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Foto de Delusa

Imaginar-te

Imaginei-te o príncipe encantado,
Nesta história de vida que foi minha,
Mas por nunca ter-te encontrado,
Encantada sempre a vivi sozinha.
.
Imaginei-te à luz do luar,
Iluminando à noite a minha vida,
Estrelas a sair do teu olhar,
Poemas na minha alma embevecida.
.
Imaginei-me no teus braços de ilusão,
Ah, forte imaginação,
Que meus olhos não te viram por aqui.
.
Sem ti meu coração é um deserto,
Sem água e sem sombras de mim perto.
Imaginar-te foi sempre o que vivi!

Delusa

Foto de junior coelho

Água seiva da vida

Água seiva da vida
Junior Coelho

Seiva que alimenta a vida
Purifica a alma vem da criação divina
Gotas sagradas
Águas morenas ou barretas
Brota dos furos e igarapés
Sacramentados mananciais
Igapós e paranais
Águas lágrimas do criador
Dádiva pura semblante
Do amor
Água que vivifica o mundo
Enriquece o corpo e o coração
Santuário puro
Quiçá do amanhã sem ti?
Vidas mortas
Face em dor
Vida sem vida
Coração sem amor
Lamento latente do mundo
Utopia do calor,
Água seiva da vida
Criação divina
Pétala do amor.

Foto de Swiftwind

Pensei

Pensar em ti, pensei...
Como quem presta atenção
E é vencido por si mesmo.
Como um pensar infinito
Que zela por um fim.
Como o que morre
Mas vive sendo,
Filosofia sem resposta,
Espelho sem reflexo,
Ideia sem contexto.
Como quem observa o céu,
Azul, limpo de lágrimas,
De rostos do passado.
Como quem deu tudo
E tudo ficou de lado,
Perdido, espalhado,
Por circos e teatros
De aparência e ilusão.
Como quem prova a arte
Com os olhos cerrados,
De costas para o vento,
De mãos fechadas
E pés calçados.
Como quem dá sentido
Ao teu significado.
Razão de um picotado
Que não podemos evitar
Sem querer estragar.
Como quem pensa rasurar
As palavras dos livros
Que pretende esquecer.
Como quem quer tudo,
Numa vontade cega
De não voltar perder.

- De Micael Correia
16, Agosto de 2011

Foto de João Victor Tavares Sampaio

Brasil?

Brasil:
Qual o seu nome
E a sua idade?

Qual a sua cara, Brasil?
De onde você vem?

Você tem filhos, Brasil?
Tem sonhos
Aspirações
Metas a conquistar?

Qual a sua verdade, Brasil?
Qual sua mentira?

Qual sua cor
Sua religião
Seus gostos e virtudes
Situação e opinião?

Você é bom, Brasil
Ou é mau?
O que tem a me dizer de Oswald de Andrade
E todos os seus artistas?

Brasil, qual a sua profissão?
Você é um poeta
E nos seus versos contém as respostas
Do que pergunto?
Você é ladrão, Brasil, é puta?
É auxiliar de escritório
Ou auxiliar de necrópsia?

Diz aí qual é que é a tua, Brasil?
Qual é sua marca?

Você é homem ou mulher, Brasil?
É bicha?
É maconheiro?

Você é seu povo
Sua visão romântica
Seu julgamento realista?

Você é sério, Brasil
Ou piadista?

Você é rico, Brasil
Terra de ouro, mata e mar
Imersa na miséria?

Você já achou uma justificativa, Brasil
Desculpa ou coisa parecida?

Você é lindo, Brasil?
Afinal, você é amoral
Ou imoral?

Você tem regras, Brasil
É apenas para profissionais?

Me diz, Brasil
Se te amo ou te deixo
Se me calo ou me queixo?

Se você quiser eu te ajudo.

Foto de Joaninhavoa

Cafuné

*
funé
*

Vem me fazer cafuné
funé... funé...
com esse jeito que tu tem

Depois pega minh`as mão
esfrega elas de roldão
vira d`prosaico em girão
grita fundo sei não

E então gira os fusível armados
como velas de combate
em arame farpado
E algemado grita de vez
sei não se o arame está ligado

Vem me fazer cafuné
funé... funé...
com esse jeito que tu tem
ligado ou desligado

Joaninhavoa
(helenafarias)
2011/08/16

Foto de Carmen Lúcia

Abstrato e concreto

Tudo o que não revelo
pelo bem de quem mais quero,
por saber não haver retorno,
para não causar transtorno
ou qualquer constrangimento,
guardo trancado no peito...

Abstratos sentimentos,
esmiuçados lamentos,
eternos momentos
que me fizeram crescer,
que me fazem viver
ou quem sabe morrer...

O que trago no peito
é muito abstrato, ninguém pode ver...
É muito querer e pouco se ter,
é tanto amor e nenhum calor.
É desejo, é carinho,
é sofrer em desatino,
num contínuo transbordar.

Sair da abstração,
revelar a paixão
até se concretizar...
Quando não há mais jeito
o amor sai do peito...
Se revela e apela,
mostra a cara e encara
e com jeito, sem fragilidade ou medo,
tende a se materializar.

_Carmen Lúcia_

Foto de tcheka 1

Amigo

Hoje quando me acenaste
ao passar pela multidão
Incrivelmente, continuaste
Olhando para o chão...

E eu, admirado fiquei
À espera de um abraço
Daqueles que já não sei
Porque já só tenho pedaços

Pedaços do que fomos
Quando eras tão meu amigo!
O barco que já não somos
Já não vens ao fundo comigo

Os bons momentos passados
Por lá irão ficar sempre
Os nosso sorrisos perpetuados
Só existirão antigamente

Vai amigo, que não ficarei
Magoado com o teu passo
Talvez triste relembrarei
Um tempo onde eu fiquei
À espera do teu abraço...

José Correia

Foto de DeusaII

Não me leves...

Não me leves para o lado negro
Eu não quero ir...
Deixa-me ficar na luz... minha guia, minha consolação.
Não quero pertencer ao mundo das trevas
Onde o sofrimento e a dor domina.
Deixa-me ficar neste mundo....
Quero viver... sentir o sol sobre minha pele...
Sentir o cheiro das flores...
A alegria do que é a vida...
Quero sentir todas as sensações
Que me arrepiam a pele...
Deixa-me ficar deste lado...
Onde tudo renasce, e nada morre...
Onde tudo é difícil de conseguir
Onde é preciso lutar, para seguir em frente....
Prefiro ficar aqui....
Não quero nada fácil... não quero o caminho mais curto...
Quero os meus obstáculos... quero a minha dor...
Porque é ela que me faz sentir viva...
Por isso, meu amor...
Não me leves contigo para o lado negro...
Não mates minha alma
Não tires o brilho dos meus olhos...
Não quero ir para esse lado...
Porque deste lado... é onde tudo acontece.

Foto de Arnault L. D.

Abstrata ( Onde quero estar )

Longe, em lugar distante,
além do tempo,
antes da história,
aquém da memoria.
Intimo momento
que se houvera a via,
haveria...

Não, não sei se me entendo,
nem mesmo se pretendo
saber se é verdade,
esta felicidade,
que se apresenta,
ou o que se inventa
no sonho que chega
e se aconchega...

Deste longe, desde quando,
nos errares onde ando,
sequer movem os pés...
Entrelinhas, de viés.
Sem estar quem me és,
vago ora onde mora
o que foi embora.
Torno do pó.
Não mais só.

Léo, dum lugar incerto,
alem do esquecer, querer,
um passo daqui, ou aqui,
por todos os lugares.
Das entranhas e ares...
Do fundo mais profundo,
das aguas do mundo.
Sob, indo ao mar,
ao céu desaguar,
onde quero estar...

Foto de Marilene Anacleto

Escritores. Poetas. Artistas.

Artistas, escritores, poetas
Trazem a beleza da vida
Em palavras, versos e telas,
Pela luz que nela existe.

Feito bolhas coloridas
De arabescos sem sentido
Surgem bem a sua frente
Brotam de seus ouvidos

Outros olhares de tudo,
Em sonoridades de alma,
São música a tocar os homens
Em poucos instantes de calma.

Sabem transmitir a beleza
Que traz a alma ferida
Bem escondida nas sombras
Pela infância perdida

Sabem colorir de amor
As emoções desbotadas
Dão juventude à velhice,
Trazem cura a adoentados.

Contam, inventam parábolas
Como bem fez Jesus Cristo
Almas sofridas são salvas
Dos machucados da vida.

Compartilho este espaço,
Com quem aceita o amor
E o irradia em belos raios
Que tocam tudo ao redor.

Este espaço perfumado
A toda emoção conduz
Traz beleza e harmonia
Com a poética da luz.

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