Hoje
acordei num delirio de lembranças,
me peguei pensando em você.
fiquei perdida em lembranças e desejos,
mas tentando te esquecer.
Agora estou sozinha tentando te esquecer.
fiquei triste na descoberta que você não
me amava.
Estou tentando levar a vida
tentando te esquecer.
Minha vida virou de pé a cabeça
depois que você virou a mesa,
não é fácil tentar te esquecer.
não consigo tirar-te de dentro de mim.
Cada minuto se torna dias, meses, anos,
dificeis para que eu possa te esquecer,
não consigo te esquecer,
ainda que eu me force a isso,
esse sentimento de amor
é maior que minhas forças.
Sei que vou pagar um preço
alto, por ter que lutar
por um sentimento contra
minhas vontades e desejos,
mas não vejo outra saida
a não ser ter que te esquecer.
Essa necessidade é maior
que meus desejos vontades
mas como não tem jeito
vou tentando te esquecer
*
*
*
Vago na vida perdida de mim,
Trago no bolso coragem
Que traz consigo bagagem dos
Tempos ruins.
Vago na vida, sem destino
Chegar vou de uma a outra
Das vagas, como folha seca
No ar.
Vago na vida sabendo que
Passa o tempo, vão-se
Os Colibris nesta estrada
Ventura; de mim.
Canta um canto ligeiro,
Quando passo vagando dessa
Minha viagem sem fim.
Enviado por Sonia Delsin em Sex, 04/04/2008 - 14:07
GOSTO AMARGO
Tens na boca.
O fel.
Das horas tem delírios.
Tem martírios.
Tens.
Que é feito do que tu guardas?
Que é feito do que te marcas?
Afunda-te no teu abismo.
Na boca o fel te consome.
A tua alma no vazio some.
Enviado por Drica Chaves em Sex, 04/04/2008 - 13:50
Tomar chuva
Amanhecer sonhando com um doce
Pular corda
Jogar bola
Correr de pés descalços
Viajar achando que o sol pega carona no carro
Ouvir uma melodia
Cantarolar para os vizinhos
Rir até de um passarinho
Caracóis... e lagartas verdes dependuradas em árvore.
Colher flores e enfeitar os cabelos
Boneca aqui, boneca ali
Arruma-se tudo, escola...
Dever de casa.
E deplorar-se num choro sem causa
- Mãe, conta uma história!
- Era uma vez...
E adormecer... e sonhar... sonhar...
Com anjinhos de asas ENORMES!
A noite fria me faz recordar nossos momentos
quando seu calor minha alma aquecia de forma peculiar.
Que me faz recordar as horas em que perdidas em carinhos
meu mundo era colorido e havia perfumes soltos no ar.
Talvez pelo silêncio que domina as ruas escuras e solitárias
minha alma sente esse vazio como se fosse um véu.
Que lhe tira a alegria e a esperança
deixando na boca um gosto de amargura e de fel.
Talvez seja pelo próprio silencio que tudo domina
que do fundo da alma vem a musica que nos embalou.
Hoje ela não é mais ouvida com alegria
pois ao som dela, ouvi seu adeus e isso meu peito gravou.
Na letra a melodia fala que você precisa de mim
da mesma forma como eu sempre de ti vou precisar,
que somos dois seres perdidos que se amam separados,
mas que um dia, com certeza irão se encontrar.
Mas nosso caso é diferente, eu sei.
Tivemos nossos momentos de amor e paixão.
Mas você acabou com tudo, pois não me amava,
mas isso não impediu que eu lhe entregasse meu coração.
Por isso nessa noite escura, fria e vazia
eu fico aqui a escrever poesias e versos de amor.
Tomando na taça das amarguras o licor da saudade
enquanto que de meus olhos caem, lágrimas de dor.
Um olhar sincero desvenda os segredos de um sorriso inocente.
Só quem não mente sabe sorrir para o interior de alguém...
O amor é uma galeria de arte onde expômos a alma...
Eu amo, logo me chamo para o melhor da vida, a verdade!
Outro Anjo partiu da terra!
A doce menina Isabella
Fugindo de asquerosa fera!
Voou para o espaço
Num único compasso!...
Fugiu da violência?
Ou foi vítima da brutal demência
De um ser sem coração
Tomado por chocante alucinação?
Breu da alma...
Sem paz... Sem calma!...
Partiu deixando todo um futuro...
Voou sozinha no escuro...
Deixou seus sonhos de criança
Botão que mal se abriu...
Mas perfumou
O espaço que ocupou...
E levou a alegria
De tanta gente...
Que deseja um Brasil decente
Onde a justiça se faça presente...
Um Brasil com segurança...
Um Brasil verde-esperança!
Nesta precoce partida
Deixou saudade e feridas...
Deixou uma mãe sofrida...
Despedaçada... Perdida...
Deixou dúvidas e medo
Levou com ela o segredo
Da sua sorte!...
Da negra morte!
Botão em flor
Esmagado pela violência!
Carmen Vervloet
Todos os direitos reservados ao autor
Enviado por Sonia Delsin em Sex, 04/04/2008 - 00:37
POEIRA CÓSMICA
A barba dele alcançava a ponta do externo.
Já nem era mais branca de tão encardida.
Ele tinha uns olhos guardados numa caixinha de rugas como nunca vi igual na vida.
Tão plissada a pele que quase nem se via mais o negro da íris.
Mas existia e eu via.
Algumas verrugas no rosto e braços.
Ele trazia na boca um riso que nascera e morrera ali.
Era mais uma contração.
Mas eu queria acreditar que era um leve sorriso estagnado em sua face incinerada pelo sol ardente.
As cestas de lixo que se distribuíam pela pracinha ele não deixava de observar uma sequer.
O que encontrava comia.
Eu o vi certa vez a comer um restinho de iogurte com colher.
Ele remexia, comia.
Restinhos de refrigerante bebia.
Depois se sentava num banco qualquer.
Arrotava como se tivesse se deliciado com uma bela refeição.
Vi isto em cima deste chão.
E embaixo deste céu de meu Deus.
Que somos? Poeira cósmica?
Somos pó?
Tento encontrar o fio da meada e encontro um nó.
A refletir me coloco.
Me desloco.
Que somos perante o Universo?
O que somos nós?