Amor

Foto de Dirceu Marcelino

RESPINGOS DE PAIXÕES XVII - CARRILHÕES DE BEIJOS - Cap III

*
* PRINCESA DO JOGO DE XADREZ
*
"Ah, esse jogo insano,
peças se arrastam delicadamente,
ao toque das mãos,
deslizam, pulam, encaixam
e comem deliciosamente...
Não importa quem venceu,
olhares cruzados, beijos roubados,
corpos abraçados, desejos saciados.
Nessa luta não há vencedores,
somente vencidos,
pelo cansaço, pelo amor,
enternecidos." (Civana)

**************
PRINCESA DO XADREZ

Acordei em tua cama
Coberto pela colcha de cetim
Que colocaste sobre mim
Enquanto cochilava.

Levantei-me:
Fiz as necessidades primárias
E fui para a área.

De tua bela casa,
Onde em uma mesa branca
Estavam as peças enfileiradas
Do nosso jogo preferido.

O xadrez.

Sentei-me a mesa,
Peguei o jornal e nem sei se o li
Pois, estava pensando
Na nossa última
Jogada.

Enquanto sonhava
Nem percebi tua chegada
Só senti o teu perfume
E o calor que me transmites.

Sentas-te à minha frente
E mudas, calmamente,
A primeira peça branca,
O peão da ala do Rei Branco,
E, automaticamente, mudo a preta,
Da ala correspondente.
Imediatamente, muda outra branca,
Eu, outro peão preto.
Mas, na próxima
Atacas-me com o cavalo.
Tive que prestar mais atenção,
Senão capturarias o meu bispo,
Pois, os teus cavalos são de raça,
Verdadeiros puros sangues,
Corcéis Negros, do haras,
De Carmem Cecília.

Ah! Como gosto de brincar com isso!
Foi assim a minha primeira “cantada”,
Disse-te para me atacar com a Rainha,
Pois, é essa que gosto de comer
E me advertiste, por usar
Termo tão chulo.

Eu, também, acho,
E, em então não falo mais,
Mais cada vez que eu te ataco
Não sei por que é isso que eu falo,
E tu, nunca mais o rejeitaste,
Como vou falar agora,
Como fiz ontem
Ao vê-la nesse vestido
Vermelho reluzente,
Marcante e sedutor,
Mostrando as tuas curvas
Os teus vales e teus montes,
Desde as falésias até o de Venus,
Os dois colossos e teus dotes.

E num racho cativante
Uma das colunas de alabastro
A mesma em que me encaixo
E ajeito-me o meu inchaço
E te abraço e te amasso,
E te levo e me segues
Suavemente.
Estou pensando, mas,
Isto foi ontem.

O teu colo
É um verdadeiro
Protocolo.

Suave,
Bronzeado,
Não se sabe pelo sol,
Ou pelo dom que lhe foi dado
No dia em que nasceste
E teve todo o corpo
Modulado...
Sarado.

Do jardim
Que nos rodeia
Exala-se um perfume sem igual,
Talvez, provocado pelo sol,
Em uma mágica da natureza
Que faz abrir as flores
E cantar o rouxinol.

Vejo inúmeras flores,
Mas sempre destaco as rosas,
Levanto-me, no exato momento
Em que me atacas com a Rainha
E apanho a mais bela rosa
Uma exuberante vermelha,
Mas vejo que teu vestido
E fechado por detrás
Com cinco botões
Em formato
De rosinhas,
Cor de rosas.

Então, me aproximo,
E te pergunto num sussurro:
“_Queres que te coma novamente?”
Pois, nessa posição, será fácil a captura,
E, não terás mais saída, pois, essa jogada é muito dura,
Ou te como a Rainha, ou capturo o teu Rei,
Como sou o Rei Negro, vou dar-lhe essa
Chance, mas tens de mudá-lo primeiro.

E foi o que fizeste,
E então se levantaste,
Demonstrando preocupação,
Como se a noite toda comigo não estiveste,
Ficou à minha frente, em pé,
Tremula e excitante,
E, então,

Carinhosamente,

Afaguei-lhe o pescoço,
Encostei-me suavemente
E dedilhei o primeiro botão,
Enquanto, levemente,
Fui acompanhando
Os teus passos,
E te beijando
Ternamente,
Abrindo o
Segundo,
E mordiscando teu pescoço,
No terceiro,
Já estávamos dentro da sala,
E toda sua costa exposta,
Não precisaria nem
Abrir os demais,
Pois, já deixastes cair
Teu lindo vestido vermelho
Até a cintura.

Então te beijo mais sensualmente,
Alisando com meus lábios,
Aquela pele reluzente e macia
Com gosto de quero mais.
Aquela rosa de pétalas felpudas,
Vermelha e sensual
Ainda está em teus cabelos
E por isso imagino em abrir os outros dois botões,
Nos dentes e te levo para o quarto,
Pois, com certeza, com eles abertos,
Vai desabrochar a rosa mais formosa
E é essa, justamente, a que quero.

Foto de Raiblue

Palavras úmidas

.
Somos ilhas
Que sonham continentes
Avançamos entre as marés
Do corpo e da vida
Línguas remam
Destroem as rimas
E os costumes
Queremos liberdade!
Boca na boca
Línguas no céu
A descobrir estrelas
A traduzir desejos
A produzir saliva
Para nós bebermos
Brindando com arte
A festa da carne
Na poesia viva
Que escorre
Entre as pernas
E na saliva
Palavras úmidas
Feitas de gozo
E de sangue
Do amor mais devasso
Nascido no asfalto
Nos desertos das cidades
Quando minha flor se abre
E jorra o néctar
A correnteza leva a pedra
Do meio do caminho
E por alguns minutos
Não estou sozinho
E há paz no caos!

(Raiblue)

Foto de Henrique Fernandes

RAINHA POR DIREITO PRÓPRIO

.
.
.

Amor, não deixes que termine este meu reinado
De sonhos que me inspiram mais sonhos
E do meu não esquecer de coisas lindas
Que recordarei de bom paladar na alma
Seduziste o meu mundo com a tua chuva sedutora
Alagando todos os meus momentos de bem-estar
No meu peito és embaixadora de encantos
Que me fazem rodopiar vezes sem conta
Em volta da galáxia de sorrisos que me dissolvem
Num melhor homem e amante da tua sensualidade
És testemunho de beldade e inteligência no meu ser
Reajo a ti com delícias que alimentam os sentidos
Apurados de sabedoria e dedicação ás maravilhas
Que me fazes sentir ao segurar na tua mão
E sentir o macio gostoso que recebo no corpo
Desfazendo-me em arrepios de satisfação
Purificando o meu luxo de viver na elegância
Num rebuliço de sentimentos verdadeiros
Arrojados na nossa sintonia de romantismo
Dos nossos momentos de cumplicidade
Atraídos pelo calor da nossa sinceridade
Todos os teus movimentos são ingredientes
De liberdade que invade exoticamente os toques
Partilhados na textura de um amor-perfeito
Rainha por direito próprio ocupas o destaque
Das emoções de cores vibrantes no meu olhar
Em tonalidades com o condão de iluminar
O simples fantástico do meu amar-te

Foto de Henrique Fernandes

BALADA DE AMOR

.
.
.

Dono de mim sou a tua
Balada de amor
Vestes minha alma nua
Com o teu sabor

Falo de voz verdadeira
Quero-te ter
Desejo a tua maneira
E em ti arder

Acordo meu corpo no teu
Colo de paixão
Amar-te são estrelas no céu
Na noite do coração

Sonha acordada a meu lado
Um sonho vadio
Sou um ser apaixonado
Sem ti vazio

Foto de Dirceu Marcelino

EL TORERO II - DUETO ********( SALOMÉ & ZHIVAGO )

*
* A BELLA GITANA ENCANTADA
*

"En medio de una cancion que llora,
La bella gitana baila com emocion...
Envuelta en el mistério de su tristeza
Sus ojos... huecos de eterna belleza
Que encantan, hechizan en su antro.

Su cuerpo se mueve con melancolia,
Bajo los lamentos de la triste melodia
Encajando-se a su cuerpo, seduzindo
Tu corazon... con la promesa sedianta
De la rosa roja que, en su pelo lleva..."

***

Yo apaño com mi boca la rosa roja
Y entrelazo mi brazos em tu cintura
Y te acerco hacia ella com mi boca.

Te levanto y te traigo hacia mis brazos,
Encuanto enlazas mi nuca y con ternura,
Asi te llevo para el cuarto...mi espacio...

Di amor!

Foto de Mentiroso Compulsivo

PAGELA

*DEDICADO A UM AMIGO
QUE FOI A PRIMEIRA VEZ
QUE NÃO FOI VER UM
JOGO FUTEBOL DA EQUIPA
DOS NOSSOS FILHOS*

Pagela, o teu nome guardamos com grande afeição.
Gritavas pelo nosso clube como se fosse uma nação.
Hoje os nossos filhos jogaram com grande tristeza
De não ouvir a voz que lhes dava sempre grande proeza.

Se nos fosse possível neste dia ainda te ver,
Com aquela, só tua, singela dedicação e valentia,
Ouvíamos alto dizer “Força, vamos vencer!”.
Tua imagem não vimos, mas a tua voz ouvimos todavia.

Em nós tu não morreste, vives depois da morte,
Com o laço que deixaste entre nós desta união forte.
Este soneto é dos amigos, dos pais, dos filhos, de mim…

Para a voz que ainda ouvimos com tal intensidade
Que sempre com amor será recordada em saudade,
Espalhada pelos estádios de futebol em flores sem fim.

© Jorge Oliveira 2.MAR.08

Foto de Raiblue

Anacrônica crônica...

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.
.
.

No calabouço
Da alma
Se agita
Minha serpente
Góticos desejos
Libertam o espírito
Do medo
Corpo em delírio
Indolor sacrifício
Oferenda viva
Meu sexo pervertido
Faminto por prazeres
Nunca sentidos
No evangelho dos sentidos
A porta do inferno se abre
Rituais obscenos
Na taça da carne
Sangue e saliva
Misturam dor e orgasmo
Exalam odores
Vapores de hormônios
Embalsamando
Os corpos gelados
Exaltam o amor
Além das sombras
Atravessando umbrais
Derramando-se na lama
Pálida e fétida da carne
Enxertam os buracos
Carcomidos
Ressuscitam paixões
Das catacumbas do tempo
E os desejos diabólicos
Propagam -se
Anacrônica crônica
De costumes bizarros
O pentagrama
Já não me protege
Dos demônios
Que me habitam
Sou eu mesma
O meu inferno
Por livre-arbítrio...

(Raiblue)

Foto de Duzinha

Tormento

Estou com o pensamento
Bloqueado
Num único botão
Sinto-me mal
E sem razão
Não sou capaz
De pensar em coisa alguma
Não consigo ficar em paz
Tenho medo
E preocupação
Mas estou normal
Ou não…
Há alguma coisa
Que me está a atormentar
Mas não sei o que seja
Não consigo decifrar
Estes sinais…
Por favor
Isto é demais…
Aguentar este pavor
Sozinha…
Alguém sabe o percurso do amor?

Foto de Jamaveira

Para sempre...

Para sempre...

Envolvo meu amor em carvalho
Permanecendo eternamente guardado
Conservado na adega do coração
Busco paladar em finos cristais
Saboreando o sabor do bem amado.

A fonte da paixão que nunca cessa
Embriagam de prazer todos os dias
Nesta utopia que eleva os sonhos
Envolto na poeira do tempo
Abraço a miragem que se faz tua.

A vida que lá fora caminha
Deixo passar sem me importar
Aqui dentro fechado para o tempo
Só você meu acalento
Só a você brindo meus sentimentos.

Jamaveira

Foto de Henrique Fernandes

NÃO POSSO PROMETER O AMANHÃ

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.

Não sei a qual deus deva agradecer
Por te ter a meu lado num caminho nosso
Mas é a mim que vou provar que te mereço
E agradecer a mim próprio o ser capaz de amar
De ti apenas quero que sintas na alma e no corpo
O quanto és importante porque te amo
E vivas o quanto te respeito minha mulher
Pois se o sentires serei recompensado
Com a graciosidade e privilégio de um deus
Amado pelo teu amor nos meus novos nossos dias
Até conhecer-te foi a demora de começar a vida
E entendi que tudo quanto perdi está á minha espera
Nos sorrisos sinceros que me entregas inocente
E recebo das tuas mãos um reforço de confiança
Para a luta do ainda muito por ganhar com alegria
Adorando tudo o que tu escolhas ser
Por tudo que avivas nos meus sentimentos
Requintados por conceitos de família que decoram
Com a verdadeira luz da vida de um lar
Não posso prometer o amanhã
Como mortal não tenho poder para tal capacidade
Mas sabes que lá estarei contigo sem hesitar

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