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Foto de Marilene Anacleto

Desvendar Mistérios - 9 - Porque o Homem Fala?

Não sabe sentir no toque,
No sorriso, não amou.
O compartilhar esqueceu.
Sua expressão transformou.

Não sente no tom da voz,
Melodias não mais ouviu.
O vento sopra e não ouve,
No som mecânico dormiu.

Não consegue ler, nos olhos,
Paz, alegrias e amores.
Enquanto o universo canta,
Vive imerso em dores.

Não aprende a ver corações
E seus sentimentos profundos.
Nos olhares vazios das tevês,
Sai em busca de outros mundos.

Por não saber se encontrar
E, perder a alegria de sentir,
Por não amar pelos olhos
E, a si mesmo, não ouvir,

Inventou palavras, o homem,
Para o interno traduzir.
Oculta a chama divina
Com medo de assumir.

Ao esconder-se de si mesmo,
Assusta-se com seu coração.
Ao viver com outros termos,
Teme o olhar do irmão.

Esqueceu que existe Deus,
Deixa para depois, a família,
Luta por interesses seus,
Em nada vê poesia.

Não sabe sentir no toque,
Não sente no tom da voz,
Não consegue ler nos olhos,
Não aprende a ver corações.
O homem fala para devanear ilusões.

Marilene Anacleto
01/06/01

Foto de Amy Cris

Respirar de novo

Quando algo me traz seu perfume, começo a sonhar
Há tanto tempo eu espero por teu sorriso e você talvez nem irá chegar
Diga que você estará aqui e esta dor está acabada agora
Escute-me gritar seu nome aqui dentro enquanto o vento o grita lá fora
Nesse instante eu caio dentro de mim
Sei que posso voltar atrás, mas é essa paixão quem me dirige e me faz ficar aqui
Não voltarei jamais
Você me mostrou o paraíso e eu sem querer o deixei
Me dê outra chance para eu mudar isso e abandonar o que me tornei
Venha para mim, encontre-me
Estou perdida entre o passado e o futuro, a verdade e a ilusão me confundem
Você não pode simplesmente me deixar sozinha
Você para mim, ou não sou boa o bastante para estar junto a ti?
Eu preciso de você
Eu preciso de tua companhia para respirar
Você não tem mais tempo para pensar
Eu posso mudar o que me tornei e retornar ao paraíso que deixei, mas só com você...

Foto de odias pereira

" EM BAIXO DO EDEDRON "...

Sonhei que estava embaixo do ededron contigo,
E que estava-mos fazendo um amor gostoso.
E que você havia me pedido abrigo,
E eu não resisti ao teu perfume cheiroso.
Sonhei que tu tinhas entrado,
Em minha vida denovo.
E que pra mim tinhas voltado,
Pra minha familia , pro meu povo.
Eu sorria e era feliz, naquele ededron quentinho,
Porque tinha a tua companhia.
Tu me enchia de beijos e carinhos,
E eu sonhava uma linda fantasia.
Um amor gostoso cheio de tesão,
Embaixo daquele ededron, a gente se amava.
Com beijos abraços e muita paixão,
A gente ao ápice se realizava.
Um sonho que não deveria ter terminado,
Embaixo daquele ededron continuar sonhando.
E nunca jamais eu ter acordado,
E no ededron, ficar em um sonho profundo , continuar te amando...

São José dos Campos SP
Autor: Odias Pereira
17/03/2011

Foto de Amy Cris

Como dizer adeus?

Preciso de uma razão para acreditar que você deve ir embora
Não posso deixar que você parta tão facilmente
Não podemos jogar o que construímos fora
Nosso amor não pode morrer
Ao menos me diga como dizer adeus
Como deixar ir quem você ama?
Você não sabe a resposta e eu também não sei
Não temos que acabar com nosso amor, pois ele não deve morrer
Como dizer adeus a quem é inesquecível?
Quando penso em te esquecer me lembro de cada momento que vivemos juntos e penso:
Por que está fazendo isso comigo?
Por que você pensa em me deixar?
Eu preciso de uma razão, só um motivo para deixar você ir e você não tem
Então esqueça que pensou em sumir para sempre
Lembre-se de nós dois
Não pense só em si mesmo
Ou me ensine a dizer adeus...

Foto de Carmen Lúcia

Pássaro mutante

De quantos voos necessitas
Pra extravasar teus trinados?
De quantas cores te camuflas
Pra desmascarar camuflados?
Às vezes, suave passarinho,
Na construção de seu ninho,
Esposa, filhos, lar...

Por outras, és sabiá,
Entoas tristes gorjeios
Trazendo saudades de lá...
Ou então, um beija-flor...
Planando... Não sais do lugar,
Vôo rasante, apaixonante,
Rodeias a flor pra lhe falar de amor!

Transmutas-te numa gaivota
Quando queres reverenciar o mar...
Entre nuvens desapareces,
Em altas ondas ressurges,
Vôos coreográficos
Em azuis celestiais.

E quando ronda o furacão
És o condor que reaparece
E das grandes montanhas desce
Camuflando-se de negro tufão
Em defesa dos oprimidos,
No combate à corrupção.

_Carmen Lúcia_
08/03/2008

Foto de João Victor Tavares Sampaio

O verdadeiro terremoto

Vemos, todos os dias, pessoas sãs cometendo crimes dos mais diversos, promovendo chacinas para proteger sua normalidade, destruindo valores para manter os mais variados vícios, e seus respectivos cíclos, especializando-se em banalizar cada vez mais a existência de menos para concentrar poderes pequenos, estéreis, vulneráveis, tossindo palavras sujas e contagiosas e escovando suas bocas com suas lâminas de barbear.
Necessário o seu poema, Carmem, diante da surdez das tragédias.

Foto de betimartins

Poeta, apenas!

Entre poeira, livros empilhados, folhas
No local frio e socado ao esquecimento
Entre sua secretaria, sempre desarrumada
A cadeira já desgastada, tão arrastada
Por momentos de breves inspirações
Deixadas ao acaso, escritos na folha
Que esta sem cor, sempre desbotada
O escritor, aquele que ama a sua escrita
Escreve sem conseguir parar a sua historia
Seus amores e desamores, suas tropelias
Bebedeiras, loucuras feitas, insano...
Faz gazeta a vida, entre desacatos
Impensados, doidos e arriscados
Por uma bela donzela, arisca
E o amor? E como ele ama
Chora e ri na sua fadiga
Entre seus sonhos e procuras
Nos colos bem avantajados
De mulheres apenas!
Apenas, mulheres
Ou as outras
Ao acaso
Da vida...

Betimartins
www.betimartins.prosaeverso.net

!7 de Março de 2011

Foto de Leidiane de Jesus Santos

Será Sempre Como da Primeira Vez.

A gente sempre se encontra
E é como da primeira vez
Teu olhar ainda me sufoca
Faz o meu coração bater
Tua voz me estremece
Quero de novo te ter
Acordando em teus braços
Cantando canções
Baixinhas ao pé do ouvido para me comover
Ainda sinto o gosto dos teus beijos
Ainda guardo o mais especial que era o de bom dia
Ainda sinto suas mãos em meu peito
Ainda sinto o calor do teu corpo
Aquecendo meus pés e minhas mãos frias
Toda noite.
Ainda vejo o teu sorriso
Que me tirava qualquer mau humor
Mesmo nós dois hoje
Fugindo um do outro
Procurando outros amores,
Sempre quando nos encontramos
Será como da primeira vez.

Foto de Carmen Lúcia

Amanhã...talvez!

Acordei apática, amortecida,
nem disse bom dia ao dia,
nem fiz a oração a Deus
bendizendo o dom da vida.

Não quis falar de poesia,
nem relembrar sonhos meus.
Senti a alma vazia...
Onde deixei os sentimentos
nesses estranhos e tristes momentos?

A dor em meu peito ardia
e por mais que a rebatesse,
não se desfazia.
Sequer abri a janela,
pra deixar o sol entrar...
A luz transpassada por ela
fez meu olhar se fechar...

Perto dali eu ouvia
um alegre bem-te-vi
fazendo homenagem ao dia...
Tapei os ouvidos, fingi
que não o ouvia...
Mal-te-vi!

Deixei que as horas passassem,
malditos minutos incontáveis...
Por que existem manhãs?
E todo frescor matinal?
Por que a poesia lá fora
quer me falar logo agora?

Por que existe tristeza
em contraste com tanta beleza?
Por que não consigo chorar
pra minh’alma aliviar?

Hoje não estou para nada!
Sinto-me inanimada.
Dormirei outra vez...
Amanhã, quem sabe?
Talvez...

_Carmen Lúcia_
21/10/2007

Foto de Ednaschneider

Nostalgia

Que saudades do tempo das palavras!
As imagens eram formadas na mente,
Que saudades das poesias!
E ao amanhecer um scrap de Bom dia.

Quando a imagem na mente não surgia
Os desenhos eram de pontinhos somente
Mas o diálogo mesmo virtual era mais constante
E mesmo diferente da gramática, se escrevia.

Agora...é vídeo, flv, wma
Imagens, sons: uma mistura
Até para esses recados apagar
O tempo dura...

Que tempo é esse que passa tão rápido!
Jogos, Apps, fazendas, roubos virtuais...
Que saudade da amizade de recadinhos engraçados
Da poesia, do mundo on line que nem no imaginário existe mais...

Minha página virou outdoor
Queria um recado pequeno mais pessoal
Não um enorme classificado de jornal.
Por isso deixo registrado meu dissabor.
Joana Darc Brasil
2011

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