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Foto de Sonia Delsin

TU MORRESTE, EU MORRI

TU MORRESTE, EU MORRI

Tu morreste.
Eu morri.
Tu partiste.
Fiquei aqui.
Os dias passavam lentos.
Quantos sofrimentos!
Olhava a lua a tingir de prata nosso jardim.
Já não era nosso.
Era meu.
Me perguntava.
Ele já me esqueceu?
Tu morreste sim.
E eu morri.
Mas das cinzas eu renasci.
É fênix vivendo agora.
Foi tudo embora.
O que fomos.
Agora outros nós somos.
Morremos e renascemos.
Outras vivências nós temos.

Foto de Sonia Delsin

NO BANCO DO UNIVERSO

NO BANCO DO UNIVERSO

No banco do universo tenho uma conta corrente.
É verdade.
Tem de tudo lá. E pra toda gente.
Basta acreditar.
No banco do universo tenho meu verso.
Meu reverso e meu anverso.
Gosto de poetar.
De gritar e silenciar.
Tudo a seu tempo.
E seu lugar.
No banco do universo meu registro é de uma poeta que vive a contar.
Do tempo, do vento, da dor, do amor.
Meu cadastro foi feito no dia que nasci.
Porque já abalei as estruturas quando cheguei aqui.

Foto de Sonia Delsin

NO TEMPO QUE EU TE ESPERAVA

NO TEMPO QUE EU TE ESPERAVA

Eu fantasiava.
Tu chegando.
Teu olhar me devorando.
Se aproximando.
Me beijando.
Ficava na cama esperando.

Languidamente deitada.
Me julgava tão amada.
Esperava.
Cada carro que passava eu pensava que ia parar.
Qualquer barulhinho julgava que no portão meu amor ia entrar.

Naquele tempo eu tinha tanta ilusão.
Achava que era só meu teu coração.

No tempo que eu te esperava.
De presente eu me dava.
O brilho de uma lua branca.
Estrelas que furavam as cortinas.
Eu me dava de presente um perfume que nunca mais usei.
Depois que tu partiste o frasco eu esvaziei.

Foto de Sonia Delsin

ESTRELAS NO TEU OLHAR

ESTRELAS NO TEU OLHAR

Estrelas.
Coloridas.
Estrelas.
Azuis, verdes, vermelhas.
No meu sonhar elas corriam num rio de águas revoltas.
Iam soltas.
A pular, a saltitar.
Eu na margem a olhar.
A captar.
As mensagens delas.
Todas belas.
Eu a pensar.
Estrelas eu vi assim nos olhos de um certo alguém.
Que para mim é todo o bem.

Foto de Sonia Delsin

MAGNETISMO

MAGNETISMO

Quem vem lá?
Quem vem cá?
A vida é pra rir.
Não pra chorar.
Caminhávamos em estradas paralelas.
E nos entreolhamos.
Nos enxergamos.
Atravessamos.
O abismo.
Entre nós grande magnetismo.

Foto de Sonia Delsin

ME PERDI

ME PERDI

Quando te conheci.
No teu olhar eu me perdi.

Provei o mel da tua boca.
Fiquei meio louca.
Louquinha.
Por ti.

Falei.
Não sou daqui.

Tu me olhavas e sorria.
Me dizia.
É fantasia.

Claro que nos perguntamos.
O que o destino conosco faria.

Quando te conheci.
No teu olhar eu me perdi.
Me perdi.
Me perdi.

Foto de Sonia Delsin

ESQUECI

ESQUECI

Esqueci o gosto.
O desgosto.
O pressuposto.
Esqueci a rima.
A lima.
Que limava minha alma.
Esqueci.
Esqueci a folha adormecida que não li.
Esqueci.
O chão onde dormi a olhar um bem-te-vi.
Voei.
Mas foi na asa do colibri.

Foto de DeusaII

Esperei... Esperarei para sempre!

Numa cabana feita de olmo
Onde os apaixonados de amam,
Onde os sentimentos fluem
Ao sabor dos dias que passam,
Esperei por ti...
Minha vida criou raízes,
Minha alma findou com o tempo,
Meu coração esqueceu-se de amar.
Neste paraíso desconhecido
Onde deixei tudo de mim,
O sol já não se põe
E a memoria do que foi
É uma permanente saudade.
Nesta espécie de vida,
Onde os sentimentos andam
A uma velocidade alucinante
Esperei por um sinal teu,
Por algo que pudesse devolver-me a esperança,
Criei calos, com o tempo,
Mas esperei...
Sentei-me na areia molhada pelo mar,
E vi os dias passarem...
Vi as noites morrem,
Vi pessoas passeando,
Deixando suas marcas na areia,
Vi pássaros voando,
Em busca do seu destino....
Vi crianças sorrindo,
Como se o mundo fosse delas
E esperei....
Olhei o mar, distante,
Com o seu brilho esplendoroso,
Com a sua mágica cor.
Vi enamorados clamar à lua,
E no entanto continuei esperando...
No fim...
Já sem forças, já sem alma,
Levantei-me,
Olhei em meu redor....
Vi as gaivotas lá no céu azul
Entoando seus cânticos...
E continuei esperando....
Como sempre vou esperar....
Até meus olhos se fecharem
Para sempre!

Foto de Registros do Site

Assessória do Site de Poemas de Amor

A acessória do site tem observado postagens sendo contra os princípios do mesmo em relação a ética e moralidade.

A cordialidade e uma tradição a ser mantida em um espaço privado e público.

Definindo civilidade ação proporcional a ética e a educação, pois o indivíduo que tem como prerrogativas a civilidade é, e deve ser, cordial, ético e principalmente educado, tanto nas ações quanto no comportamento. Os códigos morais regem a conduta dos membros de uma comunidade, de acordo com princípios de conveniência geral, para garantir a integridade do grupo, a convivência pacífica e o bem-estar dos indivíduos que o constituem. Assim, o conceito de pessoa moral se aplica apenas ao sujeito enquanto parte de uma coletividade. Portanto, moral coaduna com ética e respeito, e estes são a base de qualquer grupo civilizado.

Nestes termos de legalidade, descritos nos atos constitutivos, informamos, que estaremos apagando textos que desrespeitarem esta ética, e bloqueando o usuário, caso haja persistência, será tomada providências mais séria, que garanta a respeitabilidade e a moralidade dos usuários e visitantes.

Assessória do Site

Foto de Joaninhavoa

SERES

*
tão dóceis...
*
Como que embaciada
Minha vista estava turva
Observar não era possível
Ver sòmente o incorrígivel

Sombras seres inanimados
Uns perfis efígies imóveis
Reais ou ressuscitados
Deslumbrei seres tão dóceis

susceptíveis de serem pecados...

Joaninhavoa,
(helenafarias)

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