Dois

Foto de Izaura N. Soares

Confissão de um anjo apaixonado

Confissão de um anjo apaixonado
Izaura N. Soares

Confesso, confesso que ao conhecer-te
Me senti como um anjo, um anjo menina
Que não sabia o que iria encontrar e nem
O que queria.
Apenas senti um imenso desejo de tocar
Seu corpo, de senti-lo bem próximo de mim.
Pois quando nos conhecemos nossas almas
Vagavam. De um lado, minha alma não vivia
Apenas vegetava.
Do outro lado, sua alma vegetava mas tentava
Viver um amor que já havia sido esquecido.
Em algum lugar eu sei que meu sonho ficou.
Porque hoje eu tento realizá-lo tudo pelo seu amor.
Sei que minha alma criou asas, ela voa para todo o
Lugar explorando lugares só para te encontrar.
É uma brincadeira de esconde-esconde que nossos
Espíritos brincalhões resolveram brincar com nossos
Corações.
Mas nessa brincadeira nenhum de nós dois ganhou.
Pois sinto muito sua falta e sei que você sente a minha.
Nossas almas viviam tão intensamente que tudo que
Refletisse em você, refletia em mim também.
Se você sorrisse, deliberadamente eu também sorria.
Se você chorasse, eu, sem saber o porquê também chorava.
Se você estava triste eu sentia a sua tristeza.
Confesso que tudo isso é um grande amor reprimido que
Esconde suas verdadeiras intenções.
Se isso não for amor, o que seria então!?

Foto de Sonia Delsin

NÓS DOIS

NÓS DOIS

Mexeste comigo.
Quando falaste do beijo.
Quando contaste do desejo.
Quando me olhaste.
Me beijaste.
Na tua vida eu fui entrando como a coisa mais natural deste mundo.
Fui penetrando em ti como água que invade todo recipiente.
Dizes.
Ao teu lado fico contente.
Viro menino.
Alcanço alguma coisa que julgava perdida.
O encanto pela vida.
E eu digo.
Ao teu lado sou menina e sou mulher.
Sou feiticeira.
Arteira.
E sou uma estrangeira.
Sabes que sou de outras paragens.
Conheces bem meus vôos, minhas viagens.
Também me penetras no mais profundo.
Conheces tantos de meus segredos.
De meus medos.
E conheces onde sou mais forte.
Onde sou capaz de vencer.
Sabes que adoro viver.
E que uma das coisas mais importantes de minha vida foi te conhecer.

Foto de Margusta

Unos

Um dia conheci " Maresia" num dos meus passeios matinais pela praia. Era um mulher de olhar triste e sofrido. Nem o sorriso que parecia habitar nos seus lábios, conseguia disfarçar, o que a alma traiçoeiramente lhe espelhava no olhar.Com o passar do tempo ficamos amigas e uma certa manhã escutei da sua boca uma estranha, incrível, mas belíssima história de amor e paixão...
Como a história termina, foi por mim imaginado. Já que a única coisa que sei, é que " Maresia" partiu numa linda manhã de sol. Pelo que me contaram no seu rosto transparecia a felecidade...
Chorei quando soube que " Maresia" tinha partido...sinto a falta dela quando vagueio pela praia ao amanhecer...

“Unos”

Descerrou as pálpebras. O sol já entrava pela janela do quarto. Sentou-se na cama com dificuldade, e compôs os cabelos alvos como a neve. O rosto pálido mantinha ainda os traços da beleza que tivera na juventude. Sorriu. Depois de trinta anos tinha sonhado com ele. Existiria história de amor como a que tinham vivido?...Talvez não!...Como se tinham cruzado as suas vidas ?...Nem eles o sabiam explicar. O “Sol” e a “Maresia” assim se chamavam carinhosamente um ao outro.

- Somos unos...uma alma em dois corpos, separados pela vida e pela distancia. – costumava ele dizer .Viviam um amor etéreo. Os contactos que mantinham eram diários , quer por telefone, cartas ou ainda pelos poderes sensoriais de que eram dotados, ele mais do que ela. Uma coisa eles sabiam, só lhes era permitido encontrarem-se uma única vez nesta vida. Depois o contacto seria suspenso. Preço demasiado alto a pagar. Embora o desejassem muito, conseguiram adiar o encontro por onze anos. Até que um dia o inevitável aconteceu. Finalmente foram unos de corpo e alma . Ah...como foram unos!...Os seus corpos explodiram em ondas de prazer durante horas , culminando em orgasmos cósmicos...
.....Depois desse dia “Maresia” nunca mais foi a mesma, e do “ Sol” não mais chegaram notícias .

Ao recordar tudo isto uma lágrima rolou-lhe pelo rosto levemente enrugado e veio aconchegar-se nos lábios ainda rosados. Um raio de sol ainda mais luminoso incidiu sobre a sua mão direita. E foi então que ouviu aquela voz inesquecível.
- Maresia...Maresia...sou eu minha querida. Vim para te levar comigo!
- Sol...finalmente!
Se a felicidade tivesse rosto, por certo estava espelhada no dela naquele momento. Fechou os olhos e adormeceu. Desta vez para sempre....

@Margusta

*Direitos de autor do texto reservados*

Foto de Sonia Delsin

ENCERRADO UM CICLO

ENCERRADO UM CICLO

Um dia nós conversávamos.
Em nosso jardim sentados nós conversávamos.
Tu me disseste.
A vida é feita de ciclos e um está se fechando.
Eu não podia entender e fiquei chorando.
Eu chorava tanto.
Me punha em pranto.
Não conseguia entender porque isto precisava acontecer.
Se eu te amava e acreditava que tu também me amavas.
Tudo estava sendo preparado para nossa separação.
Tudo estava sendo ajeitado.
E eu não queria aceitar.
Queria consertar.
O que já tinha não conserto.
Sempre acreditei que em tudo se dá um jeito.
Foi uma das nossas últimas conversas aquela e me ficou tudo gravado.
Teu jeito de me olhar.
Era um olhar pesado.
A noite escura. A rede no canto.
Nós sentados conversando.
Tem horas que me pego pensando.
Por que as pessoas se conhecem... se apaixonam... se casam, vivem juntas anos e anos e se separam?
Por que dois seres apaixonados se tornam dois estranhos?
Coisas da vida.
Sei que está encerrado um ciclo. Tenho plena consciência disso.
Mas tem horas que fico refletindo.
É do ser humano pensar, lembrar.
E aquela noite nunca vai se apagar.
Estávamos nos despedindo.
Eu te via indo.
E queria segurar.
Queria segurar o tempo que arrasta tudo como uma grande enxurrada.
Penso.
Não resta nada?

Foto de Nellyra

Amante amada!

Sabe..., principalmente em noites de lua cheia (a nossa lua)
Eu me delicio imaginando como seria
Ser teu esposo em vez de teu amante!
Karacas!!! Há cinco anos somos amigos
Há quatro somos amantes
Não recordo de nenhum atrito ou momentos maçantes

Dormir ao teu lado..., acordar com você!
Katsooo!!! Me faz assim feliz!
Me faz sentir que a vida vale mesmo a pena
Que a gente pode amar e ser amado
Que a grande felicidade, começa bem pequena

Em nós o desejo é pleno, total e livre
Amor despojado, ardoroso, gostoso e natural
Desejo de pele, de dois amantes no cio
Esquecidos de toda regra do mundo social
Amantes de verdade sem interesse vazio
Senão o sexo, o toque, o gozo animal!!!

Qual mulher, jamais possui como você?
Disposta a aprender e ensinar..., sempre novidade!
No sexo fértil imaginação, na vida..., doce companheira
Amante amada, serilepe, elegante e brejeira

Ah! Mulher... tu és linda!
Adoro teus cabelos negros e sedosos
Teu seio qual pêra rija e madura
Teus olhos, amêndoas negras... sensuais!
Tudo em você me leva à loucura
Você é o bem querer que esqueço jamais!!!

Vou te amar pra sempre...Sempre!!!

Foto de Rozeli Mesquita - Sensualle

Minhas Reações ( versão Due com Marcos Loures)

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*
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Meu pensamento adivinhou
Minha boca explorou, beijou, sugou
Teu desejo estampou meu corpo
com tuas garras de homem no cio
Entre amarras, corpos uniram
Despiu-me com sofreguidão
apertou, mordeu...
Minhas reações percebidas:
arrepios, liquidos, cheiros
Veio apagar a chama
que queima, arde...
tomou meus corpo,nele enroscou
Meus seios, com maestria sugou
Não morre, mas renasce no prazer
no desejo de romper, entrar, invadir
e me fazer sentir
o maior prazer desse mundo.
**Rozeli Mesquita**

Romper tuas defesas e invadir
Os mais sublimes cômodos da casa.
Num frêmito fogoso que ao sentir
No teu doce rocio já se abrasa.

Tocando esta umidade com meus lábios,
Roçando a tua pele, seios, pernas.
Os dedos em carinhos fartos, sábios,
As horas vão passando, loucas, ternas...

O furioso vento dos prazeres
Encharca a nossa cama e nos lençóis
Suores que se exalam de dois seres
Rebrilham muito além de vários sóis.

Numa explosão conjunta, o Paraíso
Chegando de repente, sem aviso...
**Marcos Loures**

Foto de Rozeli Mesquita - Sensualle

Absoluta!

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Absoluta!
Seu amor está escrito na minha pele
E minha alma vive em dois corpos
sempre querendo mais.
A tua vontade incendiária e a minha vontade latente
num tom sobre tom de cores vivas
Nudez a vista, sinais claros de paixão
No teu olhar cintilante de amor
Floresce desejos por mim...
Sem fim.
Na imensidão dos teus sentimentos
Na certeza da nossa união
Nossos corações se aquecem em festa
Queimam temores, tocam tambores
A emoção toma conta ...acorde perfeito
E no teu reino, te ouço dizer:
“Absoluta... você reina absoluta”

Foto de Sonia Delsin

ANOS DE TERNURA

ANOS DE TERNURA

Hoje uma libélula entrou pela porta aberta da minha sala de visitas e por um tempo ficou debatendo-se tentando encontrar a saída. Quando ia ajudá-la, ela acabou por si mesma encontrando-a.
Lembrei de meus tempos de criança. Tive mesmo uma infância encantadora e desde pequena sempre adorei insetos, animais, a terra, as plantas. Eu me sentia parte integrante daquela natureza que me rodeava.
Vou contar um pouco do lugar onde passei toda minha infância. Era naquele tempo uma terra agraciada com recantos deliciosos (o tempo passou e muitas coisas mudaram).
Entrando por uma velha porteira seguíamos por uma estradinha muito singela, onde meu pai havia plantado de cada lado coqueiros de pequeno porte. Um verde e um roxo. Ele tinha verdadeiro amor pela estradinha, e todos os dias a varria com uma vassoura de bambu. Essa estradinha passava por um velho paiol onde guardávamos o milho que mais tarde se transformaria em fubá.
Andando mais um pouco já avistávamos o jardim de mamãe. Belo jardim! Rodeava a casa, que era muito simples. Andando mais pela estradinha chegávamos a um rancho, que foi o cenário de muitas fantasias minhas.
Tínhamos várias cabras sempre e me lembro de muitas aventuras que tivemos com elas. Todos os filhotes ganhavam nomes. Lembro-me como se ainda estivessem diante de meus olhos, e pareço ainda sentir os puxões de cabelos (tentando mastigá-los) que elas davam quando me aproximava.
Na chácara tínhamos muitas jabuticabeiras, talvez umas noventa. Não sei se exagero, mas eram muitas. Próximo ao nosso jardim havia uma fileira de umas cinco delas, muito altas; onde meu pai fazia balanços para brincarmos.
Deus! Quando floriam, que perfume! Aquele zum zum zum de milhares de abelhas... as frutas nas árvores depois de algum tempo!
O pomar era uma beleza, tínhamos grande variedade de frutos e nos regalávamos com toda aquela fartura.
Havia o moinho de fubá que foi o meu encanto. Aquele barulhinho, parece que ainda o ouço.
O vento nos bambuzais, aquele ranger e os estalos. Gostava de caminhar entre os bambus, mas meu pai nos proibia de freqüentarmos aquele lugar, devido a grande quantidade de cobras que costumava aparecer por lá.
Havia dois córregos e mesmo proibida de entrar neles eu desobedecia algumas vezes.
Tínhamos um cão muito bonito que participou de toda a minha infância, recordo-o com seu pêlo preto brilhante, e meus irmãos se dependurando nele para darem os primeiros passos.
No meio do jardim tínhamos uma árvore que dava umas flores roxas, São Jorge nós a chamávamos. Não sei se é esse mesmo o nome dela. Ela tinha um galho que mais parecia um balanço e estou me lembrando tanto dela agora.
Eu, vivendo em meio a tudo isso, estava sempre muito envolvida com a natureza que me cercava e muitas vezes meus pais surpreendiam-me com os mais variados tipos de insetos nas mãos. Eles me ensinavam que muitos deles eram nocivos; que eu não podia tocar em tudo que visse pela frente; que causavam doenças e coisa e tal. Mas eu achava os besouros tão lindos, não conseguia ver maldade alguma num bichinho tão delicado. Não sentia nojo algum e adorava passar meus dedos em suas costinhas.
As lagartixas, como gostava de sentir em meus dedos a pele fria! Eu as deixava desafiar a gravidade em meus bracinhos.
Muitas vezes meus pais me perguntavam o que eu tanto procurava fuçando em todo canto e eu lhes dizia que procurava ariranha. Eu chamava as aranhas de ariranha e ninguém conseguia fazer-me entender que o nome era aranha e que eram perigosas.
Pássaros e borboletas, eu simplesmente adorava. Mas fazia algumas maldades que hoje até me envergonho de tê-las feito. Armei arapucas e peguei nelas rolinhas e outros pássaros mais, somente para vê-los de perto e depois soltá-los.
Subia em árvores feito um moleque e quantas cigarras eu consegui pegar! Também fiz maldades com elas e como me arrependo disto! Eu amarrava um barbante bem comprido no corpo das pobrezinhas e deixava-as voar segurando firmemente a outra ponta nas mãos, claro que depois as soltava.
Mas se por um lado eu fazia essas coisas feias, por outro eu era completamente inocente e adorava tudo que me cercava.
Os ninhos, eu os descobria com uma facilidade incrível porque acompanhava o movimento dos pássaros que viviam por lá. Adorava admirar os ovinhos e os tocava suavemente. Eu acariciava a vida que sentia dentro deles. Visitava os filhotinhos quando nasciam e quantas vezes fui ameaçada pela mãe ciumenta.
Estas são algumas das recordações de minha infância, do belo lugar onde tive a graça de ter vivido, acho que é por este motivo que gosto de contar sempre um pouco dela. Era mesmo um lugar privilegiado aquele e gostaria que todas as crianças pudessem também desfrutar de uma infância tão rica em natureza e beleza como foi a minha.

Foto de Rozeli Mesquita - Sensualle

Amando no teu doce poetar - Due Rozeli Mesquita & Edson dos Santos

*
*
*
*
Voce é demais...
Demais no teu poetar
que me extasia, me leva a delirar
imaginando teu navegar
no meu corpo, teu mar.
As nuances do teu amor
É cada dia um renovar
perpetua em meu coração
E vem me alimentar
Toque...faça a fusão dos corpos
Entre, fique a vontade
E de dois, faça um.
Por cima, por baixo,de lado, deitado
navegue e aporte neste corpo saciado
Não tarde em voltar.
Te quero à deriva neste mar
Mergulhe nas ondas
Sacia essa tormenta
Assim quero te amar.
Nesse doce poetar
**Rozeli Mesquita**

Se minhas palavras te arrebatam
É que meu fascínio vive por ti
Navegando teu sentimento
Extasiando-te em prazer
Navego por esse teu corpo
Deslizando sobre o teu mar
Buscando o abrigo profundo
Onde o nosso tesouro estará
E nesse mergulhar tão constante
No entra e sai da nossa paixão
Em versos eu sigo te amando
Não importa qual seja a posição
No aconchego do nosso acoplar
Eu mergulho nessa tua onda
Vasculhando o mistério que há
Na profundeza do teu desejar
E assim eu tenho o teu corpo
No adentrando do meu poetar
Sentindo um cheiro gostoso
Do orgasmo do nosso sonhar
**Edson dos Santos**

Foto de Cretchu

WALDICK SORIANO


Hoje, nesta manhã ensolarada na zona da mata mineira, ficamos chocados com a notícia da morte de Waldick Soriano. O gênio da música, o grande baiano de Caetité, faleceu aos 75 anos, em conseqüência do câncer de próstata contra o qual vinha lutando há dois anos.
Por falar em câncer de próstata, fica aqui um aviso para os machões deste mundo cão: façam o exame preventivo. Não precisam ser exagerados como um amigo que tenho, que faz o exame preventivo do câncer de próstata quatro vezes por semana e cinco vezes ao dia. É que este meu amigo é muito desconviado, digo, desconfiado, e adora ter uma segunda opinião em tudo o que faz.
Waldick Soriano foi um gênio da música universal, um homem de grande conduta, tendo exercido várias funções humildes antes de se tornar o grande ícone da arte. Suas canções de amor não tinham frescura. Era da estirpe de um Paulo César Pereio (que aliás apresentou o talk show Sem Frescura e, num dos programas, enquanto o entrevistado respondia a uma de suas perguntas, Pereio pegou no sono).
São inesquecíveis os sucessos de Waldick Soriano: Quem és tu?, Paixão de um Homem, Perfume de Gardênia e Eu não sou cachorro não, dentre tantos outros sucessos que embalam o romance de um homem e uma mulher e/ou por aí vai.
Agora, neste momento, Waldick Soriano está entretendo os anjos que suspenderam seus cantos gregorianos para ouvir música de qualidade. Ou então reencarnou em um outro futuro gênio da música. Ou reencarnou até mesmo em um anjo. Seja lá o que tenha acontecido com Waldick Soriano, ele sempre foi imortal.

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