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Foto de Leidiane de Jesus Santos

Me Diz

Alguém me diz
Por favor,
Por que eu tenho
Que sempre fazer tudo.
Eu também preciso
De um abraço, de atenção.
Eu também me machuquei,
Me magoei e chorei.
Em rios de sangue,
Me afoguei.
Eu também tive
Meu coração dilacerado.
Por que ninguém vê
Que estou de pé
Só por Deus.
Por ninguém vê
Que eu só quero
Viver um amor
Simples e verdadeiro.
Não preciso de muito
Só de sinceridade.
E que o meu sorriso
E só pra disfarçar
Uma vida de decepções.
Deus olha pra mim!
E afasta de mim
As pessoas Interesseiras,
Maldosas e que só querem
De mim, minhas lagrimas.
E coloca em meu caminho
Só pessoas boas de coração
Que não tenham maldades
Que não finjam amizades
Que não finjam me amarem
Por que de ilusões e mentiras
Não quero mais viver.

Foto de Carmen Vervloet

O MONSTRO DE REALENGO

Ele queria matar:
A falta de autoestima,
o vazio que com alegria não rima,
o grito abafado,
o amor que nasceu abortado.

Ele queria matar:
A solidão que plantou no peito,
a timidez que pensava não ter cura,
os laços desfeitos,
a sua própria loucura.

Mas matou sonhos, apenas sonhados,
um punhado de flores entreabertas...
Tanto sofrimento precipitado!

Matou alegrias não vividas,
botões que se abriam na aurora...
Vidas precocemente colhidas.

Deixou o Brasil em lágrimas banhado,
atordoado com tanta violência,
velando anjos que voam num céu nublado.

Carmen Vervloet

Foto de davidcostha

VEJO MAR

Mar vejo Marejo Saltejo
Sacolejo Pra frente, pra traz Por sí só mal vejo O que em gelo se faz!

Foto de Leidiane de Jesus Santos

Incondicional

Vi os seus olhos
Chorarem por mim
Vi seu coração
Sangrar por mim
Vi sua vida desmoronar
Por minha causa
Vi tuas suplicas
E as minhas renuncias
Vi tua preocupação
Em eu me magoar
Vi o teu desespero
Ao te deixar.

Fugi do que era seguro
Sumi dessa paz
Para enfrentar o desconhecido
Fui desaguar em outros rios
Passei pelas tempestades
Moinhos de sentimentos
Enlouqueceram-me.

Me vi sem você
Sem tua proteção
Fui lançada para todos os lados
E sem conseguir
Me agarrar em você
Sem ter você para me segurar
Cai num buraco tão profundo,
Tão escuro, me perdi.

E sem você
Encontrei forças próprias
Que eu não imaginava
Que havia em mim.
Me ergui na fé em Deus
Me ergui por mim e por você.

Por que tudo isso?
Por minha imaturidade.

Joguei fora tudo para o ar
A minha vergonha
A minha Vaidade
E com o coração remendado
Machucada por mim mesma...

Estou aqui!

E sem precisar me humilhar
Sem eu precisar implorar
Mesmo depois de tantas mágoas
Eu vi seus braços
Abertos a me receber
Como se já soubesse,
Que isso iria acontecer.

Só estava me esperando
Acordar desse sono da ilusão
Que me mantinha longe de você
Longe desse amor tão bonito.
Que sempre esteve ali
Mesmo distante
Do mesmo jeito,
Até mais que antes.

Que eu tanto procurei
Que eu tanto esperei
Se tornar realidade
Estava o tempo todo
Do meu lado
Graças a Deus que eu acordei
Antes que fosse tarde.

Você me mostrou
Um amor humilde
Sem vaidade,
Um amor sem orgulho,
Um amor que supera tudo,
Um amor de verdade,
Amor incondicional.

Foto de Paulo Gondim

Minha Terra - Cordel

Quadra de Paulo Gondim
Glosa, em décimas, do próprio autor
(Ceará, estado do nordeste do Brasil, de onde provém o autor)

MINHA TERRA
Paulo Gondim
04/02/2008

QUADRA:

Minha terra tão querida
A quem sempre vou amar
Que deixei, mas voltarei
Ao meu lindo Ceará

GLOSA

Eu vivo longe da terra
Mas não é por opção
É de cortar coração
Viver nessa longa espera
Mas eu sei, ai quem me dera
Ver minh’alma agradecida
Na terra encontrar guarida
Quando um dia lá voltar
E nela poder falar
MINHA TERRA TÃO QUERIDA

Mas um dia eu voltarei
Trago cá em minha mente
Essa certeza latente
De ver tudo o que deixei
E as pessoas que amei
Que deixei a me esperar
Na certa vou encontrar
No meu lugar tão querido
Que nunca foi esquecido
A QUEM SEMPRE VOU AMAR

Quando lá chegar um dia
Essa angústia vai ter fim
O sol nascerá pra mim
Terá fim essa agonia
Que já me faz companhia
Nas terras por onde andei
Desde que de lá cheguei
Por isso quero matar
A saudade do lugar
QUE DEIXEI, MAS VOLTAERI

Esse meu lugar tão quente
Que há muito tempo não vejo
Desperta em mim o desejo
De lhe mandar um presente
No meu verso mais ardente
No meu jeito de falar
No meu singelo cantar
Em motes tão desconexos
Mas eu dedico esses versos
AO MEU LINDO CEARÁ!

***************************************
Publicado no site ECOS DA POESIA
http://ecosdapoesia.net/crestomatia/minha_terra_index.htm
Como participação, a convite, na ciranda MINHA TERRA, em décimas, quadra e glosa, de iniciativa do poeta português ARMANDO FIGUEIREDO.

Visite-nos!

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=28692#ixzz1J8R05400
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives

Foto de Lefurias

Livre pra amar

Deixo para você,
Tudo o que vai precisar,
O seu coração está,
Livre denovo pra amar.

Entende meu amor,
Por toda eternidade,
Meu coração será seu,
Sempre te amei de verdade.

Não quero te ver daqui,
Sofrendo por mim,
Amor não fique assim,
Volte a sorrir.

Mas hoje é a minha hora,
De ir embora,
Vai aproveitar a vida,
Amor não chora.

Foto de Lefurias

Você pensou em mim

Você pensou em mim como um anjo de Deus,
Para lhe ajudar com os problemas seus,
Você pensou em mim,
Sabia em quem confiar.

Mas a verdade que você não sabia,
Era que pra quem você pedia,
Era quem mais iria precisar,
Da ajuda sua pra melhorar.

Tudo o que eu podia era conversar,
Saber o que fazia você chorar,
Não me contou, nem vai me contar,
Tem medo denovo de se machucar.

Pense em mim denovo como anjo de Deus,
Deixe-me ajudar com os problemas seus,
Pense em mim agora,
Sou seu colo a toda hora.

Foto de JORMAR

Amor Espiritual

Quando o sentimento aflora e a alma sente
é o amor que chega derrepente
invade nosso coração e nos cerca
de um calor latente
é a vontade de nunca estar sozinho
e gostar de viver o presente
com a presença de quem se ama
seja na rua ou na cama
de se amar intensamente
para o qual não precisam palavras
pois os olhares dizem tudo
não é nada material
é um sentimento profundo
que vem de outro mundo
um amor espiritual
(Marisa Cruz)

Foto de ushihaxandre

FALOU E DISSE

No fim da cachaça vem a gandaia
No fim do mar, começo da praia
É no fim do joelho o começo da saia
O fim de um artista é o começo da vaia
Gavião da minha foice não pega pinto
Também a mão de pilão não joga peteca
O cabo da minha enxada não tem divisa
As meninas dos meus olhos não tem boneca
A bala do meu revólver não tem açucar
No cano da carabina não vai torneira
A porca do parafuso nunca deu cria
Na casa do joão-de-barro não tem goteira
Jacaré carrega serra mas nunca foi carpinteiro
O bode também tem barba e não precisa ir ao barbeiro
Galo também tem espora mas nunca foi cavaleiro
Sabiá canta bonito mas não pode ser violeiro
Vigário faz casamento mas vive todo solteiro
O cravo da ferradura não vai no doce
A serra da mantiqueira nunca serrou
A pata do meu cavalo não bota ovo
Eu não vou comer o pão que o diabo amassou
Os quatro reis do baralho não tem castelo
Também o quatro de paus não é de madeira
Por onde o navio passa não tem asfalto
Caminho que vai pra lua não tem poeira
Cachaça não da rasteira e derruba a gente
A lingua da fechadura não faz fofoca
Pra fazer esse pagode não foi brinquedo
Eu me virei do avesso e não sou pipoca

TIÃO CAREEIRO E PARDINHO

Foto de ushihaxandre

UMA COISA PUXA A OUTRA

O Machado sem o cabo
Não bota a mata no chão
Comandante sem soldado
Não forma seu batalhão
Sem bagunça e sem Baderna
quero ver minha nação
Uma coisa puxa a outra
Vai aqui minha opinião
Traidor da minha Pátria
não merece meu perdão
Sem o policial na rua
Não trabalha o escrivão
Sem juiz sem delegado
Não existe a prisão
O juiz e o delegado
Faz a lei e entra em ação
Uma coisa puxa a outra
Vai aqui minha opinião
O malandro vira santo
Quando o advogado é bão
Sem o animal de raça
Não existe exposição
Sem disputa e sem torneio
Não existe campeão
Sem boiada e sem tropa
Não tem festa do peão
Uma coisa puxa a outra
vai aqui minha opinião
O Rodeio de Barretos
Da o show de tradição
Sem o braço do caboclo
não existe produção
Não tem soja não tem trigo
Nem arroz e nem feijão
Sem auxilio da lavoura
Não vai nada pro fogão
Uma coisa puxa a outra
Vai aqui minha opinião
O que seria da cidade
Sem ajuda do sertão
Sem trabalho e sem luta
A gente não ganha o pão
Sem preguiça e sem moleza
A gente vira patrão
Pra quem gosta de moleza
Eu do sopa de algodão
Uma coisa puxa a outra
vai aqui minha opinião
Todos que vivem na sombra
Derrama o suor no chão

TIÃO CARREIRO E PARDINHO

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