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Foto de Osmar Fernandes

O mar está zangado

O mar perdeu a cabeça.
Os terráqueos o sentimento.
O sonho está sem planeta...
A luz sem pensamento.

O mar está zangado.
As matas fogo engole...
O fim já foi anunciado.
Perder a esperança não é mole.

O preço do progesso é caro.
O tsunami no Japão foi um caos...
Nos escombros tudo virou trapo.

Precisamos nos reciclar.
A dor da perda é um fato.
Só nos resta orar.

Osmar Soares Fernandes

Foto de Xaverloo

Sobre tudo que tão de repente

Eu sou aquele que é quando ninguém o vê
Sou poeira ao vento
Um todo sem contentamento
Sou vulto
Um nada que vem a ser.

Eu sou aquele que é quando não si vê
Sou as partes do que se formando
É uma semente germinando
O alfa
Um ser que ainda não é.

Eu sou aquele que é quando se torna
Sou humano, sou gente,
Sou tudo que se torna de repente
E de repente
Tão de repente
Deixa de ser...

Xaverloo

Foto de giogomes

A Rosa e o Tigre XXXIII - Realidade

Sabia que estava vivendo uma fantasia,
que pouco a pouco se desfazia.

Amava o Tigre e sua alegria,
além de toda a sua poesia.

Ele era sua alma gêmea, sua outra metade.
Explicava o porquê de tanta saudade.

A Rosa levou este relacionamento,
ao seu ponto mais extremo.

Quando percebeu que na verdade,
deveria encarar a dura realidade.

Após 4 dias afastada,
ao voltar foi por Ele interpelada.

Ele: "- Você não me deu notícias, onde estava ?"
"- Fiquei preocupado ! Você não ligou, nem disse nada !"

Ela respondeu que não teve como ligar.
O porquê ele deveria imaginar.

Ele: "- Você podia ter arranjado uma maneira,
pelo menos ter ligado na Sexta-feira !"

Disse a Ele que não era mais solteira,
não poderia levar isso como brincadeira.

Ele não era seu marido e ela não era sua esposa,
a realidade de ambos agora era outra.

Completou dizendo que estavam agindo na realidade,
como se tivessem algo mais que uma amizade.

"- Você está sendo cruel,
eu não estou querendo assumir este papel !"

Ele: "- E sim, eu achava que tínhamos algo mais que amizade !"
"- Algo tão especial que nem parece de verdade !"

Ele: "- Não sou casado com você, nem me considero seu amigo !"
"- Você pode imaginar o que é viver em um eterno limbo ?"

Foto de giogomes

O Tigre e a Rosa XXXIII - Realidade

Lindo, maravilhoso, pura felicidade.
Viver uma fantasia da mais real verdade.

Poder constantemente cuidar da Rosa,
na verdade é uma experiência maravilhosa.

Apenas um detalhe não o satisfazia por inteiro,
o companheiro da Rosa não era ele e sim o Jardineiro.

O Tigre apagara esta informação do pensamento.
Foi lembrado quando a cobrou em um momento.

Acabou-se a fantasia,
acordou de sua profunda letargia.

Despencou com extrema facilidade,
na mais pura e cruel realidade.

Perguntou por quê ela não tinha ligado,
dizendo a ela que estava preocupado.

Ela: "- Não tive como ligar, você devia imaginar !"
"- Nem sempre estou sozinha e posso conversar !"

Disse que ela estava a 4 dias afastada,
e sem notícias, não conseguia pensar mais em nada.

Ela: "- Eu sei disso, mas não sou mais solteira !"
"- Não podemos levar isso como uma brincadeira !"

Ela: "- Você não é meu marido e não sou sua esposa !"
"- Temos que aceitar agora que a realidade é outra !"

Ela: "- Você sabe o quanto é importante em minha vida,
mostrou-me coisas que nunca imaginei serem vividas !"

Ela: "- Só não podemos agir como se estivéssemos casados,
pois não é o que aconteceu de fato !"

Disse a ela que tinha sido cruel,
que não queria assumir este papel.

Afirmou que não eram casados e muito menos amigos.
Por isso, viveria para sempre em um eterno limbo.

Foto de Danilo Matos

Desabafo Intrínseco

Ah! Como eu queria ser forte
Forte? Sim. Forte! Ser forte suficiente
para não seguir a rota que a vida me obriga
e com apenas um passo decidir minha vida.

Lacunas se fazem presente no meu ser
são as consequências de atos, acasos, de abafo
consequências que me levam a pensar:
como encarar e a vencer os monstros que eu mesmo faço.

Coisas acontecem sem minha permissão,
invadem o meu espaço sem pedir licença
e com toda ousadia
tira as minhas crenças.

Crenças que me faziam sentir vivo
que me levavam a acreditar, a almejar, a me encantar
com coisas que não tinham sentido,
mas que me davam mais alento para continuar avindo.

Com esta certeza encerro este poema
a vida é cíclica!
E para viver bem
é só não se preocupar com sua lida.

Foto de Danilo Matos

O Descontente

Quanto engano;
quanto desânimo;
quanta frieza roubando meu ânimo.

Levanto-me na madrugada
com os barulhos das folhas a cair,
engano meu, era apenas meu coração
palpitando em uma velocidade desordenada
roubando a minha emoção.

Não sei dizer quem sou
pois, engano-me todo instante
como posso dizer que sou forte?
se até meu coração me leva a morte!

Lagrimas inesperadas rolam sobre minha face
descontentamento do invisível tira meu sono
risos quase que não sei mais o que são
até quando me enganarei comigo mesmo?

O comum não me alegra mais
Novidades estão difíceis
infectado estou
com o vírus que a mídia disseminou.

Mais de uma coisa eu tenho certeza
a solução esta nas minhas mãos
lutarei com a minha cabeça e meu entendimento
e não mais com o coração.

Foto de Carmen Vervloet

FETICHE DA LUA

Salve lua feiticeira!
Que encanta os namorados...
Sedução desce a cordilheira
e rola pra moça ao lado.

Luar ilumina sua face,
o prata tinge o vestido,
corpos se unem num enlace,
olhos no horizonte perdidos.

No céu estrelas faíscam,
as almas se entregam cativas,
mãos ansiosas arriscam...

Lábios com lábios se unem,
corações sem alternativa,
o espetáculo da magia resumem...

Carmen Vervloet

Foto de annytha

O GRANDE CIRCO

O GRANDE CIRCO passou, deixando para trás uma grande multidão de sonhos e fantasias, falsas alegrias, pessoas vazias, que estiveram ali, talvez numa tentativa de encontrar algo que pudesse preencher os seus vazios, e por isso gritavam todos com uma só voz, os nomes de duas personagens, que pra mim, não passam de desconhecidas, mas penso que devem ser os protagonistas do GRANDE CIRCO – “ VIVA ZÉ PEREIRA, VIVA JUVENAL...” e prosseguem nesse ritmo alucinantes, em busca dos sonhos que, possivelmente nunca se realizarão, pois, O GRANDE CIRCO, nada tem a oferecer, a não ser meras ilusões.
Colombinas, trocaram suas vestes de seda e babados, pelo semi-nu! Pra que tanta roupa?
Pierrôs, não são mais apaixonados, e já não têm mais olhares tristes e nem pingos de lágrimas escorrendo pelo seu rosto, “ que por causa de uma colombina acabava chorando!” Hoje, eles, preferem disputar com as mulheres, por isso, se travesti iguais a elas..., E assim, todos passam quatro dias caminhando e dando vivas aos tais Zé Pereira e Juvenal...
As chuvas de confetes, foram trocadas pela chuva de latinhas, copos e garrafas descartáveis (ainda bem que são descartáveis). Ninguém se incomoda com isso; todos cantam, riem e gritam freneticamente, num jogo de empurra-empurra...
Serpentinas, já não são usadas para laçar algum apaixonado!
Ninguém liga pro cansaço...
Enfim, chegam ao fim da linha, sem se importarem com a exaustão.
Todos com suas diversas fantasias multicores, que, na quarta-feira “ingrata” (até hoje ainda não conseguí descobrir por que essa quarta-feira é “ingrata" e os deixa contrariados)perderão seus encantos e as suas cores, deixando apenas grandes lacunas... Agora, já cansados e sem forças, e com olhares tristes, acompanham o GRANDE CIRCO que vai deixando as ruas para ir embora. Mãos acenam, dando adeus ao GRANDE CIRCO que está partindo, deixando apenas, angústia e solidão, porque era pura fantasia!
Hoje passei pelas ruas vazias e sujas, com um odor horrível, um misto de bebidas alcoólicas e cigarros! De longe, vi que alguém estava sentado numa calçada, com o olhar perdido e triste, talvez, fazendo um balanço dos quatro dias de euforia. Quem sabe, estivesse pensando aliviado, que não é e nunca foi “ladrão de mulher” e com o seu rosto quase sem pintura, dava pra ver que seu semblante estava triste e chorava, porque nem mulher ele tinha mais, pois o GRANDE CIRCO a levou, deixando-o só e desolado! Coitado do palhaço que já fez rir a tanta gente e agora, com o coração dilacerado, estava ali a pensar que O GRANDE CIRCO, não tinha picadeiro nem trapézio, só malabarista, e ele, mesmo sendo palhaço, fazia também malabaris, foi ai então, que caiu na realidade!
E assim, mesmo em meio a tantos sonhos perdidos, fantasias destruídas, falsas alegrias, desilusão e cansaço, todos aguardam com muita ansiedade, a volta do GRANDE CIRCO, que chegará com muito mais ilusões, sonhos e fantasias, pra oferecer aos foliões!

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Foto de SANDRA FUENTES

Copacabana

Recupero-me da queda de ontem. Assombrada ainda com o impacto do meu corpo no meio fio. Boca sangrando lágrimas. Afinal, onde dói mais? Permaneço olhando o teto branco de gelo que derrete e molha minha nudez. Meu corpo rígido desfalece e, por uma eternidade de duas horas e quinze minutos, sente apenas o que foi o calor que aquecia este planeta de seis metros quadrados que eu chamava de santuário. Não sei se o que ouço é música. São ruídos que vêm da rua e é provável que seja efeito ainda da overdose dos abraços que chegavam de surpresa. Meu corpo levanta e caminha até a sala, mas sinto que estou deitada e presa neste espaço sendo banhada aos poucos pela água gelada. Observo de longe minha imobilidade. Chame de saudade quem quiser. De queda, tombo, atropelamento, surra, que seja. Muitas de mim não existem desde ontem. Houve uma chacina. Duas sobreviveram: uma deitada no frio molhada pelo teto que derrete e outra ensandecida contando as pedras do calçadão de Copacabana.

Foto de SANDRA FUENTES

CARTA A UM VAMPIRO

Prezado Senhor,

Não tenho mais sangue para lhe oferecer. Talvez esse meu rosto rosado possa ter confundido V.Sª. É o sol implacável deste mês de fevereiro. É verão, há muita luz entrando no meu quarto. Gostaria que mantivesse distância e não se aproximasse dos meus portões. As trevas que alimentam sua existência foram dissipadas pela luminosidade que carrego comigo. Seja prudente e saia apenas à noite, como de costume. Compreendo sua sede. Eu não suportaria viver uma eternidade pálida, atravessando séculos em um aposento onde cabe apenas meu corpo.
Deixarei durante o dia uma taça de vinho para V.Sª. Beba assim que a grande estrela desaparecer. Faça um brinde solitário. A mim. A nós. E aos meus olhos que continuarão negros.

Sem mais,

Sandra Fuentes

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