Amor

Foto de Paulo Gondim

Mutismo

Creio que não sabes o que passo com o teu silêncio
As horas que conto, uma a uma, são infinitas
Como infinitas minhas noites insones
No pensar definido e no olhar vago
A cada novo dia, acho que virás com ele

Mas é só fantasia. Mais um dia se passa sem ti
E, aos poucos, a esperança definha, se amiúda
Diante da mudez de tua ausência
Nenhum sinal.

E, assim, se dilacera o coração de quem ama
Se na vazia cama, não vens para apagar-me a chama
Que insiste em pira, desse alguém que suspira
Que pede e implora pelo teu amor

E vendo-te em cada nuvem, entre as estrelas,
Em cada movimento do infinito céu
Meu quarto é frio, meu leito é vazio
Só a saudade me veste em escurecido véu.

Paulo Gondim

Foto de Centelha Luminosa

DESEJO

O que transborda de mim

Vem da nascente do prazer. E do Amor.

Eu quero assim

Apenas o suficiente pra viver.

Os raios do sol que atravessam a vidraça

Dão efeitos multicores ao teu rosto

Permeado por pensamentos mundanos

Desejos incontidos refletidos

No cálice de vinho tinto

Prestes a se derramar...

Ah!...Essa língua insana

Rente aos teus lábios entreabertos

A espera dos néctares e beijos soltos

Que só a minha boca pode dar

Tudo misturado com movimentos atrevidos

Da ponta dos meus dedos a deslizar

No teu peito acelerado

Só pra sentir o teu pulsar

E para buscar o meu prazer

Provoco o teu gozo e gemidos

Faço intumescer os músculos do teu corpo

No meu corpo e me deleito nele

Desperta para amar...

Centelha Luminosa (Maria Lucia)

Foto de Mário Dias Miranda

O NOSSO AMOR

Sabe amor? Eu te amo.
E num silêncio profundo
Tento definir o nosso amor
Tão belo ainda é, como foi outrora
Continuamos juntos, a nos amar como antes.
Lembra amor, quando nos encontramos
Pela primeira vez...
Foi tão bom termos nos conhecido.
Você surgiu para mim tão de repente,
Tão estranhamente...
Como se fosse um cartão endereçado a mim
O mais bonito que já recebi
E mais estranho ainda
Em poucos minutos estávamos juntos
Descontraidamente, naquela festa...Lembra?
E desse encontro tão inesperado
Vivemos hoje um grande amor.
Um amor lindo, suave, jamais sonhado.
E, sobretudo, um amor verdadeiro.
E desse amor já temos tão importantes frutos.
Que nos une ainda mais e faz com que sejamos
As pessoas mais felizes do universo.
Amo-te muito e sei que também me ama.
Sei que sou a pessoa mais importante de sua vida,
Porque tantas vezes já provou isso...
És tudo na minha vida, o meu mais belo presente
Tu és a verdadeira felicidade para meu coração.
Tenho certeza de que ao seu lado serei feliz
Tenho certeza de que sempre serei feliz...
Pois sempre estarei ao teu lado.
Te amo, muito...

Foto de DAVI CARTES ALVES

AVANÇAM TEUS EXÉRCITOS DE AMOR

Lá vem teus exércitos de novo
derramando dos teus olhos
nevados em mel
o amor em corcéis de volúpias

velozes, vorazes,
sagazes, atrozes
recamando de brasas famintas,
meu céu

sobrepujam-me
teus exércitos de novo
alvejando-me
com teu Sol de delicias
com tépidos feitiços
e felinas caricias

pousando tuas sedas
meneios, perfumes,
sorvendo a vertigem
nas tuas maviosas veredas

vem teus exércitos sublimes
em coleante poesia de rendas sutis
sonetos entremeados num belo corpete
bucólicos haicais
em melífluo corselet

vem teus exércitos
faz-me teu despojo de cruel diversão
novelo estapeado pela pata felina
a rolar pelo chão

flor de tiara,
teu estojo de strass
sopra minha queda
fulminando-me uma e mil vezes
Zás-Trás!!!

faz-me mais um subjugado prisioneiro
do seu vasto império
de fascínio, encanto, graciosidade
e sedução

caem sobre mim teus exércitos de novo
receber teus abraços confeitos
na louçania de buganvílias perfumadas
enternecidas, lagrimadas
pelas renovadas manhãs

sem dor, em ardor
quão dóceis e enamoradas
teus exércitos em flor

enlear-se na ternura
das tuas mil vozes macias
o verbo amar sussurras
dos teus poros, balbucias

e vem sobre mim
teus exércitos de novo!

Vem !!!

Visitem-me :)
poesiasegirassois.blogspot.com

Foto de Sérgio Carapeto

O que é o homem

O que é o pensamento,
Senão dor.
O que é o amor,
Senão uma flor murcha,
E sem cor.

O que é a morte,
Senão a desejamos?
O que é a vida,
Senão a amamos?

O que somos na verdade,
Se matamos,
E desejamos a maldade?

Porque procuramos o mal,
E não o bem?
O que é o homem racional,
Quando não ama ninguém?

Foto de Sérgio Carapeto

O que penso eu da vida

O que penso eu da vida?
O que penso eu do mundo?
Quando penso na vida,
Não penso no mundo!

Mas se eu parasse,
E talvez pensasse,
A vida não seria assim,
E talvez o mundo para mim,
Tão duro, cruel e impuro,
Não fosse assim.

Se tudo fosse bom,
E tudo o que é bom fosse melhor,
De que serviria a dor,
Quando existe o amor?

Foto de Sérgio Carapeto

O que é a poesia

O que é a poesia?
Senão sentimentos sem sentido,
Um verso escrito,
Pela mão do autor invicto.

O que é a poesia?
Senão versos de amor,
Levados pelo vento da manhã.
Escritos pela dor,
Este é o pecado do amor.

O que é a poesia?
Senão o pecado do sentimento,
E o sentir o que não se sente.
O coração não mente!
O coração só sente!

Foto de Sérgio Carapeto

O menino bem amado

Com o olhar fechado,
Jaz morto e abandonado,
Fitando lá longe o céu acabado.
(Esperam o regresso do menino bem amado).

Mas a vida pereceu,
Lá longe no plaino abandonado,
Enfrentou a solidão,
Mas caiu trespassado.

A guerra é cruel,
Essa não perdoa!
No amor,
Infiel!
E a vida dura,
Somente impura.

E a mente corrompida,
Nada mais é que obscura,
E o homem pervertido,
Nada mais é que a besta sadia,
Que a muito não procria.

Foto de Sérgio Carapeto

Oh Deusa

Oh Deusa de meus olhos,
Vestida pelo meu olhar,
Da terra de pequenos molhos,
Em que me anseio salvar.

Em ti guardo a esperança,
O amor de criança,
O amor que vive em mim,
Como a flor do teu jardim.

Pois a ti tanto quero amar,
Pois a ti tanto quero ter,
Perdoa o meu olhar,
Por tanto te querer.

Agora guia os meus passos,
No meio desta escuridão,
Ajuda-me a salvar,
Este pobre coração.

Agora só de ti quero,
É amar na luz,
E de ti espero,
O beijo que me seduz.

Da eterna esperança,
O amor de criança!

Foto de Gideon

Finjo

Finjo que sou eu,
Que sou forte,
Que sou interessante,
Que sei das coisas
Que valo a pena...

Finjo que sei olhar,
Que sei falar e elogiar,
Que sei viver
Que tenho algo a dizer...

Finjo que sou religioso
Que sei dirigir
Que sei sorrir
Que sei o que sei…

Finjo que quero viver
Que quero vencer
Que vou vencer
Que preciso vencer...

Finjo que sou magro,
Que sou bonito
Que sou interessante
Que acredito em você…

Finjo que tenho família
Que tenho amigos
Que já fui amado
Que serei amado
Que serei magoado

Finjo que amo a Deus
Que amo a mim
Que amo ao próximo
Que amo o amor
Que amo a dor…

Finjo que viverei
Que um dia, serei
Que serei o que serei
Que vou viver o que serei..

Mas, de fingimento vou vivendo
Vendo o tempo correndo
Sem direção me movendo..
Até, quem sabe…
Um dia fingir que vivi..
E então, por fim

fingir que morri…

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