Fim

Foto de joão jacinto

Resto de gente

Sou pedaço de vida,
deitado na sombra de uma multidão,
sou força vencida,
mergulhada e perdida em desilusão,
sou dor viciada,
de choro e de pranto sem poder fugir,
sou no sofrimento,
o espelho do tempo, sem nunca o medir.
Sou desgosto secreto
e incompreendido na palavra sim,
sou um resto de gente,
vergado ao silêncio, não se riam de mim,
sou pobre engeitado,
em nudez de encanto carrego minha cruz,
sou um fado pesado,
sou compasso trinado, sou um canto sem luz.
Se digo o que sinto,
se minto o que sou, não o faço por querer,
não me disfarço e me escondo,
no falso sentido do que acabo por ser.
Se me dou e me desfaço,
se luto esquecido e vivo insatisfeito,
sou no cinzento tristeza,
verbo conjugado no pretérito imperfeito.
Sou um rio parado,
sem margens, sem leito, sem fundo, sem foz...
Uma barca sem remos,
sem redes, sem leme, sem velas, sem nós...
Sou tarde poema,
de versos sem rima, lento de se pôr,
sou no novoeiro,
o que desaparece e se apaga de cor.
Sou um resto de gente,
o que sobra do início, o que falta para o fim,
vergado ao silêncio, não se riam de mim.

Foto de joão jacinto

Verdejante jardim

No meu verdejante jardim,
descuidadamente abandonado,
crescem em desordem entrelaçados,
arbustos de urze, alfazema e alecrim.
Gladíolos e jarros esmagados,
sob a grandeza de patas de veado,
envolvidos com rebentos de jasmim.
Ervas daninas viçosas de orvalho,
manto de azedas, amarelo limão,
desenho sombreado de um carvalho,
projectado, em movimento lento, no chão.
Buchos não aparados cercam a hortelã,
trinco a maçã caída da fortalecida macieira,
debaixo dela, durmo em silêncio, a tarde inteira,
eternizando o sono quebrado, pelo romper da manhã.

Acácias, orquídeas, manjericão,
por borboletas constantemente beijadas,
sardineiras em vermelho misturadas,
com rosas virgens, ainda em botão,
desfolhadas por barulhento escarevelho,
que procura sobreviver à sua solidão.
Cardos de tristeza envelhecidos,
trevos de quatro folhas perdidos,
entre rastejantes craveiro e chorão.

De pétalas abertas, sorridentes,
brilhando a céu aberto, em cor garrida,
desnudada, aprumada, de corpo inteiro,
ornamentada de beleza de margarida.

Folhas rasgaram-me o caule e abraçaram-me,
impregnando-me a alma de doce cheiro,
preso à terra pela raíz da sua raça,
senti-me estame e em graça,
pelo sabor do seu atractivo e sensual gineceu.
Fecundamo-nos mutuamente,
para parir o fruto da sabedoria consciente,
que dentro do nosso ventre em união cresceu.

Senti a cor do verde, o azul do céu,
o odor da terra e dos medos,
senti a vida, medi o tempo, olhei para o fim,
perdido no caminho que estava traçado dentro de mim.
Dancei aos ventos, bebi da chuva, tremi de frio,
sofri de amor, sangrei de dor, guardei segredos...

No meu jardim pouco cuidado, de natura bravia,
germinaram poucas, mas fecundas margaridas.
Nunca murcharam.

Tenho dentro de mim várias vidas.

O buquê das minhas vidas
é composto por tinta e quatro margaridas.

Foto de Cleber Dantas

Você

Se apaixona o mar e seus barcos
O pôr-do-sol do mar, a luz
Que fim de tarde resplandeceu
para todos a contemplarem

Se apaixona as estrelas, o céu
Que com puro contraste os define
mesmo com obstáculos emocionais
É possível contempla-la tal beleza

Se apaixona a rosa com seus espinhos
a borboleta que pousa para ser admirada
criada por DEUS sinônimo de amor
mesmo que a rosa more num pantâno

mesmo com meus lábios colados
o coração fala e grita
a paixão que sinto, vejo e admiro
Não sei se é duradouro
mas é puro e simples

Foto de TrabisDeMentia

Poema chato

Tem poema chato
Que fala e não diz nada
A pessoa começa a ler
E vê-se logo que não tem jeito nenhum
Está mal estruturado
E é chato
E depois a pessoa se farta de ler
Cansa logo ao principio
Pois não tem jeito nenhum e não diz nada também
E se prestarmos atenção ele nem rima
E mesmo quando rima é uma rima sem clima
Que tá sempre em cima da rima de cima
Que quer rimar e rimar
E é tão chata que faz chatear
De tão chata que é
È mesmo! Tem poema assim sim
Dando em cima de mim se repetindo
Poema chato assim não dá pra ler até ao fim
E pior é quando tem erro otorgáfico
Erro otorgáfico e fica se repetindo
Coisa chata
Aí a gente dá um fora nele e passa para outro
Outro poema
Um poema melhor estruturado
Que esteja um pouco melhor rimado
Que não seja tão pesado
Mas que ainda assim será desajeitado
Pois tem vezes que é forçado
E os tempos não batem certo
E o que ele quer dizer é incerto
E tudo o que diz fica aberto
E para rimar ele diz "decerto"
E para finalizar o esquema
Ele muda de tema
E passa o dilema
Para um outro poema
Um poema que
Embora não diga nada
Já diz algo a muita gente
Sua rima é acertada
Sua estrutura coerente
Mas deixai ele crescer
Em tamanho e qualidade
E aos seus olhos irão ver
Um poema de verdade
Ele vai ganhando uma postura
Que encanta quem o lê
Ganha logo uma doçura
Vá-se lá saber porquê
E de repente se sustem
Olhem olhem que lá vem
Shhh...
O poema se solta
Desamarra os seus cabelos
Olhai! Vê-de que belos!
Que singelos!
Que bom que é lê-los!
Eles escorrem para papel
Como a tinta de um pincel
Escorre para a tela
E lá vai ela
Livre encantada e bela
Despreocupada!
Pintando a aguarela
Com mãos de fada!

Foto de Joao Fernando

Retrato sem vida

Agora eu sei por que naquele retrato que eu me propus a te desenhar
Nada mais consigo... Nem um rabisco sequer traçar.
Meus dedos endureceram...
O Lápis mais parece um falecido jogado sobre a mesa, sem ação e sem vida.
Não há mais formas a acrescentar!

Os traços, linhas e sombras parecem não existir mais.
Parecem, ao menos, cansados e angustiados.
O papel deformado não aceita mais qualquer toque em sua superfície fria.

Parece intriga! Parecem rebelados!

Ficam esperando a minha decisão.
Esperando a minha inspiração... Que não vem.
Estou inerte e passivo. Nada mais consigo pensar.
Parece que o tempo parou e levou minha alma pra algum lugar.

Não há mais nada a contar.
Parece que a estória chegou ao fim mesmo.
Estou cansado... Finalmente entregue ao cansaço de tentar sempre.
Não há mais retrato pra desenhar.
Não há mais arte... A arte morreu!

Morreu antes mesmo de ter nascida.
Não teve vida, não teve sopro, não teve forças...
Abortou-se na incerteza da paixão.
Sangrou na dor da dúvida... Nada vingou!

A não ser os traços rabiscados e sem nexo.
Formas sem vida e sem direção.
Apenas um papel inerte, sem imagens, sem palavras e sem noção.

Restou a obra inacabada e também abandonada.
Mas apenas por sua culpa:
A culpa de não querer ser o modelo desse lindo retrato.

Foto de InSaNnA

Desejos,meus¨¨**¤°♥¨¨**¤°♥

Quero alcançar-te,por todos os meus sentidos,
Poder sentir teus sentimentos vivos,por mim...
Mesmo que a morte chegue,e leve, nas suas mãos,
o meu ultimo sopro de vida,
e morrer de amor,seja o meu fim..

Quero irrigar o meu ser com todos os seus encantos,
que o meu amor por tí,eleve a minh'alma,e que,
Eu roube dos céus,toda o azul que traz a calma,
Juntando em nossos versos toda a emoção,
dos nossos prantos...

Mas,nada tenho de tí!!
E nada queres de mim...
E agarro-me no teu rastro,
seguindo-te em pequenos passos,
misturando todas as minhas fantasias,
os meus desejos,
as tuas poesias...
Meus versos,umedecem
diante de tí..
Meus poemas gemem,
o teu nome..
A minha boca saliva,
de fome pelos seus beijos..
Estou louca!!
Não sei mais de mim..
é a minha falta de juízo,
é a tua falta no meu coração!!!
é essa doença na alma (você!!)
Destruindo,esse meu corpo são...

Se você chegou até aqui..(oba!!) Um abraço..(upaa!!) e um beijo (smacks)..mas se parou no meio,pode deixar,que eu perdôo..rs

Foto de Anjinhainlove

Onde estás tu?

Vivo numa constante agonia
Anseio encontrar algo
Que na realidade já me pertence.

Procuro por ti na escuridão,
Caminho por estradas incertas,
Caio no abismo da dúvida
E afundo-me nas nuvens negras da tristeza.

Onde estás tu espirito
Que me inquieta e me tira o sono?
Onde estás tu que me elevaste
E no mesmo momento me deixaste cair?

Onde estás tu?
Quando aqui devias estar
P'ra me segurar no fim da minha queda.
Onde?

Foto de Stacarca

Sonhos de um amor "solitário"

I

Fecho os olhos
Sonhos...

Oh sonho que a ti ansiava afagar
Que belo tu és, que belo tu és...
Mesmo que minh'alma vos abalar
Por ti quereis amar e amar
O cipreste do esquife rompe no alvorar
Ah bastardo, como podes? Queres me chagar?
A amplidão de treva envolve-me a vos maligno
Tortuosos caminhos hão de surgir ao benigno
Que triste tu és, que triste tu és...
Almejos simplórios de um coração "a sangrar"
Desça do pedestal da morte, um sonho estás a contar
- Não, não... Segredos posso revelar
E o coração puro da dama posso torturar
Que linda tu és, que linda tu és
Queres mesmo ler sobre a vastidão do meu querer?
O efémero pode durar, e escuridão posso pronunciar
Perdoe-me desde já, pois o poeta que escreve nunca amou.
O medonho da vida irá afligir... Uma forma de dor
Mostrarei o meu verdadeiro ser... Uma forma de morrer
Seu poema monotonia irá pasmar, irei escrever, mas
Triste irá ficar, Ah como irá ficar... Uma forma de amar.
Perfeita tu és, perfeita tu és, Ah como é!

II

Pondero a utopia de uma esperança a sonhar
Nele a sua alva face posso tocar
Ah como é lindo esse sonho que quereis viver
Toque-me, o infinito límpido irei buscar
Esperança? Saudade? Amor? Esse é meu ser?
Anelo que sonhei, Ah eu te encontrei, Ah eu encontrei!
Como és belo te amar, mesmo que numa ilusão de meu sonhar.
Não finda esse sentimento tão belo que brotou
Um dia... irei amá-la com outrora amou.
Sangra coração pútrido, chora olhos tristonhos
Rasga pele esquálida, morra alma maldita
Nesse instante onde o amor é um sentimento medonho
Não há para onde fugir, não... Não há saída
Tudo que toco, que sonho, que amo, é o você.
Mas isso é apenas mais um incógnito
"Amar-te, é ter a certeza que morrerei por um propósito"

III

Forja o fatídico lastimar no horizonte
Uma lágrima de sangue escorre de meus olhos
Ah maldito, ah maldito, queres estar em fronte?
Ávidas às lembranças tristes a recordar
O sepulcro do antanho retorna ao sonhar
Eu te odeio, mas a amo, e continuarei a amar
Dê-me um punhal, deixe-me mostrar o sangue escorrer
Meu pulso irei cortar para meu amor lhe provar
Sim, por você um dia (breve) irei morrer...
Sombras taciturnas de meu maldito olhar
Insistem em voltar, ah como sofro, e irei sofrer
O enfermo estás a sonhar, ah e viverá, ah e viverá.
Ó bestial, porque me atormentas? deixe-me apenas ansiar
Ó celeste, porque me ignoras? Deixe-me apenas amar
Não tenhas medo de minha morte amada
Foi apenas meu sonho, meu ódio, minha dor
Pois "A morte é apenas mais uma vida pérfida
Onde mais uma vez não terei seu amor"

IV

Ecos a serem ditos, ecos a serem ouvidos
- Você és linda, linda, linda.
- Obrigada, ouço responder uma voz infinita
- Seu sentimento és perfeito, perfeito, perfeito.
- Obrigada, ouço responder uma voz em devaneio
- Sua voz uma canção divina, divina, divina.
- Obrigada, ouço responder sua voz eternal
- Eu te amo, te amo, te amo e te amo
- ... O silêncio, resposta dum fim sepulcral.

V

Ah como foi linda essa minha ilusão
Pude te ter, te encontrar, te tocar
Ofegante da forja de meu coração
Pois mesmo que apenas em meu sonhar
Ah eu vou te amar, ah eu vou te amar...

Foto de TrabisDeMentia

Te lendo

Gosto de me sentar
Me debruçar
Ficar te lendo
Te absorvendo
Meu Deus como te amo
Sou deste mundo o teu leitor mais atento
Sou teu espectador
Encarnando um actor
De um filme de amor
Que se desenrola com o tempo
Ai..Quanto alento eu almejo
Em cada frase que te beijo
Em cada linha que te abraço
Devolve-me o que é meu
Cada pedaço!
Cada palavra
Já nada me basta
Quero-te aqui
Em carne e osso
Me tocando
Tomando o meu pescoço
Quero tudo de ti
Até que na hora do cansaço
Eu leve teu livro ao rosto
E adormeça livre e laço

Fim!

Foto de Jaque Queiroz

Te olho e te vejo

Todo dia olho pra você, as vezes te procuro e não te vejo,
mas todo dia aumenta o meu desejo.
Quando você me abraça tudo para, meu pensamento se perde no tempo.
Quando acordo e não te vejo sinto um vazio no meu peito, mas rapidamente sinto seu cheiro e me consolo no seu leito.
Quando você vai trabalhar, sinto meu coração pular,ora de saudade, ora de felicidade.
Sei que você sabe o que faz, e seu objetivo tem que buscar e sei também que seu amor nunca vai me faltar.
Mas de repente vejo sua singela luz aparecer, e em seu peito volto a me aquecer, e sentir que esse amor nunca terá fim,
e por mais que você vá sempre voltará para mim.

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