Alegria

Foto de Carmen Lúcia

Fotografia

O colorido se desfez...
Não sei se pelo tempo ou pelas lágrimas...
ou pelas marcas de minhas digitais...

Preocupa-me tua palidez;
lembra-me as tardes de outono;
amareladas, sem brilho, foscas...
Que não querem se acabar...
Alongam-se...
impedindo o tempo passar.

Olho teu sorriso triste...
Outrora sorrias com a alma;
alegria que me convencia
de tua partida providencial...
Seguir novos rumos, viver novo ideal.
Mudaste teu contexto
excluindo-me do habitual...

Em minha gaveta te guardei...
Quantas vezes te busquei...
Tantas te desejei...
Impelida pela saudade,
imensurável vontade
de te trancar e não te perder...

Hoje a velha fotografia
não revela a reprodução exata...
Parece querer me dizer
teres feito a escolha errada...
Mas o tempo é inexorável;
não vê o que fica pra trás,
corre veloz e implacável,
passado não volta jamais.

Resta-me a fotografia,
desbotada, triste e fria,
que eu olho com o amor
que sonhei te dar, um dia.

Carmen Lúcia

Foto de BIENVENUTI

Magia

Uma Estrela cheia de magia,
Encantou o meu viver...
O brilho que DEla erradia,
transformou todo meu Ser...

Ela chegou num repente
quando menos imaginaria...
feito um grande Presente,
me cobriu de Alegria...

Por sua imensa bondade,
deixou por mim ser tocada...
em completa felicidade,
quase tive uma parada...

Ao notar minha fragilidade,
ela então tomou uma decisão...
não mais teria proximidade,
mas viveria em meu Coração...

Foto de carlos alberto soares

AMOR PLATÔNICO

NÃO A VEJO TODOS OS DIAS,
MAS SÓ DE PENSAR,
JÁ ME ENCHO DE ALEGRIA;
POIS DESEJÁ-LA E MINHA FANTASIA.
ENTÃO ME RECOLHO CALADO EM MEU CANTO,
AFIM QUE NEM NINGUÉM MAIS PERCEBA,
QUE A QUERO E DESEJO.
EM MEUS SONHOS À BEIJO...
QUASE SEMPRE A CORTEJO,
QUANDO SERÁ QUE ELA VEM?
É UM DOCE MARTÍRIO,
VIVER NUM SONHAR,
AMAR SEM TOCAR,
MAS SERÁ QUE CONVÉM?
TALVEZ ILUDIDO, EM NEM VEJA OUTRO AMOR,
QUE NEM SINTA O SABOR QUE A VIDA ME TRÁZ.
TALVEZ INCAPAZ, EU NEM OLHE PRO LADO,
QUE FIQUE PARADO, ATÉ PERECER.
MAS É ASSIM, ESTÁ TAL ILUSÃO,
QUE FAZ DOS MEUS DIAS,
UMA PLATÔNICA PAIXÃO.

Foto de Felipe Ricardo

Alegria

De todos os encantos dos mais
Sucintos sentimentos impostos pela
Luz do mais solene e sincero sorriso
Me faço criatura agora feliz, linda Ondina [...]

Sei que tudo é tristeza e magoas nascem e
Se entrelhaçam em fios de dor e caos que nos
Prendem e logo tudo é dor, caos e rancor
Ede maneira sordida e sinuosa tudo cai.
Ah menina não sabes como a alegria de te ver
Rejuvenesçe mi'alma, fazendo dela tua e apenas
Teu vou modelando estes meus tristes versos e que
Agora não são como aqueles velhos, mortos e tristes

Pois tu de maneira singela concedeu a alegria
De recria-los e unta-los ao sublime prazer que
Há tempos havia se perdido em outras luas, mas
"Como pode, te entrega minha alegria em nossa ultima lua?" [...]

Foto de Zaruquita

Minha infância

Minha infância

Comecei de pequenina,
A enfrentar o destino,
Ainda eu era menina,
Ainda quase não tinha tino.
Era frágil e indefesa,
Para viver em conflitos,
Mas resisti à tristeza,
Com meus irmãos pequenitos.

Tinha sete anos de idade,
De manhã ia pra escola,
Depois na parte da tarde,
Tinha de ir pedir esmola,
A minha mãe trabalhava,
Mas mesmo assim não chegava,
Para nos dar de comer.

Meu pai nos abandonou,
A mim e mais três irmãos,
A minha mãe nos criou,
E educou como cristãos.
Meu irmão mais velho tinha,
Oito anos, coitadinho
Como para a escola não vinha,
Arranjou um trabalhinho.

Mal vestido e com pés nus,
Por entre matos e tojos,
Andava a guardar perús,
Por esses matos a rojos.
Lembro quanto ele ganhava,
Só quinze escudos por mês,
O patrão,comer lhe dava,
Minha mãe,aos outros três.

Eu era tão pequenina,
E como era rapariga,
Ia pedindo a esmolinha,
Para encher a barriga.
A minha mãe trabalhava,
Do nascer do sol ao pôr,
Parece que não se cansava,
E nos dava todo o amor.

Foram três anos assim,
Mas todos sobrevivemos,
Mesmo com a vida ruim,
Muito ou pouco nós comemos.
Muito tempo não tardou,
Sem que meu pai regressasse,
Minha mãe o aceitou,
Na esperança que ele mudasse.

Meu Deus,como se enganou,
Logo andou em desacatos,
Desde que em casa ele entrou,
Começaram os maus tratos.
A nós ele maltratava,
Sem ter dó da nossa pele,
O pouco que trabalhava,
Ou ganhava ,era para ele.

Se a minha mãe lhe pedia,
Dinheiro ele resmungava,
E se ela um pouco insistia,
Dois ou três murros lhe dava.
Com tanta força batia,
Que ela ficava a sangrar,
E depois,no outro dia,
Não se queria levantar.

A minha mãe coitadinha,
Lá ia para a sua lida,
Não parava a pobrezinha,
Para ganhar a comida.
Desde que o meu pai voltou,
A vida não melhorava,
E mais um filho arranjou,
Era assim que ele ajudava.

Esse filho veio trazer,
Para mim muita alegria,
Porque afinal veio a ser,
A irmã que eu tanto queria.
Já eu tinha onze anos,
E aquela criancinha,
Foi nesta vida de enganos,
A boneca que eu não tinha.

Arlete Anjos

Foto de Marsoalex

Você

Você,
Sinônimo de mim,
Meu outro eu, meu avesso,
Meu resumo de vida, meu nome...

Você,
Minha tristeza, minha alegria,
Meus sonhos, minha fantasia,
A ilusão que se fez poesia...

Você,
Realidade que se fez saudade,
Presente que veio do passado,
Futuro que nunca aconteceu...

Você,
Minha história de amor
Meu universo,
A verdade do meu canto,
Do meu verso,
A vida que na vida se perdeu.

Foto de Marsoalex

Como um menino

Como um menino

Como um menino eu me entreguei
Com toda inocência aquele amor
Como um menino eu vivi, sonhei
E dei de mim, o que havia de melhor

E vi estrelas no céu de tua boca
E me encontrei na luz de teu olhar
E me deixei levar na ânsia louca
De ti ser, de ti viver, de ti amar

Como um menino eu construi castelos
Fantasiei a minha realidade
Como um menino não temi os pesadelos
Nem limitei a minha liberdade

E voei nas asas do meu sonho
E fui além, muito além do infinito
Não pensei, não previ e não fiz planos
Só vivi o meu sonho mais bonito

Como um menino te escrevi poemas
Nas minhas noites insones, sem te ver
Como um menino, eu fiz deste amor
A minha única alegria de viver

E dormi nos meus sonhos pra viver
E acordei a minha vida pra sonhar
E deixei de me ser, para te ser
E me perdi para em ti me encontrar

Como um menino, eu fingi não perceber
Quando senti o meu sonho acordando
Como um menino, vi meu sonho se perder
E hoje, adulto, acordado, estou chorando.

Foto de Robson Fraga

Amigo

Há dias em que nada tem graça:
A lua brilha sem luz,
O Sol arde sem queimar,
E a água não mata a sede.

Tudo a nossa volta é vazio.
As palavras não se encaixam,
Os pensamentos são fúteis,
A vida treme no fio da navalha.

Os livros já não tem mais significado.
Os discos não conseguem aconchegar...
A tela do micro é uma pedra de gelo
E o carteiro se esquece de chamar à porta.

As curvas da estrada já não dão emoção.
O ronco do carro agora é barulho!
O locutor é um chato desmedido
E nem mesmos as propagandas conseguem fazer sinal.

Estamos cercados da mesmice!
A casa é mesma,
O corpo ao lado é só corpo,
A bagunça na sala já não traz alegria.

A solidão parece um caminho.
O roleta russa uma obsessão!
Mas na hora do gatilho, o último sentido:
A voz do amigo.

Foto de pctrindade

PERFUME DE LAVANDA

Numa linda tarde de abril com o sol já quase a se por, o casal hora corria, hora parava entre a plantação de lavanda, e lançavam-se aos braços um do outro, colando suas bocas num beijo cinematográfico.

Depois caminharam de mãos dadas, mudos, integrando-se ao silêncio que vez por outra era quebrado apenas por um ou outro tallha-ferro, que arriscava-se entre as hástes à procura de grãos.

Em dado momento, pararam, olharam-se com uma cumplicidade perfeita que dispensava qualquer palavra. Ele tocou em seu ombro, convidando-a a ajoelhar-se. Mãos entrelaçadas em pescoços...mais um beijo.

Por fim deitaram-se por sobre a lavanda que gentilmente curvou-se dando aos amantes um leito perfumado.

Com sutileza, ele desabotoou o vestido azul claro da mulher linda, que de olhos fechados saboreava cada toque,sempre acompanhado de um beijo curto.

Corpos colados, entregaram-se a um amor macio porém profundo, intenso porem delicado, tendo por testemunhas um céu já quase alaranjado, uma brisa tépida e claro lavanda.

Quase chegando ao êxtase, ela abre os olhos, para ver a alegria do amante, porem o que vê é na penumbra de seu quarto um berço onde dorme seu netinho.

Cola as mãos à boca, sufocando um gemido, que se transforma em lágrimas que escorrem por rugas em uma face perfumada... e claro...perfume de lavanda.

Foto de Carmen Lúcia

É Primavera...

Irradia a Primavera...
A natureza conspira
em favor da beleza...
Tudo parece magia...
A estação exala alegria...

E nesse cenário de grande esplendor,
borboletas desfilam suas cores
pairando nos entremeios das flores.....
Pássaros afinam seus cantos
em louvor a tantos encantos...
Beija-flores pra lá e pra cá
elegem suas rosas
querendo beijar...

Em meio a multiplicidade
de cores, perfumes e flores,
o amor caminha de mãos dadas
com a sonhada felicidade...

É primavera no campo;
é primavera no jardim,
é primavera no ar...
e no entanto,
não se fez primavera em mim.

:) _Carmen Lúcia_ :)

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