Alegria

Foto de MARTE

EM QUALQUER MOMENTO

Tenho vontade de pegar na tua mão
Entrar no teu coração
Sentir esse olhar delicado
Viver o teu pecado

És a minha estação
A poesia no meu coração
O meu caminho na tentação
Olhar na sedução

Na madrugada escura
Sinto o teu beijo
Loucura na procura
Do meu desejo

Na alegria sem fim
No meu despertar
Como num rio a transbordar
Que corre dentro de mim

No meu espaço
No meu tempo
Na madrugada
No que faço
Em qualquer momento
Em ti minha amada

Foto de Fernando Inazumi

Vale das ilusões

Aparentemente sem destino,
Com a noite a me guiar,
Pelo vale das sombras,
Não temereis pois sou a luz.

Essa luz,
Que no vale dos campos
Ofusca-me,
E me faz cambalear feito um palhaço.

Divertindo e alegrando crianças inocentes,
Com a pureza de um anjo,
Que é traída pela figura colorida
E engraçada com seu jeito de andar,
Todo desengonçado.

Feito um bobo da corte,
Nós, crianças somos os
reis

E os adultos,
Plebeus.
Fazendo a vontade de vossa majestade.

Ao menos por um instante.
A alegria corre solta,
No vale das ilusões.

Fernando Inazumi
quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Foto de Zedio Alvarez

Dueto: Pesadelo X Insônia

Sonho de Ontem //
A vingança de uma ébria insônia...
Pesadelo de hoje//
O ontem que ainda não foi...
Que arranca-me as asas...//
Triste sina das asas do meu destino...
Impede-me o voar...//
Ceifa a minha liberdade
Mas não rastejo...//
Elas ainda implumes, se superam e voam até o amanhã de alegria,
Que me deseja um bom
dia...

Autores:
Juli Lima & Zedio Alvarez

Foto de francineti

Menino tímido.

Tua voz macia ainda ecoa no meu ouvido,
teu cheiro ficou impregnado na minha pele.
Fecho os olhos e lembro os teus beijos.
Beijos cheios de desejo.
Menino tímido de olhar bonito,
sorriso doce, olhar marôto.
Falas pouco, mas dizes sempre a coisa certa na hora certa.
Chegastes na minha vida numa noite sofrida.
Trouxestes alegria e desejo quando tocastes os meus lábios com os teus beijos.
Beijos ardentes, quentes,
abraços apertados,
afetos ternos...
Alimentastes minha libido.
acho que estou correndo perigo.
Meu coração está em chamas,
meus lábios pedem teus beijos.
Tenho vontade de deitar no teu colo,
beijar teu pescoço,
morder tua orelha,
compor versos que te expressem o meu desejo de estar contigo,
mesmo correndo perigo.
Você me avisou que teu coração ainda padece por amor.
Eu te escutei, mas não liguei...
mais e mais te desejei.
Os teus beijos roubei,
teus cheiros ganhei,
por você eu me encantei.

Foto de laurinda malta

Solidão...

Solidão …

Imagem devastadora,
Solidão vive sozinha;
Mansidão aterradora,
Em Ego, que é vizinha.

Nuvem negra faiscada,
Céu infinito sem cores;
Chuva nua relampejada,
Tempo bruma sem flores!

Pássaro sem asa, sem pio,
Corpo desprovido, ao frio,
Vida num resfolgar vazio,
Folha perdida sozinha no rio…

Amor sem raiz e sem rama;
União a solo sem parceiro;
Segredo inabitado de cama;
Beijo, lábios sem companheiro…

Cisne em lago preto de lama,
Brancura desligada de encanto,
Patinho feio em lago de trama,
Cisne ternura pintado em pranto.

Para amigo ou desconhecido,
Amizades sinceras aconselho,
Apagar solidão, com Cupido,
Beleza na alma e alegria, desejo.

Foto de josedourondo

DONZELA

Ó donzela de rosto de criança
onde se casa sonho e ilusão,
vive o prazer e a esperança
do brotar do amor e da paixão.

Abraça o encanto da rosa
presa na trança do teu cabelo,
cobre-o com a aurora formosa
de um alvorecer límpido e belo.

Desabrocha como flor perfumada
e abre o convento do teu coração
que na suave brisa orvalhada
Te inundará de encanto e sedução.

Desperta para um amor primeiro
na pureza da tua louca alegria
e solta o fascínio verdadeiro
fechado num sacrário que inebria.

Amadurece em ti a menina-mulher
e deixa prender-te pelas ilusões
que encheram teu coração do viver
colorido de sonhos e de paixões.

Foto de Dom Quixote - crítico amador

Literaturas Lusófonas

Bem mais que dança, bailado;
que som, melodia;
que voz, sobrecanto;
que canto, acalanto;
que coro, aleluias;
que cânticos, paz.

Bem mais que rubor, saliência;
que encantos, nudez;
que imoral, amoral;
que bosques, fragrâncias;
que outono, jasmins;
que ventos, orvalho;
que castelo, arredores;
que metáforas, rios;
E um pouco além: tsunamis.

Bem mais que naus, sentimento;
que excelsa, nascendo;
que olho, contemplo;
que invade, arrebata;
que vitrais, catedral;
que versos, vertigens;
que espanto, tremor;
que êxtase, pranto;
que apatia, catarse.

Bem mais que contas, rosário;
que prece, amplidão;
que o menino, sua mãe;
que Império, regresso;
que palmas, martírio;
que anúncio, Jesus;
que Ceia, Natal.

Bem mais que alegria, ternura;
que espera, esperança;
que enlevo, paixão;
que adeus, solidão;
que dor, amargura;
que mágoas, perdão;
que ausência, oração;
que abandono, renúncia;
que angústia, saudade.

Bem mais que anciã, joyceana;
que lógica, onírica;
que o Caos, Amadeus;
que ouro, tesouro;
que ode, elegia;
que amiga, inimiga;
que insensível, cruel;
que signos, símbolos;
que análise, síntese;
que partes, conjunto.
E um pouco além: generosa.

Bem mais que efêmera, sândalo;
que afago, empurrão;
que clássica, cínica;
que exceto, inclusive;
que inserta, incerta;
que adubo, arrozal;
que oferta, procura;
que unânime, única.
E um pouco além: tempestade.

Bem mais que ouvida, vivida;
que austera, singela;
que pompa, humildade;
que solta, segredos;
que fim, reinício;
que um dia, mil anos.

Bem mais que reis, majestade;
que jus, reverência;
que casta, princesa;
que moça, menina;
que jóia, homenagem;
que glórias, grandeza;
que ocaso, esplendor;
que espadas, correntes;
que fatos, História;
que Meca, Lisboa.
E um pouco além: messiânica.

Bem mais que pingos, Dilúvio;
que água, Oceano;
que mares, o Mar;
que porto, Viagem;
que cais, caravelas;
que rochedos, neblina;
que vôo, Infinito;
que Abysmo, gaivotas.

Bem mais que a tribo, navios;
que lanças, tristezas;
que campos, senzalas;
que bodas, queixumes;
que soul, sem palavras;
que o tronco, maldades;
que ais, maldições;
que feitor, descorrentes;
que mandinga, orixás;
que samba, kizomba;
que “meu rei”, Ganga Zumba;
que olhos baixos, quilombos;
que discordo, proponho;
que cedo, concedo;
que escravos, Zumbi.

Bem mais que brisas, Luanda;
que ondas, Guiné;
que amarras, Bissau;
que o azul, São Tomé;
que náutica, Príncipe;
que axé, Moçambique;
que opressão, Cabo-Verde;
que fragor, linda ao longe;
que injusta, perversa;
que abutres, pombinhas;
que trevas, pavor;
que rondas, terrores;
que bombas, crianças;
que tágides, ébano;
que o Sol, rumo ao Sol.

Bem mais que luar, nua e crua;
que longínqua, inerente;
que ornamento, plural;
que ira, atitude;
que abstrata, denúncia;
que conceitos, Nações;
que Camões, mamãe África.

Bem mais que ética, ascética;
que pro forma, erga omnes;
que embargo, recurso;
que emoções, decisão;
que rodeios, sentença;
que Direito, Justiça;
que leis, Lei Maior.

Bem mais que flor, Amazonas;
que improviso, jeitinho;
que frágil, incômoda;
que alvor, cisnes negros;
que escrita, esculpida;
que lírios, o campo;
que veredas, suindara;
que denúncia, ira e dor;
que bonita, pungente;
que amena, os sertões.
E um pouco além: condoreira.

Bem mais que lares, veleiros;
que adeuses, partida;
que feitos, missão;
que honras, repouso;
que canto, epopéia;
que mística, fado;
que areias, miragem;
que sonhos, delírio;
que vozes, visões;
que acaso, destino.
E um pouco além: portugais.

Bem mais que errante, farol;
que ânsia, horizonte;
que distância, presença;
que solo, emoção;
que países, Galáxia;
que estresses, estrelas;
que zênite, impacto;
que intensa, profunda;
que letras, magia;
que formas, sentido;
que textos, teoremas;
que idéias, princípios;
que imensa, perfeita;
que graça, milagre;
que arcanjos, fulgor;
que dádiva, Mãe.

Bem mais que luz, primavera;
que audácia, tumulto;
que estética, rústica;
que em paz, desinquieta;
que estática, cíclica;
que cercas, muralha;
que assédio, conquista;
que plantas, concreto;
que escombros, palácio;
que átomos, Deus...

Foto de Stacarca

Poeta Maldito

Vida! Vida, que a ti tanto repugno
Morte! Oh morte que a vos tanto ansiava
Enfermiças palavras eu regurgito
Em versos dolentes da era medonha passada?
Pobres ricos com fatuidade que tanto estraga.
A tristeza que impera, Dum momento? Ah eu minto...
A alegria dissipada, há esperança? Ah eu acredito...
Opacos sentimentos à amostra, é amor que exala!

Na vespertina eu escrevo a ingratidão
No cair da noite choro por um Mundo sepulcro
Quão grande é meu amor senhora. Ó podridão!
Púrpura de sangue do indulgente. Ó imundo!
Amo-te cada vez mais, minha amada musa
Não importa a elegia, nem mesmo o pasmar
Escrevo com a alma, com a realidade dura
Escrevo com o coração, por te amar.

O pavoroso sempre volta, não importa o dia
A realidade é sempre a mesma, vida esmaecida
Sua face nunca esqueço, ó traços perfeitos
Seu sorriso áureo, ó lindo, sempre "momentos"
Porque te odeio tanto? Meu Mundo horrendo
Porque te amo ainda mais? Minha divindade clara
Veja, mais um que sucumbiu na existência, Num morrendo?
Deturpa uma noite que o óbvio já dizia, brada!

Ó leitor ignaro, não leia o desgosto
Viva de amor, não do sobreposto
Um poema composto por palavras desgraçadas
Escrito por um poeta triste, que almeja o nada
Acreditas em mim, por favor... Quando digo a verdade
Eu te amo! Mesmo com essa podre gentil realidade
Versos medonhos que machuca a olhos nus
Dum poeta que sangra a cada dia, e exala o próprio pus

O poeta escreve a esperança
O poeta compõe sentimento
O poeta grita o ódio
O poeta maldito te ama!

Foto de Zedio Alvarez

Amor e Matemática

Fiz um calculo exato para conquistar meu amor,
Com a circunferência de um raio de emoção.
Calculei milimetradamente suas arestas,
Com o tempo de vida do meu coração

Descobri meu amor na matemática,
Numa operação somei sua virtude,
Logo diminui seus defeitos,
Multiplicando a sua personalidade

Como professor de matemática que sou,
Fiz uma conta exata, que nada sobrou.
Sua baixa verticalidade foi igualada,
Com horizontalidade do ninho do nosso amor.

Quando começamos usei a aritmética.
Com a chave do tempo fizemos um conjunto.
A soma de nossos sentimentos era o universo.
E a paixão veio forte, em progressão geométrica

Dividi comigo a sua tristeza, alegria e emoção.
Tangenciei uma perimetral na sua fonte.
Lotiei seu corpo em formas arredondadas.
Para que coubessem no meu coração.

Foto de sonhos1803

Adormecer

Meus pés calejados,
Caminham sem chegar,
Tristes olhos a dardejar,
Esperanças,
Musica pura,
Fraquejo,
Ultimo arquejo,
Lagrimas que escorrem,
No vento,
Meu desalento de sentar,
Fico a olhar,
Coisas que teimam em calar,
Noite que cai,
Neblina consoladora,
Inquieta,
Insônia,
Pura energia,
Lagrimas de vinho,
Cobrindo de escarlate,
Pura tortura de lembranças,
Nas brumas brancas,
Caio, retraio, estou,
Nas espumas do colchão,
A cobrir,
ardente na escuridão,
Ó doce morféu,
Chegue,
Entrego-te,
Meus mais doces sonhos,
Imploro.Adormeça meu corpo cansado,
Assopre seus mais doces sonhos,
Nas brumas do esquecimento,
Fico aqui,
Muito alem,
A alegria,
Doce miragem,
Um grito selvagem,
Insiste em assombrar,
Os restos do meu amor.

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