U ma tristeza imensa na alma M e fez navegar na internet, e chegar até
A qui no site Poemas de Amor. N ão imaginava O que aconteceria a partir desse dia,
E que tantas alegrias poderia trazer para M eu coração.
P articipei, com receio e timidamente, do "4º Concurso Literário", O qual já estava quase no fim do prazo, E mesmo não acreditando muito no meu escrito, M e joguei e enfrentei, "Porque não? Quem sabe pelo menos A lgumas pessoas possam ler minha crônica?" Aquela que um dia S enti no fundo da alma, e passei para o papel.
D ia 31/12/2007 - 22:46 E ntro no site, e leio*, em lágrimas, o que veio me
A calentar, acalmar, e inundar M eu coração de alegria e esperança, num dia que poderia ter sido O mais triste daquele ano. Obrigada Fernanda, Miguel, e poetamigos que R egem essa imensa "Sinfonia" de versos, que é Poemas de Amor!
(Carla Ivana)
.
*OBS: O que menciono ter lido, em lágrimas, foi o post da divulgação e apuração da 2ª Etapa do "4º Concurso Literário". As palavras abaixo, jamais esquecerei:
" Categoria Conto.
3º Lugar- Ela fala do “enta” com a vivacidade de uma menina, e mesmo há pouco tempo com a gente ela já é presença marcante.
Chegando aos “Entas” Civana"
Quem quiser ler o post na íntegra, acesse o endereço abaixo:
http://www.poemas-de-amor.net/blogues/concursos_literarios/encerramento_do_4_concurso_literario_de_2007#comment-27089
E esse belíssimo vídeo, criado pela Fernanda, veio confirmar todo carinho, respeito, e dedicação que a Administração de Poemas de Amor tem por todos os poetas que aqui deixam seus corações em forma de palavras.
Muito obrigada Fernanda, amiga querida que aqui encontrei, Miguel, e todos poetamigos que enchem minha alma de poesia e alegria!
Enviado por Sonia Delsin em Sáb, 15/11/2008 - 13:25
CABOCLA
Cabocla dos olhos rasgados.
Teus cabelos desgrenhados.
Teus risos dissimulados.
O que o tempo fez contigo, menina?
Uns dizem.
É sina.
Cabocla.
Te via a cantar.
A sorrir.
A falar.
Quero da vida somente alegria.
Que foi feito daquele tempo?
Quem amargou o teu dia?
Não sei se sou ignorante,se meu vocabulário
é que é pobre demais,se fui eu quem não soube
procurar as palavras certas,mas a verdade,meu amor
é que,por mais que eu tente,não encontro um vocabulário
que seja capaz de expressar,exatamente o que estou
sentindo por você.Todas as palavras que conheço
não atingem a intensidade e não expressam totalmente
o que se passa no meu íntimo.
Por mais que eu diga:te amo!
por mais que eu tente descrever o que estou
sentindo ,mesmo assim as palavras não refletem
alegria,felicidade e o deleite de estar apaixonado
por você...
Por mais que eu diga que não posso viver sem ti.
que penso em você todos os minutos,todos os segundos
de minha vida,que sem você eu não existo,mesmo assim
tais afirmações não são quase nada em relação ao
meu amor por ti.
Por isso,meu amor,quando eu te digo te amo.
e olha que faço isso todos os dias,quero que você
saiba que te amo mais do que te digo,mais do que demostro
mais do que até penso amar.
Todavia,mesmo não conseguindo expressar através de palavras
todo meu amor por você,e por não conhecer outra forma que chegue
mais perto de tais sentimentos,eu quero que você saiba que
EU TE AMO!
Enviado por Sonia Delsin em Qui, 13/11/2008 - 16:12
PLANTANDO
Hoje, bem cedo, me chegou uma lembrança.
Olhei a terra e recordei minha infância.
Recordei meu pai. Suas mãos calosas, suas vestimentas grosseiras e seus belos olhos.
Meu Deus! Eu guardo tudo isto.
A roça, o preparo da terra, as sementes lançadas ao solo.
Ele ia à frente, abria pequenas valas. Atrás íamos, a mana e eu.
As duas com um embornal cheio de sementes.
Ele nos dizia quantas devíamos jogar em cada buraco e tínhamos já o traquejo para cobrir com terra os grãos.
Era uma maneira peculiar de virar o pé e cobrir as sementes com terra fofinha.
Depois esperávamos que nascessem.
Fechei meus olhos e trouxe aos dias atuais a plantação, as folhas se erguendo, se esticando em busca da luz e rasgando a terra.
Os pés de milho, as folhas tão macias.
Parece que sou menina de novo e fico assistindo o milagre do grão.
Parece que ainda estou lá parada assistindo o desenvolver da plantação.
Estas recordações vêm me lembrar a trajetória de meu viver.
O que andei plantando pela vida afora.
Andei distribuindo palavras, poemas. Falando em prosa e verso.
Estive distribuindo o que tenho de melhor dentro de mim, que é a poesia.
Estive plantando, amando.
Estive vivendo intensamente e valorizando cada instante neste planeta.
Estive vivendo um constante semear de palavras bonitas, tocantes, emocionantes.
Descobri que todos nós nascemos com uma missão. A minha foi nascer poeta e contar da beleza, da tristeza, da alegria.
Um poeta nunca é de todo triste, nem de todo alegre, mas é encantado com a vida.
Enviado por Sonia Delsin em Ter, 11/11/2008 - 23:39
TENTATIVA VÃ
Tentei.
Te esquecer, eu tentei.
Tentativa vã.
Nós mordemos a maça.
A maçã do amor.
Onde existe amor não pode existir dor.
Só alegria.
Poesia.
Eu pensei que ao teu lado sofria.
Eu pensei.
Mas longe de ti é que eu morro.
Quando eu penso que nunca mais vamos nos falar sinto que vou despencar.
Do último andar.
Sinto que nada mais vai me encantar.
Morro quando imagino que tua voz nunca mais vou escutar.
Nem tinha a coragem de te perguntar.
Se estavas disposto a me perdoar.
E tu, com teu jeito bom, foi logo dizendo que estava tudo bem.
Aí eu fiquei bem também.
Enviado por Sonia Delsin em Ter, 11/11/2008 - 22:00
SEM TI
Sem ti o mundo perde a cor.
É assim o amor.
Como um buquê que nos chega.
Tu chegaste nem bem nascia o dia.
Vieste me trazendo tudo que eu mais precisava.
Principalmente a alegria.
Sem ti não encontro razão.
Sem ti me perco na vastidão.
Sem ti.
Solidão.