Dois

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Amei, mais não fui amada!

Você meu primeiro, você meu único, você meu último. Você faz minha alegria você faz minha tristeza. Pensei que um dia você ia aprender a me amar como eu te amo mais to vendo que vai ser um pouco difícil. Se no meu olho pudesse dizer tudo o que eu sinto por você, você ia ver que eu sou completamente apaixonada por você. Eu sofro em saber que você um dia não soube me amar como eu te amei. Posso estar namorando, posso estar casada, quero que saiba que você realmente foi meu único amor da na minha, pode passar semanas, meses, anos mais meu amor por você nunca vai acabar. Cara quando você vai perceber que só comigo você realmente vai saber o que é amar e experimentar um amor verdade e bastante saudável pra nós dois, não entende por que você nunca me amou de verdade, sou tão feia assim?! , mais acho que não é. Isso não. Só quero saber uma coisa de você: Ainda tenho alguma chance contigo?! Só isso só mais nada, se você disser que não te deixo em paz, mais se você disser que sim você vai fazer eu a mulher mais feliz do mundo...
Cara te amo muito, muito mesmo!
De: Gizeli
Para: Leonardo Silva

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tristeza

Quando penso que um dia
Tudo era diferente
Que os meus sonhos eu podia sonha
Que eles nunca iriam se acaba
Que você junta a mim sempre esteve

Bate um aperto tão grande
Um vazio
Que chega dói
Que maltrata
Que deixo marcas
Que hoje é tão complicado

Eu aprendi que é errando que se aprende
Mais será que meus erros farão
Tão grave assim
Que o preço seja sofrimento
Já não basta ter lhe pedido
Vôo ter que viver sofrendo

Quando você vai percebe que o seu amor é a minha luz
Que eu preciso de você pra ser feliz
Que eu precisaria apenas de uma chance pra mostra
Que foi errando que aprendi
Só queria mais uma chance pro amor
Só mais uma chance

Pra mim, pra você
Pra nós dois
Apenas mais uma chance.

Por:rodrigo

blog:http://momentos-momentosrodrigo.blogspot.com/

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Carta do perdão

Carta do perdão

Hoje repensei bem antes de escrever para ti, falar de ti, da tua solidão, ânsias e dor. Pois é meu irmão de sangue, pela primeira vez consigo te perdoar, nas noites mal dormidas e agitadas, recordava a tua vida, agressiva mal acomodada pela nossa família, quanta diferença fez na tua vida a falta de compreensão, da dor, da traição e do teu estado de espírito. Quantas vezes eu fui conduzida a tua casa, onde estavas trancado, com medo de te encontrar sem vida, mas mesmo assim eu ia repleta de medo de abrir a porta e ser a última vez de falar contigo, lembro de tremer de medo, mas abria na esperança de te encontrar vivo.
Muitas vezes mesmo eu sendo uma filha diferente dos irmãos, pois cresci em outro mundo, noutra família eu passei estar presente na ânsia de poder ajudar e compreender, quantas noites eu e minhas filhas ficávamos horas, falando contigo para que não ingerisses comprimidos com álcool e chegasses ao teu limite.
Lembro de uma vez me ligarem a chorar que o teu filho mais velho deu contigo numa garagem comum, com uma corda ao pescoço e ainda pior com uma senhora grávida em seu ultimo mês gritando por socorro para te salvar.
Escusado será falar do trauma que aquela senhora terá até aos últimos dos seus dias não falando do teu filho com nove anos que assistia a tudo.
Depois o teu dilema o amor que sentias a dor que jazia em teu coração deveras apaixonado pela tua esposa e não conseguindo lidar com a exclusão da tua família por uma suposta traição.
Quanta dor, desespero, solidão eu vi, ainda lembro de uma vez conversar contigo, tu me falares que sem ela não conseguias viver, dos teus olhos, caiam lágrimas agrestes, sombrias.
Falava a ti, meu querido irmão, vive, deixa os outros, sejas feliz não temas, pois quem ama sempre chega lá, afinal ela e mãe dos teus filhos.
Na minha dor eu tentei de tudo, te ajudar, salvar, guiar, mas fui impotente, talvez incapaz de vencer todos estes preconceitos, as minhas palavras não foram o suficientes,
Não foram tuas amigas e nem entraram no coração, lamento meu irmão, peço desculpa, por ser tão fraca nos meus argumentos, na tua dor que agora sei que era só tua.
Ainda lembro com precisão aquele dia, onde ligam desesperados, dizendo que a ambulância já vinha a caminho, embora eu sentisse dor, não sentia a surpresa, algo dizia que isso iria acontecer mais dia, menos dia.
Naquele momento o mundo desabou, caiu a meus pés, senti frio, medo, revolta e dor, tanta dor que nem conseguia demonstrar. Segui de um hospital para outro, mas já ciente da tua partida, pois o tiro na tua cabeça já tinha feitos danos irreparáveis, somente deixaram ligados a maquina para te despedires e a nós também.
Ainda lembro de querer ficar sozinha contigo, a vontade de te bater era tanta, como podia um homem estudado, cheio de planos com dois filhos lindos e com a vida já definida fazer tal atrocidade a si próprio, cometer o suicido.
Lembro que as lágrimas saltavam entre a minha voz tremula sem querer dizer que sabia que era a nossa despedida, eu te questionar pedindo que Deus e tu fizésseis um milagre e agarrasses a vida, pois eram tantos que te amavam, não o sabias,o quanto era.
Falei dos teus filhos da tua mulher e dos teus pais e irmãos, que tudo iria ficar bem, lembro que do teu coma, correram lágrimas, a tua mão apertou a minha, ainda sinto aquele momento neste coração.
Eu sabia que estavas de partida, mas a minha revolta era tanta que hoje sei onde foi buscar as minhas forças para fazer tudo o que me foi destinado, soube quando foste para outro plano, senti a brisa e o frio da tua despedida, acho que jamais apagarei isso da minha memória.
Tive que ir reconhecer o teu corpo, falar de ti ao medico legista, lembro-me que foi comprar uma camisa branca, para te vestirem, pois esqueceram dela, nesse momento lembrei da tua comunhão, do teu casamento e daquele momento atroz.
De tudo que mais esta na minha memória e a minha raiva de ter deixado partir um irmão novo, na melhor parte da vida, era tanta a raiva que eu em teu caixão falei isto:
- Meu irmão se eu pudesse te dava uns tabefes pela tua falta de amor a vida.
Eu não conseguia chorar, lamentar a tua partida, pois a revolta era tão grande que a magoa estava mais forte do que a dor.
Hoje meu irmão, quero te pedir perdão, pois já consegui me perdoar a mim mesma pela dor que causei a ti nesse teu plano tão confuso, quero te dizer que Deus te ilumine esses caminhos já de si tão sofridos em amor.
Eu não entendi o teu sofrimento, essa dor, essa solidão de estares sozinho, hoje consigo entender e me perdoar pelos meus pensamentos revoltados e pedir a ti perdão pelos meus pensamentos, pois primeiro eu tive que me perdoar e olha que não foi nada fácil...
Perdoa-me, onde queres que tu estejas meu irmão, peço a Deus que sejas um anjo de luz e que saibas seguir o caminho da luz e do amor.

Hoje por tua causa meu irmão, aprendi a ser mais branda e mais comedida em meus julgamentos e na minha forma de amar.
Esta foi a minha última carta para ti depois de ler a tua carta de despedida antes de dares um tiro na tua cabeça. Que todos nós aprendamos a ver os sinais de desespero e dor e possamos dar alento e amor a todos os que precisam de nós.

Betimartins

Esta foi a minha última homenagem ao meu irmão José Antonio
Falecido em 2006

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Ao meu verdadeiro amor - parte 1

Ao meu verdadeiro amor - parte 1

Pois é estou a escrever o que não tenho coragem de falar-te abertamente, deixo sobre tuas coisas meio escondido, para ver se um dia a encontras.

Se a descobriste agora é porque a encontraste e aqui vai meu amor:

Meu amor, eu lembro do primeiro minuto que falamos, lembra-te que me sentia bem e segura, tinhas uma vida diferente da minha e eu a minha vidinha repleta de sofrimento, mas alguém lá em cima quis que nesta vida os dois reencontrassem e vivessem a sua grande historia de amor.
Era ainda muito jovem diria que ainda uma criança e sempre sonhava com belo cavaleiro vestido de branco com a cruz dos templários no meio de suas vestes, mas sempre pensei ser lembranças de menina. Cresci, estudei e lia muito mesmo por vezes ia a vários lugares, diria que mundos onde ninguém acessava era, simplesmente, magníficos, entrava no livro e depois era só voar ao mundo do imaginário e ali divertir até cansar.
Lembro ainda de ter medo do escuro, muito medo mesmo, por vezes colocavam em situações terríveis para eu perder o medo, mas ele só aumentava, quando eu perdia as forças eu lembrava do meu cavaleiro andante que um dia viria num cavalo, voando e levava para outro lugar e longe de tudo.
A minha e tua vida não foi fácil, foram muitas batalhas, muita dor que os dois superamos, ultrapassando com fé de um novo dia e éramos infelizes os dois porque nada nos preenchia por dentro.
Minha vida não foi fácil, diria que nada fácil mesmo, eu cresci, estudei, trabalhei e foi esposa e mãe, mas nesse meu crescimento eu esqueci de mim, da minha identidade era como se algo dentro de mim tivesse adormecido.
Tive muitos dias, meses que meu coração rebentava de tanta dor, tanto desespero, perdida sem saber por onde caminhar ou aliviar a minha dor ou dos que me rodeavam. Não tive grande ajuda aqui, mas lá de cima eu tive força e fé para caminhar e não fazer como meu irmão, que na sua dor e desespero, termina com sua vida. Entre lágrimas e entre medos eu rezava e pedia a Deus que oferecesse a coragem e força para caminhar no meio da montanha agreste e turbulenta.
E no meio dessa turbulência vieste como um verdadeiro furacão quis resistir aos meus sentimentos, mas eram demasiados nobres e sinceros porque era o amor verdadeiro. O amor que eu tanto sonhei desde menina. Muitos foram os que me feriram, mas poucos aqueles que souberam curar e tu foste o único que curaste minha ferida já tão aberta e dolorida pela vida.
Lembro de cada momento que nós conversamos e cada promessa nossa, curar as nossas feridas e cuidar um do outro e apagar o passado completamente. Tu eras como uma águia ferida, eu como a fênix, que pouco já existia em mim de tanto que doei de mim aos outros e nunca querendo pensar um pouco em mim. Engraçado que eu contigo voltei a escrever como no passado, eras minha fonte de inspiração, meu porto seguro onde eu podia navegar e nunca afundar nas tempestades que estavam para vir e lembras que muitas vieram mesmo.
Fizemos promessas, mas as cumprimos uma a uma religiosamente, despimos das vaidades, despedimos do conforto dos amigos e familiares e ficamos juntos e juntos ensinaste a ver a ruindade dos que se diziam amigos e superei barreiras dentro de mim.
Lembras quando me ensinavas que nem sempre o ser humano é que mostra ser, mas sim um ser que repleto de maldade e desamor e eu que sempre acreditei no melhor dele e senti tristeza aos poucos tive que superar porque entendi que não era o momento de ele superar e evoluir. Sempre me regi pelo coração, aprendi com um grande sábio que devemos escutar o coração e seguir nossa intuição sempre, mas nunca deixar de orar e vigiar. Sempre o fiz quando me esquecia disso sempre apanhava da vida e ficava presa na energia ruim, com aquela sensação de mal estar.
Para mim tu foste um grande mestre para mim além do marido que meu coração escolheu sem me consultar sequer. Por vezes tuas palavras magoam meu coração aflito por ainda querer acreditar no ser humano e entramos em desacordo, como me custa tanto cair na real, tu e eu temos gênios fortes e não gostamos de dar o braço a torcer.
Talvez seja por isso que nos completamos, somos únicos e apaixonados, os eternos apaixonados, que ainda fazemos sorrir nossa menina, quando ela nos abraça e nos diz sorrindo e com aquele olhar terno “eu vos amo” e sou feliz. È aqui que eu olho para a minha vida e vejo que tudo o que passei valeu a pena para agora poder estar aqui te agradecendo por ser tão feliz do teu lado.

Foto de Ozeias

A obra prima do escritor anormal

Ele passou toda a noite buscando alguma coisa. Algo que pudesse preenchê-lo para assim, com a ajuda da caneta e do papel, esvaziar-se.
Como quem puxa todo o catarro do fundo e depois o cospe, assim, segundo ele, é escrever. Em seu caso, ele puxava outras coisas de outro fundo, um fundo mais pessoal, um fundo inteiro e somente dele, que mesmo assim, não conhecia por inteiro.
Naquela noite, devido às nuvens que tapavam a lua, ele viu-se obrigado a usar velas. Chovera o dia todo e ele ainda podia ouvir as gotas pingarem nas folhas das árvores.
Mas naquela hora não havia gotas pingando em folhas. Todas as gotas já haviam pingado.
- A janta. – Anunciou a sua mãe.
Sua mãe havia se deitado mais cedo e a sopa esfriado, mas só naquela hora que ele foi ouvi-la. Também não estava com fome, então deixou seu prato intacto na mesa. Ele nem sabia que era sopa.
Pegou a caneta e encostou a ponta no papel amarelado. Quando um ponto preto surgiu no papel, sua mão afrouxou-se e a caneta se soltou dela, deitando assim no papel.
Lá fora as pessoas corriam de um lado para outro, pisando nas poças de água, produzindo um barulho que estava distraindo. Primeiro, ele ficou apenas prestando atenção. Depois, mais pessoas começaram a correr, deixando-o irritado. Fechou os olhos tentando se controlar, mas não conseguiu. Num gesto rápido, ele levantou-se produzindo um ranger alto e dirigiu-se para a janela.
- Vocês querem parar de correr nessa merda?
Dois gatos assustaram-se e sumiram em meio ao breu. Não havia ninguém lá fora, mas mesmo assim as pessoas pararam de correr. Satisfeito com o novo silêncio, ele voltou para a sua cadeira.
Cadê aquilo que ele buscava? Ele fechava os olhos, ele olhava para o céu negro, ele olhava para cada canto daquele quarto mal iluminado à procura de alguma coisa, mas nada lhe vinha.
- Não, não... Não! – Irritou-se ele com a voz feminina que lhe dava idéias – Isso eu já escrevi ontem!
As sombras dos fogos das velas começaram a dançar por cima da folha e um cachorro começou a latir. Ao ver e ouvir tais coisas, ele teve um insight. Pegou rapidamente a caneta e começou a escrever com frenesi.
Enquanto o cachorro latia lá fora, as sombras das velas dançavam sobre a folha amarela...
Enquanto ele escrevia, foi tomado pela sensação de prazer. Um êxtase que somente ele era capaz de sentir. E cada palavra escrita foi lhe proporcionando tanto prazer que quando estava prestes a terminar, sentiu um prazer orgástico. Aquela fora a primeira vez que ele gozou enquanto escrevia.
Feliz e orgulhoso, leu e releu o que havia acabado de escrever.
- Obra prima!-Disse-lhe a voz, fazendo com que ele ficasse mais cheio de si.
Inquieto, ele andava de um lado para o outro, no quarto. Alguém tinha que ler, mas quem? Seja lá quem fosse, haveria de ser logo, naquela noite. Sua mãe já estava dormindo, seu irmão, um ignorante, algum amigo que quase nunca entendiam, mas então quem?
De repente, o som da porta da cozinha fez com que ele pulasse. Um vendaval entrou pela casa, fazendo as portas do armário bater, o fogo das velas se apagarem e... O papel! O vento carregou o papel, que saiu pela janela.
- Não!- Gritou ele enquanto corria para fora, à procura do papel.
Para onde o vento teria levado? Enquanto ele corria, seu medo ia crescendo. Aquilo não podia estar acontecendo. Logo a sua obra prima? Ele não ia permitir aquilo. Que o vento levasse outra coisa, mas não aquele texto.
Ele parou de correr ao ver a folha caída na poça de água. Ainda que a rua tivesse mal iluminada ele pode ver. Não teve coragem de se aproximar enquanto a folha se dissolvia na água. Seu estado de choque era tamanho que ele ainda não conseguia chorar. Naquele momento ele era uma pedra.
- Depois você reescreve- Disse-lhe a voz.
- Não, eu já esqueci. Eu já esqueci. Eu já esqueci.
Foi aí que ele se entregou. Foi para a beirada da poça e sentou-se. Não agüentava ficar em pé. Admitir era o que ele tinha que fazer. Seu conto fora diluído pela água.
Sua boca começou a tremer, seus olhos já trasbordavam.
A dor era insuportável, era como se tivessem-lhe arrancado um filho. O único filho.
Então a voz sussurrou para ele uma ideia. No mesmo instante, ele engoliu o choro. Havia uma saída, uma esperança. Seu coração voltou a bater acelerado. Por que ele não havia pensado naquilo?
Ajoelhou-se e aproximou a cabeça da poça. Abaixou-se mais um pouco, tocando os lábios na água lamacenta. Sugou. Sugou para que, segundo a voz, tudo o que a água tivesse tomado dele, ele tomaria de volta.

Foto de plets

Baby Blue Eyes

Quando Estou Perto de você Fico Mudo , Fico Surdo Perco Os Sentidos Queria eu ter Forças para Dizer que te amo, para dizer que você é a razão do meu Sol Brilhar com Tanta intensidade. Olha nos meus Olhos e Diga que Foi tudo em vão que não Sente nada Por mim Diga que aquela tarde de nuvens escuras aonde o amor entre nos dois era Tudo lembra daquela tarde de Chuva quando corríamos como loucos, derrepente Aconteceu , aquele foi o nosso Primeiro Beijo, Foi Como uma Droga Para min. Logo queria mais e mais queria sentir o calor do seu rosto no meu ombro mais uma vez , menina linda dos olhos azuis’ eu te amo da forma mais impossível que um ser humano pode amar alguém , te amo tanto ao ponto de dar a minha vida a você te amo tanto ao ponte de não sobreviver a este mundo obscuro da solidão mesmo quando eu estiver a sete palmos eu ainda te amarei porque você é a minha vida é você quem alimenta a minha alma.
Foto de Paulo Gondim

Ópera torta

ÓPERA TORTA
Paulo Gondim
05/11/2010

Tentas esquecer-me, pois sabes ser preciso
Mas apenas tentas, nada mais do que isso
Nem o sol de um novo dia, nem a lua
O sereno da noite, a luz fosca da rua
Te servem de amparo, de lenitivo
Pois meu amor permanece, em ti, vivo

Assim sou eu, que também não te esqueço
E por assim ser, mais do que tu, padeço
Minhas noites são trevas, as manhãs frias
Orbitam em mim lembranças sem fantasias
Sou um espelho velho a refletir tua imagem
Um trem errante, que não sabe o fim dessa viagem

Somos o resumo dessa ópera torta
Representamos cenas de natureza morta
Dois zumbis, fantasmas na escuridão
Amargando o desprezo, a falta de perdão
Implorando o fim desse vil castigo
No abraço frio e derradeiro de um jazigo

Foto de betimartins

Carta de uma menina entregue ao Pai Natal para seu avô

Carta de uma menina entregue ao Pai Natal para seu avô

Querido pai Natal, gostaria de pedir que entregasses esta carta ao meu avô que partiu para o céu e não voltou mais. Dizem que ele é uma estrela a cintilar somente para mim e que é meu anjo da guarda e vela por mim ao lado do Pai do Céu.
È Pai Natal o que te peço pode ser impossível e difícil, mas dizem que é amigo do Menino Jesus e ele realiza alguns dos teus pedidos.
Eu tenho muitas saudades das nossas conversas, do estar com ele à beira da lareira, nos aquecendo e a tomar nosso chá de cidreira á noite. Sinto saudades do seu abraço e do seu aconchego, do olhar meigo e paciente contando histórias, ate minhas pálpebras não agüentarem abertas e adormecer.
Pegava em mim ao colo e levava para a cama, pacientemente, antes pedia que rezasse ao meu anjo da guarda pedindo por todos os que eu amava. O meu anjo esqueceu de mim e levou o meu avô para o céu e fiquei muito triste mesmo.
Sabes Pai Natal, era o meu avô que ensinou a sonhar, ele ensinou que podemos realizar os nossos sonhos, dizia sempre com sua voz segura:
-Ora minha menina só quem sonha acredita, acredita num mundo fantástico onde existe a magia e o mistério do acontecer.
Nunca mais esqueci sua frase até hoje, foi no seu ensinamento que eu achei que podia fazer isto enviar uma carta ao meu avô.
Aqui vai:

Querido Avô:

Meu querido avozinho queria matar a minha saudade de ti, dos teus belos contos de histórias sejam reais ou imaginários onde sempre aplicavas alguns ensinamentos de vida. Sei que foste um bom homem nesta vida aqui, como dizem os adultos, tu plantaste arvores e deixaste filhos, mas não escreveste um livro, mas um dia eu o farei ainda por ti. Pode ser?
Eras um mestre, um dos melhores mestres, ensinaste a ser uma boa filha no mundo, confesso que muitos dos teus ensinamentos passaram à geração futura das nossas crianças.
Avozinho lembra das nossas tardes, de mexer na terra, ensinares a semear, adubar e ver reproduzir as plantinhas? Claro que tu te lembras, eu jamais consegui esquecer e muito menos um dia quando cheguei a chorar desvairadamente porque a minha planta preferida morreu.
Sorrindo e com a tua calma explicaste que tudo nasce, cresce, reproduz e morre e que essa a certeza da vida. Pegaste na minha mão pequenina e fizeste-me apanhar um punhado de terra, ensinando o valor dela em tudo.
Dizias da terra vens e a terra, tu vais, parar. Assustada eu não percebia e queria entender e coitada de mim quando tu morreste, eu já entendi...
Lembro das nossas vindimas, onde tu me fazias rir com as tuas brincadeiras com os colhedores do vinho.
Lembro-me do Natal, onde juntos fazias o presépio comigo, cada figurinha era eu que escolhia o lugar. Quando terminávamos era eu que acendia as luzes e era uma festa.
Ainda recordo cada historia que me contava sobre, a época do Natal e sua magia, ensinaste com isso a ter esperança no dia a dia e nas pessoas.
Lembro do jardim repleto de neve, de tu partires os cavacos para colocares a lareira.
Lembro do teu cheiro, daquelas calças com os suspensórios que eu tanto gostava de brincar contigo, fazendo-os estalar nas tuas costas.
Ainda consigo ver teu rosto e tua mão pegando na minha e entrar na igreja para ouvir a missa de domingo, ficavas orgulhoso eu só querer ir contigo. Eu ficava parecia um pavão de tanta felicidade e quando paravas para dar um doce a minha escolha?
Por muito doces que eu possa comer nunca mais comi um com aquele sabor.
Avozinho poderia ficar aqui a falar muitas mais coisas e que coisas nós vivemos os dois, nunca senti tanto amor como aquele que transmitias para mim e é esse amor que sinto saudade. Saudade porque as minhas meninas não tiveram um avô assim como tu e talvez por isso eu ainda seja a criança que acredita na Magia do Natal e queria dar-te um abraço muito apertado e ficar em teu colo nem que seja um segundo apenas.
Avozinho só queria dizer que eu te amo e sinto falta de ti
Beijinhos e escuta as minhas preces feitas a ti antes de dormir.

Foto de Arnault L. D.

Eterno

Eu vou a amar até o depois
de cada rosa abrir e após secar,
da branco do papel amarelar,
até a soma não ser apenas dois.

Vou a amar além de tudo que jurei,
além das as vontades e alegrias.
Quando as primaveras forem estias
a amarei ainda e um pouco mais, sei.

Não sei como, mas além de mim será.
Como a Lua o ornar o céu tão lindo,
como a luz da estrela que nem mais há,
mas, que continua no céu luzindo.

Pois o amor que apaga apenas menti,
diz que é o que nunca foi verdade.
Amar é eternizar, talvez saudade,
acima que compreende a mente.

A amo como o ar que aspiro,
se não penso respiro assim mesmo,
mas se o ar falta desespero em esmo
a buscar... assim amo, assim respiro.

Amo sem pedir nada, incondicional.
Até o além do final de toda a história
e assim perdurará, depois da memória,
mais além da minha vida, imortal...

Foto de Carmen Lúcia

Sem amor

Gostaria de falar de amor...
Não do amor à humanidade
ou ao que fazemos por opção.
Não do amor solidário,
que presta serviços,
une os amigos,
constrói pontes,
rompe fronteiras,
dá as mãos...

Não do amor onipotente
que forma correntes,
amor servil, varonil,
fraterno, materno,paterno.
Esse eu sinto na pele e no coração.
Não há como falar,
é partir para a ação...

Mas do amor-desejo
entre dois seres distintos
em que cada um é metade
e juntas formam um...
Feitos um para o outro,
complementos inseparáveis,
compatíveis nos detalhes,
corpo e alma em união...

Queria expressar em versos
o romantismo que gera esse amor,
o lirismo das carícias espontâneas
a fluir dessa relação...
Poetizar revelações sensuais
puras, maliciosas, atrevidas, irracionais,
quando o amor se veste de paixão...

Mas não consigo...
Tal poesia me trairia
pela falta de autenticidade,
incompatível com a verdade
por esse amor já não sentir...
Perdeu-se no ontem,
ficou esquecido.
Jaz adormecido.

Carmen Lúcia

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