Fim

Foto de iDinho

De um astro a outro


Queria te amar... Mais ainda.
Amar, mas ainda conseguir ouvir meus cantos.
Dos de tristeza falo, já que foram com eles que um dia
Pude perceber o quanto tinha de ser com você!!

Você, pura, meiga, bela...
Na tela pinto o que chamam de lua com rosto contornado,
E cabelos adiciono. Luto para que não sejam poucas as semelhanças,
Pois em primeiro, o brilho ponho e tinta já não há para em nome de minha amada dedicar.

Em traços de bolhas reluzentes, os olhos daquela a qual a beleza com a tua comparo,
Oh lua, como faróis iluminam depois de tempos o caminho escuro
Que como uma selva de pedras, vida, ânimo, carinho e calor
Já não tinha mais.

As estrelas a rodear o satélite maior,
Fazem por cumprir a tarefa dada por deuses,
De proteger sua magnitude dos raios incontroláveis,
De um novo dia, que tarda, mas que por fim na noite que aprecio, ela novamente a de lavar.

Rezo, torço, suplico.... Oras.. te peço, lua...
Que a mim, amante que outrora teu, deixe-me cuidar
Do futuro desta graça,
E mais uma vez, poder sonhar com a mulher que só me disse "Sim, eu te amo!".

Fico tão leve nessa marcha que,
Cantando sonhando em te encontrar....
Horas me perco a nessa rede a embalar,
O amor que guardo aqui neste peito inteiramente prá te dar.

Oh! Lua!

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À minha eterna amada,
Adriana.

Foto de iDinho

Carta à Beatriz


A ti, ''mini'' de mim te chamo Beatriz.
Pois de marco fazes-te agora meta de novos sonhos,
E sendo bela, tua alma pura brotar faz a alegria de outrora,
Em vida magra e abalada pela dor de uma perda tardia,
Novamente animar-se.

Entre muitos especiais, da paixão que infelizmente desfalece enfim,
Faz-te peça chave na palavra que neste momento busco
Sentido, puro, límpido e forte para não chorar.
Para o teu caminho sossegada andar, estrelas haverão de brilhar.
Não tenhas medo do quê duvidar!

Paz!
Nasce perfumada, no jardim de minha vida,
Em um futuro que brilhante será com a graça do pai.
Mimos tua bela amada madrinha haverá de dar,
Na noite em que de teu primeiro sono provarás.

Diferenças e tendências tu encontrarás nesta vida, oh amada.
Cores, flores e amores.
Guerras, lutas e rumores.
Escondidas atrás das portas que abrirás,
Um jogo de felicidades e desilusões erguer-se-á diante de ti.

É tua juventude que chega.
Vendo-te como menina que deixas de ser para sonhos realizar,
Escrevo para ti meu primeiro tema de amor.
E o que antes para mim era difícil,
Agora como mãe o sentido simples das pequenas coisas por fim passo a adorar.

Amo-te minha filha,
Mônica.

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À Mônica e sua bem-vinda filha Beatriz.

Com amor e carinho,
Adriana e Dinho.

Foto de Fernanda Queiroz

Afinal, o que é o conto?

Afinal, o que é o conto?

Conto é a designação que damos à forma narrativa de menor extensão e que se diferencia do romance e da novela não só pelo seu tamanho, mas também por possuir características estruturais próprias. Ele possui os mesmos componentes do romance, mas evita análises, complicações do enredo e o tempo e o espaço são muito bem delimitados. O conto é uma narrativa linear, que não se aprofunda no estudo da psicologia das personagens nem nas motivações de suas ações. O conto é uma narrativa breve; desenrolando um só incidente predominante e um só personagem principal, contém um só assunto cujos detalhes são tão comprimidos e o conjunto do tratamento tão organizado, que produzem uma só impressão

Do que precisa o conto?

Tensão, ritmo, o imprevisto dentro dos parâmetros previstos, unidade, compactação, concisão, conflito, início meio e fim; o passado e o futuro têm significado menor. O flashback pode acontecer, mas só se absolutamente necessário, mesmo assim da forma mais curta possível

Fernanda Queiroz

Foto de SuKitt

Nosso primeiro encontro!!!

Nosso primeiro encontro foi invisivel
Eu ao menos te conhecia
Mas mesmo assim, me chamou
e se encantou...

Uma pequena vibração,
surge em nosso coração.
Como um toque de mágica
em uma simples palavra.

Seu primeiro toque
não pude resistir
Queria lhe conhecer até o fim!

Mas algo me impedira de ir
E assim se seguia...a esperança de um dia.

Suas palavras me encantava a cada momento
E a cada momento, coraçao fervendo!

Ao quinto encontro, irei de ir.
Pois você não poderia desistir!

Cheguei, sentei, havia de esperar
pois você não poderia me deixar!

Chegou acompanhado, assim como eu
Tudo combinado, nada errado!

A vergonha tomava conta de mim
Pois adorei o que havia visto, tão lindo assim!

Quase sem assunto, fomos embora
E o momento estava chegando na hora!

Estremecida, peguei em sua mão
Tão nervosa, como o raio e o trovão!

Logo me deu um beijo
mágico, e encantador
Me sentia leve e delicada,
assim como uma flor encantada!

Tempo se passou
E aqui estou...

Ao seu lado sempre estarei
Nos beijinhos e na ausência!

Pois meu amor há de crescer
a cada dia, e a cada momento!

Te amo...

Foto de Fernanda Queiroz

Como comecei a escrever - Fernando Sabino

Como comecei a escrever
Fernando Sabino

Quando eu tinha 10 anos, ao narrar a um amigo uma história que havia lido, inventei para ela um fim diferente, que me parecia melhor. Resolvi então escrever as minhas próprias histórias.
Durante o meu curso de ginásio, fui estimulado pelo fato de ser sempre dos melhores em português e dos piores em matemática — o que, para mim, significava que eu tinha jeito para escritor.

Naquela época os programas de rádio faziam tanto sucesso quanto os de televisão hoje em dia, e uma revista semanal do Rio, especializada em rádio, mantinha um concurso permanente de crônicas sob o titulo "O Que Pensam Os Rádio-Ouvintes". Eu tinha 12, 13 anos, e não pensava grande coisa, mas minha irmã Berenice me animava a concorrer, passando à máquina as minhas crônicas e mandando-as para o concurso. Mandava várias por semana, e era natural que volta e meia uma fosse premiada.

Passei a escrever contos policiais, influenciado pelas minhas leituras do gênero. Meu autor predileto era Edgar Wallace. Pouco depois passaria a viver sob a influência do livro mais sensacional que já li na minha vida, que foi o Winnetou de Karl May, cujas aventuras procurava imitar nos meus escritos.

A partir dos 14 anos comecei a escrever histórias "mais sérias", com pretensão literária. Muito me ajudou, neste início de carreira,ter aprendido datilografia na velha máquina Remington do escritório de meu pai. E a mania que passei a ter de estudar gramática e conhecer bem a língua me foi bastante útil.
Mas nada se pode comparar à ajuda que recebi nesta primeira fase dos escritores de minha terra Guilhermino César, João Etienne filho e Murilo Rubião -- e, um pouco mais tarde, de Marques Rebelo e Mário de Andrade, por ocasião da publicação do meu primeiro livro, aos 18 anos.

De tudo, o mais precioso à minha formação, todavia, talvez tenha sido a amizade que me ligou desde então e pela vida afora a Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos, tendo como inspiração comum o culto à Literatura.

Texto extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 4 - Crônicas", Editora Ática - São Paulo, 1980, pág. 8.

Foto de iDinho

Uma nova estação


Fim!
Só, o pedestal que outrora elevava teu orgulho,
Agora chora pedindo clemência a um amor
Que já não tens mais, pois já não mais também me quer.

Mas te quis. Fostes tu quem me despertou carinho,
E agora, com um ar de despedida, envolto no teu rosto,
Dizes-me ao telefone que na Sexta o desliga
Esperando não mais nem me encontrar.

Mas o destino foi bom, paciente ele foi.
Sentimentos sinceros foram os nossos antes, durante...
Espero que após nossa estadia, possa da mesma forma continuar,
Já que neste Novembro vais, anunciando o findar da até então nova e juvenil primavera.

Quando em becos, ruas e vielas nos escondíamos temendo,
Que o amor a nós concedido, contudo, proibido viesse à tona,
Chegando aos ouvidos dos leigos que não o entendiam,
Nossa face verdadeira revela-se então, mostrando o quanto tal momento único nos era.

Tua chance, minha chance, tua boca, teu sabor,
Pele, olhos, teu calor... Tudo ainda se faz presente embora
Os mesmos sonhos de antigamente já não venham se apresentar
Excitando o corpo que antes era frio, e que agora deixa de ser quente.

O pai dos tempos, filho dos ventos mesmos que te trouxeram para mim,
Agora com a graça retirada que por fim já não reconheço,
Leva-te novamente para outra terra, aquela cuja qual percebo,
Que tal como começou, uma nova estação, saudade deixará.

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À minha amiga Mariana, esposo e filhos.

Foto de iDinho

Beleza rara

Para todos aqueles que acreditam que na vida temos nossa alma gêmea.
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Dessa leva serei o último,
Mas com minha vida tu ficarás.
Sozinho a pouco estava quando
Naquela sala entrastes e com sua graça e timidez
Aquele amante de vestidos chamara.

Pensando bem, ainda há mais um.
Não sei porque ao certo quis que este fosse o último.
Talvez a agonia que passava fosse maior
Do que o sabor da paixão que degusto agora que
Por fim vim encontrar.

Mãe, eu sempre amei aquela moça.
Quando pareciam pisar no que ainda de valor enxergava em mim
Ela chegou e com o carinho dominou o que só tu tinhas meu,
O amor! Desculpe se agora divides com esta,
Mas fadados já estávamos quando ela em 21 me disse: “Oi!”.

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À minha alma gêmea,
Adriana.

Foto de iDinho

Bailarina


Linda, linda... Dança sem parar.
Na dança da vida teu sorriso encanta por brilhar.
Perfeição? Penso... Não!
Apenas mais uma forma de amar.

Como outrora outra tive, jamais serás igual.
Tua forma é diferente. Teu olhar me encanta.
E como uma bailarina, a menina criança,
Gira no salão a todos fascinar.

Não. Isto não é uma festa. Porém, aqui tristeza não há.
Debaixo da porta, seu sorriso,
Refletido na poça das lágrimas de alegria
Que meus olhos se põem a formar.

Tu eras, antes de conheceste, minha única paixão.
E agora, depois que enfim mulher te vejo,
Entrego-te nestas humildes linhas
Naquela bandeja o meu coração.

Não... Não mais chores. Não mais te preocupes.
Problemas iguais a ele, a ela, a todos, tu continuarás a ter,
Mas de pilar me farei, para que a dor em tuas costas,
Possa por fim suportar, e a mim com outra dança bailarina,

Tu venhas novamente a encantar.

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À minha Adriana.
Amo-te Annabella.

Foto de Anjinhainlove

Preciso de ti

Pára!
Pensa em mim,
Não digas que é o fim,
Olha para a minha cara.

Eu preciso de ti
Fiquei viciada no sabor da tua alma,
Quero a tua voz calma.
Quero que fiques comigo aqui.

Não faças isso…
Não abandones tudo por que lutaste,
Não abandones quem tanto amaste,
Vamos brincar com um novo começo.

Sente!
Pega na tua mão
E coloca no teu coração
E sente o seu bater quente.

Recorda os momentos
Em que cada palavra tinha significado,
Em que todas as nossas lágrimas já tinham secado,
Não ignores esses sentimentos.

Liberta a tua mente,
Abre os teus braços,
Sente no meu peito os traços
Que escrevem secretamente
“Preciso de ti.”.

Foto de iDinho

Marcas de uma paixão


Não. Não me queiras por minha juventude,
O passado se encarregará de levar minhas lembranças.
Debaixo deste travesseiro guardei meu telefone por vezes
A esperar uma ligação que jamais recebera.

Tua meiguice um dia chegou a me encantar,
Quando por vezes mostrar-te-me a pureza do sorriso teu,
Envolto em belos traços deste semblante
Que a lua por fim houve de copiar.

Guardo te ti doces momentos onde juntos,
Por mais que o dia voltasse sempre a raiar
Chorávamos inconsolável e incansavelmente,
A partida um do outro ao seu findar.

Mas ora! Por qual motivo chorávamos então?
Chorávamos nós, pois havia a negra e insolúvel
Certeza de que um dia, com o findar dessa breve estadia carnal
A saudade viria transformar nosso ninho em puras e doces...

Marcas de uma paixão.

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