Alma

Foto de Carmen Lúcia

É Natal...E o Amor?

Não sei bem quem és,
Mas sei que Tu existes,
Ao colocar no riacho meus pés
E ouvir baixinho o que dizes.

Me falas de Amor,não de forma banal,
Nem mesmo do que machuca,possessivo e carnal,
Mas daquele que se doa,que perdoa,
Que apazigua,que engrandece,que compactua.

Não sei bem onde estás...
Mas te sinto em toda a parte,
Na intensa luz que me invade
Quando clamo por Ti e sei que virás.

Dezembro...o mundo Te reverencia...
Natal...Era isso o que querias???
Os pobrezinhos choram pelo pão,
Os abastados fecham o coração.

E o Amor que semeaste
Humildemente por toda parte?
E o "Ajuda o teu irmão,a esmo,
Ama teu próximo como a ti mesmo?"

Oh,Cristo,Teu nascimento não terá sido em vão,
Porque Tu és a fonte de luz e salvação...
Que o Natal acenda a alma da humanidade
E que a chama se intensifique por toda a eternidade.

Foto de Dennel

Isolamento Reflexivo

Do alto de um rochedo
Em paisagem de céu cor de anil
Olho a terra aos meus pés
Murmuro uma prece
Que em algum lugar será ouvida

Enquanto isso em outras partes
Os homens continuam sua lida

Aqui no alto, pensamentos em devaneios
Um momento de reflexão, de retrospectiva
Sinto-me grande, sou pequeno
Sinto-me parte deste universo
Com minha alma tão diversa

Juraci Rocha da Silva - Copyright (c) 2006 All Rights Reserved

Foto de Daemon Moanir

Ó desepero eterno

Ó desespero eterno
Dai-me a vingança, o amor
Deixai-me com fervor, como dantes
Na altura em que a alma falava mais alto e melhor
Dai-me novamente as asas
Que tanto trabalho tive em construir.
Deixai-me entrar com lábios e língua e paixão
Em bocas doces, gentis, amantes
Concede-me este último desejo.
Dai-me meu anseio.

Bebo desesperadamente
À espera duma realidade mentirosa,
Para que me libertem e ame finalmente.
A uma liberdade completamente louca
Desenfreado em sentimentos assassinos
Sorriu, assim, com punhais nas curvas da boca
Ah! A loucura que a tanto me sabe,
Mas que tanto odeio apodera-se!

Foto de Carmen Lúcia

Sonho meu

Vai, sonho meu,
Bate tuas asas e alcança o céu,
Voa entre os anjos, plana para o léu,
Invade o inusitado, do princípio ao fim,
Abraça as belezas...traze-as para mim.

Vai, sonho meu,
Embala-te na euforia e avança mais além...
Agarra-te aos tesouros que os olhos não vêem,
Que a alma acalma e que lhe faz bem,
Traze-os para mim, os plantarei em meu jardim.

Vai, sonho meu,
Não te canses nunca, desbrava sempre,
Descobre o encoberto, o longe e o perto,
O que parece incerto, que veda a minha mente,
Faze vibrar a emoção e bailar a inspiração...
Faze-me sentir poeta!

Foto de Naja

ESSE AMOR QUE ACABOU

ESSE AMOR QUE ACABOU

Esse amor que ficou no passado
Que se foi como folhas ao vento
Que já não tráz mais sofrimento
Que de lembrar, não quero mais
Foi um amor arrasador
Foi loucura, foi um sonho,
Foi ilusão, foi lamento que acabou.
Esse amor que no passado ficou
Não vou mais permitir que floresça
Não quero mais tanta tristeza,
Muito menos a incerteza,
se amada fui também.
Preciso de paz pra tanta dor
Se esquecer eu for capaz
Se não lembrar do que ficou pra trás
Se um dia esse amor relembrar
Talvez seja sem nem pensar
Que foi só eu a amar
Que seja sem nenhuma dor
Sem o coração e a alma vazios
Por tamanha solidão
Quem sabe poderei recordar
Sem sofrer, sem tanto chorar
E apenas a mim mesma dizer
Foi amor...eu amei..mas acabou!
naja
Publicado no Recanto das Letras em 13/11/2007
Código do texto: T736030

Foto de Naja

SONHO DE AMOR DE ONTEM

SONHO DE AMOR DE ONTEM

Meu sonho de amor se apagou
Como escrita em papel
Ficou velho, amarelou, e por fim se apagou
Não era firme esse amor, era frágil
Muita incerteza, medos, muito temor
Foi apagando devagarinho
Como se apaga uma vela no tempo
Chegou ao fim e o que restou
Foi mancha na alma
No coração muita dor.
Esse amor que acabou; se fiz sofrer
Também muito sofri
Magoei, mas tive minha parte de
Grande desilusão, e abandono
Nada mais pode haver nessa união
Que do nada, acabou sem um adeus
Sem despedidas, sem uma palavra,
Sem dizer nada,foi devagar se extinguindo
Foi preciso entender, que o amor não pode ser
Esse amor que desinteressou,
Como tudo nesta vida,
Que tanto desejamos e termina
Deixa a lacuna do que fez ressurgir
Mas não adiantou, nada mais restou.
Apenas uma grande dor e saudade
Olhando a realidade, há muito acabou.

Foto de Naja

SONHO DE AMOR DE ONTEM

SONHO DE AMOR DE ONTEM

Meu sonho de amor se apagou
Como escrita em papel
Ficou velho, amarelou, e por fim se apagou
Não era firme esse amor, era frágil
Muita incerteza, medos, muito temor
Foi apagando devagarinho
Como se apaga uma vela no tempo
Chegou ao fim e o que restou
Foi mancha na alma
No coração muita dor.
Esse amor que acabou; se fiz sofrer
Também muito sofri
Magoei, mas tive minha parte de
Grande desilusão, e abandono
Nada mais pode haver nessa união
Que do nada, acabou sem um adeus
Sem despedidas, sem uma palavra,
Sem dizer nada,foi devagar se extinguindo
Foi preciso entender, que o amor não pode ser
Esse amor que desinteressou,
Como tudo nesta vida,
Que tanto desejamos e termina
Deixa a lacuna do que fez ressurgir
Mas não adiantou, nada mais restou.
Apenas uma grande dor e saudade
Olhando a realidade, há muito acabou.

Foto de elcio josé de moraes

AMOR ANGELICAL

O teu carinho é contagiante,
Você tem uma ternura sem fim.
O amor esta em teu semblante,
Que contagia a todos e a mim.

A sua candura é algo especial,
Que toca em nossos corações.
És um belíssimo anjo celestial,
Que nos sensibiliza de emoções.

Oh! Alma pura e cristalina,
Que a todos nós fascina.
E que até então, ainda não vi igual.

És um encanto que cativa.
Com suas palavras que deriva,
Toda a pureza angelical...

Escrito por elciomoraes

Foto de Raiblue

Teatro Cotidiano

Nunca fui santa
Ando pelas raias da loucura
Não sou nenhum modelo feminino
Identifico-me com as mulheres do Modigliani
De traços imperfeitos e alma nua...
Da Monalisa talvez tenha o riso
Cheio de mistérios e de nuvens
Sou feita de azul
Céu profundo das telas do Magritte
Minha vida ,um encarte
Com cenas improvisadas, inventadas
Teatro cotidiano, monólogo
Sem título nem prólogo
Tudo em mim vaza
Não tenho margens
Sou peça inacabada
Entrelinhas , minha estrada...
Se quiserem um perfil de mim
Talvez uma tela do Dali
Possa revelar-me
Ali, do outro lado da realidade
Onde sempre estou
A me procurar
Em cada fragmento
Desse mosaico moderno
Retalhos colados
Do meu ser despedaçado
Sempre pronto
Para uma nova composição de mim...

(Raiblue)

Foto de Cecília Santos

MEU NOME(ACRÓSTICO)

MEU NOME( OH! MINHA DOCE ALMA)
*
*
*
C- ánticos de louvores à ti,
E- ntoo, oh! minha doce alma.
C- ánticos, que retrato com minha.
I- nspiração e imaginação.
L- iberdade, feita com pura ilusão.
I- nstiga-me a idolatrar-te oh! minha.
A- lma esplendorosa!

D- eusa de magnitude e
E- terna bondade.

M- orada perfeita que.
O- stenta o mais belo tesouro.
R- azão de tamanha perfeição.
A- lma que me ilumina e me guia.
E- m tuas mãos entrego meu coração.
S- eja minha guardiã pra vida inteira.

D- oce e perfeita alma!
O- onde fores me leva contigo.
S- ozinha não quero ficar.

S- eja minha sombra amiga.
A- onde quer que eu vá.
N- outra vida, seja meu baluarte.
T- emplo do amor eterno.
O- nde quero estar, para todo o
S- empre, oh! minha doce alma!!!

Direitos reservados*
Cecília-SP/5/07*

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