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Foto de Henrique Fernandes

SURGE DE UM POEMA

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Surge do silêncio
Espanto a palpitar
Névoa com anuncio
Que singela meu estar

Surge resplandecente
Um clarão sem luz
Focando o presente
De um amor que reluz

Surge do escuro
Nódoa de revolta
Esconde meu puro
Na paixão á solta

Surge de um poema
Melodia de um sonho
Paz de quem ama
Nos versos que componho

Foto de Sonia Delsin

ESTÁS IMPREGNADO EM MEU SER

ESTÁS IMPREGNADO EM MEU SER

Chegas manso.
Como o mar.
Em calmaria.
Chegas e vou sentindo uma alegria.
Uma auréola de paz me invade a alma.
Fico tão calma.
Mãos no colo esquecidas.
As rosas que eu queria te oferecer adormecidas...
Chegas manso, meu amado...
Chegas manso...
Vens das lembranças.
Num emaranhar de tranças.
Alcanço um carvalho.
Alguém dependurado no galho.
Subir e te alcançar?
Te esperar ao chão chegar?
Fico a olhar.
Longamente a admirar.
Eu, uma menina.
Tu, um menino.
Eu tão risonha...
Tu, um levado.

Eu te guardo de outro tempo... Do passado.

Chegas manso...
Na lembrança eu descanso.
Fecho os olhos...
Com meu amado rodopio, danço.

Nunca que vou te esquecer.
Fizeste parte de outra vida.
Estás impregnado em meu ser.

Foto de Sonia Delsin

EMOLDURADO

EMOLDURADO

Colocas ali na moldura do tempo o sorriso que te conquistou.
Emolduras quem te fez juras.
Criaturas.
Embaixo deste céu.
Criaturas.
Puras... impuras...
Verdades tão duras...
Colocas ali na tela da vida a cura para a sua própria ferida.
Um sorriso que nunca te deixou.
Um homem que muito te amou.
Se ele te abandonou?
Ele viajou...
Em busca dele mesmo.
Em busca de uma verdade que nunca encontrou.

Foto de Mentiroso Compulsivo

SE EU FOSSE POETA!

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Ai! Se eu fosse poeta!
Seria o poeta do mar.
Escrevia uma e outra poesia
Na rocha morta pelo luar ausente.
Falava de tempestades e de gente,
Levados no barco afundo incendiado de água,
No longínquo e inquieto momento,
Em palavras azuis em falas de mar,
Rebentadas pela violência abrupta
Da espuma branca de sabor a sal.
Gritava em ecos de catedral
Nas grutas e gargantas fundas,
Encrespadas na costa pelo vendaval.
Como é frágil a vida que nas águas flutua!
Como um mastro de bandeira a agitar as ondas,
Soluçando seus últimos momentos,
Num enlaço de água de todos oceanos,
Fluindo no seu coração aberto, rasgado pelo vento.
Por onde navegam os sonhos e a aventura,
Molhados na fantasia, buscando a conquista,
Em algas de muitas cores de outras águas
Que o mar resguardou como refugio do calor,
Mas que regressaram em forma de flor.
Mas eu ando na praia, não sou poeta
Chego só á beira-mar para molhar os pés
Na onda rasteira que se abriu à vida inteira
Com as lágrimas frias que a tornou salgada
Aqui fico a contemplar as margens do horizonte
Onde vejo a criança que brinca na areia
Cheia de Esperança, a sorrir na face do mar.
Deixando à minha volta raios de pôr-do-sol
Que me fez recordar uma qualquer saudade.

© Jorge Oliveira 24.FEV.08

Foto de Carmen Lúcia

Florada

Sinto um novo sol a me aquecer,
Luz intensa a me guiar,
Um lindo dia renascer,
Brisa suave a me tocar,
Beijar meu rosto, acariciar,
Como canção a embalar...
Meus pés descalços a percorrer
Estradas orvalhadas de manhãs,
Que se abrem exaltando amanhãs,
Qual florada no alto da serra
Que desponta bendizendo a Terra...
Me fazendo crer, compreender,viver,
Diante da beleza do reflorescer
Pincelando a vida de todas as cores,
Reacendendo todos os amores...

(Carmen Lúcia)

Foto de Teresa Cordioli

Amor tatuado em mim...

Teresa Cordioli

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Ao andar á beira da praia
vejo as ondas apagarem
as pegadas deixadas na areia.
Afasto-me mansamente
olho para trás,
e vejo rastros,
os que eu deixei.
Não quero que eles se apaguem,
e carregam consigo,
os meus pensamentos.
Porque você, meu amor, está neles!...
Por isso sigo caminhando distante das águas,
vejo as ondas se quebrarem
na beira da praia...
E como artistas, elas desenham e pintam,
com suas espumas,
parecendo uma renda fina solta na areia...
Meu coração nessa hora incendeia,
batendo tão forte que o barulho se confunde
com o barulho das águas do mar...
Vou molhar meu corpo nas águas frias...
Volto e me sento à sombra de um guarda sol,
deixando assim minhas pegadas na areia.
Escrevo o meu nome junto ao teu,
dentro de em um coração que desenhei...
........... veio a onda...Apagou...
Levou para o fundo do mar
o desenho de um coração,
e o meu nome
de mãos dadas com teu...
Só não conseguiu levar o meu amor,
este está tatuado em minh’alma...

Foto de Raiblue

Notas molhadas...

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Nos jardins suspensos
Das Babilônias
Do meu eu sedento
Deslizam serpentes

Desejo destilado
Álcool diário
Erógena zona
Mente em desvario

Nilo de segredos
Leitos de espumas
Sobre as dunas
Do meu Egito

Embalsamados
Os sentidos
Em sinfonias
De gemidos

Noturno de Chopin
Champagne banhando corpos
Em doses de êxtase
Orgasmos evocam!

E explodem estrelas
No ápice da orquestra
E os corpos ressoam
Notas molhadas de espasmos...

Convulsão de astros
Conjunção de corpos
Entre sonatas e sonetos
Se deitam, amantes eternos...

(Raiblue)

Foto de Sonia Delsin

VOA, VOA, PASSARINHO

VOA, VOA, PASSARINHO

Passarinho.
Passarinho...
Tão bonitinho.
Teu rabinho.
Teu biquinho.
Teu olhinho.
Passarinho, passarinho!
Onde está tua passarinha?
Será que nalguma campina perdida?
Será que sabe que por ti é tão querida?
Passarinho.
Que chega de mansinho.
Que se afasta rapidinho.
Sonhas com um ninho?
Tua amada por onde anda, lindo passarinho?

Foto de Sonia Delsin

VELO TEU SONO

VELO TEU SONO

Velo teu sono, menino.
Beijo teus olhos adormecidos.
Olhos tão queridos.
Acaricio-te com minhas sedosas mãos.
Sinto desejos de que no teu sonho encontres.
Remanso, paz.
Velo teu sono de longe.
Numa telepatia encontro quem me deu tanta alegria.
Quem se afastou um dia.
Velo teu sono, menino calado.
Meu doce amado.

Foto de Sonia Delsin

LEMBRANÇA NOS GENES?

LEMBRANÇA NOS GENES?

A melodia trazia alegria.
E ela dançava.
Uma música da terra dos seus avós.
Itália querida.
Lembranças nos genes?
Ela dançava.
A saia rodada.
Risada.
Ela dançava feliz.
Empinava o nariz.
Ela dançava... na praça rodava.
Dançava feliz... dançava.
O céu assistia.
O povo assistia.
Ela ria...
Ria e brincava.
O tempo passava.
A música n’alma adentrava.

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