperar.

Foto de Darsham

Sei-te de cor...decorado

*****
****
***
**
*

Mesmo sem te ver sei-te, de cor, decorado
És o meu decreto-lei, o meu ir e vir, o meu outro lado
Fecho os olhos e vou esculpindo uma imagem
Apago os Abrolhos e dou início à viagem

Ouço a tua voz, mas é a minha boca que se mexe
Desaguo na tua foz e teu sangue pulsa e remexe
Tolda-me a emoção, mas é em ti que as lágrimas correm
Sente o meu coração e lê as letras que transcorrem

Escrevo assim estas linhas apenas para te dizer
Que para onde tu caminhas é onde eu irei chegar
E que em ti depois da noite eu irei amanhecer

Não existe outra saída a não ser encontrar-te
Procurar-te-ei incansável e destemidamente
E a contrapartida é deixares-me levar-te…

Foto de Anderson Maciel

AMANTE

Seja um amante
Siga o meu semblante
Tente o conquistar
Mude o seu rumo
Seja no aprumo
O mais maravilhoso amar
Como as aves
Não pares
De nele pensar
Seja um menino
Um pequenino
Em um grandioso e eterno amar. Anderson Poeta

Foto de Darsham

(Des) Amor

***
**
*
Eu toco-te! Tu não sentes?
Eu planto sementes no teu coração
Eu falo contigo mas tu não entendes
Tens a vista negra tal qual carvão
Perdeste – te no amor burocrático
Aquele que tem pouca recompensa
Mas não deixa de ser mais prático
E às vezes até compensa
Na cama reviro e já não te sinto
O teu pensamento paira em cada canto
Sinto um arrepio súbito e indistinto
Maldita ausência! Maldito desencanto!
A vida pragmática roubou-te de mim
Já não tens tempo para sonhar
Não reconheço presente assim
Antes queria o passado em algum lugar
Que não fosse aqui nem agora
Mas com um cheiro de outrora
Em que respirávamos o mesmo ar
Em que caminhávamos na mesma direcção
Onde acabavas eu começava
E o teu era o meu! Era o nosso coração…

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