Alegria

Foto de Miraene

A loucura de hoje

Hoje estou inspirada
Sinto minha alma ser renovada
E a alegria nascer
Sorrindo e pulando
Correndo e cantando
Não me vejo cerscer
Amadurecer, acho que jamais vai acontecer
Pois a criança que vive em mim se mostra forte
Na felicidade de sentir a brisa do norte
E de todas as direções
Dançando várias canções
Em uma só melodia
Chega a agonia de gritar
Eu to viva, viva, viva
Não me importa quem olhar
Não ouço ninguem falar
Só escuto meu coração
Que fala da paixão como se a sentisse todo dia
E ele a sente
A paixão de ser quem sou
De vencer o vencedor
E ser criadora da minha própria espada
A arma que vai destruir o mal
Que vai atravessar e estraçalhar o coração de pedra
Que vai pulsar em minha mão
Toquem mais uma vez a minha canção
Para bailar no salão
E olhar a luz no chão
E agora o cansaço toma conta dessa menina
Que adormece com a neblina
Da madrugada gelada
Sem medo de nada
Apenas cansada.

Foto de Rose Felliciano

TRISTEZA

.
.
.
.

"Dizem que a tristeza
é sofrimento.
Um mal que pode matar....

Será isso uma verdade???

A tristeza pode ser triste...
Mas terá que ser triste
Quem se depara com a tristeza???

Acredito que não...

Tristeza eu sinto
tão intensamente
quando a felicidade

Provo, Degusto, Saboreio
Aperto, Esmago... Quase um duelo!
mas venço...sempre!

Aprendi que não se foge da tristeza
O segredo é torná-la Alegria
Vida, Felicidade!!!

Então, tristeza:
Mostre-me sua dor,
lembranças, saudades....

E eu te mostro minha ousadia,
Coragem , Força, Ânimo...
AMOR!!!" (Rose Felliciano)

Foto de Sonia Delsin

TOQUE DE MIDAS

TOQUE DE MIDAS

Ele transformava em ouro tudo que tocava.
Ela transforma tudo em poesia.
O riso da rua.
O brilho da lua.
A mulher nua...
Ela transforma tudo em poesia.
A tristeza.
A alegria.
O sol.
A chuva.
A noite.
O dia.
É o toque de Midas.
O milagre da vida.
Da palavra.
No campo da vida ela desbrava, lavra.
Em seu mundo secreto,
do vulcão que em seu interior ela guarda,
a palavra escorre... como lava.

Foto de Miraene

Quando a poesia nasceu em mim

Quando a Poesia nasceu em mim
Não sabia explicar o acaso
Não sei se ela já existia e eu não tinha reparado
Ela me mostrou todos os sentimentos que jamais pensei em conhecer
Mostrou que o mundo tem várias formas de se ver
Que o sol brilha pra mim, pra você e pra todos que o querem ter
Era a luz que no escuro brilhava
O som que no amanhecer eu escutava
A água que me banhava.
A poesia virou tudo
O fácil e o Difícil
O doce e o Amargo
O bem e o Mal
Porque ela tudo expressava
Não existia nada dentro de mim que a poesia não sabia explicar
As vezes eu não sabia o que eu sentia e as palavras saiam sem eu ao menos pensar
Exatamente como devia, tudo ficava mais fácil ao meu olhar
Escrever, andar, falar, amar
A poesia foi o Inicio o Meio e Jamais será o Fim
Eu sei que não é só pra mim
Mas para todos que conseguem ouvir, a voz do coração
E mostram o que sentem e como são
Dançando ao Som de uma Canção, chamada poesia.
Minha tristeza e minha alegria, o que me mantem viva e me da forças pra crescer.

Foto de NiKKo

Quem me dera.

Quem me dera que você pudesse-me ver como sou,
que sem medo me permitisse de você se aproximar.
Veria que trago rosa vermelha em minha mão,
um jeito muito triste, mas sincero no olhar.

Veria que não tenho nada a oferecer além de versos e rimas,
e um coração ferido que retrata o quanto já amou.
Verias nas entrelinhas dos poemas entre soluços reprimidos,
teu nome guardado como relíquia, que a saudade endeusou.

Se você aceitasse o meu amor, minha vida se modificaria.
Minha alma iria transbordar de alegria e emoção.
Mesmo que meu céu continuasse a ser noturno e vago,
eu poderia voar ao sabor do vento, mas sempre na sua direção.

Eu sei que a vida é cheia de caminhos e muitos atalhos.
Quem sabe em um deles você se depare comigo frente a frente.
Quem sabe olhando em meus olhos, você me veja,
e resolva dar ao meu coração, a oportunidade de ser diferente.

Pois o coitado está tão cansado de chorar,
de mentir para todos dizendo que já te esqueceu.
Que embriaga a mente e os sonhos nas taças das aventuras
querendo arrancar do peito o amor que ainda é só seu.

E por não se importar se é por horas ou momentos sequer
como louco, ri de si mesmo ao se entregar sem qualquer pudor.
Tudo para arrancar o gosto suave dos seus lábios de minha alma,
tudo para apagar a sua imagem, e tirar-me do peito essa dor.

Mas se você me aceitasse e me permitisse aproximar-me de você,
veria que meu coração só tem amor e carinho para lhe dar.
Veria que as rosas vermelhas que trago simboliza o sangue
que deixam meu céu noturno e triste de tanto chorar.

Mas se acaso você permitisse que meu coração
se aproximasse para demonstrar-lhe todo o meu carinho,
transformaria meu céu em nosso paraíso secreto e particular
onde a felicidade por ter o seu amor, seria o meu ninho.

Foto de NiKKo

Preciso de alguém.

Minha mente me diz que quer voltar a amar.
Diz que está cansada de enfrentar sozinha a solidão.
Fala-me que lá fora, há pessoas como eu que buscam,
alguém que compartilhe e aqueça lhe o coração.

Mas o que meu coração não entende,
é que ainda trago na alma marcas de um antigo amor.
E embora a minha razão me diga que tudo acabou faz tempo
é ele que ainda me rouba a alegria e me envolve com a dor.

Mas confesso que estou cansada de voar sem rumo,
pois preciso de um ninho onde eu posso me aconchegar.
Estou cansada de sobreviver sem ela ao meu lado,
estou cansada de tanto sofrer, de tanto chorar.

Acho que preciso realmente sair em busca de alegrias.
Preciso encontrar quem me queira e me dê valor.
Talvez assim eu possa voltar à vida e deixar de ser tão triste,
quem sabe assim eu volte a cantar e escrever sobre o amor.

Pois minha poesia hoje só fala de tristeza e amargura
pois elas retratam o vazio que alguém deixou em minha alma.
Mostram os soluços que trago reprimido na garganta,
muito embora com os lábios eu demonstre falsa calma.

Eu preciso aceitar que ela não me ama.
Por um fim nessa dor que assola o meu coração.
Preciso voltar à vida urgentemente.
Preciso de alguém que me estenda à mão.

Pois eu me sinto só e perdida neste meu céu,
onde as estrelas parecem brilhar apenas lá no infinito.
Minhas lágrimas correm soltas pelo meu rosto
mas soluçando minhas mágoas ao vento, o nome dela eu grito.

E enlouquecida de dor e de saudade,
entorpeço a minha mente buscando tudo isso esquecer.
Por isso eu necessito de alguém que me estenda à mão,
que tire de mim essa amargura e devolva-me a vontade de viver.

Foto de NiKKo

Vento da saudade

A tristeza tomou conta de meu peito há muito tempo.
Não há nada que faça meu coração voltar a ter alegria.
Tudo ao meu redor parece que está morto,
a minha vida parece suspensa em total letargia.

Hoje eu já não quero ouvir a nossa melodia,
pois ela em vez de me alegrar me traz tristeza.
Não consigo sentir alegria em mais nada
para mim tudo perdeu a graça e a beleza.

Eu só sei sentir em meu peito essa dor
que me consume e me faz chorar.
Tudo porque um dia eu te dei meu amor.
Tudo porque sei que você não vai mais voltar.

Mas eu me pergunto sem encontrar a resposta
por que razão você um dia disse que me amava?
Por que criar em meu peito essa doce ilusão
se para você eu nada representava?

Eu choro, não me vergonho de expor minha dor
pois em peito a saudade fez ninho e não quer abandonar.
Meu coração sangra vivendo só no passado
relembrando nossos momentos que não vão mais voltar.

E juntando fragmentos de tudo o que vivemos
eu vou costurando meus versos com meu sofrer.
Vou falando de amargura, solidão e tristeza
vou buscando forças nas lembranças para continuar a viver.

Pois é só no passado que hoje eu posso te encontrar
o que faz com que, no meu presente, eu não tenha alegria
e assim escrevo minhas poesias retratando o que sinto
registrando minha dor e o meu morrer dia a dia.

E talvez um dia quando você olhar para o passado
esse mesmo que hoje me causa tristeza e desgosto.
Sinta rolar pela sua face uma lágrima silenciosa
como se fosse meu beijo a tocar teu rosto.

Mas como eu te amo, eu te peço
não deixe essa lágrima e tristeza persistir.
Seque ela com minhas rimas nesta folha solta
pois eu ainda faço tudo para te ver sorrir.

E mesmo que eu esteja distante e solitária
meu coração não pode esse sentimento negar.
Pois foi seu amor que me levou ao infinito nos sonhos
me fez ser livre, leve e solta e deu-me asas para voar.

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"CORAÇÃO VAGABUNDO"

“CORAÇÃO VAGABUNDO”

Ah, não quero mais amar de novo....
Dá um trabalhão...
Fico acelerado, estressado, fico muito nervoso...
Sofrer, não quero mais não!!!

É só acordar e já começa a agonia...
Será que meu amor esta bem...
Dá mais preocupação que alegria...
Não quero mais amar ninguém!!!

Quando como alguma coisa gostosa...
Lá vou eu separar a metade...
Pra minha princesa levar...
Acho que não tenho mais idade...
Para com estes caprichos acostumar!!!

Mas este coração acelerado...
Dá um trabalho danado...
E sempre acaba por se apaixonar...
E eu escravo deste malvado...
Fico refém deste mal acostumado...
E dele não consigo me livrar!!!

Foto de sofiavieira

"..."

O Sol brilha...
Acompanhado de uma brisa
Leve e suave...
Que me toca o rosto...
Ao senti-la na minha pele
Penso em ti...
Pois a suavidade da brisa
Faz-me lembrar
Os teus olhos;
O teu sorriso
Dá-me alegria
Traz-me paz interior...
Olhar-te faz-me
Bem...
A tua presença
É alegria...
Obrigado por me fazeres sorrir.
Por me trazeres felicidade

Foto de CarmenCecilia

AMOR SEM FRONTEIRAS

AMOR SEM FRONTEIRAS

Dia 1

Amanhecia no aeroporto em Lisboa.

O tempo estava nublado e uma chuva fina e gelada aumentava a expectativa da espera.
A viagem havia sido longa...
Uma noite em claro aguardando os acontecimentos que viriam angustiava o coração de Clara
Tanto tempo havia se passado desde que tinham se conhecido no Rio...
Fazia uma retrospectiva enquanto aguardava o momento de encontrá-lo...
Tantos e-mails, horas de conversação no msn, telefonemas...
Quase seis meses pensava ela...
E praticamente diariamente se encontravam no mundo virtual que construíram.
Os corações se abriram revelando segredos, aspirações, devaneios...
Já se conheciam como a palma da mão.
Podiam prever o estado de espírito reciprocamente num simples olá que só o monitor era expectador...
Mas ali a poucos momentos do virtual se tornar real a boca secava, as mãos tremiam, o coração batia descompassado...
Desembarcou feito um zumbi...
De repente uma voz que ela já sabia:
_Claraaaaaaaaaaaa...
Ela se virou.
Nem acreditava...
Será?
Os olhos se encontraram e não havia dúvidas...
_Pedrooooooooooo...
De repente uma correria louca...
Abraços e beijos misturados com as lágrimas que corriam sem cessar...
Uma emoção ímpar, indescritível se adonava do coração de ambos...
Pois sabiam que a experiência era única. Sem parâmetros.
Nada podia dimensionar o que sentiam.
Como foi de viagem perguntava ele
_Só aguardando esse momento dizia com o semblante transtornado.
Saíram dali para o carro...
Ele dizia repetidamente...
Ainda não acredito que você esteja aqui.
_ Nem eu dizia Clara
E ambos começaram a rir...
As palavras saiam com dificuldade, tamanho era o misto de sensações que se sentiam embalados.
A manhã avançava. Decidiram ir para Cascais.
Ela se maravilhava com o caminho e com ele a seu lado...
Dizia para si mesmo “Estou sonhando”
Ele ao mesmo tempo pensava “Não é real”
Somos loucos disseram quase simultaneamente como lendo o pensamento um do outro e novamente riram...
Pois haviam dito isso continuamente antes dessa aventura.
Chegaram a Cascais...
Ele ia mostrando os lugares pitorescos, as belas ruas que adornavam o local...
Foram até a bela Bahia onde haviam varias navegações atracadas e depois até a Boca do Inferno onde as ondas batiam vertiginosamente.
Tiraram inúmeras fotos com a alegria estampada no rosto.
Após andarem bastante resolveram sentar para um pequeno almoço e conversar.
Clara disse:
Você pensou que algum dia isso fosse possível?
Pedro respondeu:
Era inverossímil demais, mas agora estamos aqui e estou muito feliz.
Está arrependida?
_Não. De forma nenhuma.
E os olhos confirmavam o sentimento que transcendia aquele momento.
Começaram então a trocar carinhos como se nada mais existisse além daquele encontro tantas vezes sonhado, planejado e que agora se tornava palpável.
Tudo parecia rodopiar e girar como um redemoinho numa série insaciável de beijos, chamegos, como se a cada contacto estivessem a certificar da presença do ser amado ali do lado.
Caminharam depois por Sintra, o casal enamorado...
Clara apreciava a beleza do lugar. As estórias contadas.
Passaram antes pelo Cabo da Roca onde recebeu um certificado da prefeitura do local, que dizia “onde a terra se acaba e o mar começa” e “onde palpita o espírito da Fé e da Aventura que levou as Caravelas de Portugal em busca de novos mundos para o mundo”, pois ali era o ponto mais ocidental da Europa.
Encantava-se com tudo que via e ele com ela mais paixão demonstrava.
Anoitecia...
E essa seria a primeira noite juntos...
_ Não tema Clara... Já nos conhecemos demais e nada acontecerá que você não queira.
_Realmente linda acho que temos ligações cármicas. Lembra quando te dizia isso?
_ Sim, temos com certeza ligações cármicas.
Lembro-me a todo o momento de cada pedaço de conversa que tivemos...
Tudo foi maravilhoso e está se concretizando aqui.

E a noite veio como um véu para os apaixonados...
Embriagados por tudo que acontecia e por um vinho tinto que aos poucos saboreavam, também iam conhecendo o que a mente já sabia os corpos que se entrelaçavam,as bocas que iam descobrindo prazeres mútuos e enternecidos beijavam-se em meio ao pranto de tanto encantamento...
Eram dois adolescentes... Portugal novamente descobrindo o Brasil...
Uma viagem em que os corpos navegavam e deslizavam suavemente por ondas maiores, arrebentações, faróis e desejos a deriva do que iam descobrindo...
Matizes de um mar azul calmo que lentamente ia se transformando em maremoto e levando-os a conhecer a rota de cada um que se tornara uma só.
E assim outro dia nasceu...

Dia 2:
Acordaram entrelaçados.
Estavam atrasados...
Iriam pra Roma, a Cidade Eterna,
Correram... E chegaram a tempo ainda do check in.
Nossa disse Pedro, pensei que não ia dar tempo.
No caminho conversaram mais um pouco sobre amenidades.
Era tanta coisa pra falar...
Ele contou sua vida que ela já sabia de cor...
Mas ouvia como um hino tudo que ele dizia.
Com isso o tempo transcorreu.
De repente...
Lá estava ela: Roma com 2700 anos de história.
Era emocionante demais.
No aeroporto um taxista com um bom inglês e lá foram ambos
Atravessando todas aquelas ruas estreitas em que cada canto um século, uma estória revelava e embevecidos a tudo contemplavam.
Chegaram ao hotel... Hotel Pátria, 800 metros do centro histórico.
Banharam-se cansados e novamente se perguntaram...
Isto está realmente acontecendo conosco?
Olharam-se intensamente...
_Vamos provar uma massa? Sei que você gosta e eu idem, disse Pedro.
Foram a um restaurante italiano divino e provaram um vinho toscano também divino.
Parecia que tudo conspirava.
Voltaram com ele cantando pra ela a mesma música da cantina italiana:
Io te amo solo te...
E agora em solo italiano mais uma vez o amor se fez...
Era tanta sincronia, como uma sinfonia em que todos os acordes vibravam naquele frenesi e êxtase de paixões.
Clara se sentia embriagada do vinho, do local e dele ali inacreditavelmente com ela...
Pedro pensava minha deusa está aqui, nesse lugar e junto de mim.
E assim se acaraciavam, ousavam, namoravam, pois ali também faziam descobertas
Tanto carinho que vinha suave e em instantes rompantes que latejavam continuamente num mesclar de fragancias, extravagancias, para culminar no êxtase total de corpos que se irmanam num só.
Claraaaaaaaaaaaaa!
Pedroooooooooooo!

Dia 3

Amanheceu em Roma!

Estavam no centro histórico perto de tudo...
E então, após o café foram caminhar...
Era deslumbrante.
Cada pedaçinho da cidade parecia um museu.
Algo a ser contemplado e admirado...
Saber a história. Era mágico.
Praça Veneza e depois rumo ao Coliseu
Ficaram embasbacados.
Dizem "Enquanto o Coliseu se mantiver de pé, Roma permanecerá; quando o Coliseu ruir, Roma cairá e acabará o mundo".
E permanece a mais de 27 séculos contando história.
Emoção pura!
Depois conheceram lugares como o Castelo Sant’Angelo de onde se avista boa parte da cidade.
E enfim O Vaticano com toda sua magnificência...
E assistiram a audiência do Papa sempre nas quartas feiras.

Dia 4

Voltaram para Lisboa...
E mesmo com toda ventania e chuva.
Pedro queria mostrar os encantos da cidade...
E lá foram conhecer o Mosteiro dos Jerônimos
Patrimonio mundial da Unesco desde de 1502
Beleza impar em sua arquitetura...
Provar os deliciosos pastéis de Belém...
Receita única diz, desde 1837 da Oficina do Segredo...
A Praça dos Touros fez questão que admirasse
Já que ela tinha sangue espanhol...
Pedro tinha de ir trabalhar...
Mas disse:
Clara vá conhecer as belezas daqui...
E lá foi ela a andar pela Avenida Liberdade
Pois com segurança não tinha que se preocupar...
Avistou Lisboa do Elevador Santa Justa...
Que lindeza!
Depois foi até o Castelo São Jorge
A admirar a cidade e já a chorar de saudade...

E ai Pedro voltou
E ambos foram a Praça do Comércio
Mais conhecida por Terreiro do Paço,
Na Baixa de Lisboa situada junto ao Rio Tejo.
E ainda foram a Praça das Nações...
E mesmo com todo mau tempo...
O Oceanario conhecer...

Clara ficava embevecida...
E ao mesmo tempo entristecida...
Logo desse mundo vai sair...
Essa terra irá deixar...
Juntamente com seu amor...

E agora os minutos voam...
A última noite juntos...
Amam-se como se não houvesse amanhã
Agonizam suas dores...
A despedida é ferida...
Cicatriz aberta e dolorida...

Está na hora de embarcar...
E voltar...
Pedro diz... ”Não quero despedida”
Ela “Eu também não”
Os olhos estão vermelhos...
Lacrimejantes de tanto choro...
Essa dor da partida.

Então ela diz...
Vou sozinha...
Não quero você no saguão.
Assim pensarei que você estará
Do outro lado de lá a me esperar...

Pedro concorda...
Com o coração corroído...
E diz logo estarei no Brasil também.
E Clara diz tudo bem...

No hotel refaz suas malas...
Não quer olhar para trás...
Pois sonhou demais...
Faz novamente o check in

Qual o destino?
São Salvador diz ela...
Mas logo ali junto dela
De novo ouve aquela voz...

Claraaaaaaaaaaaaaaa...
E ela petrificada...
Pedrooooooooooooo...
E tudo para de repente...

Clara diz ele...
Vc se lembra daquele filme que dissestes
Casablanca...
Sim claro que me lembro responde ela...
Pra eles sempre existirá Paris...
Pra nós sempre existirá Lisboa e Roma...
Nos nossos corações e lembranças...
Você é agora parte de mim...
E eu parte de você...
Sempre...Sempre...Sempre...

CarmenCecilia
20/02/08

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