Blogs

Foto de Josi Mozer

Confesso...

Confesso...

Confesso que sei muito bem o que estou sentindo,
mas não posso sentir...
Confesso que sem ele meu mundo fica sem graça,
num oceano de lágrimas
e que assim não dá pra imergir...

Confesso ter por ele uma imensa admiração,
como se somente uma nuvem estivesse no céu,
olhando pra mim, me guiando até a noite sem fim,
tirando esse véu caído sobre mim...

Confesso que o mesmo véu que me cobre
é o mesmo que esconde o seu sorriso sem graça,
quando te falo de mim até altas madrugadas...

Confesso que poderia passar o dia todo falando dele,
mas já que tenho que confessar realmente...
que confesse então pra quem quiser, que ele não sai do meu coração, nem da minha mente...

Josi Mozer

Foto de Margusta

E, porque me amas...

Sob esta infinita abóbada celestial
No azul perfeito, pressinto o teu olhar
Aquele , que, com o amor me despe
Quando é chegada a hora de te amar

O verde dos teus olhos, meu doce amor
Nos ramos dos pinheiros está gravado
Libidez de corpos, entrelaçados sem pudor
Quando se entregam em desejo compassado

A natureza alberga a tua imensidão
Nela respiro o teu perfume. A minha vida!...
Nesse teu cheiro de aromas celestiais

Alimentando-me a alma e o coração
Fazendo-me sentir a Musa mais querida
Deusa Rainha, habitando entre mortais...

@Margusta
Pinhal da Lagoa de Albufeira
14/09/2008

* Reservados os direitos de autor*

Foto de Sonia Delsin

CADA DIA É UM DIA

CADA DIA É UM DIA

Me perguntaram uma vez o que eu pretendia fazer daqui dez anos.
Eu respondi que cada dia é um dia.
Que busco alegria no que cada dia me propicia.
E que não faço mais planos.

Foto de LUIS EUDARDO

vicío

Conhecimento é a única virtude, e ignorancia é o único vicío da vida de qualquer um ser humano.

Foto de Sonia Delsin

CHAMA QUE NÃO SE APAGA

CHAMA QUE NÃO SE APAGA

Nosso amor é chama.
Existe um mistério quando a gente ama.
O fogo quer sempre arder.
Nunca vou te esquecer.
O mundo pode dar muitas voltas.
Pode outra realidade chegar.
A vida pode nos afastar.
Mas esta chama não há de se apagar.
No coração um do outro vamos sempre morar.

Foto de Carmen Lúcia

A acompanhante

(texto inspirado no conto “O enfermeiro”, de Machado de Assis, em homenagem ao centenário de sua morte.)

Lembranças me vêm à mente. Ano de 1968. Meus pais já haviam falecido e me restara apenas uma irmã, Ana.
Foi preciso parar com meus estudos, 3º ano do Magistério, para prestar serviços de babá, a fim de sobrevivência.
Morava em Queluz, cidade pequena, no estado de São Paulo, quando, ao chegar do trabalho, bastante cansada, recebi a carta de uma amiga, Beth, que morava em Caçapava, para ser acompanhante de uma senhora idosa, muito doente. A viúva Cândida. O salário era bom.
Ficaria lá por uns bons tempos, guardaria o dinheiro, só gastando no que fosse extremamente necessário.Depois, voltaria para minha cidade e poderia viver tranqüilamente, com minha irmã.
Não pensei duas vezes. Arrumei a mala, colocando nela o pouco de roupa que possuía e me despedi de Ana.
Peguei o trem de aço na estação e cheguei ao meu destino no prazo de uma hora, mais ou menos.
Lá chegando, fui ter com minha amiga Beth, que morava perto da Praça da Bandeira e estudava numa escola grande, próxima de sua casa. Ela me relatou dados mais detalhados sobre a viúva, que, não fosse pela grande dificuldade financeira que atravessava, eu teria desistido na mesma hora.
Soube que dezenas de pessoas trabalharam para ela, mas não conseguiram ficar nem uma semana, devido aos maus tratos e péssimo gênio da Sra Cândida.
Procurei refletir e atribuir tudo isso a sua saúde debilitada, devido às várias moléstias que a acometiam.
Os médicos previram-lhe pouco tempo de vida. Seu coração batia muito fraco e além disso, tinha esclerose, artrite, bicos-de-papagaio que a impossibilitavam de andar e outras afecções mais leves.
Depois de várias recomendações de paciência, espírito de caridade, solidariedade por parte de minha amiga e seus familiares, chamei um táxi e fui para a fazenda, onde morava a viúva, na estrada de Caçapava Velha.
A casa era de estilo colonial e lembrava o passado, de coronéis e escravos.
Ela me esperava, numa cadeira de rodas, na varanda enorme e mal cuidada, onde vasos de plantas sucumbiam por falta de água.
Percebi a solidão em que vivia, pois apenas uma empregada doméstica, já velha e com aspecto de cansada, a acompanhava.
Apresentei-me:-Alice de Moura, às suas ordens!Gostou de mim.Pareceu-me!
Por alguns dias vivemos um mar de rosas.Contou-me de outras acompanhantes que dormiam, não lhe davam seus remédios e que a roubavam.
Procurei tratá-la com muito carinho e ouvia atentamente suas histórias.
Porém, pouco durou essa amistosa convivência. Na segunda semana de minha estadia lá, passei a pertencer à lista de minhas precursoras.
Maltratava-me, injuriava-me, não me deixava dormir, comparando-me às outras serviçais.Procurei não me exaltar, devido a sua idade e doença.Ficaria ali por mais algum tempo. Sujeitei-me a isso pela necessidade de conseguir algum dinheiro.
Mas, a Sra Cândida, mesmo sendo totalmente dependente, não se compadecia de ninguém.Era má, sádica, comprazia-se com a humilhação e sofrimento alheios.
Já me havia atirado objetos, bengala, talheres, enfeites da casa.Alguns me feriram, mas a dor maior estava em minh’alma.Chorava, às escondidas, para não ver a satisfação esboçada em seu rosto e amargurava o dia em que pusera os pés naquela casa.
Passaram-se quatro meses.Eu estava exausta, tanto fisicamente, quanto emocionalmente.Resolvi que voltaria à Queluz.Só esperaria a próxima rabugisse dela.Foi quando, de sua cadeira de rodas, ela atirou-me fortemente a bengala, sem razão alguma, pelo simples prazer de satisfazer seu sadismo.
Então eu explodi. Revidei, com mais força ainda.Mantive-me estática, por alguns minutos, procurando equilibrar minhas fortes emoções e recuperar a razão.
Foi quando levei o maior susto de minha vida. Deparei-me com a viúva, debruçada sobre suas pernas e uma secreção leitosa escorrendo de sua boca.Estava imóvel.
Já havia visto essa cena, quando meu pai morrera de ataque cardíaco.
Aos poucos, fui chegando mais perto, até que com um esforço sobre-humano, consegui colocá-la sentada na cadeira e com o xale que havia caído ao chão, esconder o hematoma no pescoço, causado pela minha bengalada.
Pronto!Tornara-me uma assassina!Como fui capaz de tal ato?
Bem, fora uma reação repentina, em minha legítima defesa.Ou quem sabe, a morte tenha sido uma coincidência, justamente no momento em que revidei ao golpe da bengala.
Comecei a gritar e a velha empregada apareceu. Ajudou-me a levar o corpo até o quarto.Chamei Dr. Guedinho, médico da Sra Cândida e padre Monteiro, que lhe deu extrema unção.
Pelo que percebi, o médico achou que ela fora vítima de seu coração, um ataque fulminante.E eu tentei acreditar que teria sido mesmo, para aliviar a minha culpa.
Após os funerais, missa de corpo presente na igreja Matriz de São João Batista, recebi os abraços de algumas poucas pessoas que lá estavam, ouvindo os comentários:
-Agora você está livre!Cândida era uma serpente!Nem sei como agüentou tanto tempo!Você foi a única!
E, para disfarçar minha culpa, eu retrucava:
-Era por causa da doença!Que Deus a tenha!Que ela descanse em paz!
Esperei o mesmo trem que me trouxera à Caçapava e embarquei para minha cidade.Aquelas últimas cenas não saíam de minha mente. Perseguiam-me dia e noite.
Os dias foram se passando e o sentimento de culpa aumentando.
-Uma carta para você!gritara minha irmã.-E é de Caçapava!
Senti um calafrio dos pés à cabeça. Peguei a carta e fui lê-la trancada em meu quarto.
Que ironia do destino!Eu era a herdeira universal da fortuna da viúva Cândida!Logo eu, que lhe antecipara a morte.Ou teria sido coincidência?
Pensei em recusar, mas esse fato poderia levantar suspeita.
Voltei para Caçapava e fui ter com o tabelião, que leu para mim o testamento, longo e cansativo.
Realmente, era eu, Alice de Moura, a única herdeira.Após cumprir algumas obrigações do inventário, tomei posse da herança, à qual já havia traçado um destino.
Doaria a instituições de caridade, às igrejas, aos pobres e assim iria me livrando, aos poucos, do fardo que pesava em minha consciência.
Cheguei a doar um pouco do dinheiro, mas, comecei a não me achar tão culpada assim e passei a usá-lo em meu benefício próprio. Enfim, coincidência ou não, a velha iria morrer logo mesmo e quem sabe se era naquele momento.
Ainda tive um último gesto de compaixão à morta:Mandei fazer-lhe uma sepultura de mármore, digna de uma pessoa do bem.
Peço a quem ler essa história, que após a minha morte, que é inevitável para todos, deixem incrustada em meu epitáfio, essa emenda que fiz, no sermão da montanha:
_”Bem aventurados os herdeiros universais, pois eles serão respeitados e consolados!”

(Carmen Lúcia)

Foto de Rozeli Mesquita - Sensualle

Provocações Matinais

*
*
*
*
Sinto teu deslizar, teu queimar , teu arder e teu amar.
Corpos se fundem nesse jogo delicioso...Voce provoca e meu corpo responde
Me chama baixinho...Vou ao teu encontro .Teu membro recolho
Meu gozo no teu gozo...Mistura de prazer, beijo molhado, sugado.
Delicias provadas, sensações trocadas, tesão aflorado...
Minha boca é tua fantasia. E num desejo incontrolável, te sente sugar, engolir.
Freneticamente te tomo. Linguas, mãos, corpo...
Brota na nascente .Dedos procuram, tocam, sentem meu liquido quente.
Toma-se a boca...sacia tua sede.
E neste corpo entregue aos teus desejos realize tuas taras.
Plena de nós dois...tens-me tua!
Vem sem demora. Me leve a loucura

Foto de EDU O ESPIÃO.

O ENCONTRO

Como esperei por esse momento, ver você na minha frente.
Achei que iria pirar de tanta vontade te abraçar.
Respeito seu jeito de mulher, inocente, não quis por o carro na frente e te assustar com meu jeito apaixonado.
Senti as mãos suando, coração batendo e a vontade grande
De querer te abraçar querer te tocar, sentir sua pele macia.
Foi como um sonho, imagina daqui pra frente você não mas
Escapará de um forte abraço um beijo prolongado
Desse louco apaixonado.
Quando me aproximei senti teu perfume seu olhar sedutor
Seu sorriso instigante que me fez sentir tremendo de amor a todo o momento, queria te tratar bem, para não assustá-la.
Menina, menina, ainda vai ser minha, depois dessa ultima troca de
Olhares nada mas tenho dúvida, não quero me gabar como um machão vaidoso, mas sinto que já é minha.
Seu olhar já mostrou que esta começando me amar,
Como quero de novo te encontrar== sentir esse cheiro que ganhei
Quando dei um abraço de chegada e despedida seu cheiro ficou em mim.
==não consigo tirar seus olhos dos meus pensamentos.
Ainda terei você em meus braços.
Menina, menina como eu gosto de você. Deixa de se prender e deixa eu mostrar meu amor a você.
Quero novamente te encontrar, será diferente==irei ser mas ousado,posso de você roubar um beijo==
Sou um apaixonado.

===========e.espião edu.com

Foto de Rozeli Mesquita - Sensualle

A mulher que habita em mim

*
*
*
*
A mulher que habita em mim
Te deseja com paixão
Te espera toda manha na ânsia louca
De te amar por um instante
Ah..essa mulher que você desconhece
Mas que faz teu centro acordar
É devassa, é felina, tigresa
Loba no cio ...querendo te amar
A mulher que habita em mim
Se molha em te desejar
Anseia tua língua quente
Em meus meios passear
A mulher que habita em mim
É louca na tua cama
Grita, geme, uiva
Te engole, te recebe, te ama
E assim espero toda manha
Teus carinhos e desejos receber
Me fartar do teu tesão
Viver no teu prazer
Homem que me domina
Que me deixa sem sentido
Me leva a loucura pelas manhas
Tira-me o folego, tira-me o juízo
Vem...me rasgue a roupa
te quero dentro
Não tarde em chegar
Não suporto mais esse tormento

Foto de DeusaII

vamos ficar assim...

Deixa-me dormir
Envolver-me no teu abraço,
Ficar no teu regaço,
Colar minha alma à tua.

Como dois loucos enamorados
Nesta vida destemida,
Ficar apenas assim....
Neste estado de torpor
Que não termina, quando o dia acaba.

Deixa-me dormir...
Sentir teu corpo perto de mim,
Tuas mãos que fazem as minhas tremer
Quando percorres meu corpo
Nesta ilusão de sonhos já sonhados.

Deixa-me dormir
Ouvir o bater do teu coração
O sentimento da emoção
Quando chamas meu nome....

Deixa-me neste estado,
Tira-me da vida e põe-me nos teus sonhos
Faz de mim mulher,
Sentida, amada, sonhada.
Faz de mim estrela cadente,
Desejo em teu corpo.

Deixa-me dormir...
Num sono profundo,
Perfeito, refeito, satisfeito.

E vamos ficar assim,
Para toda a eternidade....

Páginas

Subscrever RSS - blogs

anadolu yakası escort

bursa escort görükle escort bayan

bursa escort görükle escort

güvenilir bahis siteleri canlı bahis siteleri kaçak iddaa siteleri kaçak iddaa kaçak bahis siteleri perabet

görükle escort bursa eskort bayanlar bursa eskort bursa vip escort bursa elit escort escort vip escort alanya escort bayan antalya escort bayan bodrum escort

alanya transfer
alanya transfer
bursa kanalizasyon açma