Alma

Foto de Carmen Lúcia

Faças de conta...

Faças de conta que ainda sou a única...
Mesmo que enganes ao me seduzires
Mesmo que eu chore quando tu partires
Mesmo que eu finja que acredito em ti.

Faças de conta que ainda és o mesmo...
O mesmo homem,o amor primeiro...
As mesmas juras, grande amor eterno,
Tudo o que há de sincero e de verdadeiro.

O mesmo que me abraçou no frio da estação...
Me aquecendo a alma e o coração,
Mas que no outono,ao cair das folhas
Morta como elas me senti no chão.

Fiz de conta não saber de nada...
Segui teus passos,mantive-me calada,
A cada novo amor,a cada passo em falso,
Pra ter-te novamente em meus braços...

E te aliviar da dor...e do cansaço!

Foto de opiumm

Desejo

Desejo-te,
desejo-te profundamente, navegar no teu corpo, sentir o teu prazer, desejo quebrar barreiras, deitar abaixo medos e inseguranças, desejo ser o fogo puro que brota dos vulcões, ser o ar inebriante de um campo de flores silvestres, desejo inundar o teu corpo de mil e um momentos de êxtase, de mil e um momentos de ternura de mil e um momentos de prazer, puro e simples, mais puro que o choro de uma criança, mais simples que a molécula de um átomo.

Desejo-te com todo o fervor que me percorre o pensamento, desejo-te com toda a paixão que possa existir, desejo-te simplesmente porque existes, assim, cheia de predicados adjectivos verbos nomes consoantes vogais e outras coisas tais, desejo-te como mulher, como alma, como espírito.

Desejo que te deixes libertar, que te abandones nos meus braços, desejo ver-te corar, desejo estar ao teu lado, desejo ver-te voar, extravasar o espaço, o tempo, todas as eras.

Desejo envergonhar o mundo com o prazer do teu corpo…

Foto de Ednaschneider

Como é bom te amar!

Como é bom levantar cedo!
Sentir o frescor matinal.
Não sentir medo
E perceber que nosso amor é real.

Como é bom ter você comigo!
Um ombro amigo.
Como é bom te amar!
Ter com quem conversar.

Pensamentos iguais;
Telepatia;
Olhares sensuais:
Magia...

Lembrar que fui tua
Possuíste-me com calma
Pele exposta, nua
corpo e alma...

Como foi bom te sentir
Dentro de mim!
Ouvir você pedir
Velocidade, movimentos assim:

Com essa tua voz rouca sensual
E esse teu olhar
Que me deixa louca, fora do normal
começo a gritar: "Como é bom te amar!"

Você sentir meu pulsar
vindo me beijar
para meus sentidos retomar
como é bom te amar!

28/06/07 Joana Darc Brasil*
*Direitos reservados à mesma®

Foto de Mimizinha

Para sempre

No dia que você sentir que meu
coração não bate mais por você,
e que não tem mais sua presença nele...
...É porque ele parou totalmente,
e não há mais vida em mim,
e mesmo assim ainda te amarei,
em algum lugar no infinito.
Pois meu coração estará morto,
mas minha alma ainda assim
levará seu amor por onde quer que for...

Foto de Mimizinha

Saudade

Quando estiveres só, e a saudade vier ao teu encontro e bater forte em teu coração:
Olhe para o céu, as nuvens são meu colo, sinta como se estivesse se aconchegando em mim.
O sol é o calor do meu corpo quando estamos juntinhos nos amando.
A chuva são minhas lágrimas que saem da minha alma e rolam em meu rosto quando me emociono com nosso amor.
O céu azul mostra um dia alegre, e é como o sorriso que demonstro quando estou contigo.
A leve brisa são os meus sussurros, que digo levemente ao seu ouvido.
O vento são meus carinhos que percorrem por todo o seu corpo lhe trazendo pequenos arrepios.
A lua iumina você assim como meu olhar se ilumina quando estou contemplando seu belo sorriso.
E enfim quando olhares para a imensidão de estrelas que existem no céu, cada uma delas manda um beijo meu de saudade, pois neste momento também estarei pensando em ti...

Foto de Carmen Lúcia

Aprisionada

Essa muralha envolta em meu mundo,
Que me impede de o outro lado ver,
Essas algemas que ardem em meus pulsos,
Que afugentam todos meus impulsos,
Essa cadeia em que me sinto presa,
Cheia de grades a me consumir,
O holocausto que me foi selado
Pra expiar a falta de pecado,
Trancafiada em cinto de castidade,
Senti lacrar minha felicidade,
No calabouço,pelos cantos ouço
Tenebrosas vozes que amaldiçoo,
Vozes que inquerem e meu eu repele.
Essas correntes,só meu corpo prendem,
Que dilacerado,vive por um sopro...
Mas minha alma,pura e lapidada,
Percorre solta em plena liberdade.

Foto de Fatima Cristina

Despedida!

Podias ter-me dito que ias sair da minha vida. A paixão é mesmo isto, nunca sabemos quando acaba ou se transforma em amor, e eu sabia que a tua paixão não iria resistir à erosão do tempo, ao frio dos dias, ao vazio da cama, ao silêncio da distância. Há um tempo para acreditar, um tempo para viver e um tempo para desistir, e nós tivemos muita sorte porque vivemos todos esses tempos no modo certo. Podias ter-me dito que querias conjugar o verbo desistir. Demorei muito tempo a aceitar que, às vezes, desistir é o mesmo que vencer, sem travar batalhas. Antigamente pensava que não, que quem desiste perde sempre, que a subtracção é a arma mais cobarde dos amantes, e o silêncio a forma mais injusta de deixar fenecer os sonhos. Mas a vida ensinou-me o contrário. Hoje sei que desistir é apenas um caminho possível, às vezes o único que os homens conhecem. Contigo aprendi que o amor é uma força misteriosa e divina. Sei que também aprendeste muito comigo, mais do que imaginas e do que agora consegues alcançar. Só o tempo te vai dar tudo o que de mim guardaste, esse tempo que é uma caixa que se abre ao contrário: de um lado estás tu, e do outro estou eu, a ver-te sem te poder tocar, a abraçar-te todas as noites antes de adormeceres e a cada manhã ao acordares. Não sei quando te voltarei a ver ou a ter notícias tuas, mas sabes uma coisa? Já não me importo, porque guardei-te no meu coração antes de partires. Numa noite perfeita entre tantas outras, liguei o meu coração ao teu com um fio invisível e troquei uma parte da tua alma com a minha, enquanto dormias.

Foto de Fatima Cristina

Camisa Branca!

Assim que cheguei à porta de casa percebi que estavas lá dentro. Rodei lentamente a chave na fechadura e nessa fracção de segundos fui assaltado por mil pensamentos. Estarias mesmo ali? Ao fim de tantos meses, depois de um silêncio tão grande? Claro que sim! O aroma do teu perfume é inconfundível e desde que cheguei ao Hall que fui invadido por ele.
Lentamente abri a porta e, como eu desejava, à minha frente estavas tu. Exactamente como sempre te imaginei. Tinhas a minha camisa branca vestida. Adoro ver-te com ela. E tu sabes disso, por isso a escolheste. As mangas levemente dobradas deixam ver a candura da tua pele, os botões, meio abertos, meio fechados, insinuam a curva do teu peito, a brancura do tecido deixa ver os contornos do teu corpo. Atrás de ti, e devido à claridade que entrava pela janela, visualizei a tua lingerie preta, as tuas pernas, e lá estavam as meias-ligas (huumm que sempre achei tão sexys).
Olhei-te nos olhos e percebi que lias os meus pensamentos. Tive vontade de te tirar a camisa branca, de te despir, de fazer amor contigo ali, no hall de entrada, e matar assim, todos os desejos, todas as saudades que tinha tuas. Mas tive medo de te assustar… (talvez por também eu estar assustado).
Aproximei-me, abracei-te com suavidade, com medo que fosses uma miragem e que eu estivesse a delirar. Com medo de te apertar com força e que tu te dissipasses como uma bola de sabão. «- É bom ter-te aqui.» Foi a única coisa que sussurrei enquanto senti o meu rosto tocar no teu. Senti o teu corpo tremer. Nunca percebi se tremias de frio, porque lá fora a neve baptizava os incautos que passeavam na rua, e tu vestias apenas a minha camisa branca, se tremias de emoção por me sentir ali tão perto. Não sei quanto tempo durou aquele abraço, mas senti que podia continuar assim o resto da noite… o resto da vida… e enquanto o abraço durasse, sabia que não ias voltar a partir.
Desprendeste-te do meu abraço e levaste-me para a cozinha. À minha espera estava uma mesa requintadamente preparada. Não esqueceste a elegância da toalha, a magia das velas, o meu vinho e o meu prato favoritos. Durante o jantar falaste de trivialidades e eu olhava-te sorridente e conversadora, com a minha camisa branca, e senti que não te podia voltar a perder, e que o teu lugar era ali.
Fui preparar o café. Continuei a observei-te e percebi que apesar do teu corpo estar ali tão perto, o teu espírito tinha-se ausentado. Vi o teu olhar perdido na janela, observando a Vida a fluir lá fora. Num flashback recuperei a memória dos dias em que te perdias na paisagem da minha janela.
«- É bom voltar a estar aqui.» Disseste, parecendo regressar. Por um momento senti a tua voz embargada e pensei que estivesses a chorar. Olhei-te novamente. Lá estavas tu, debruçada sobre a janela, com a minha camisa branca… e à contra luz voltei a ver os contornos do teu corpo…a tua lingerie preta… a renda das tuas ligas…Como uma trovoada inesperada de Agosto, aproximei-me de ti e tomei-te de assalto. Não pedi licença, não me fiz anunciar, tomei o teu corpo, no meu corpo, porque é meu, porque me pertence, porque ardia em desejo, porque quis fazer amor contigo desde que te vi ao entrar. E tu, entregaste-te como sempre fizeste, sem perguntar como nem porquê, deixaste-te ir como um rio que corre para o mar, como a folha que se deixa guiar pelo vento. E enquanto a neve gemia ao tocar nos vidros lá fora, tu gemias de prazer nos meus braços.
Fizemos amor ali, na mesa da minha cozinha, com a minha camisa branca a testemunhar aquela união dos nossos corpos. Levei-te para o quarto, para aquela cama tão fria desde que foste embora. Fizemos amor o resto da noite, como se quiséssemos recuperar todo o tempo perdido, como se tivéssemos medo que o tempo ainda nos voltasse a separar.
Adormeci exausto. Adormeci feliz. Estavas ali outra vez, em minha casa, no meu quarto, na minha cama, protegida pelos meus lençóis.
De manhã acordei… sozinho… uma brainstorming assolou os meus pensamentos. Teria sonhado contigo? Terias realmente estado ali? Teria feito amor contigo? Sinto tanto a tua falta que já não distingo os sonhos daquilo que é a realidade… mas parecia tão real… Fechei os olhos na esperança de voltar a sonhar contigo, aninhei-me no teu corpo imaginário, deslizei as minhas mãos pelo espaço que naquela cama te pertencia e senti, debaixo da almofada algo que me era familiar… Esbocei um sorriso. Levaste novamente o teu ser, o teu corpo, a tua alma, mas deixaste o teu perfume… na minha camisa branca.

Foto de Cecília Santos

MINH'ALMA

Eis-me aqui.
Entregue ao sabor do vento.
Que desnuda-me a alma.
Que beija-me as feridas.
Tornando-as só cicatrizes.
E aqui prostrada,fico a mercê
Das suas carícias.
Que inebriam-me,
Que fazem-me desejar.
Que essa brisa,não cesse.
Que os meus sonhos alcancem,
Onde eu não posso alcançar.

Onde andas,oh! minh'alma gêmea!

Minh'alma despida de pudores,te espera.
Anceia pelo seu afago.
Pelo seu abraço em fim,
Alma peregrina,que busca.
No sopro do vento,sua metade encontrar.
Metades que se completam.
Que fundem-se em uma só.
Que riem,o mesmo riso,
E choram,os mesmos ais.
E que se abraçam por fim!

Foto de Ednaschneider

Meu amor

Meu amor! Minha vida!
Minha paixão. Meu ponto de partida
Amo-te tanto!
Quero você por toda a eternidade!
Não quero juras, nem prantos!
Ao teu lado só felicidade.
Meu raio de Sol matinal.
Meu guia espiritual,
Meu oxigênio,
Meu amor, minha luz!
Meu gênio epiceno
Que tanto prazer em minh'alma produz
E ao êxtase me conduz.
És tudo isso e muito mais
São muitas as palavras para te qualificar.
É o porto e o cais.
E eu sou o mar
Em você me encontro
Quando estou perdida na imensidão
De meus pensamentos, quando estou em prantos.
Ancoro meu coração
E você acalma
A minha dor salgada
E deixa minha alma
Mais sossegada.
E nessas idas e vindas
Amo e sou amada.

24/06/07
Joana DArc Brasil*
*direitos reservados à mesma®

Páginas

Subscrever Alma

anadolu yakası escort

bursa escort görükle escort bayan

bursa escort görükle escort

güvenilir bahis siteleri canlı bahis siteleri kaçak iddaa siteleri kaçak iddaa kaçak bahis siteleri perabet

görükle escort bursa eskort bayanlar bursa eskort bursa vip escort bursa elit escort escort vip escort alanya escort bayan antalya escort bayan bodrum escort

alanya transfer
alanya transfer
bursa kanalizasyon açma