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Foto de Paulo Gondim

Sem mágoa

SEM MÁGOA
Paulo Gondim
06/04/2011

Meus dias já se adiantam no tempo
Os arroubos da juventude se calaram
Ficaram só alguns traços na memória
Fragmentos soltos de minha história

Um ciclo aos poucos se fecha
No rito lento e natural da vida
A vida, às vezes, parece muito real
A vida sempre segue seu rito canibal

Mas há que se olhar para frente
Dos degraus que o passado construiu
O passado serve de aviso
De que viver, amar é preciso

No patamar que a vida se encontra
Até a pressa não faz tanta conta
Abro meus braços, estendo a mão
E sigo sob o comando de meu coração

Não carrego magoa, nem dissabores
Do jardim da vida, pego algumas flores
Levarei delas o perfume dos sonhos
Que vivi em grandes amores.

Foto de Arnault L. D.

Todos sabem que a amo

Não vejo mais nenhum motivo,
para não dizer, que a quero.
Se não é nada furtivo.
Todos. sabem que a venero...

Mas, não usarei de grito.
Usarei de sussurro e calma
e silenciosamente será dito:
É meu amor e minh'alma.

Quero seu beijo mais doce
e seus olhos de chamada.
E se temor, por mais que fosse
esquecerá, minha amada.

Meus lábios querem prova-la...
No beijo, trocar a eternidade,
que se expira em infinda ala
paralela a verdade, intimidade.

Não sei dizer de desejo,
sem dizer seu nome...
E o lirismo vir do que vejo.
Meu eu, vem, e me tome...

Seu amor está em mim,
em loucura, silêncio e canto.
E meu amor, trocado assim,
mora em você, é dele o manto.

Não quero acordar o mundo;
quero adormecer contigo
e o sono mais profundo.
Além do sonho contigo, sigo...

A amo, e você bem sabe...
E mesmo que não venha a dizer,
nos olhos meus já não cabe
e o silencio não pode esconder.

Foto de ushihaxandre

LIBERDADE DE AMAR!

Vejo nos teus olhos
O reflexo dos meus
Vejo nos Meus sonhos
A realização dos nossos

Mostro-te a verdade
Em todos seus contrastes
quero te dar amor
sem perder o pudor

vejo nossa juventude
em toda plenitude
quero estar com você
e nunca te perder

quero estar com você
até envelhecer,
mostrar que é toda minha
sem precisar me pertencer.

ALEXANDRE FERNANDES

Foto de ushihaxandre

TE AMEI!

Te amei antes de te conhecer
Te amei quando te vi
Te amei ao te conhecer

Te amei ao nos falar
Te amei na primeira vez que pude te tocar
Te amei ao nos abraçar

Te amei quando esperei
Te amei quando não veio
Te amei sem muito medo

Te amei quando brigamos
Te amei quando esperamos
Te amei na solidão e também por que não
Te amei quando perdi, pois meus sonhos vi partir
Te amei quando voltou pois o amor não acabou
Te amei e no que deu
Seu amor hoje sei, é meu

ALEXANDRE FERNANDES

Foto de Carmen Lúcia

Uma razão pra sorrir

Procuro razão pra sorrir,
mas vejo o amor partir
mesmo sem querer ir...
E seu espaço deixado
nos corações, extirpado,
ocupado pelo desamor.
Retrato claro e falado
de que amar é difícil,
que doar-se é impossível,
pois quem ama, cuida,
dá-se, perdoa...não magoa,
divide, permite, admite...
Abençoa .

Amar dá trabalho.
Assim é que encaro.
E comparo com a realidade,
com a solícita sociedade,
solicitude mascarada,
sociedade estagnada,
a cruzar os braços
pra se privar do abraço.
Mantém-se calada
inibindo a palavra
num momento de dor
em que se faz necessária
uma simples palavra de amor...

Procuro razão pra sorrir,
fazer poemas alegres, rir,
mostrar um lado mais risonho,
correr atrás de um sonho,
despojar os versos enfadonhos...
Mas escrevo o que sinto e vejo.
E o que vejo, eu sinto...
Não desejo.

_Carmen Lúcia_

Foto de Marilene Anacleto

Sino

*
*
*
*

Marca o avançar da hora
O vento hospeda em sonoridade.

Manhãs de renascer o amor
E céus róseos no cair da tarde.

Desaguam as garças, sem demora,
Em busca do lar, abrigo da deidade.

Segue o homem em busca da família,
Aconchego amado da felicidade.

Marilene Anacleto

Foto de Marilene Anacleto

Ave Passageira

*
*
*
*

O canto da ave passageira
Rompe o amanhecer e segue.
Outros sons dão vida à orquestra,
Num ritmo acelerado e breve.

Outros cantos, ouvirem-se fazem,
Mais além do que a vista alcança,
Remete a alma ao paraíso eterno,
Sigo com pássaros na suave dança.

A aragem toca-me a face,
Traz o aroma da liberdade.
Nesse espaço de segurança
Não há hora, manhã ou tarde.

O vento sacode árvores,
Sino dos ventos, em frenesi,
Movimentos e sons espargem,
Mas preciso levantar daqui.

A dança do universo prende-me
Aos cantos, aos sons, à aragem.
Ergo a cabeça , contemplo o brilho
Nas folhas alegres das árvores.

Segue seu ritmo, a dança, no dia,
Que presenteia um arco-íris no oeste.
A ameaça de guerra que paira,
É nada, na luz que a Terra veste.
Tudo é Luz. Neste instante, nada me fere.

Marilene Anacleto

Foto de Mitchell Pinheiro

O segredo no final do arco-íris

Tantos caminhos trilhados sem um mapa
Arrodeios, atalhos, decepções e dor
Conduziram o amante em sua jornada
Pelos segredos desse caminho multicor

A muralha do desamor se interpôs ao caminhante
A frieza do mundo sorriu de sua perseverança
Mas os contrários amargaram seu intento errante
Pois o guia em seu peito o manteve em segurança

O longo tempo decorrido não enfraqueceu suas passadas
Os sentimentos mais belos conspiraram a favor
E nosso amigo caminhante concluiu sua jornada
E reluziram em seus olhos os segredos do amor

Encontrou a felicidade na sua forma mais completa
O sabor sublime da mais bela melodia
A musa inspiradora do poeta
A aclamação máxima da poesia.

Foto de Evelline Andrade

Adotarei o amor - Kalil Gibran

Adotarei o amor - Kalil Gibran

Adotarei o amor por companheiro
e o escutarei cantando, e o beberei como vinho,
e o usarei como vestimenta.

Na aurora, o amor me acordará
e me conduzirá aos prados distantes.
Ao meio dia, conduzir-me-á à sombra das árvores
onde me protegerei do sol como os pássaros.
Ao entardecer conduzir-me-á ao poente,
onde ouvirei a melodia da natureza
despedindo-se da luz, e contemplarei
as sombras da quietude adejando no espaço.
À noite, o amor abraçar-me-á,
e sonharei com os mundos superiores
onde moram as almas dos enamorados e dos poetas.

Na Primavera, andarei com o amor, lado a lado,
e cantaremos juntos entre as colinas;
e seguiremos as pegadas da vida,
que são as violetas e as margaridas;
e beberemos a água da chuva,
acumulada nos poços,
em taças feitas de narciso e lírios.
No Verão, deitar-me-ei ao lado do amor
sobre camas feitas com feixes de espigas,
tendo o firmamento por cobertor
e a lua e as estrelas por companheiras.

No Outono, irei com o amor aos vinhedos
e nos sentaremos no lagar,
e contemplaremos as árvores se despindo
das suas vestimentas douradas
e os bandos de aves migratórias
voando para as costas do mar.

No Inverno, sentar-me-ei com o amor
diante da lareira e conversaremos
sobre os acontecimentos dos séculos
e os anais das nações e povos.

O amor será meu tutor na juventude,
meu apoio na maturidade,
e meu consolo na velhice.
O amor permanecerá comigo até o fim da vida,
até que a morte chegue,
e a mão de Deus nos reúna de novo.

Foto de Carmen Vervloet

DOCE ALVORECER

Como anular a luz
que a manhã irradia
se é nascente que jorra alegria
que em silêncio habita
no ventre do novo dia?

Raios de sol que incendeiam o mar
e se transmutam em gestos de cortesia
e nas ondas do sonhar
lembro que vão se apagar
devoro o momento qual doce iguaria.

Fonte que jorra energia...
A praia que se acende,
o canto lírico da cotovia,
a flor que se abre silente
dando vida a um mundo de poesia...

Carmen Vervloet

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