Alma

Foto de Marta Peres

Insensatez

Insensatez

Não consigo controlar minhas emoções,
Sua ausência provoca em mim uma
Tortura que dói a alma,
Quando lhe vejo com outra sinto
Ciúmes que vão além da razão.
Foi meu, sempre foi e não o quero
Dividir com outra,
Pensar você noutros braços, acariciando
Outra mulher, machuca minha alma
Faz doer todas as entranhas do corpo.
Em minha insensatez, apenas um estampido
Se ouviu!

Marta Peres

Foto de Nennika

Para você!!!

Ah!!

Esse meu coração...Inconseqüente e sem juízo...
Livre-pensador...Dono de suas vontades...
Me condicionando aos seus caprichos!!!
E as suas loucuras...
Revolto na sua insensatez...
O êxtase do meu eu...único e verdadeiro...
Leviano por te julgar...
Insano por te amar...
Vacilo que o destino deu...
Encontro que não se pode evitar...
Impossível de não lembrar...
Raio de luz intensa...
Acordando-me para a vida...
Num redemoinho de sentimentos...
Escrevendo nas paginas do meu diário,
Versos românticos...Perfeitas estrofes...
Enchendo de mimos minha alma...
Simplesmente dando sentindo a vida...
Que continua assim....... Longe de você!

Foto de Marta Peres

Tristeza

Tristeza

A tristeza invade minha alma
Quando me perco em divagações...
Quando eu fechar os olhos
não levarei dores deste mundo,
quero levar a certeza de que,
a meu débito, não deixarei ninguém
a padecer de dor e de lágrimas.
Assim pensaria, filhos, não os tivesse!

Marta Peres

Foto de Carmen Vervloet

Primeiro Ensejo da Criança

Primeiro Ensejo da Criança

Luz...
Nascente...
Semente...
O amanhã...
Alma sã...
Porvir...
Aurora...
Esperança de futuras horas...
Outra história
Na vitória de valores reais...
Rosas imperiais
Exalando seu perfume
Outros costumes...
Renascimento do respeito
Outros conceitos...
Renascimento da honestidade...
Bondade...
Paz...
Porque só ela é capaz
De ressuscitar o amor
O eterno valor
Que pode mudar a vida
Num avizinhado alvorecer!

Carmen Vervloet

Foto de TerrArMar

Porque Hoje é o dia do orientador educacional

Porque Hoje é o dia do orientador educacional

PAULO FREIRE

Mil novecentos vinte e um decorria,
Quando Paulo Freire Nasceu,
Em dezanove de Setembro seria,
E no recife, Pernambuco, aconteceu.

Aí, sua meninice viveu,
E, a ler, sua mãe o ensinou,
Um grande volte face se deu
Quando para Jaboatão se mudou.

Aqui conheceu a dor,
Quando seu pai faleceu,
Mas a solidariedade e amor
Também ele conheceu.

Conviveu, nas suas brincadeiras,
Com os meninos das favelas,
Conheceu a vida das lavadeiras
E também aprendeu com elas.

Podemos dizer que aquela dor,
Provocada pela paterna partida,
Fez de Paulo Freire o Educador
Que Aprendeu na escola da vida.

Foi aqui que se interessou
Pela problemática do Português.
Muitas dificuldades passou,
E, ainda novo, homem se fez.

O segundo ano do secundário,
Só aos dezassete anos o começou,
Foi um homem extraordinário,
Aluizio P. de Araújo que o apoiou.

Em quarenta e quatro casou
Com Elza, uma professora primária,
Cinco filhos é a prole que ficou
Dessa relação extraordinária.

Nesse meio tempo foi convidado,
Pelo colégio Oswaldo Cruz, a leccionar
Ali se vira, outrora, abrigado
E agora, ali podia servir a ensinar.

Director do sector da educação
E cultura do Sesi, órgão recém-criado,
É a sua futura ocupação,
Mas não é homem de ficar acomodado.

Nos anos cinquenta tem projecto novo,
É no campo da educação escolarizada,
Descobre-se o educador do povo,
Faceta, em si, cada vez mais vincada.

No recife, um instituto é criado,
Capibaribe, mas não está sozinho,
Tem muita gente a seu lado,
Que quer, prá educação, outro caminho.

Paulo Freire educou a educação,
Mas também a vida politica,
Mereceu a sua atenção e dedicação,
E em prol delas sua vida sacrifica.

Ao exílio se viu condenado,
Foi um homem incompreendido,
E escreveu, já no Chile exilado
A obra “Pedagogia do Oprimido”.

Esta “Pedagogia do oprimido”
Seria a sua obra maior
Mas Paulo Freire ficaria conhecido,
Por ser um grande educador.

Este exílio lhe deu alento novo
Para explanar um projecto pioneiro,
Mas preferia dar ao seu povo
O que ensinava ao mundo inteiro.

Trabalhou com afinco e confiança,
“Cultura popular, educação popular”
E também, “Pedagogia da esperança”
Outros livros que viria a publicar.

Livros, escreveu muitos mais,
Fez poesias de cariz educativo,
Colaborou com pedagogos mundiais,
O seu método mantém-se activo.

Foi homenageado por onde viveu,
América Latina, Estados Unidos,
E outros onde desenvolveu
Projectos ainda hoje reconhecidos.

Varias escolas o adoptaram,
A Europa rendeu-se ao seu valor,
As ex-colónias portuguesas despertaram
O seu espírito de educador.

Dois de Maio de Noventa e sete,
A morte o apanha à traição,
Um enfarte do miocárdio o acomete.
Morria um nome grande da educação.

O Brasil chora a sua morte,
Mas não esquece o seu contributo,
O mundo enaltece esta alma nobre,
Que fez da educação o seu culto.

Com Ivan Illich se cruzou,
E António Sérgio conheceu,
Com mais nomes trabalhou,
A todos ensinou e com todos aprendeu.

A dizer, muito mais havia,
Mas para não ficar complexo,
As fontes e a bibliografia,
Juntámos em páginas em anexo.

Terminamos a nossa reflexão
Com uma questão sempre nova
“De que servirá a educação
Se não for, permanentemente, colocada à prova?”

Foto de Raiblue

MarÍntimos...

Marés dos corpos
Entre minhas coxas
Seu remo movimenta
Desorienta meu destino
Minha concha se abre
Você toca minha pérola
Tesouro no fundo do meu mar
Lua cheia
Enchentes naturais
Vão conduzindo os caminhos
Levando todos os pudores
Tornando-nos transgressores
Marinheiros sem navio
Mergulhamos no mais profundo desvario
Mar, ritmos
Marítimos somos por natureza
Em nossas veias correm ondas
Alternadas
Doces e salgadas
Que deságuam na pele
Superfície delicada
Ondas que vão abrindo passagens
Rotas sussurradas
Línguas tocam ouvido e alma
Música profana e sagrada
Curvas se alteram
No gráfico, desponta um pico
Marulhamos orgasmos loucos
MarÍntimos...
Viagem obscena sob o luar
Ondulações por segundo
Língua(mar)...

(Raiblue)

Foto de angela lugo

Feliz Natal amor

Oi amor quero algo lhe segredar
Encomendei um presente de Natal para ti
Apesar de estarmos distantes
Acredito que ainda lembre-se de mim
Nosso coração estava partido
Mas o Natal se aproxima
Eu o quero bem pertinho de mim
Para poder te entregar
A minha alma e o meu amor
Que estou oferecendo neste Natal para ti
É uma mensagem silenciosa
Que sai das profundezas do meu coração
Desejando que juntos possamos
Muitas realizações formalizar
Dentro de a nossa vida nos encontrar
Para que nossos sonhos sejam
Eternos Natais em nossa vida
Que tudo se concretize em nossa união
Que jamais existam outros sem a nossa
Felicidade estar completamente realizada
Porque eu amo a tua existência
Não posso mais existir sem a sua presença
E viver mais um Natal na indiferença
Quero que neste Natal
Comemoremos juntos três corações
Eu você e Jesus abençoando
O nosso amor


Foto de Carmen Lúcia

A janela

Vejo por ela
O mundo a passar...
Guardo comigo os encantos,
Desencantos eu deixo levar.
Janela é a flor amarela,
Bem-te-vi a falar com ela...
Borboleta a derramar
Belezas em volta dela,
Pleiteando com o beija-flor
O perfume exalado por ela.
Lá longe, pertinho do horizonte,
Um arco de sete cores...
É só pular a janela...
Deslumbrar-se com as nuances...
Janela é sol, alvorecer, arrebol,
É brisa que vem das manhãs,
O prata que traz o luar,
Estrelas que vêm me escutar...
É a imensidão do mar.
Se faltar inspiração
Arranco dela a tramela
Escancaro-a e deixo
Que toda a luz, através dela
Clareie-me a alma e o coração!

Foto de Daemon Moanir

As vidas

Deixando para trás um misto de loucura e frustração
Típicos de dias cheios de emoção,
Tento encontrar os cacos que de mim sobraram,
Para deles me levantar outra vez
E a verdade que só a mim interessa buscar.

Reflicto e minto a jura,
Que de amor já não sou feito
Mas, por agora, os dias vão passando pesados,
Por entre o Sol e a chuva estão os meus fardos
Que não me deixam sentir calor nem sequer a água pura.

Tenho de descobrir significados
Pera a falta de alma que há em mim
E, assim, poderei procurar o que sou.
As vidas sem verdades tornam-se básicas banalidades.
Fúteis e sôfregas a uns,
Alegres e vivas a outros.
Tudo depende da brutalidade que temos
Para dizer ao mundo, p'ra que nós existamos.
Da quente vontade de felicidade eterna
Busco, para satisfazer a incólume gruta desabitada
Amor, aceitação, conforto e paixão.
E sempre suspiro.

Foto de Carmen Lúcia

História banal

Façamos de conta que nada acabou,
Recomecemos do instante em que tudo parou,
Congelemos a história banal de nós dois,
Mudemos o enredo, o cenário, o depois...

Demos a ela o melhor colorido
E nas cenas de amor, efeito especial!
Uma música suave...fundo musical,
Refeita a história, só falta o final...

Mudando "as externas", surge o essencial,
Impossível mudar sua alma, seu eu...
Ou ressuscitar um amor que morreu.

Que a história prossiga em seu curso normal,
Me dou por vencida...proponho afinal,
Outra personagem no papel principal!

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