Alma

Foto de KarlaBardanza

Amor em Poesia

Te trago uma sinfonia de borboletas.
Violetas e margaridas
para curar suas feridas,
jasmim pra perfumar teu jardim,
palmas pra iluminar sua alma.
Te trago a leveza das bolhas de sabão,
uma oração e toda a paz e toda a calma.
Te trago luas para enfeitar os cabelos,
cometas para viajar pelas espumas,
estrelas do mar e cavalos-marinhos,
um caminho de sereias e desejo pelas veias.
Te trago transcendência e superação,
um coração calejado, tranquilidade...
e transformação.
Te trago minhas asas,os meus vôos,
os meus aviões,os meus ninhos...
e te ensino a voar,
e te ensino a ser passarinho.
Te trago uma cama de nuvens,
os travesseiros de céu,
colchas de alecrim.
Te trago pra mim.
Te trago sonhos em taças,
entrega que não passa,
uma vida inteira de feitiço e magia.
Te trago Vênus charmosa à noite
e Marte poderoso de dia.
Te trago, vida minha,
todo o meu amor em poesia.

Karla Bardanza
Publicado no Recanto das Letras em 04/06/2007
Código do texto: T513925

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Foto de Remisson Aniceto

Estrangeiro

Sou estranho nesta terra.
Estranho? E por que sou?
É que longe, aquém das serras,
a alma me abandonou...

Estrangeiro sou e não ardo.
Meu corpo segue em névoa calma.
Não carrego nenhum fardo:
não sofre quem não tem alma.

Piso as pedras do caminho
livre, só, sem rumo certo.
E por ser assim _ sozinho _
nada é longe, nada é perto...

Estou aqui, além, aquém,
não importa meu destino;
se não me espera ninguém,
meu viver é peregrino.

Sou estranho nesta terra.
Estranho? E por que sou?
É que longe, aquém das serras,
a alma me abandonou...

Ser estranho é ser feliz,
é ter tudo e não ter nada,
ser mestre e aprendiz,
tendo a casa na estrada.

Vai, alma, não voltes mais!
Vê se te aportas noutro porto.
Ser assim muito me apraz:
não ser vivo nem ser morto...

Se meu corpo não tem alma,
minha`alma um corpo não tem.
Tal estado hoje me acalma;
a ela não sei se convém.

Sou estranho nesta terra.
Estranho? E por que sou?
É que longe, aquém das serras,
a alma me abandonou...

Sou meio-termo inteiro,
animal de consciência;
sou ar puro e passageiro,
que de si não dá ciência.

Minha`alma foi carcereira
do corpo, as rédeas tomava.
Fingia ser companheira
enquanto só regras ditava.

Perdi amor e felicidade,
que a ela não interessava.
Hoje há paz e não saudade
da alma que o corpo matava.

Sou estranho nesta terra.
Estranho? E por que sou?
é que longe, aquém das serras,
alma me abandonou...

Desalmado sou, bem sei,
estou solto e desgarrado,
livre do mundo, da lei,
sem presente e sem passado.

Minha`alma já foi bem tarde
se perder por outros lados.
Faço tudo sem alarde:
sem alma não há pecado.

Vai, alma, pedir pousada
em corpo que te receba.
Sou feliz e não me agrada
te encontrar pelas veredas.

Sou estranho nesta terra.
Estranho? E por que sou?
É que longe, aquém das serras,
a alma me abandonou...

É bom que eu seja assim,
como nuvem passageira...
Que o mundo não saiba de mim.
Sou quem não fede nem cheira.

Fui louco, tolo, bastardo,
a alma de mim fez desdém.
Leitores, compreendam meu fado:
a alma jamais fez-me bem.

Serei o que queiram que eu seja.
Se quiserem, serei ninguém.
Sou o novo que viceja
do que já foi velho. Amém!

Sou estranho nesta terra.
Estranho? E por que sou?
É que longe, aquém das serras,
a alma me abandonou...

Foto de Ednaschneider

Respostas

Respostas

Estou deserta, porta aberta.
Você se foi
Onde estarás?
Estou em prantos,
Com quem andarás?
Vejo no tempo...
as respostas
Vejo no vento
e aqui...
em mim...
esse sentimento, que uiva,
e chora o mesmo lamento de outrora.
A dor não me vira às costas.
Nem mesmo assim, tenho as respostas.
Estou vazia, noite fria!
Onde estarás?
No silêncio da noite que arrepia
e faz a alma chorar,
sinto que ainda
continuo a te amar.
E a me confundir...
E a buscar...
as respostas
que só você pode me dar.
Mas a porta aberta, a mente deserta, a dúvida é certa...
Minhas lágrimas são o sinal de alerta...
..que você não vai voltar. *

* Este Poema é de dupla autoria:
Joana Darc Brasil
Karla Bardanza

(Direitos reservados às mesmas)

Foto de CarolComPoesia

Amantes

Adormeceu extenuada,
deliciado o corpo,
alimentada a alma,
fechou o olhar há pouco atrevido
e mergulhou no enlevo da plenitude
que sentem os amantes,
depois da coesão de almas e
do prazer sentido.

Um suspiro longo,
aprofundado em êxtase,
silenciou o corpo (agora inerte),
em tecidos amassados,
mesclados de odores,
de amores,
e cores.

Deram-se as mãos de dedos entrelaçados,
como a garantir o elo,
como a entender que os corpos,
agora mesclados,
eram sintonia, lado-a-lado,
e adormecidos, enfim,
foram um só.

(Carol)

Foto de @nd@rilho

TEMPO DE LUXURIA

O sol irradiando sua majestade,
O vento frio soprando em meu rosto,
Caminho a passos lentos,
Por entre árvores,

Pássaros cantam ao meu redor,
Liberto meus pensamentos,
Que viajam leve e longe vão,
Sem pressa nem culpa,

Retorno ao passado,
Em um tempo tomado pela luxuria,
De corpos entrelaçados,
De gozo profundo,

Amores momentâneos, vividos intensamente,
Não lembro de seus rostos,
Mas guardo-os com todo carinho,
Estampados no vitral de minh’alma !!!!

Foto de Fatima Cristina

Eu fui...

Aquilo que fui, serei eu de novo essa mulher???
Eu sei o que fui mas nao sei mais quem sou.

Eu fui uma mulher de sonhos e fantasias quando te conheci...
Fui capaz de jogar tudo pro alto pra ficar junto a ti...Porque diziam que o amor era tudo o quanto bastava pra se ser feliz...
Eu fui menina e hoje mulher sofrida.
Fui um sonho belo, agora um pesadelo.
Fui mais feliz quando te tive por perto, somente feliz no presente.
Fui sorriso quando te via sorrir, fui lagrima quando te vi chorar.
Eu fui tudo aquilo que me pediste pra ser, e deixei de ser o que era antes de ti.
So fui algo e alguem quando teu corpo estava por cima do meu, quando teu sexo e o meu se encaixavam.
Fui alma imortal enquanto tiveste amor por mim, e morri assim sem mais menos quando te foste.
Deixaste no ar o que fui e levaste o que nunca serei.

Fui desejo e loucura, desejo por ti, louca por ti em todos os nossos momentos.
Fui fidelidade, fiel ate mesmo no pensamento.
Fui paixao, aquela que chegou em ti e jamais partiu.

Fui amor que nunca te abandonou.

Foto de Cecília Santos

TRANSMUTAÇÃO:

Sonho...Fántasia...Ilusão...
Profundo...Profano...Amor...
Destrói a alma,mata a ilusão.
Castigo...Cantiga...Ireal...
A brisa que chega,
Trás a canção.
Que ilude a alma,
Castiga a razão.
Tormenta...Saudade...confusão...
Fragiliza estrututa,
Abala alicérces.
Transmuta nossa vida,
Numa saudade insana.
Que nos tira o real,
Nos torna fantoches,
Presos por amarras invisíveis.
Representando...apresentando...
Sentimentos confusos e variáveis.
Manipulados pelas mãos,
Da ilusória saudade...

Foto de Anjinhainlove

Intenso

Avistei-te ao longe. Aquela figura que instantaneamente reconheci deixou-me nervosa. Confesso que, por momentos, pensei em fugir e não te enfrentar, mas o desejo de fazer parte da tua esfera foi maior.
Aproximei-me de ti, com passos confiantes, admirando aquele sorriso que logo me contagiou. O abraço veio por impulso. Não foi planeado nem pensado, só aconteceu e, embora agora saiba que não contavas com ele, ainda teria feito se já o soubesse. Nos teus braços sentia-me pequena, mas segura. Sentia o calor que emanavas, sentia o teu coração bater, sentia a tua respiração... Se pudesse ficaria naquela posição para sempre. A minha definição de paz – esquecera-me de tudo o que envolvia estar contigo.
O dia decorreu. Aquela tua voz que me recordava dos velhos tempos fazia-me sorrir, rir, feliz... Ria-me de tudo, provocando-te aquela confusão. Às tuas perguntas de “Por quê?”, respondia com uma pancadinha interesseira que nada mais queria senão tocar-te. Por dentro, o meu coração gritava “Faz-me viver! Faz-me viver!”, a minha mente gritava “Abraça-me! Abraça-me!”
Ao relembrar tudo, recordo com carinho o momento em que aquela música tocou. Se existem milagres, aquele foi um... Pude, por uma vez, estar completamente unida contigo, não em corpo, mas em alma. Mas, claro, até ao momento em que me abraçaste. Será mesmo impossível descrever aquele momento?...
Quando finalmente ficamos sós, parece que ambos mudamos. Eu sei que finalmente podia retribuir todo aquele carinho sem medos e tu abriste-te àquilo que te dava. Ah, se pudesse repetia todos aqueles beijos. Se pudesse tocar-te-ia na mão para sempre; se pudesse ficar sentada ao teu lado, poder tocar-te quando quisesse, poder fingir-me cansada só para deitar a cabeça no teu ombros; se pudesse, novamente, olhar nos teus olhos, frente a frente e voltar a sentir aquele desejo de te beijar... Tanto que resisti àquela minha vontade de te tocar com os lábios, mas todo o meu mundo desabou quando te dei aquele beijo no rosto...
Foi tão intenso o primeiro abraço. Foi tão intenso deitares-me à areia. Foi tão intenso pegares na minha mão. Foi tão intenso sentir os teus beijos. Foi tão intenso estar contigo!
Despedir-me de ti foi como lutar contra a corrente – tinha de ir, mas não queria. Sabia, no entanto, que a despedida seria feita de um longo abraço e de mais um grande beijo. E, sim! Aquele abraço foi inesquecível. Forte e, mais uma vez, protector. Junto com aquele beijo que me fez chorar por dentro, veio o pensamento de que, se calhar, nunca mais voltaria a estar contigo. Então fechei a página do meu livro, afastei-me de ti e fui-me embora sem olhar mais para trás. Ficaram as marcas e as recordações. Ficou a ferida ainda aberta da esperança que ainda se mantém de voltar a estar contigo.

Foto de eamlemos

Indefinido

O silêncio toma conta do meu ser
O pensamento se perde na imensidão da minha incerteza
As palavras nao fazem sentido
O olhar sorridente da minha conciência estremece a minha alma
O abraço carinhoso dos seus alhos se desfaz na retina do meu medo
A sombra do amor acabou quando a luz do meu coração se findou
A saudade lava a minha dor
O que sobrou foi a chuva dos meus olhos
O que ficou foi a metade do todo o imcompleto o indefinido

Foto de Carmen Lúcia

Cara e coroa

Sou a mais viva cor do arrebol,
Também a nuvem negra que encobre o sol.
Sou um gesto nobre de carinho,
Também o frio incesto de seu ninho.
Sou a calma de um mar tranqüilo,
Também sou um furacão bravio.
Sou outono e vento que vêm desfolhar,
Também a primavera e o frescor a aflorar.
Sou a branca paz que pacifica,
Também o arsenal que mortifica.
Sou a moça pura,acervo de poesias,
Também a prostituta das noites vadias.
Sou a bênção que a alma refaz,
Também a maldição de ancestrais.
Sou a seca do sertão agreste,
Também a chuva fina que umedece.
Sou luz,sou chama,sou clarão...
Também sou trevas,sombras e escuridão.
Sou tudo isso que me mostra,
Cara e coroa...
Quem aposta?

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