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Foto de Carmen Lúcia

Liberdade

Mostrei o que sou !
O que realmente modulava em mim;
fui contra as marés,
emergi de um abismo sem fim.
Cruzei linhas paralelas,
corri na contramão do vento, do tempo
e me alcancei na última estação...

Rasguei minha carne, expus meu avesso,
o meu contexto
e toda a sensibilidade verbal, emocional,
escondida em contra senso,
sufocando o bem, endeusando o mal.

Postei nua minha identidade
e toda a verdade antissocial ...
chocando a realidade dura.
Vomitei iniqüidades cruas
ingeridas por razão irracional
sob forte pressão radical.

Viajo sem malas...
Sem revolta ou bilhete de volta...
Sinto-me leve, sem nada que me pese,
sem alças das parafernálias
que pendurei num tempo que já teve fim.

Sigo só... melhor assim..
Insana, estranha, profana
é o que pensam e podem pensar de mim.

(Carmen Lúcia)

Foto de Paulo Gondim

A falta de ti

A FALTA DE TI
Paulo Gondim
07/04/2011

A suavidade da voz, o sorriso, o olhar
Um toque suave nos cabelos,
Um jeito criança, um segredo no ar
Um certo mistério, sonho, devaneio
Um gesto insinuante, o soluçar
O calor do sangue no pulsar das veias
No peito arfante, volúpia constante
Que teu corpo todo incendeia

É assim que sonhas, assim que divagas
No debruçar solitário da antiga janela
No olhar distante além da rua
Que o pensamento segue pela noite nua

E no sonho, a rua se ilumina
As pedras brilham e brotam flores
Tudo pelo teu olhar
Que se faz enamorar
Pela minha saudade

Ah, quando voltarei?
O tempo se faz inerte
A distância cresce
Na medida em que tudo falece
Pela falta que sinto de ti.

Mas pensar que posso sentir teu calor
A suavidade do toque de tuas mãos
O gosto quente de teu beijo
Mesmo distante, me conforta.
O sono vem e aos poucos me transporta
Navego por fantasias e nelas te vejo
Acordo e corro a abrir a porta

Foto de Marilene Anacleto

Construção

Ploc... Ploc... Prrrriiii.... Prrrriiii...

Quero fazer oração,
O pedreiro já chegou.

Vou preparar o café
Tenho de dar instruções.

Agora resolvo ler,
Ele liga a betoneira.

Decido escrever um pouco,
Ele liga a furadeira.

Então pego a vassoura,
Ele chama para ver o cano.

Eu tento dar um cochilo,
A voz dele me arrepia.

Desassossego, bagunça, estresse.
Quem consegue fazer algo
Com um barulho desses?

Está ficando uma beleza a minha casa.
Que bom! Quando tudo sossegar,
Posso rir, brincar, criar asas.

Marilene Anacleto

Foto de Marilene Anacleto

Pó de Estrelas

*
*
*
*
"Do pó viestes e ao pó voltarás"
Reduz ao pó sonhos e ideais
Incentivo à vontade de não lutar mais.

Esquecemos: há 15 bilhões de anos
A grande explosão no universo
Transformou a estrela em pó

Como tudo é pó de estrelas
Cada vida do planeta
Deste sagrado pó é feita.

Compartilho alegria em vê-las
E a certeza que retornaremos
Como pó, ao pó de estrelas.

Marilene Anacleto

Foto de Marilene Anacleto

Estão Matando Nossas Crianças

Estão matando nossas crianças
Com drogas, com armas,
Com a TV, a internet,
E valores desviados
Do caminho do bem.

Estão matando nossas crianças
Com jogos de adultos
Com roupas de adultos
Com pensamento de adultos.

Crianças não mais correm,
Na Páscoa, atrás do coelho,
Sequer saboreiam nas árvores,
Os frutos colhidos com desvelo,
Nem demonstram gratidão,
Ao ganhar um novo brinquedo.

Não correm atrás de borboletas,
Não brincam de bem-me-quer,
E já não sabem o que é ser criança
Por ter demais, ou por não ter.

Precisamos rezar, cuidar, amar
O amor que acode, o amor que acolhe.
Mostrar o caminho de Deus,
Ensinar o caminho do belo e do bem,
Porque o mal não descansa, não dorme.

Quem receberá nossa herança,
De valores, de conquistas, de alegria?
Quem recolherá nossas almas,
Guardadas em papiros de poesia?

Marilene Anacleto
07/04/2011

Foto de MilEumaNoites

Medo de te perder

Por mais que queira, já não posso parar
Por mais que pudesse, já não quero desistir
Mas toda vez que percebo te amar
Me vem o medo de te ver partir

Meu corpo se embriaga no teu olhar
Teus olhos me perseguem a sorrir
Mas como ter certeza de que comigo queres estar
Se tua vida sempre foi um eterno mentir?

Foto de MilEumaNoites

Dor e frio

Tentei tirar o véu que cobre teu rosto
E me impede de mergulhar no teu olhar,
Quis sentir a maciez da tua pele contra a minha.
Desejei que meu sangue se perdesse nas tuas veias
E só voltasse a me encontrar na tua boca.

Mas tudo que consegui foi frio e dor.
Frio da tua voz, que congelou meu coração ainda em chamas,
Frio dos teus lábios, que me repudiam sem hesitar.
Dor... dor de saber que não posso te tocar,
Dor maior de saber que desejas o toque de quem não te merece.

Foto de Carmen Lúcia

Dor sem nome

E foi aí, nesse momento,
num dia que já nem me lembro
que a dor então se instalou...
Pontiaguda como uma lança,
certeira e crônica cravou-se,
ladra de sonho e esperança.

Calei-me como em reverência...
Tanto poder ela exercia!
À Sua Excelência curvei-me,
fragilizada com o peso que trazia
golpeada com sua presença,
sangrei-me...

Silenciei dentro de mim...
Esbravejar, gritar, injuriar?
De nada adiantaria...nada iria mudar.
A dor da verdade revelada
jamais iria passar...

Insensível ao sofrimento,
precisa como um cronômetro
marcando incansavelmente os momentos,
mostrando que nem o passar do tempo
carrega a dor maior desse mundo.

Dor que consome, que não tem nome
e se alimenta de instantes de nossa alegria,
inconformada com os minutos de felicidade,
invejosa das migalhas de magia,
nos faz encarar, frente a frente,
a mais difícil realidade.

_Carmen Lúcia_

Foto de giogomes

Sonhos

Muitos sonham com riqueza,
sucesso e beleza.

Outros tanto com igualdade,
paz e fraternidade.

Já eu, não tenho sonhos mundanos.
Nem sonhos tão "Ghandianos".

Eu sonho com o meu amor ao lado.
Deitada em minha cama, com um olhar apaixonado.

Após uma noite de amor torrencial,
e a negação de uma vida formal.

Com promessas de sentimento eterno.
Com chamas que impeçam o inverno.

Que transformem "Nós" em singular,
e que "Eu" no plural sempre estar.

Eu sonho com o meu amor ao lado.
Caminhando na multidão, a beira de um lago.

Todos solitários perante a gente,
existindo apenas o "nosso" tempo presente.

Protegida por meu abraço,
protegido por seus braços.

Me perdendo em seus beijos,
compartilhando os seus desejos.

Eu sonho com o meu amor ao lado.
Escrevendo comigo, poesias sobre o amado.

Espalhando nossa história.
Preservando toda esta memória.

De um sonho impossível,
que para o amor não tem nível.

Ao lado de uma lareira,
aquecendo a família inteira.

Muitos sonham com grandeza,
dinheiro e certeza.

Outros tantos como vencer a maldade,
ignorância e desigualdade.

Eu só sonho com meu amor ao lado.
Para poder mostrar ao mundo, o que é estar apaixonado.

Foto de Daniel Penido

Mundo de Pástico

Escrito por: Daniel Penido – 25/03/2011

Mundo de plástico
na vida real
Destino incerto
num mundo banal

Ser superficial
é a única verdade.
Escravo de um corpo
Se achando celebridade

Como disse a minha avó:
“Eu fui quem tu és tu serás quem eu sou”
Reflito nessa frase sem dó!
E vejo quão profunda essa, me arrebatou

Sairá em busca de um corpo
Parecido com de outrem
e como na antiga musica dos Titãs
"As flores de plástico não morrem"

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