Felicidade

Foto de poetisando

Onde andas tu felicidade

Felicidade
Felicidade palavra tão bonita
Que por toda a gente é falada
Não sei por onde ela anda
Porque de mim anda afastada
Á quem diga que é o amor
Outros ainda que é bendita
Se é tudo quanto dizem
Só podes andar perdida
Deves de ser coisa estranha
De te ver não sou capaz
Porque não te conheci
Mesmo quando era rapaz
Só podes ser coisa estranha
Só assim te posso ver
Se andas em todo o mundo
Porque não te consigo ter
Porque é que não te encontro
Ou não és como dizem ser
Queria acreditar
Onde andas tu felicidade
Se és assim tão bendita
Porque andas de mim perdida
Se és assim tão bonita
Como de ti dizem seres
Onde andas tu felicidade
Que não me deixas eu te ter

De: António Candeias

Foto de poetisando

Estás longe

Já não sinto mais o meu corpo
Nem sinto o meu coração
Tanto sonho de felicidade
Só tenho sonhos de ilusão

Por estares tão longe de mim
Os meus sonhos estão a ruir
Felicidade não é para mim
O coração deixei de sentir

Quem inventou a distância
Não sabia o que era o amar
Se o conhecesse de verdade
A distância iria encurtar

Queria sentir-te ao meu lado
Receber os teus abraços de calor
Mas estás tão distante de mim
Para sentir todo o teu amor

Não sinto mais o meu corpo
Felicidade sonho de ilusão
Porque estas longe de mim amor
Mas estas dentro do meu coração

De: António Candeias

Foto de poetisando

Amei conhecer-te

Quando o meu olhar te viu
Senti uma forte batida no meu peito
Foi uma batida como não tinha sentido
Que o meu coração ficou sem jeito
Senti como seria lindo amar-te
Com toda a alma e minha paixão
Sabia que um dia irias ser minha
Como ficou feliz o meu coração
A todos aqueles que amam
Tudo isto é muito natural
Mas a alegria que meu deu
Quando o meu olhar viu o rosto
Por ti desde logo me apaixonei
És a mãe dos meus filhos
Contigo á muito que me casei
Foi a maior alegria que eu tive
Que o meu coração conheceu
Nesse dia em que senti alegria
Conheci o que era a felicidade
Olhei o rosto da mulher que queria
Amo amar-te como te amo de verdade
Como amei tanto ver o teu rosto
Que bom foi ver o teu lindo sorrir
Como me senti um homem feliz
Como estava a ver-te e a te sentir
Como é lindo te poder amar
Ver o teu rosto de felicidade
Como sou um homem tão feliz
De contigo eu ter casado
Sou o homem mais feliz
Meu amor minha amada Luísa
És o único amor da minha vida

De: António Candeias

Foto de Carmen Lúcia

Talvez...

Talvez ...
O tempo reverta
a descrente esperança
em certeza...
e me traga a surpresa
de um bem inesperado
que nem sempre se alcança...

Ou o amanhã retroceda
ao ontem ininterrupto
que se estenda ao futuro...
Caminho escuro...
E tudo fique na mesma.

História que tento mudar,
rima que não quer mais rimar,
poesia que já não se faz notar...
Enfatizada, mastigada, engasgada ...

Talvez...
O hoje vivido
tenha valido
uma eternidade...
E meu eu distraído
não tenha medido
tanta felicidade...

Nem notou as manhãs
de belezas louçãs,
momentos desprezados
na espera do amanhã
que talvez nunca venha...
Ou se faz de rogado.

Talvez...
Esses versos piegas
sejam fiéis mensageiros
do tempo verdadeiro
e mensagens sinceras...

E carreguem bagagens
de sonhos e miragens,
gerúndio se estendendo
em todos os tempos
trazendo-me a chance
de continuar sendo...

Mesmo num tempo já ido...
mesmo sem nunca ter sido.

(Carmen Lúcia)

Foto de Fernanda Queiroz

Antes que o Ano Termine

Falta um dia para que o ano termine. Um dia intenso que pode mudar toda minha existência. Só preciso ter coragem e ir até onde você está... Antes, 450 km, agora 50 km. Por que veio para cá? Queria me confundir ainda mais? Estaria esperando que a proximidade me fizesse ser mais mulher... mais corajosa? Sabe que meu destino está traçado. Não me deixaram editá-lo. Sabe que não posso voltar, então porque não vem... Rouba-me, Toma-me, Leva-me para nosso mundo de sonhos; onde tua ausência presente foi marco de nossa história.

O sol está se pondo, o alaranjado de céu é o contraste perfeito com a relva que se estende verde e úmida pelas chuvas de dezembro. Tanta calmaria vem de contraste a minha alma conturbada e sofrida. Posso sentir meu coração batendo forte, tão forte quando o podia ver por aquela janelinha mágica do computador, cenário de nossa história, testemunha de nosso amor, cúmplice de nossos segredos, arquivo de momentos que perpetuarão dentro de mim. A brisa suave sopra. Parece querer brincar com meus cabelos, alheia a tempestade que envolve meu coração. Deixo a mente explorar o passado... Tão presente... Teus olhos, tua mania constante e única de apoiar teu rosto nas mãos. O sorriso espontâneo, a cara emburrada, os olhos se fechando de sono, e a vontade de ficar um tempo mais...e mais ...até o galo cantar...a madrugada... o sol nos encontrar ...felizes ou tristes...juntos.

A noite traz a transparência de minha alma, negra, sem luzes, sem amanhecer. Preciso me movimentar, sair deste marasmo de recordações. Thobias, meu companheiro de peripécias, que um dia correu tanto quanto no dia em que estouramos uma colméia; está selado, entende o que me vai à alma, conhece meu estado de espírito, sabe quando é preciso deixar as paisagens para trás, mais rápido, mais rápido, até se tornarem uma massa cinzenta, sem cor, ou forma retratando o mais profundo que existe em mim. Agora, no embalo do cavalgar, meus sonhos se afloram. Estou indo ao teu encontro, nossas mãos se tocarão, nossos corpos se unirão, nossos corações baterão em um só ritmo. A brisa tornou-se um vento tão gélido quantos minhas mãos que seguram as rédeas de um futuro-presente. Gotas de chuva descem sobre minha face, misturam-se as minhas lágrimas. Tenho a sensação de não estar chorando e sim caminhando para você. Na volta para casa nem o aconchego da lareira, o crepitar constante elevando as chamas transmite liberdade, as sombras sobrepõe à realidade que trará o amanhecer, elevo ás mãos solitárias tentando voltar ao tempo de criança onde elas davam vidas retratadas na parede imagens de bichinhos animados, mas não se movimentam, parecem presas ao aro de ouro reluzente que por poucas horas trocarão de mão fecundando o abismo que se posta diante de nós. O cansaço e as emoções imperam. Entre sombras e sonhos, meu pensamento repousa em você, na ilusão, nos sonhos, na saudade pulsante de momentos mágicos vividos, onde nossas almas se encontravam, onde nossos corpos não podiam estar. De desejos loucos e incontidos de poder realizar, antes que o ano se finde, antes que as horas levem tudo que posso te dar.

O amanhecer desponta, caminho a esmo, no escritório, ao lado direito da janela que desponta para colina verdejante (cenário de nossa história). O computador me atrai.. Você está off, está há apenas 50 km, mas em meus arquivos de vídeo teu rosto se faz presente, tua boca elabora a mímica de três palavras mágicas “EU TE AMO”.A musica no fundo é a mesma que partilhamos tantas vezes juntos COM TI RAMIRO, gravada em meu studio amador ao som de flauta. As notas enchem o ar, a melancolia prevalece, meu coração se enternece, “POR FAVOR, VENHA ME BUSCAR”, não vou conseguir sozinha, você sabe disso, é exigir demais de quem só soube amar, sem nunca saber lutar, sem nunca poder gritar, com um destino a cumprir, um dever de tempos idos e protocolados nos princípios de toda uma existência. O dia se arrasta imortalizando o passado. Estou diante do espelho, o rosto moreno não consegue esconder a palidez, o vestido branco de seda cai placidamente sobre meu corpo inerte. Vestido que outrora minha mãe usara com os olhos brilhantes de felicidade. Os meus não têm brilho, este fora reservado às perolas que adornam meus cabelos negros, sempre me achei parecida com ela, mas a imagem reflete somente uma semelhança física onde a mortalidade de meu semblante contradiz a vida de tempos passados.

Pedi que me deixassem ir só, queria ficar com meus pensamentos, onde você é soberano. Que bom que ninguém pode me tirar isto: tua imagem, teu sorriso, tua forma única de existir para mim, mesmo que em sonhos, mesmo que em lembranças, mesmo que em minha morte para a vida que se inicia. A escada imperial e central se desponta com teu corrimão de prata por onde desci tantas vezes lustrando-o com minhas vestes. Minhas mãos se apóiam nele, trêmulas, frias, para que eu não quede diante da realidade... Apenas trinta degraus? Deveria ser trezentos, três mil, ou trinta milhões? Eu os percorreria com gosto, antes de pisar na relva verde coberta por um tapete de pétalas de rosas que conduziam à capela. Porque desfolhá-las? Porque enfeitar a vida com a morte? Rosas brancas, pálidas como minha alma, desfolhadas e mortas como minha vida. Ao lado o lago que outrora me fazia sorrir, brincar e acreditar....queria parar...descalçar o pequeno sapatinho branco e sentir a frescura das águas elemento mais forte e presente da natureza em minha vida...mas agora não posso parar a poucos metros está minha rendição, meu destino onde o oculto será sempre meu presente, onde o passado será minha lembrança futura, onde você viverá eternamente, onde ninguém poderá jamais alcançar. A capela parecia lotada, não guardei rostos, somente sombras. No altar uma face, feliz, despreocupada, livre, sentado em uma cadeira de rodas estava papai, tuas pernas não mais suportavam me conduzir, teus braços que muito me embalaram, já não mais me apoiavam...segui em frente. Pensei em me voltar ..olhar para trás, mas não iria te encontrar. Palavras ditas e não ouvidas... trocas de alianças...abraços de felicitações....buquê lançado ao ar, festividades...todo ar de felicidade.

Faltavam dez minutos para findar o ano...minha existência já tinha terminado, o celular em cima do piano da sala...8 minutos...mãos tremulam ao aperta a tecla da re-discagem...minutos eternos...do outro lado a apenas 50 km, tua voz ...doce...amada...terna, parecia querer ouvir o que eu queria falar e não podia...engolindo as lágrimas. Apenas um pedido: seja feliz, seja feliz por nós dois...uma resposta que mais parecia um lamento, que por mais suave, parecia um grito...Seja feliz também.....um tum tum era o sinal de desligado....zero hora. Fogos explodindo no ar...

Fernanda Queiroz

Direitos Reservados

Foto de poetisando

Fuga ao destino

Fujo deste meu destino
Tenho que o fazer agora
E ir viver a minha vida
É chegada a minha hora

Não quero estar mais exilado
Da ausência de ninguém
Só quero como prémio
A vida viver também

Viver cada momento
Viver o dia de hoje com alegria
Sem ter sombras do passado
Sem tormentos durante o dia

Viver o dia cheio de felicidade
Com a alma sempre em paz
Esquecer o meu passado
Viver o dia como me apraz

Irei viver cada momento
Como se fosse o ultimo dos meus dias
O passado já o estou a cicatrizar
O meu futuro não o conheço
Nem vou nele mais pensar

Vou fugir do meu destino
Está chegada a minha hora
Vou viver a minha vida
Tenho que o fazer agora

De: António Candeias

Foto de poetisando

Fuga ao destino

Fujo deste meu destino
Tenho que o fazer agora
E ir viver a minha vida
É chegada a minha hora

Não quero estar mais exilado
Da ausência de ninguém
Só quero como prémio
A vida viver também

Viver cada momento
Viver o dia de hoje com alegria
Sem ter sombras do passado
Sem tormentos durante o dia

Viver o dia cheio de felicidade
Com a alma sempre em paz
Esquecer o meu passado
Viver o dia como me apraz

Irei viver cada momento
Como se fosse o ultimo dos meus dias
O passado já o estou a cicatrizar
O meu futuro não o conheço
Nem vou nele mais pensar

Vou fugir do meu destino
Está chegada a minha hora
Vou viver a minha vida
Tenho que o fazer agora

De: António Candeias

Foto de poetisando

Drama

Estou vivendo um drama interior
Que me está a consumir
Não consigo me encontrar
Só me apetece é sumir

A minha vida já nem eu sei
Tenho dias de uma tristeza sem fim
Tenho dias que estou alegre
Não sei o que vai ser de mim

Tento encontrar-me
Pareço um barco no alto mar
Que perdeu a sua rota
Que não sei como me encontrar

Alturas sou um autêntico vendaval
Outras de tamanha felicidade
Horas de tantas amarguras
Que não sei se é crises da idade

O passado não o esqueço
É coisa que não consigo
Vejo-o a toda a hora
Não sei que se passa comigo

Passo dias e até noites
A sonhar com o passado
Quando devia estar esquecido
Dias que passo atormentado

Não vejo chegado o dia
Que a morte me venha buscar
Para eu ter sossego e paz
A alma e o coração descansar

Vivo este drama sem fim
Que me está a corroer
Não consigo encontrar-me
Porque não antes morrer

De: António Candeias

Foto de poetisando

Como vim

Como aqui vim aqui parar
Não me lembro não sei
Só sei que vim caminhando
Pelas amarguras da vida
Fui vivendo um dia de cada vez
Atentar esquecer-me do meu passado
Amores, ou encantos e ternuras
Nunca os encontrei
Por tantos sítios que eu andei
Não os esqueci nem os vou esquecer
Não encontro nenhum sitio
Onde possa esquecer o passado
Tudo para mim é igual
Já estou a perder as minhas forças
Vou parar por aqui
Vou dormir para descansar
Sonhar com o que nunca tive
Com a felicidade quem sabe
Vou esquecer-me de tudo o que não tive
Para mim tudo foi uma miragem
Estou a ficar cansado

De: António Candeias

Foto de poetisando

Meu amor

Foi numa sala de chat
Que eu um dia te encontrei
Prendeste-me desde esse dia
Desde esse dia sempre te amei

Nesse dia já tinha decidido
Todas as salas deixar de entrar
Como fiquei tão feliz
Meu amor eu te lá encontrar

Não imaginas a minha felicidade
Quando de tudo ia deixar
Foste a mulher que mais amei
Que sempre irei mais amar

De: António Candeias

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