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Foto de LillyAraujo

Como?

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O que é que eu fui fazer? (...)
O que eu faço para não mais lembrar?
Como calar o som da chuva, a lágrima do poeta,
o amor que sinto por ti?!

Poderia eu fazer retornar as lavas flamejantes
de um vulcão recém despertado?
Poderia eu conter a fúria de um tsunami?
Poderia minhas palavras ficar longe das tuas?

Quisera eu, saber adestrar o mar,
conter a tempestade,
correr por sobre o sol, andar por entre as nuvens.
Tudo em vão!

Como isso poderia ser feito de outra forma
senão desta forma doida e desenfreada?
Como chamar os anjos para perto de mim?
Como parar o tempo Kronos?

Nada eu te dei.
Nada tu me deste.
tudo um ao outro entregamos.
Como poderíamos conter a fúria do oceano?

© Por Lilly Araújo-Direitos Autorais Reservados.

Foto de Peter

A descoberta

Sentei-me a beira mar
Fechei os olhos e voei
No azul imenso a vaguear
E no céu pairei

Ouvi as ondas a ribombar
Senti o cheiro da liberdade
E o mar veio-me tocar
Para me fazer acordar

Abri os olhos e contemplei…
Lembrei o que sempre amei
Aquela sensação de imensidão
Absorvida por toda aquela dimensão

Levemente me deixei levar
E no meio da natureza
Fiquei ali a divagar
Perdi-me na sua beleza

Naquele ínfimo momento
Vi que a vida é grandiosa
O mar me deu o alento
Ali estava a coisa mais valiosa
Descobri toda riqueza
Encontrei uma fortaleza

Foto de P.H.Rodrigues

Coração que sangra

Agoniado, desesperado e perdido
segue o coração
não anda mais com seu queixo erguido
perdeu o motivo, perdeu a razão

em um canto vive a resmungar
se perguntando o que faria
onde errou e o que poderia mudar
não se cansa, e pela eternidade ali ficaria

tentando concertar um erro
tentando melhorar
tentando se perdoar
tentando não deixar de amar

mais se lembra que não basta tentar
não basta se lamentar
não basta querer
mais do que isso, o que vale é fazer

Se lembra que palavras o vento leva
e atos na vida se marca
com uma das mãos pressiona o ferimento
espera desesperadamente parar de sangrar

pois quando sangra não sangra sozinho
faz sua dona sangrar
faz a bela moça lágrimas derramar
e isso nada o agrada

Sabe o que se tem que fazer
enxerga o erro e não desisti
levanta e vai lutar
mais novamente volta a sangrar

ainda não desistiu do caminho
e nem parou de sangrar
mais se lembrou do amor
que o faz continuar.

Foto de Izaura N. Soares

Fragmentos da Saudade

Fragmentos da saudade
Izaura N. Soares

Eu, só de pensar sinto-me tão nostálgica
Sinto a nostalgia se apossando de mim!
Não é de todo mal sentir saudades,
Mas é cruel não pensar no bem,
Que ela nos faz, quando a sentimos!
Mais cruel ainda é deixar de pensar
E de nunca ter sentido nada!
É como raios que se passam
Anuviando nossa mente e nosso coração!
É o nome mais doce que bebemos
É o sentimento mais sublime que sentimos
É a doce vida que suspira
Quando lembramos em especial de alguém!
É tão suave a sensação
De sentir-me tão protegida, perto de ti
Uma visão da vida, um frescor do amor
Que delira sobre meu peito!
Palpita o meu coração
Embalado de sensações ainda procuro por ti
E os meus olhos derramando em lágrimas
Sente a falta do teu olhar!
Refugio-me na ilusão do meu silencio
Só quando o amor sente...
Que a saudade não tem mais fim!
Meu coração vive sempre chorando
Precisando do teu olhar e do teu carinho!

Foto de raziasantos

A LUA E EU...

Tudo parecia perfeito.
A noite estava linda.
No firmamento as estrelas reluziam.
A lua refletia sob o lago azul que ficava no meio do jardim.
O vento fresco trazia o doce e suave cheiro das flores, que cercavam o campo ao redor de nossa casa.
Tudo era perfeito.
O céu em silencio me permitia esperá-lo.
Em meio a doce melodia entoada pelas águas do riacho que corriam em festa.
As horas pareciam não passar, mas eu sabia que você ia chegar.
E neste cenário de amor e paz, eu te esperava sem me cansar.
Na janela onde eu estava à brisa tocava meu rosto.
Eu fechava os olhos e sentia tua mão suave e quente me tocar.
Inesperadamente lá fora o ar começou a ficar pesado.
Mas o desejo de te amar, não me permitiu ver a tempestade.
Como num sonho o vento muda tudo escurece as estrelas desaparecem.
A lua deixou o lago sem brilho o doce ruídos do riacho agora
Correm com bravura, e águas escuras.
Tentei lutar contra á tempestade, e ir ao seu encontro.
Você sempre foi, mas nunca deixou de voltar, sempre esteve ao meu lado fazendo meus olhos brilhar.
Enfrentando a tempestade corri em tua procura.
Corri entre os campos agora frios e escuros:
Ironicamente o vento forte passa a tempestade cessa...
E você meu amor onde está?
Corro! Ate o riacho entre os lírios de sua margem.
Esse riacho que tantas melodias me expirou a tocar, agora levas
O meu amor para sempre nunca mais voltará.
Ajoelho-me em suas margens, tento desesperadamente sua mão segura é inútil, pois as doces águas acabam de te levar.
As mesmas águas que nos banhávamos, e muitas vezes em suas margens nos amávamos agora leva o meu amor sem nem uma piedade.
Agora só restam á lua e eu.

Foto de Edson Cumbane

AMOR TRANSCENDENTAL

Sinto-me só entre a gente
Louco e indigente
Cem por cento sem
Juízo, porém além
Do inimaginável
Inimagino sozinho
Não me imaginar sozinho
Contigo sós entre os lençois

Nos tornaremos heróis
Do amor inexpremível
Muito além do inesquecível
Estranho como os caracois
Serem pratos normalizados
Em África...
Aliás, tu és minha África
Minha negra mestiçada
Minha diva...encantada...
O beco sem saída do amor
Por isso, amar-te-ei sem fim
Minha negra mestiçada...
Transcendental como os serafins!

Foto de LillyAraujo

Dorme Peito

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Dorme.
Dorme peito.
Dorme um pouco para descansar
os olhos meus.

Dorme.
Porque a noite já vai alta
e estás ainda revolto e bravio como as ondas
que rebentam nas encostas.
Acalma-te!

Dorme.
Ficas tranqüilo e esperançoso do amanhã.
Que amanhã será melhor,
menos frio, menos vazio,
menos lágrimas, menos despedidas.

Dorme.
Dorme e sonha meu peito.
E deixa que os sonhos se descortinem
e revelem o dourado das relvas
os azuis do céu e mar,
e a paz de gaivotas a voar.

Dorme.
Dorme peito, que logo passa a tempestade.
Breve cessam os estrondos dos trovões,
e o medo da solidão.

Dorme.
Dorme em paz peito
Amanhã será um novo dia.
Amanhã...

© Por Lilly Araújo-Direitos Autorais Reservados.

Foto de LillyAraujo

Hoje

Hoje. Ontem. Amanhã.
Hoje, apenas hoje!
Um agora inevitavelmente suave e bom.
Hoje eu. Hoje você. Hoje nós.

Hoje eu quero novamente ouvir sua voz,
ouvir qualquer palavra exagerada,
carregada das impressões de quem está apaixonado.
Sentir teu perfume, de teu corpo, da tua alma.

Hoje eu novamente quero ouvir tua voz e te ver,
cada gesto teu que é tão meu e me traz vida,
estás gravado em mim como em uma lápide.
Eu - lápide, transcrevendo você.

Hoje o teu braço tímido pode envolver-me
em um abraço furtado com gosto de doce.
Hoje e apenas hoje! E amanhã?...
Apenas quando o amanhã for hoje.

Ontem eu nem sei mais! Mas hoje...
Ah! Como hoje demora a chegar!
O teu sorriso no ar, teu desajuízo,
teu descompromisso e o meu gozo,
o meu riso maroto, e uma lerdeza no olhar.

Ontem? Nem me lembro mais.
Amanhã? Não quererei adivinhar.
Mas hoje...

© Por Lilly Araújo-Direitos Autorais Reservados.

Foto de LillyAraujo

Sem Pressa

Ah, eu estou me sentindo meio descrente da vida, sabe? Com meu corpo sedentário sobre a cama por horas a fio, e já quase atrofiando a alma.

Estou com vontade de fugir de tudo que é urbano. Esquecer os fios conectores, o Bluetooth, Ipods, ou qualquer coisa que tenha teclas, ou telas, ou façam qualquer som frenético. Vontade de deixar esse mundo que se tornou tão aflito, e que tem sempre muita pressa. Onde tudo é manejado por um apertar de botões. Meus ouvidos estão feridos!

Estou com sede de terra molhada, de sentir o aroma de grama amassada, de formiga esmagada, enquanto o único som que se possa ouvir seja dos pássaros lutando no ar, numa dança de acasalamento, paz e alegria; que seja o som das cortadeiras picotando suas folhas e marchando por entre os trieiros, como se fossem soldadinhos; que seja o som dos estalidos dos gravetos que se desprendem das árvores ou do bico das passarinhas que ajeitam maternalmente o ninho dos seus filhotinhos. Quero ouvir o som das águas batendo contra as pedras e fazendo esculturas infinitas.

Quero adentrar-me no rio e me deixar levar pelo seu leito tortuoso, e sentir a água me abraçar, e a brisa me acariciar. E ir percorrendo o seu caminho sem pressa. E ter tempo de observar o céu azul claro, e uma diversidade de aves cortando o seu espaço, todas leves e belas, alheias ao meu observar. E sentir o sol bater intermitente no meu rosto, entrecortando os ramos das matas ciliares que circundam o rio onde meu corpo bóia, como uma pluma, feliz!

E assim continuar percorrendo juntos às águas, caminhos que eu nunca conheci, até que o dia seja noite. E sentir agora os dedos enrugados, e o bater das minhas mandíbulas pelo frio do rio, e isso também me deixar feliz.

E me refugiar depois em uma das margens. Jogar meu corpo na areia e ficar inerte. Observar cuidadosamente que o céu trocou sua roupa anil por saias alaranjadas, que pouco a pouco vão se tornando azul turquesa, e salpicos como lantejoulas vão lhe sendo cosidas, em forma de estrelas.

E no frio acolhedor da areia me deixar ficar um pouco mais, e notar que os sons também se transformaram. Agora, o bater das asas dos pequenos passarinhos silenciou. Dormem aconchegantes em seus galhos e ninhos. E as cortadeiras também foram descansar. Ainda estalam os pequenos gravetos que se desprendem, e o som das águas escultoras também continua o mesmo. Lentamente os anuros começam a reger a orquestra do anoitecer: sapos; pererecas e rãs, “gritam” e saltam desenfreadamente, como se quisessem alcançar os pirilampos piscantes pregados à grande teia que é o céu, e assim, comer uma a uma, cada estrela.

Estou com sede dessa paz que há muito não sinto. Estou com medo de jamais torná-la a sentir. Presa na cadeia Cidade-Grande, onde os sons são sempre de botões, buzinas, palavrões e, acima de tudo, de pressa. Muita pressa.

© Por Lilly Araújo-Direitos Autorais Reservados.

Foto de LillyAraujo

Parte

Porque quando eu acordo não sou mais eu,
sou alguém que nem sei se quero conhecer.
Porque uma parte de mim é dor,
mas a outra parte é prazer.

Porque quando olho no espelho me vejo uma estranha
como se de repente nada mais fizesse sentido.
Porque parte de mim é realidade,
e a outra está mentindo.

Porque me busco incessantemente
ainda que só queira encontrar você.
Porque parte de mim se perdeu,
e a outra parte foi em você que nasceu.

Porque agora vida e morte se uniram,
pois quando me deixa eu morro,
e ao retornar me ressuscita.
Porque parte de você é morte e a outra parte vida.

Porque desta forma irresponsável e insana,
eu quero morrer contigo todos os dias;
e viver com você todos os momentos.
Porque parte de você é paz, e a outra, tormento.

© Por Lilly Araújo-Direitos Autorais Reservados.

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