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Foto de Henrique Fernandes

SENTIMENTO QUE DORME NA INSÓNIA

Escuto a incerteza dos murmúrios que encontro no meu caminho carente,
procurando instantes de coisas novas no silêncio,
na frágil culpa do pensamento doente,
atravessando um lugar perfeito em mim grão de areia pelo deserto onde adormece o tempo imperfeito,
embalado pela vertigem da memória arremessada ao abismo do passado que corre ao meu encontro.

Resto oculto na sabedoria de dizer esperança que ondula na vastidão esquecida no meu corpo,
ainda madrugada à deriva pelo ruído da minha loucura.

Levito agitado pelo amadurecimento dos meus movimentos mais ousados,
cavalgo o engodo da escuridão extrema onde brilha um infindável sentimento que dorme na insónia,
onde flui a aresta de uma luz solitária que encobre o meu rosto com chuva despojada de lágrimas,
iluminando o esgotar da alma pelo ventre das sombras nuas que bebem de mim a seiva da juventude derramada na minha ausência encostado ao eco do vazio,
que me contorna o olhar preso na distância
que estremece na palavra do antes silenciado a frio oco pela despedida,
na palavra do durante fora de tempo que abate sobre mim o quão da tristeza,
na palavra do após dos receios escondidos nas minhas fomes sádicas de onde emerge a virgindade perversa
dos meus poemas para além dos sentidos.

Invade-me a saudade inculta do desconhecido num abraço de gelo onde me perco em fúrias e raivas
nas asas de uma dor morta pelo morno dos meus sonhos.

Foto de Joaninhavoa

BEM BOM!

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Beijo-te languidamente
E adentro tua boca a língua surge
Caprichada molhada dança prazenteira
Vem linda doce e bem arteira

No melaço da alcofa o nosso leito
Gemia entre folhas vermelhas
e amarelas castanhas e douradas
Dois corpos tesouros e feitiço
Nas almofadas abafadas
Um delirar de sons compraziam
Nas deixas de mais de um dom
No ar sensualidade inerente
Irreverente de um manjar
Bem bom que nos confunde
E nos faz perder perdidamente...

Joaninhavoa
(helenafarias)
23 de Novembro de 2008

Foto de Joaninhavoa

CHAMAS EM GELO

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CHAMAS EM GELO
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Impossível não reagir ao teu chamado
Que me prende os sentidos e me cega por instantes
Sinto hoje agora e sempre o mesmo ardor amado
Como carícias de um fogo lento o dos amantes

O mais lindo entre os mais lindos sonhos vivido
Teu grito meu clamor em espírito comungados
Crença esperança sã da casa dos sentidos
Chamas em gelo! Meu querido

Vem! Vem junto a mim e leva-me contigo
Para os confins do mundo como se de um rapto
Se tratasse

Seria mais uma história de amor e de paixão
Como a do Doctor Zhivago e o tema de Lara
Ou como a de um Singing in the rain

Só nós dois e mais ninguém
Um dia! Amor

Joaninhavoa,
(helenafarias)
23 de Novembro de 2008

Foto de DeusaII

Não Chores! (Dedicado a todas as crianças vitimas de fome e da guerra)

Como estamos próximos do Natal, altura de prendas, alegria e paz, relembro todos aqueles que não têm nada, todas as crianças deste mundo vítimas de fome e da guerra. Este vídeo poema é dedicado a todas elas, para que sejam sempre corajosas e que um dia possam reencontrar a felicidade e a esperança.

Foto de EDER TEODORO DE SOUZA

''' AMOR INJUSTO '''

"" CORAÇÃO UM SIMPLES ORGÃO QUE RESIDE DENTRO DO NOSSO CORPO QUE NOS MANTEM VIVOS MAS CAPAZ DE NOS FAZER MORRER DE PAIXÃO OU AMOR ,E POR ESSE AMOR INJUSTO CERTAMENTE VIVER COMO ANTES VOCÊ NUNCA VIVERÁ MAIS POR CAUSA DA CORROSÃO QUE ESTE AMOR INJUSTO LHE CAUSARA. "" pense nisso um abraço a todos...

Foto de Lu Lena

FRAGMENTOS DE SONHOS DE AUSÊNCIA (Dueto Lu Lena & Dirceu Marcelino)

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*FRAGMENTOS DE SONHOS DE AUSÊNCIA
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AMOR AUSENTE

Peregrino em minha obscuridade
Em companhia sombras confusas
Entre os charcos de inverdades
Na escuridão lágrimas difusas

Nessa busca que gela o tempo
Abúlica sigo com minha solidão
Deixo corpo e alma ao relento
Com fragmentos do meu coração

Vivo e sobrevivo nessa carência
Que o vento me traga o teu viver
Num amor sublimado em inocência

Junção eternizada num único ser
Romper os grilhões em penitência
Esse amor ausente venha preencher

Lu Lena

FRAGMENTOS DE SONHOS II

Não estou na escuridão, pois tenho tua alma a me iluminar,
Sim meus lábios tremem, a cada vez que te chamo amor.
Nunca te toquei carnalmente, mas me sinto a te acariciar
Com a volúpia de meus olhos que te vêem com ardor.

Não são pecados sentimentos e desejos de te beijar,
São apenas reflexos da excitação que vejo no esplendor
De teus olhos esverdeados cuja íris fustigam a brilhar,
Lançando o lume estrelar de tua alma que com fulgor,

Atrai-me, chama- me e alucina-me como estivesse a gritar,
Por meu nome num profundo grito ensurdecedor,
Que vara a madrugada e a distancia e me chama para te amar

E faz que imediatamente me acorde e sem destemor
Procure-te e encontre fragmentos, algo para te alcançar
No cume de teu leito celestial através destes versos de amor.

Dirceu Marcelino

Foto de Luiz Islo Nantes Teixeira

AS LIGACOES

AS LIGACOES
(Luiz Islo Nantes Teixeira)

Quando atendo ao telefone
E ouco o teu nome
Logo me resguardo de antemao
Nao falo o bastante
Para a conversa nao ir adiante
E abrevio a ligacao

Se voce sente minha frieza
Eu sei que com certeza
Tu disfarcas bem, sempre!
Porque para o meu desespero
Quando menos espero
Tu ligas novamente

Tantas ligacoes insistentes
Palavras mais que vazias
E uma frieza entre nos dois
Tuas palavras doentes
Teus desvarios de fantasias
Ja nao reconheco tal voz

So mudando o meu telefone
Para que tu esquecas do meu nome
E saibas que preciso de paz
Assim tu comeces viver a tua vida
E entendas que nossa despedida
Nao teras volta , jamais

Ja tentei te explicar
Que ja nao ha mais lugar
Para nenhum carinho
Que e melhor tu te conformares
E buscar outros beijos, lugares
Mas longe do meu caminho

© 2008 Islo Nantes Music/Globrazil(ASCAP)
Globrazil@verizon.net or Globrazil@hotmail.com
Brazil - (021) 2463-7999 - Claudio
USA - (1) 914-699-0186 - Luiz

Foto de pttuii

Amor a Sul

arrotámos,
declinámos,
e recuperámos,
o que se perdeu,
à luz de pirilampos,....

anoiteceu,
gotas de vinho,
desiludiram,
o que esperámos,
do atavio,
da bonomia,
de ter,
a desdita,...

amálgama,
de aguadilha iluminada,
passado ácido,
limão na ferida,
que arde,
a arder,
e quando fere,
sara,
restabelece,...

desdisse-te,
e esperei retorno,...

bati-te,
a estalo,
e com mão de forno,....

saí luzidio,
com os astros,

mas restou,
de mim profundo,
um canto,
assomado ao vento,
com o restolho,
a arder,
e a alma,
seca palha,
de vida desflorada....

Foto de Sonia Delsin

O ESPINHO

O ESPINHO

É tão linda a pétala.
Tem tamanha suavidade que me chama.
Toco com meu dedo apontador.
Ai que dor!
O espinho me fere.
O espinho não machuca a flor.
Ele a protege.
É sua forma de demonstrar amor.
Lambo o dedo que sangra.
O sangue é rubro como a cor da rosa.
Penso no poder do espinho.
E em sua ternura.
Ele me agride para protegê-la.
É da rosa o guardião.
Meu dedo sangra.
O sangue é rubro.
A rosa é rubra.

Foto de Sonia Delsin

TUAS ASAS CHAMUSCADAS

TUAS ASAS CHAMUSCADAS

Te queimaram.
Te feriram.
Anjo meu.
Te deixaram.
Te deixaram a sofrer.
A chorar.
Por que um anjo precisa por estas coisas passar?
São resgates e precisas pagar?
Tuas asas machucadas, chamuscadas me ferem.
Quero ajudar.
Se bem, se bem que já te ajudei.
Meu coração já te dei.
És minha amiga querida.
Moras aqui no meu peito.

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