Cantigas

Foto de Riva

NOITES DE SERENATAS

NOITES DE SERENATAS

Noites de serenatas, tempos idos que pranteiam,
Magistrais menestréis com suas modinhas ao luar,
Violões sonoros com seus belos acordes deleitam,
Fascinantes donzelas que se faziam ouvir e cantar.

Valsas fagueiras eram poemas de encantamentos,
Sob o breu da rua escampada, versos a declamar,
Momentos romanescos de regozijos e acalentos,
Em noites olentes e orvalhadas à seresta aclamar.

Janelas se abriam para escutar o canto melodioso,
Dos trovadores com seus soantes pinhos a dedilhar,
Fulvos raios lunares aplaudiam em gesto afetuoso,
As madrugadas frias e calmas do seresteiro a trovar;

Expressão do romantismo em espetáculo suntuoso,
Das líricas cantigas de amor, sempre hei de lembrar.

Rivadávia Leite

mrxriva14@hotmail.com

Foto de Rosamares da Maia

Palavras ao Vento

Palavras ao Vento

Nossas palavras são leves, estão soltas ao vento,
Mas, não se enganem, não são tolas, ocas ou vazias.
No seu conteúdo há amor, saudades e até lamentos.
Palavras contam histórias, socializando a memória.

Palavras levitam, dançam como crianças ao vento.
São impressas em folhetins e em cantigas de roda.
E de tudo que contamos um pouco fica no tempo.
Constrói sentidos, desconstrói razões e vira moda.

São ritos, juras, ditos populares - palavras ao vento.
Não como transitórios castelos construídos na areia.
Não, se é responsável e generoso aquele que semeia.

Palavras ao vento são balões de condição libertária,
Desnudam o autor e extraem a essência - poesia na veia.
Palavra é sangue de poeta, transfusão gratuita e solidaria.

Rosamares da Maia

Foto de Diario de uma bruxa

Fleches

Cantigas de ontem

em fleches em minha mente

eu passo uma borracha

mas não apago completamente

Poema as Bruxas

Foto de augusto cedric

Saudades do Futuro

No despertar de minha vida,
Verei as mais belas cantigas escritas em meu passado,
Descobrirei que os caminhos mais longos sempre foram os mais seguros,
Sentirei a solidão do amor e o medo da companhia...

No despertar de minha vida,
Sentirei o vento em meu rosto a acalentar o Outono florido,
Sentirei o cheiro de tua paz nas aguas quentes de teus braços....

No despertar de minha vida,
Regressarei aos campos verdejantes de meus sonhos,
Reencontrarei os velhos amigos a quem deixei um breve tardar....

No despertar de minha vida,
Sentirei falta do que nunca consegui realizar,
Das pessoas que nunca conheci,
Das cantigas de roda feita pelos amigos em noites serenas....

Tal vez ao despertar de minha vida,
Verei um sol diferente ou um luar eterno,
Não terei velas, nem gritos pelos bosques,
Não sentirei frio no corpo aquecido pelo frio ártico,
Mas sentirei falta de minha pequenina Letícia Karielly,
Que me trouxe em um doce novembro,
As mais belas verdades e o único sentimento de amor verdadeiro já mais vivido,
O amor incondicional, sem espera nada em troca apena a palavra,
“Papai!”.

Ao despertar de minha vida,
Verei as coisas mais belas de meu caminho,
A bela e amada esposa que tanto repousa ao meu lado tão amada,
A minha parte frágil do crivo espirito...

Quando eu despertar de minha vida,
Sentirei quão perto estamos sempre de DEUS,
O quão sego vivemos pela pressa e pelo medo...
Porem, quando eu despertar não terei, a chance de dizer novamente a minha esposa e filha o quanto o tenho amor por elas.

Quando o meu despertar chegar,
Farei o ultimo pedido aos anjos,
Que ilumine você que dedica um momento para me entender,
E Que para sempre saberá que eu nasci para uma nova vida...

No meu despertar terei que recomeçar...
Desta vez a te olhar pelo caminho.
Que Deus em sua infinita bondade te ilumine minha filha.

Autor: Augusto Cedric
Nascido em 18.12.1982, Recife

Foto de Carmen Lúcia

Enquanto tu vivias...

Enquanto vivias, cumpriste teu papel
além do que te cabia,
grandeza de um arranha-céu...
Ornamentaste vasos, lapelas,
jazigos , templos, capelas...
Lado a lado com a alegria
remataste o mais lindo buquê,
cúmplice da felicidade e harmonia,
parte do contexto: amor, realidade e fantasia.
Vestida da pureza do mais casto branco
invadiste, radiante, jardins e campos
trazendo o sol amarelo em teu peito,
luz das luzes, consenso perfeito.
Enfeitiçaste beija-flores
inebriando-os de amores...

Foste tema de cantigas...
Apareceste nos mais lindos versos
cantados por reis em seus castelos,
endeusada pelos mais fortes guerreiros...
Ao te despetalarem, em busca da sorte,
talvez não queiram causar-te a morte
ou cravar-te o espinho da dor...
Querem saber se têm ou não teu amor.
E tuas pétalas brancas, translúcidas, caídas,
jamais serão sinônimo de despedida,
pois da terra que as terá acolhida
renascerão as mais belas margaridas.

_ Carmen Lúcia _
04/12/2010

Foto de ALEXANDRE FILHO

SONETO DE UMA TARDE

Olhos e noite, querubim , despida...
peças de um castigo que seduz
Ocaso da leveza, beijar-te é luz
És fascínio, declínio, esmeralda polida

Fonte são teus sonhos, teu riso e dor...
Pele que cerceia, ufana, cosmogonia
Fios de ouro e mirra em ti são persona e sintonia
Páginas de livro, cantigas de amigo, aedos do autor

Teus passos, tuas coxas, doces lembranças
Mãos que percorrem, discorrem do ser...
Maculam pecados, acaso, nuanças

Amo-te pelas verdes tardes, pretérito, novidade
Por tuas formas, promessas idílicas no amanhecer
E um adeus que me sossega até a morte, nos territórios da saudade.

Foto de Emilayne Cristhina

Quero acordar em mais um dia de sol.

Queria acordar em mais um dia de sol, onde tudo são flores.
Onde não ha tristeza, dor ou pranto.
Tudo isso ja se passou, foi mais um sonho!
Agora sou eu e o nada, sozinha na estrada, no breu ouço os meus passos, o vento sussura em meu ouvido e o escuro me domina, preciso acordar ja é cedo, o começo de uma nova rotina.
Há que saudade daquele dia de sol.
Queria voltar a ser criança, brincar sem responsabilidades, passar horas me sujando no barro, entrar para dentro de casa e ouvir as cantigas da mamãe enquanto está a cozinhar.
Tomar um banho de chuva e sentir o cheiro da terra molhada, sentar embaixo da mangueira e me lambuzar. Depois do banho, aquela comida caseira e na cama as cantigas de ninar e o papai a acompanhar.
Hoje, preciso me libertar desse túnel sem luz pra iluminar, dessa vida amargurada que levo sem ter com quem contar.
Meu objetivo? ultrapassar limites, vencer barreiras.
Ser como um passaro que vive livre para voar, perto do sol, junto ao vento e perto do mar.
Voltar a ver aquele dia de sol, onde tudo são flores.

Foto de Elias Akhenaton

ALMA CIGANA

Ter alma cigana
É ser um pássaro solto,
Liberto, viajando sem destino
Sem lugar certo p’ra pousar.

Ter alma cigana
É adaptar-se a qualquer lugar,
É encantar com suas cantigas
À bela noite de luar.

Ter alma cigana
É ter música em seu interior,
É bailar em volta da fogueira
Com seu amor.

Ter alma cigana
É admirar a natureza
Concebida com louvor
Pelo grande Pai Criador.

Ter alma cigana
É amar a Mãe Terra
E com gana no coração,
Desbravar cada pedaço de chão.

Ter alma cigana
É deixar a sensualidade aflorar
Como uma rubra flor,
Seduzir, amar.

Ter alma cigana
Enfim, é ser do mundo,
Ter no peito amor fecundo,
Irradiar alegria, suaves poesias.

-**-Elias Akhenaton-**-
http://poetaeliasakhenaton.blogspot.com/

Foto de Marilene Anacleto

A Estrada da Minha Casa

A estrada da minha casa é o caminho do paraíso.
Anseio com o encontro daquele ser mais querido.

Versa e conversa, a pluma do pensamento,
Dança e regressa com as luzes do vento.

Gotas diamantadas num raio de sol
Descem em cascatas a desfazer nós.

Manacás explodem seus violetas e lilazes
Em suaves bordados com brancos e rosas.

A rua de asfalto, de verde ladeada,
Imensos bailados de flores, tesouros ainda guarda.

Danças de borboletas, orquestras de pássaros,
Grandes espelhos d’água, corais de sapos.

Bem-te-vis, sabiás, quero-queros, pica-paus
São a voz do silêncio, da solidão sem preço.

Palavras, imagens, perfumes, cores, cantares,
Raios de sol sobre orvalhos, estrelas tão perto dos olhos.

A onda da mata a brilhar; na face, perfumada brisa,
Caminho de casa, em riso, sem vergonha e sem juízo.

No final da estrada se ri, aquele que divide comigo
Cantigas de vários amores, na estrada do Paraíso.

Marilene Anacleto
14/12/06

Foto de airamasor

Verão dos Amantes.

Tudo acontece como nos nossos sonhos
A paixão cantada ao som das ondas
Aonde a mão do mar acaricia nossos corações
Procurando,
O calor do Verão,
Rompendo o silencio de amantes ébrios de amor e vinho
Em algum caminho encontro teu amor,
Anuncio em voz alta o ritual da paixão,
Quando as brumas
Banham teu corpo desnudo
Nosso amor floresce e invade nossas almas.

Verão que surge iluminado pelo tempo,
Que incansável neste caminho, verte seu sabor na natureza,
Permite que o astro rei se reflita sobre o mar
De onde os amantes se unem nos prazeres de suas almas
Clamando pelos instintos e preparando o coração.
Mar abençoa este amor e desfila sua beleza!

A noite se transforma,
Em imagem de corpos se amando loucamente,
Quando a Lua rompe em meio a cantigas de amor
E as ondas representam a força do mar
Mexendo-se em um ir e vir permanente e infinito.

E as palavras navegam entre golfinhos
Invocando teu amor.
Baco ou Dionísio, Afrodite ou Vênus, Eros ou Cupido
Uma ronda de flores sobre o mar
Para cantar a força que flui em cada coração, em cada gota
Como na origem e no final
Deste Verão, de eternos amantes.
(Aira, 30 de janeiro de 2011)

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