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Foto de Marilene Anacleto

Meu Pai Partiu

Partiu como nunca viveu
Só ...
Sequer uma mão para tocar
As suas.
No rosto sereno de quem nada
Esperou,
Apenas a lágrima companheira,
Salgada
Feito onda do mar, em seu rosto
Deslizou.

“Mesmo que tenha um milhão
De voluntários,
Quando for a hora, terei de ir,
Só.
Não é possível poder
Levá-los.
Sendo assim, acostumar é
Melhor”.
Dizia sempre no acalanto
Dos dias,
Em voz suave de uma estranha
Alegria,
Por conhecer-se, por aceitar-se,
Por querer-se.

Assim também nos aceitava, amava
E queria,
Porque a cada Alma, cada Coração
Conhecia.
“Iguais a mim, passei por isso”,
Dizia.

Cinqüenta e oito anos
Casamento como tantos
Três se foram dos oito filhos,
Por certo o receberam
No reino
Dos escolhidos.

Orações,
Abraços aquecidos
Dos parentes
E afastados amigos.

Dele,
Abraços ternos, olhares
De afago,
Brincadeiras, piadas,
Causos,
Mente, coração e alma
Guardam.
Modelo, aconchego, repouso
Ainda trazem,
Apenas com a lembrança,
Saudade ...

Marilene Anacleto

Foto de odias pereira

" GRUDADO NO CELULAR "

Hoje eu passei o dia,
Grudado no celular.
Tudo que eu queria,
Para mim você ligar.
Hoje é meu aniversário,
E o presente que eu mais queria.
Estando eu tão solitário,
Que o celular tocasse, pra ver se sua voz eu ouvia.
Hoje esta fazendo um ano,
Que você partiu e foi embora.
Terminou com nossos planos,
Sumiu e não deu noticias até agora.
Não consigo te esquecer,
Mesmo estando dormindo.
Nos meus sonhos só você,
Sonho que você vem vindo.
Nessa angústia de esperar,
Meu coração já esta doente.
Se o meu celular não tocar,
Talvez ele não aguente.
Ligue pra mim , mesmo que seja a cobrar,
Quero ouvir sua voz dizer.
Que pra mim você vai voltar,
E que os nossos planos nós vamos refazer...

São José dos Campos SP
Autor: Odias Pereira
20/03/2011

Foto de betimartins

Hino de amor à natureza

Hino de amor à natureza

No verde que minha vista já não alcança, no espaço repleto de beleza eu vejo as rolinhas, felizes e contentes debicarem seus petiscos, os insetos soltos por ali...

Entre os vôos de marcar territórios, os bem-te-vis são agressivos por demais, disputa o pobre pica-pau de penas avermelhadas, fazendo mesmo assim as suas graças na árvore...

Olho o lago com suas imensas águas, espelhando Dourado do Sol, refletindo as nuvens e as árvores dali, e na beira do lago os canto agitados dos quero-queros, querendo eu longe dali...

Entre os pulares nas árvores gigantes, olho e não consigo entender vejo misturados no verde os belos periquitos a namorar, que algazarra eles fazem ali...

Observo as outras árvores e vejo os ninhos do joão-de-barro, quanta perfeição e observo ali e quanto trabalho árduo ele tiveram pelos seus amados filhinhos...

De repente escuto o barulho na água de um mergulhão quase azul e esverdeado a pescar, que belos vôos ele fazia na água, rumando para a enorme castanheira descansar...

Ruídos estranhos e estridentes me fazem olhar para as arvores vizinhas, qual é o meu espanto que vejo famílias de sagüis espreitarem-nos, alguns ainda muitos bebezinhos...

Perdemos em breves pensamentos, ao ver tanta união ali, os bebês seguirem suas mães e lembrar quantos de nós os humanos mataram e maltrataram as nossas crias...

Jamais são deixados ao esquecimento, nem deitados ao lixo, apenas são animais, mas que cuidam verdadeiramente das suas crias como as mães devem ser de verdade...

Olho para o relógio e vejo que são onze horas, vejo gente com seus lanches, para ficar a descansar do trabalho, ficando apreciar o que a natureza ali oferece...

Rasga o silencio da represa, o trem que esta chegando ali, sãos os mais variados vagões de mercadoria, onde outrora era o café que mais se transportava ali...

O Sol se esconde por breves momentos, ficando tudo no mais absoluto silêncio, a penumbra sobressai ali recolhendo os nossos pensamentos...

As nuvens são arrastadas pelo vento que suavemente se faz sentir, deixando o Sol, emergir trazendo o calor e iluminando tudo por ali...

Uma pequena serenata se escuta ali, como agradecimento á vida que corre ali, de novo o barulho das águas, são a belas famílias de capivaras, que vem descansar ali...
Na cor prata da água, vejo emergir os peixinhos, buscando os restos de comida, deixados para as famílias de patos que vivem espalhados ali...

Observo a vida em forma bruta, quanto ela é majestosa, recheada de coisas tão belas como o amor, partilha vivida por eles ali...

Imaginei um verdadeiro artista pintando aquele quadro visto ali, quais seriam as cores pintadas, até os detalhes das minúsculas borboletas e as belas libelinhas voando por ali...

Alegre e completamente feliz, quis dançar ali, esvoaçar como os pássaros, cantar como um canário, como se fosse uma oração e agradecimento a vida...

A paz que eu encontrei e senti ali, apenas é a melhor união com Deus, o mais belo hino de amor cantado pela natureza para mim...

Betimartins

www.betimartins.prosaeverso.net 25 de Março de 2011

Foto de Carmen Vervloet

MEIO A MEIO

Minha vida é uma colcha de crochê
tecida ponto a ponto, dia a dia...
Tranço uma malha resistente
numa luta insistente,
hoje, no presente...
Com total ausência de covardia!
Mas sou dual!

Com dúvidas, mas esperança
busco sempre a pura criança
que em mim habita,
sonha e acredita que a vida é linda!
Mas também sabe que
a luta é infinda!

Um gerânio a florescer
cultivado por um simples verbo: amar!
Mas como é difícil apenas amar!!!
Mas se nisso não persisto,
não correspondo aos apelos do Cristo,
à sua ideologia e,
assumo a demagogia dos egoístas
que só querem ter!

E entro num túnel atraente,
cheio de luzes que cegam...
Um lugar envolvente
onde dificilmente existe retorno.
Queimo-me no forno da ambição!
E então desperdiço minha preciosa vida
que terá sido inútil, vazia, em vão...

Descarto a bondade,
perco a tranqüilidade,
aniquilo a vontade,
e sou apenas mais um
no infinito mar de tanta podridão!
E sei que isso eu não quero pra mim, não!

Ah! Sou uma tola poetiza,
partida ao meio, perdida em devaneios,
metade defeitos, metade qualidades,
que sonha destruir a maldade
com tão simples versos!
Como se a poesia
pudesse exterminar as tentações!

Carmen Vervloet

Foto de P.H.Rodrigues

Uma certa sensação

Se eu soubesse que o fim chegaria, eu teria olhado mais vezes em seus olhos
se eu soubesse que o chegaria o fim, mais vezes teria dito eu te amo
se soubesse, ia te abraçar todo dia mais forte
ia não te desejar, mais sim ficar perto de você
não me perder no olhar, mais sim te encontrar em meu coração
sempre que começasse uma discussão, com um beijo eu ia te cala
não reclamaria em ter que acordar cedo, ou dormi tarde
se eu soubesse ....
talvez as coisas tomassem um rumo diferente
tanta coisa eu ainda quero te dizer
tantos segredos quero te contar, duvidas, perguntar
te deixar sem graça, ficar bobo, te chamar de minha ...
as músicas que não toquei, as palavras que não falei
o que deixei de fazer, o queria poder ter feito
mais hoje já não tenho o direito
sou apenas um apaixonado, tentando encontrar seu lugar
talvez um iludido, como todo apaixonado
querendo apenas, sonhando, em estar ao seu lado
já não escondo minha vontade, sim! ao contrario de muitos
eu digo o que sinto de verdade!
não ligo mais pro meu orgulho! o perdi
toda noite, ouço um som, um barulho
de batidas aflitas, batidas desesperadas
procurando um rumo, uma estrada,
tentando não caminhar sem direção
procurando uma luz, uma lanterna, uma saída
de dentro dessa caverna, querendo sair da escuridão.

Foto de P.H.Rodrigues

Amor, Amar, Tempo, Esperar

Sabe, muitos desistem de amar, a maioria, prefere não tentar, desejam, e querem, mais por amor a si próprio se entregam ao medo de deixar de lado e não se arriscar. Amar .... amar é viver, é enxergar cada coisa de um ângulo diferente, é dizer, sentir e fazer, coisas que antes não se imaginava, é conhecer, e por pra fora, o que se guarda. No amor, não existe, perdedor ou ganhador, ganham os dois, no amor, existem sim, a dor, que não se sente, pois alguém cuida da gente.
A sensação de perder quem se ama, seria mais claramente como dizer, que você corre, anda, em um caminho que não se sabe onde vai chegar. Que se acredita no que se vê, e não sabe se é certo ou errado, ou seja, é ficar perdido! desamparado.
Nessa procura, só podemos esperar, mesmo quando o sentimento dilacera nosso peito! Mesmo quando perdemos noites e noites pensando! mesmo quando a saudade e incompreensão nos preenchem e nos deixam mais ainda sem direção! Pois podemos compartilhar o amor, mas não podemos obrigar a ninguém que nos ame! Como vamos dizer a alguém que ela tem que nos amar? simples! Não da!
A confissão e melhor amigo de um apaixonado, deixa ser alguém físico, e passa a ser o tempo, que ao mesmo tempo que te deixa desamparado, pode mudar e trazer seu amado parar o seu lado.

Foto de Elias Akhenaton

Saudades de ti

Sinto saudades...
À dor que arde em meu peito
Me impede de dormir...
Estou com saudades de ti,
Pois partistes sem dizer adeus.

Hoje em meu leito tenho lembranças
Do tempo de outrora,
Dum tempo de inocência,
Onde trocávamos confidências.

Saudades do nosso passeio à noite,
De mãos dadas no calçadão
Da praia, sob a magia do luar
E em nossa pele o cheiro
Sedutor da brisa do mar.

Tenho saudades...
Saudades das noites em nossa cama
Coberta por rubras rosas,
Onde nossos corpos queimavam
No fogo ardente da paixão.

Agora só me restam
Saudades, recordações
Que não saem do coração.
Não sei se vai passar, quiçá, o tempo dirá,
Pois o que está meu peito é amor,
Com saudades de ti,
Clamando por ti!

-**-Elias Akhenaton-**-
http://poetaeliasakhenaton.blogspot.com/

Foto de Juliana Batista

O amor é raro

O amor é algo tão raro de encontrar
E quem encontra não deve desperdiçar
Não é todo mundo que encontra o amor
E quem já encontrou... Sabe o seu verdadeiro sabor
O amor não é algo para ser visto
E sim para ser sentido e vivido
O amor é a mais pura expressão
Dos sentimentos do coração
Se tu amas alguém
Lute para viver esse amor
Não deixe nada atrapalhar
A mais forte emoção do amor
Que é amar. (Autora: Juliana Batista)

Foto de MilEumaNoites

O que sou?

Sou uma inexistência,
Cuja alma vaga em penitência
Por te amar em demasia.
Sou sua carência,
Cuja mente se perde na demência
De te amar todo dia.
Sou louca insistência,
cujo desejo, sem clemência,
Me faz continuar a te amar por teimosia.
Sou eterna iminência,
Cujo corpo, mesmo em decadência,
Ainda espera pra te amar algum dia.

Foto de Mitchell Pinheiro

O animal que raciocina

O animal que raciocina pisou lá na grande bola branca
Mas tem deles que ainda vestem com a tarja preta do absurdo a moldura de uma mulher.
Moldam suas vidas aos seus moldes.
Mutilam-nas contra o prazer sublime!
Apedrejam a rainha dos poemas, a bailarina da docilidade, a provedora da vida, a guardiã do colo protetor e do amor mais forte.

O animal que raciocina transita velozmente pela terra, num leve toque dos dedos, submerge com os peixes e voa com os pássaros.
Mas a pele escura ainda é golpeada pelas chagas de outrora
Pelos que pensam que a qualidade de um ser tem cor
Que existe mais de um tipo de gente
Mas a humanidade de uma pessoa não pode ser medida por esses olhos cegos
Mas pode ser muito bem descrita por um poeta de olhos fechados

O animal que raciocina se faz ver e ouvir além de todas as distancias
Aciona instantaneamente seus pares espalhados pelo mundo através de caixas de circuitos, fios, antenas e maquinas espaciais
Mas os povos ainda compartilham do inseticida que destrói os formigueiros que incomodam a grande lavoura capitalista.
Mesmo após as grandes pulverizações ocorridas em Hiroshima e Nagasaki

O animal que raciocina instrumentaliza os sons e produz melodias que encantam a alma, faz magia com a voz, esculpi o inefável e transforma a tinta e as cores em olhares maravilhados.
Mas a pólvora ainda queima meio a ruína dos derrotados.
A espada consome grandes riquezas e espalha sua destruição enquanto a fome alastrada faz o animal que pensava se juntar aos outros animais.
A pólvora ainda é o alicerce dos fanáticos que como justiceiros divinos, transformam sua vida na arma mais brutal e selvagem que ceifará muitas outras vidas de errantes pecadores desavisados.

O animal que raciocina enxerga o micro-invisível, o celular, o atômico, os astros mais distantes e estuda o nano-mundo
Mas da pedra ao pó as veias familiares são entorpecidas pelo desvario mais inexplicado
Pelo escambo da juventude por seringas e pílulas, de conjugues e filhos por bebidas e ervas, de vidas por farelo de morte.

O animal que raciocina desvia o curso de rios, explora as profundezas da terra e das águas, troca um coração enfermo de um vivente pelo saudável de um desafortunado.
Mas o verde está ficando cada vez mais cinza
O potável jazendo nos canos de esgoto
O ar, no negrume da ganância
A flora e a fauna defloradas
A flora e a fauna preservadas?! Nos museus, nas fotografias, na historia...

O animal que raciocina é temido pela fera mais selvagem
O animal que raciocina é a fera mais selvagem a se temer

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