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Foto de Willie-wincky

Minha inspiração

Tu és a musa das minhas canções
A mentora de grandes paixões
Inspiradora de pequenos corações
Criadora de grandes emoções

De dia és o sol que aquece o meu peito
De noite a lua que ilumina o meu pensamento
A primavera do meu outono
O verão do meu inverno

Tu és a diva que inspira os meus versos
A rainha de todos os universos
A perfeita criatura dentre as mais perfeitas
O adereço mais lindo da minha decoração

Foto de Rene Aviles

Poesia

Já bem perto do ocaso, eu te bendigo, ó Vida,
porque nunca me deste esperança mentida,

nem trabalhos injustos, nem pena imerecida.

Porque vejo, ao final de tão rude jornada,

que a minha sorte foi por mim mesmo traçada;

que, se extraí os doces méis ou o fel das cousas,

foi porque as adocei ou as fiz amargosas:

quando eu plantei roseiras, eu colhi sempre rosas.

Decerto, aos meus ardores, vai suceder o inverno:

mas tu não me disseste que maio fosse eterno!

Longas achei, confesso, minhas noites de penas;

mas não me prometeste noites boas, apenas,

e em troca tive algumas santamente serenas…

Fui amado, afagou-me o Sol. Para que mais?

Vida, nada me deves. Vida, estamos em paz!
(Amado Nervo)

Foto de João Victor Tavares Sampaio

A Última Cruz

Não foi o primeiro pai de família que existiu, nem o último que faleceu. Sua vida, assim terminada, refletiu a solidão que quer queremos ou não, nos faz sentir saudade, amor, essas coisas de gente viva. Deixou uma falta que não se sacia nos dias de finados, aniversários, missas de sétimo dia. Foi, e não voltou mais. Quem sabe um céu lhe aguardava.

Sua morte foi trágica, solitária, isolada. Ninguém deu-se conta de tanto, ou melhor, poucos. Seu corpo ficou ali, largado por dois dias entre o chão da cozinha e a entrada do banheiro, era uma casa de pobre, mas bem assentada, na periferia de uma cidade periférica. Morreu e o esqueceram, ali na sua morte. Houve um vizinho não se preocupou com sua recente podridão, razão de seu óbvio enterro.

Uma coisa deve ser explicada, para melhor entendimento do texto. Ninguém quer a morte. Ela é um processo doloroso, traumático. Não há um ser humano que não responda aos seu instinto de não sofrer, sentindo uma dor que só se apagar com a entrega ao sono final, o último descanso injusto ao redor que lhe agride, a última cruz que se carrega para se manter a existência.

Mas o mundo é um quente, corrosivo, oxigenado pelos ares das novidades. Não há lugar para o sofrimento eterno e improdutivo, ainda mais o próprio. Sua dor cessou, mas foi uma pessoa útil. Assim merece essa homenagem.

Foto de Carmen Lúcia

Chuvas, lágrimas e suores...

Chovi...

lágrimas represadas,
desilusões estagnadas,
suores suados em vão,
histórias marejadas.
Molhei o meu chão...

Soprei...

Mágoas destoadas,
lambi o sal de meu pranto,
sequei desilusões desenfreadas,
lavei suores que ardiam tanto...
Enxuguei histórias que faziam mal.
Preparei a noite,
extirpei o mau.

Amanheci...

Céu azul depois do vendaval,
sol brilhante reacendendo a vida,
paz em tonalidades coloridas...
Nuvem branca deslizante,
dia calmo, maré mansa,
corpo leve, alma branda.

_Carmen Lúcia_

Foto de giogomes

A Rosa e o Tigre XXVIII - Convite

Estava próximo o seu enlace,
queria que nada a lembrasse.

Teria que abdicar do seu amor,
para viver algo que não sonhou.

Não poderia nunca se arrepender,
sua bela semente iria crescer.

Lembrando das palavras do seu amado,
sobre uma família ser necessário.

Prometeu que faria o impossível
para que ela tivesse uma vida incrível.

Sabia que o Tigre estava sofrendo,
que tudo isso era horrendo.

Não exitou ao convidá-lo ao seu casamento.
Queria que estivesse presente naquele momento.

"- Eu não sei se estou preparado !"
"- Seria muito estranho, bizarro !"

"- Seria como ir ao próprio enterro !"
"- Uma sensação de puro desespero !"

Disse que gostaria que pudesse lhe prestigiar,
queria que todos de quem gostasse estivessem lá.

"- Não sei se seria prudente,
como você esconderia o que sente ?"

"- Como eu poderia disfarçar,
o jeito apaixonado de te olhar !"

"- Você não ficaria incomodada
ao me ver do lado da pessoa errada ?"

Respondeu que ficaria
e não saberia como disfarçaria.

" - Não prometo a você,
mas para sua felicidade eu vou torcer !"

Foto de giogomes

O Tigre e a Rosa XXVIII - Convite

Cada dia mais próximo estava
o casamento da Rosa que tanto amava.

Tentava esconder a ansiedade,
sensação de perda e infelicidade.

Já estava sendo difícil para os dois,
isto tudo ficaria para depois.

Principalmente para sua Rosa perfumada.
Casaria, mas não com a pessoa amada.

Todos ao menos uma vez na vida,
já escolheram um caminho onde não há saída.

Onde só se possa seguir em frente.
Esquecendo o passado, vivendo o presente.

A Rosa disse que tinha um convite a fazer.
"- Queria que fosse ao meu casamento me ver !"

O Tigre disse que não sabia de fato,
se para isso estava preparado.

"- Gostaria muito que estivesse lá comigo !"
"- Apesar de tudo, também somos amigos !"

Achava que não era prudente,
boa parte da floresta estaria presente.

A maioria dos convidados comentaria
o jeito que ele sempre a olharia.

Também não teria um comportamento ordeiro
ou ficaria impassível diante do Jardineiro.

Perguntou se ela não se incomodaria
ao vê-lo com outra companhia ?

"- Sim, eu me incomodaria !"
"- Também não sei se conseguiria !"

O Tigre então, não prometeu que iria,
mas torceria por sua felicidade e alegria.

Foto de betimartins

A Roseira do Amor

Busquei o amor, como eu te busquei
Por mares nunca antes, foram navegados
Caminhei por caminhos desconhecidos
Busquei os rios em vão, não te encontrei...

Falei com o Sol, pedi-lhe que me guiasse
Ele não escutou, deixou-me em prantos
Busquei a Lua, gentilmente pedi e ela
Ela, apenas indicou o caminho! Do amor...

Caminhei sobre um belo manto de estrelas
Uma a uma, escutei todos seus ensinamentos
Deixei-me a sonhar nas nuvens rosadas
E sonhei com os anjos a cantarem...

Desci em forma de gota, transparente
Fresca, faminta de amor, de te rever
Cai na mais bela roseira, ainda menina
Cheia de espinhos, apenas crescendo...

Voltei a terra, deixei enamorar pelas raízes
Minha menina ficou forte e eu voltei ao céu
Dancei com as estrelas, para a minha menina
Cantei com os anjos, canções de amor...

Adormeci na Lua, olhando-te apaixonadamente
Deixei-me aquecer pelo Sol e voltei a ser nuvem rosada
Pedi ao vento que levasse meu amor a ti, acariciando-te
A tempestade esta quase a romper, zangada e cruel...

Tempestade quis arrancar-me todo o meu amor por ti
Mas engrandeci-te, eu voltei, voltei a descer só por ti
Sou tua gota de cristal, gota do amor, gota que refresca
O mais belo despertar da minha roseira, acorda!

Acorda! Meu lindo botão de rosa! Sou eu!
Aquele que nunca te abandonou, o amor
Lembras-te das minhas doces canções?
Agora! Desabrochaste comigo Rosa vermelha...

Betimartins

www.betimartins.prosaeverso.net

São José do Rio Preto 18 de Março de 2011

Foto de betimartins

Soltei-me para ti...

Escutei as tuas doces palavras
Senti as tuas caricias, em mim
Brotaste o mais amplo desejo
De seres o meu rei e senhor...

Olhei os teus olhos apaixonados
Escutei o teu coração ansioso
De falar-me sobre o nosso amor
Sobre os teus e meus desejos...

Eu, ali, entregando-me a ti
Soltando-me, para o amor
Como uma bela metamorfose
E desencadeando dela
A mais bela e rara borboleta...

Entreguei-te a minha alma
Deixando o mundo lá fora
Só eu e tu! Entregue aos desejos
Deste amor turbulento, desmedido
Onde a nossa saudade! Nunca acaba...

A noite dança ao sabor da Lua
Nossa cama, lençóis desalinhados
Nossas ânsias, desejos insaciáveis
Apenas a chama do nosso amor
Mentem-se sempre acesa...

Foto de Marilene Anacleto

Distância

Mesmo se longe estamos
Estás sempre em meus poemas
Passem meses, passem anos.

Ora és face da lua
Ora olhos do sol
Ora a carta-folha da rua

Às vezes, bailado de árvores,
Em outras, o cheiro da grama,
Bem como o olhar do lago.

Tudo me traz os momentos
De intensa sintonia,
De enlaces em harmonia.

Lembro as cirandas de abraços
Nas tantas rodas dançantes
A coreografar com os braços.

Às vezes me surpreendes muda
Clarão do raiar do sol
Estranhamente desnuda.

Então a vida acontece
À luz da dança divina.
Com cordões de borboletas

No jardim das flores raras,
Os corpos e almas anima.

Marilene Anacleto
18/02/00

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