Alegria

Foto de Rosita

FELIZ ANO NOVO!

Mais um ano que chega ao fim
Desejamos, então, que ele consigo leve
As tristezas, as dores, as decepções
E que para isto seja muito breve.

Renovamos os sonhos em todos momentos
Adornando-os com energias positivas
Elevando ao alto nossos pensamentos
Acreditando que isto mudará nossas vidas

Mas deveríamos primeiro pensar
Nossos sentimentos e nossa vida modificar
Sem metas traçadas não há sonhos realizados
Sem mudanças não há como o destino transformar

Desejo, portanto, com alegria no coração
Que todos tenham um recomeçar maravilhoso
E que sejam felizes nesta transformação
Para ter um Feliz Ano Novo!

Rosinha Barroso
30/12/2007

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"VIDA DE ARTISTA"

VIDA DE ARTISTA

Nem só de gloria vive João, pois há de se prover o pão.
Numa luta incessante, João não tem tempo o bastante.
Para ser um esportista, nem tão pouco um artista.
Pois aos seus precisa acolher
Com seus parcos vencimentos, sem lamurias ou lamentos.
Aos seus dar o que comer
Nem só de gloria vive João
Não adianta o estrelato, pois é como cidadão comum.
Que João se sente frágil, não importa ser hábil bonito ou ágil.
E é no anonimato, que João sente a realidade.
Pra que tanta vaidade, se os seus não estão amparados.
Sente uma enorme depressão, de um lado a fama e a glória.
Do outro, a fome e a miséria.
Mas que vida tão inglória, não era isso que João queria.
Ao se deparar um dia, com o glamour e a pobreza.
João chorou de tristeza, pois ao representar com alegria.
Esconde no peito a agonia, de aos seus não conseguir amparar.
Na sua alegre fantasia, João sonhou um dia.
Seu personagem trocar.
Ao contrario do que parece
Ele aparenta ser rico feliz e sem problemas
Mas bem sabe que só ele apenas
Tem um prato para comer
João queria ser artista famoso
Ser saudável rico e charmoso
Mas a realidade é sincera
Não mente esconde ou adultera
A condição de qualquer cidadão
Mas João é perseverante, para levar seu sonho adiante.
Trabalha de dia e representa de noite
O teatro lhe realiza, mas a verdade é um açoite.
Oh dura fantasia, ou será realidade.
João é um homem de verdade
Sem ferir sua hombridade, até mulher teve que ser.
Existem Joãos por toda parte
Cada um exercendo a sua arte
Que para realizarem seus sonhos
Amargam tempos medonhos, para seus ideais alcançar.
E neste ir e vir, só nos resta aplaudir.
Pois o show não pode parar.
E João terminou sua parte, realizou sua talentosa arte.
Agora é hora de ir pro barraco, vestir seus humildes farrapos.
E pro trabalho ir se entregar, porque a vida também não pode parar.

Foto de Maria Goreti

A HISTÓRIA DE ANA E JOAQUIM – UM CONTO DE NATAL.

Chamavam-no “Lobo Mau”. Era sisudo, magro, alto, olhos negros e grandes, nariz adunco, cabelos e barba desgrenhados, unhas grandes e sujas. Gostava da solidão e tinha como único companheiro um cão imundo a quem chamavam “o Pulguento”. Ninguém sabia, ao certo, onde morava. Sabia-se apenas que ele gostava de andar à noitinha, sob o clarão da lua.

Ana, uma pobre viúva, e sua filha Maria não o conheciam, mas tinham muito medo das estórias que contavam a respeito daquele homem.

Num belo dia de sol, estava Ana a lavar roupas à beira do riacho. Maria brincava com sua boneca. Eis que, de repente, ouviu-se um estrondo. O céu encobriu-se de nuvens escuras. O dia, antes claro, tornou-se negro como a noite. Raios cortavam o céu. Ana tomou Maria pela mão e correu em direção à sua casa. Maria, no entanto, fazia força para o lado oposto. Queria resgatar a boneca que ficara no chão. Tanto forçou que se soltou da mão de Ana e foi arrastada pela enxurrada para dentro do riacho. Desesperada, Ana lança-se nas águas na vã esperança de salvar a filha. Seu vestido ficara preso a um galho de árvore e ela escapara, milagrosamente, da fúria das águas. Desolada, decidiu voltar para casa, mas antes parou na igreja. Ajoelhou-se e implorou a Deus que lhe tirasse a vida, já que não teria coragem de fazê-lo, por si. Vencida pelo cansaço adormeceu e só acordou ao amanhecer. Ana olhou em derredor e viu a imagem do Cristo pregado na cruz. Logo abaixo, ao pé do altar, estava montado um presépio. Observou a representação da Sagrada Família: Maria, José e o Menino Jesus. Pensou na família que um dia tivera e que não mais existia. Olhou para o Menino no presépio e depois tornou a olhar para o Cristo crucificado. Pensou no sofrimento de Maria, Mãe de Jesus, ao ver seu filho na cruz. Ana pediu perdão a Deus e prometeu não mais chorar. Ela não estava triste, sentia-se morta. Sim, morta em vida.

Voltou à beira do riacho. Não encontrou a filha, mas a boneca estava lá, coberta de lama. Ana desenterrou-a, tomou-a em suas mãos e ali mesmo, no riacho, lavou-a. Depois seguiu para casa com a boneca na mão. Haveria de guardá-la para sempre como lembrança de sua pequena Maria.

Ao chegar em casa Ana encontrou a porta entreaberta. Na sala, deitado sobre o tapete, havia um cão. Sentado no sofá um homem magro, alto, olhos negros e grandes, nariz adunco, cabelos e barba longos e lisos, unhas grandes. Ana assustou-se, afinal, quem era aquele homem sentado no sofá de sua sala? Como ele conseguira entrar ali?

Era um homem sério, porém simpático e falante. Foi logo se apresentando.

- Bom dia, dona Ana! Chamo-me Joaquim, mas as pessoas chamam-me “Lobo Mau”. Mas não tema. Sou apenas um homem solitário. Sou viúvo. Minha mulher, com quem tive dois filhos, Clara e Francisco, morreu há dez anos e os meninos... Seus olhos encheram-se de lágrimas. Este cão é o meu único amigo.

Ana, muito abatida, limitou-se a ouvir o que aquele homem dizia. Ele prosseguiu:

- Há muito tempo venho observando a senhora e o zelo com que cuida de sua menina.

Ao ouvir falar na filha, os olhos de Ana encheram-se de lágrimas. Lembrou-se da promessa que fizera antes de sair da igreja e não chorou; apenas abraçou a boneca com força. Joaquim continuou seu discurso:

- Ontem eu estava escondido observando-as perto do riacho, quando começou o temporal. Presenciei o ocorrido. Vi quando a senhora atirou-se na água, mas eu estava do outro lado, distante demais para detê-la. Também não sei se conseguiria. Pude sentir a presença divina naquele galho de árvore na beira do riacho. Quis segui-la, mas seria mais um a nadar contra a correnteza. Assim que cessou a tempestade vim para cá, porém não a encontrei. Queria lhe dizer o quanto estou orgulhoso da senhora e trazer-lhe o meu presente de Natal!

Ana ergueu os olhos e comentou:

- Prometi ao Senhor, meu Deus, não mais chorar. Mas o Natal... Não sei... Não gosto do Natal. Por duas vezes passei pela mesma situação. Por duas vezes perdi pessoas amadas, nesta mesma data.

Joaquim retrucou:

- Senhora, a menina está viva! Ela está lá dentro, no quarto. Estava muito assustada. Só há pouco consegui fazê-la dormir. Ela é o presente que lhe trago no dia de hoje.

Ana correu para o quarto, ajoelhou-se aos pés da cama de Maria, pôs-se em oração. Agradeceu a Deus aquele milagre de Natal. Colocou a boneca ao lado de sua filhinha e voltou para a sala. O homem não estava mais lá.

Um carro parou na porta da casa de Ana. Marta, sua irmã, chegou acompanhada de um jovem casal – Clara e Francisco, de quinze e treze anos, respectivamente. Alheios ao acontecido na véspera, traziam presentes e alguns pratos prontos para a ceia.

Ana saiu para recebê-los e viu o homem se afastando. Chamou-o pelo nome.

- Joaquim, espera. Venha cear conosco esta noite. Dá-nos mais esta alegria.

Joaquim não respondeu e se foi.

Quando veio a noite o céu estava estrelado, a lua brilhava como nunca!
Ana, Marta, Clara e Francisco foram à igreja. Ao retornarem a porta estava entreaberta. No sofá da sala um homem alto, magro, olhos negros e grandes, nariz adunco, sorridente, cabelos curtos e barba bem feita, unhas aparadas e limpas. Não gostava da solidão e trazia consigo um companheiro - um cão branquinho, limpo, chamado Noel.
Antes que Ana pudesse dizer alguma coisa ele disse:

- Aceitei o convite e vim participar da ceia e comemorar o Natal em família. Há muitos anos não sei o que é ter família.

Com os olhos marejados, Joaquim começou a contar a sua história.

- Eram 23 de dezembro. Minha mulher e eu saímos para comprar brinquedos para colocarmos aos pés da árvore de Natal. As crianças ficaram em casa. Ao voltarmos não as encontramos. Buscamos por todos os lugares. Passados dois dias meu cachorro encontrou suas roupinhas à beira do riacho. Minha mulher ficou doente. Morreu de paixão. A partir do acontecido, volto ao riacho diariamente para rezar por minhas crianças. Ontem, mais um 23 de dezembro, vi sua menina cair no riacho e, logo depois, a senhora. Fiquei desesperado. Mais uma vez meu “Pulguento” estava lá. E foi com sua ajuda que consegui tirar sua filhinha da água e trazê-la para cá.

Clara e Francisco se olharam, olharam para Marta e para Ana. Deram-se as mãos enquanto observavam o desconhecido.

- Joaquim, ouça, disse-lhe Ana. Há dez anos, meu marido e eu estávamos sentados à beira do riacho. Eu estava grávida de Maria. Eu estava com os pés dentro d’água e ele estava deitado com a cabeça em meu colo. De repente ouvimos um barulho, seguido de outro. Meu marido levantou-se e viu duas crianças sendo levadas pela correnteza. Ele conseguiu salvá-las, mas não conseguiu salvar a si. Entrei em estado de choque. Fiquei sabendo, mais tarde, do que havia acontecido por intermédio de minha irmã, que mora na cidade. Foi ela quem cuidou das crianças. Não sabíamos quem eram, nem quem eram os seus pais.

Aproximando-se, apresentou Marta e os dois jovens a Joaquim.

- Joaquim! Esta é Marta, minha irmã. Estes, Clara e Francisco.

Ana e Joaquim olharam-se profundamente. Não havia mais nada a ser dito. Seus olhos brilhavam de surpresa e contentamento.

Maria brincava com sua boneca e com seu novo amiguinho Noel. E todos cantaram a canção “Noite Feliz”, tendo como orquestra o som do riacho e o canto dos grilos e sapos.

Joaquim, Ana e Maria formaram uma nova família. Clara e Francisco voltaram com Marta para cidade por causa dos estudos, mas sempre que podiam vinham visitar o pai.
Joaquim reconquistara sua fama de homem de bem.

O povo da região nunca mais ouviu falar do “Lobo Mau” e do seu cachorro “Pulguento”.

Autor: Maria Goreti Rocha
Vila Velha/ES – 23/12/07

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"MENTE ABERTA"

MENTE ABERTA

Houve um dia que acordei achando tudo muito novo
E isso muito me agradou,
A casa, as ruas, as pessoas se tornaram mais bonitas.
E isso também me agradou.

Quando a noite chegou percebi que havia algo de novo
E isso aguçou minha curiosidade
Parei, e escutei o som do silencio.
E ele me trouxe uma novidade.

Olhando para o infinito, senti que saia do chão.
O céu vinha a meu encontro
Milhões de imagens, e num imenso clarão.
Vi-me nascer de novo.

Turbilhões de sensações
Arrepios de alegria
Lagrimas de emoções
Reencontro com a família.

Foi ai que descobri o meu ponto de origem
Fiquei feliz com a descoberta
Visitei cada lugar nesta viajem
E regressei com a mente muito mais aberta.

Foto de leiteiro

AMO-TE

Um sufoco de te ter e não te ter
Uma esperança a flutuar
Num mar de incertezas,
Um sofrer sem se saber o que fazer,
Uma relação incerta
De alegria e tristezas,
Um poder não ter e não o querer,
Um sentimento sujo com pureza,
Um olhar cego que melhor
Que qualquer outro sabe ver,
Tudo isto é uma grande dádiva,
Uma grande dor,
Tudo isto é amor!
Tudo me faz querer estar contigo,
Sentir-te, ver-te,
Prender-me no teu olhar,
Querer-te quando estás longe,
Sonhar...
E pensar que o papel
É o meu único amigo,
Não dá para acreditar,
Agora digo que amigo,
Amigo e o teu olhar!
Esse angelical ser, o teu ser,
Conquistou-me,
Agora quando falo contigo,
Só há uma coisa que quero fazer,
Só há uma coisa que quero dizer,
Uma palavra, um sentimento!
Só uma coisa escorrega pelos lábios,
Suavemente, sem consentimento,
Vinda dos mais sinceros cantos
E recantos do meu coração!
Só a palavra AMO-TE
E sai de tal modo, com tanta força,
Que digo co toda a razão,
Que era capaz de mover o mundo,
Ecoar no mais profundo fundo
As palavras felicidade e infelicidade!
E por isso grito,
Abro os pulmões para o mundo,
Abro os pulmões para ti,
Ponho este meu ser mudo a falar,
Ponho-o a cantar,
Ponho-o a dizer:
AMO-TE E AMO AMAR-TE!

Foto de Izaura N. Soares

Amando o amor

Amando o amor
Izaura N. Soares

Amo tanto o amor que às vezes esqueço de mim mesma.
Esqueço de perguntar a ele por que ele me deixa tão sem
Sentido e sem explicação?
É um sentimento que brota sempre no meu coração.
Leva-me as alturas se misturando entre o desejo, paixão e
Numa alucinação cheia de tesão.
Que muitas vezes me faz adormecer abraçada a imaginação
Como pode um sentimento tão forte e ao mesmo tempo...
Ser tão frágil nos fazer perder a razão?
Faz-nos sentir dor, emoção, calor, nos
Faz suspirar abraçando a saudade, nos faz chorar de tristeza,
Deixam-nos melancólicos, e de repente aparece todo sorridente
Enchendo-nos de alegria.
Amo tanto o amor que chego a duvidar se realmente existe...
Mas vejo que ele se manifesta de tantas maneiras que fica difícil
Não acreditar na sua existência!
Ah, o amor! Uma palavrinha tão pequena, mas com uma força
Intensa que se alastra nos corações dos apaixonados.
Idolatra e é idolatrado, ama e é amado.
Ele é confiável, atrevido é malicioso, sem escrúpulos, mais...
Sempre será... Um grande amor!

Foto de helo Paulinha

Eu e você !

Se tudo for tristeza,
quero ser alegria.
Se tudo for saudade,
quero ser a lembrança,
Se tudo for medo,
quero ser o conforto,
Se tudo for odio,
eu nem quero ser.
Se tudo for amor,
Quero ser apenas eu e você !

Foto de Dirceu Marcelino

VIVA!!! BELAS PREMIAÇÕES.

Começa a chuva de inspiração!
Edson Milton Ribeiro Paes, Surpresa.
E ela, “CECI-POETA”, Integração.
Mas isso é pouco para ti princesa!

Ó “Poder Rosa” és a revelação.
Veio de mansinho, com delicadeza,
Surgindo como uma flor em botão,
Aos poucos se abrindo com tua beleza,

Irradiando alegria de teu coração,
Motivando a todos com tua nobreza.
Obtiveste grande votação,

Como em vídeo-poema – ENISE - que proeza!
Parabenizamo-los com emoção
E os saldamos por tuas próprias grandezas.

Foto de Fernanda Queiroz

É Natal

Dia de Natal

Ruas movimentadas, pessoas sorridentes, crianças soltas no parque em uma algazarra diferente.
É Natal
Parentes fazem contatos, visitas chegam de impacto, alegra criando magia, magia fazendo união.
É Natal
Muitas vezes ouvimos, que hoje é tão diferente, que hoje não é a semente, que um dia comemorou.
Que hoje parece utopia, que não é verdadeira alegria, que esqueceram a sabedoria, que é mais mercadoria, que o homem inventou.
Que Jesus homenageado, aparece em um fundo nublado, do comercio que foi plantado, e o presépio sepultou.
Mas quem disse que Jesus, queria você postado, um eterno mudo calado, respirando ao teu lado, para assim ficar gravado em todos os anos lembrado?
Mas quem disse que Jesus, queria criança quieta, sem participar da festa, sem barulhos, sem brinquedos, sem sorrisos e com medo, sem esperança e sem crença, sem amor e sem a presença, do bom velhinho a habitar?
Como é que seria, sem visitas, sem abraços, sem a data para marcar, sem os momentos para encontrar,ou o sino pequenino, seria suficiente, para substituir a gente?
Que seja pai ou seja filho, é o mesmo jeito de amar, e este garoto aniversariante é aquele mesmo que tolerante, deu a vida para nos salvar.
Para que vivamos com alegria, para que saldamos com energia, para que glorificamos este dia, juntos á todos encontrar, com presentes a trocar.
E neste ar de festa, que soa melhor que seresta , ou sino a repicar, fazer viver a esperança, transformá-la em mais que lembrança, e destes encontros presentes, fazer germinar a semente, de quem nasceu para amar.
Este é o melhor presente, que podemos Lhe dar, pois sou capaz de apostar, que foi pensando nestes encontros, nesta troca de presentes, nestes momentos de união que ele escolheu um dia, para ao mundo chegar.
Com esta sabedoria infinita, ele veio para nos salvar, mesmo que tenha voltado, ao teu reino habitar, deixou marca e patente, para alegrar a gente, e fazer comemorar, com abraços e presentes, com saudades a matar, o que o tempo distante,muitas vezes faz brotar.
Afinal dia de festejo, é quando um pai sem medo, vê teu filho abraçar e com carinho mostrar, que aprendeu a amar.

Fernanda Queiroz
Direitos Autorais Reservados

Foto de Danielhz

Meus poemas!

procurei em minha vida ver um anjo.
pensava que so veria anjos quando eu fosse pro ceu.
mais um dia eu vi,um lindo anjo de cabelo negros,pele macia.
sorriso encantador e que tinha um coração generoso,um olhar encantador.
que me fez enchegar a vida de forma diferente,que purificou a minha alma,me trouxe a paz.
me trouxe a alegria,descobri q esse anjo se chama Juliana!

(Herraez)

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