Lábios

Foto de ivaneti

Desejo...

Desejo

Foi você que mudou a direção do meu destino
Em seus beijos... senti teus lábios...
Tive medo da paixão... seu amor me deixou zonza.
Se pudesse transcrever minha dor, fazia uma canção!
A lembrança do seu corpo, faz meu sangue ferver.
Te procurei com vontade de te ver,
Querendo apenas encostar em teu ser,
A cada momento que penso em você...
Uma dor atravessa meu peito, como o arco íris no céu...
O corpo fica agonizando, suspirando querendo você!
Rastreei sua pele pelo seu cheiro...
Deixei minha febre te sentir...
Em sua cama... busquei a luz de teu olhar
Um encontro... dois corpos, tomados no desejo
Gritei no silêncio da noite!
Perguntava e eu respondia…
Numa explosão de alegria...
Pois enquanto houver dia...
Meus desejos serão teus...

Foto de ivaneti

A Espera...

A Espera

Estou cansada... sinto-me cansada da solidão... das noites frias... das lembranças... chegando de mansinho... dos fantasmas torturando a alma...
Caminho... caminho em passos lentos pelas ruas desertas... A cidade está vazia...
O silêncio apenas... todos se foram... menos a sua imagem presente nesta sombra que me acompanha...
E no meu desespero grito seu nome... ajoelho neste asfalto molhado... e diante das estrelas... faço meu pedido... como um crente em oração à espera de um milagre...
E neste sonho chego a sentir teus lábios aquecendo os meus... tenho a impressão de uma nova magia... um novo dia... e ao acordar... esperamos por você...
Meu corpo... meu desejo... meus beijos... nosso filho e minha vida... esperando juntos ter uma vida com você.

Foto de Thiers R

> Quadro carmim

>

.

Quando olhei o lábio
pensei na fissura do
sangue coalhado
torneando quadro carmim
borrando a língua
resvalando cabelos
desarrumando tempo.
Caía a chuva in Bangladesh
pensei: Por que lábios entrecortados
na argola prendem meu pensamento?
maldita seleção de imagens
tornam obscuro meu caminhar
tortuoso tateio
sangro a palma da mão
o vidro...sangue pisado!
procuro olhos da boca
encontro a negritude dum
céu orvalhadamente devasso
encontro rebelde
aproxima-se a mão do vento
enternece castanha forma
impiedosa perfuma meus dedos
Estou perdido
nesta paixão reticente
em momento inadaptado.

ThiersRimbaud
>>Agosto
>

Foto de ivaneti

Ausência

Ausência

O que faço? Tudo esta igual…
Suas lembranças me fazem chorar,
Me esforço para não pensar,
Mas meu coração vai mal!

É grande demais essa paixão.
Esse amor só sabe me destruir!
Quero fugir da vida, desta solidão,
Encontrar um cantinho só para dormir.

Quero o silêncio para esquecer sua voz,
Deixar os lábios mudos, sem dizer nada,
Já não leio poesia para não pensar em nós.

Aqui perguntam por você a toda hora…
Vou dar ordem para não falar seu nome.
Sinto muito! Preciso colocar um fim agora.

Foto de tadeu paulo

VOCÊ, PAIXÃO !

VOCÊ, PAIXÃO !

erga a taça
atice as vontades bêbadas
e abuse muito
do momento
embriague-se bastante,
e tanto, e sempre,
e além, e eternamente...
do brilho de estrelas;
deixa o gosto do luar
escorrer, derramando
de seus lábios,
e iluminando o teu peito,
arfante e desnudo...
beba todo o universo
só não me abandones...
sou apenas verso
mas você pra mim
é tudo!

(Tadeu Paulo – 2007)

Foto de JGMOREIRA

NÃO SÃO TRISTES OS QUE AMAM EM VÃO

NÃO SÃO TRISTES OS QUE AMAM EM VÃO

Não são tristes os que amam em vão
Mãos suadas
Testas peroladas
A gemer pelos cantos da casa
Na ânsia de uma ausência
Que nunca se recheará.

Não. Não são tristes
Com seus olhares oblíquos
Lábios dormentes
A fumaça dos cigarros
A matá-los
– pena não seja de uma só vez.
Lamentam.

Não são tristes. Nem infelizes.
Que a tristeza é a ausência do amor.
A infelicidade, a não existência dele.
Se não são tristes
Se não são infelizes
O que serão os que amam em vão?

Com suas vozes recuadas
As gargantas embargadas
Se em solidão.
As pistolas sempre engatilhadas
Renda envolvendo punhais de prata.

Não são tristes esses tresloucados
Que sem o menor alento
Repousam em santa astenia
Sobre lençóis amarfanhados
De uma noite de solidão
Quando dormiram sono vão.

Não são infelizes
Os que jamais serão felizes
Por amarem em vão.
Com suas caminhadas a esmo
Em pânico pelas ruas
Quase desmaiando
Invejando os que amam
Que caminham enamorados
Com gargalhadas que lhes ruem a emoção.

Será que amam os que amam em vão
Ou apenas sofrem
Por ser o sofrimento o concreto
Contido no abstrato amor quando é em vão?

Notebooks, CIAs, câmaras, assembléias,
Grandes empreendimentos
Celestiais construções
Seminários, submarinos
São, todos, provas do amor em vão.
Não que seja vão o amor com
Que os constroem ou os detonam,
Sendo apenas provas do amor vão.

Ternos impecáveis
Lúgubres moradas
Palácios, trincheiras
Em qualquer lugar encontra-se exemplar
De quem ama em vão.

Insistentes esses recrutas,
Continuam a amar.
Mesmo sabedores de que é em vão.
Será que sabem?
Será que é em vão?
Que força impulsiona esses estóicos
A prosseguirem nessa direção?

Não. Definitivamente, não são infelizes
Os que amam em vão.
O amor os redime
O ser em vão os sublima
Para que passem, gasosos
Pelas tristes lâminas
Que sangram os infelizes
Que amam em vão.

Foto de Amador Solitário

Uma Ano e Meio Sem Vc

Se a Saudade matasse, estaria eu, agora,
gozando de Inimaginável êxtase e liberdade carnal...
Estaria vagando pelo invisível, te buscando em cada canto, som, cheiro...
O infinito seria minha casa e Vc, minha eterna companhia!!!

Se o tempo pudesse Voltar dessa vez...
Se o Sol Brilhasse em minha noite, ou se ao menos minha noite fosse agradável...
Se essa preposição deixasse minha vida... se minha vida deixasse...

A eterna ventura, desventurada confesso, de um coração em débito;
A ausência que já me faz companhia há tempos;
O beijo que ficou suspenso... Seus Braços... Abraços...
Falta um pedaço de mim, nada me basta, pasto, perpasso...

E se eu lutasse, voltasse a viver... vivesse...
Revivesse, não bebesse nem me cortasse...
Será que recolheria o perdão Divino??? Cretino? Desatino!
Meu celeiro está vazio e minh´Alma imersa em trevas...

Revele tua face, nua, despida de carne....
Cumpra com o prometido, se mostre e recoste teus lábios nos meus
Me aqueça, enlouqueça, mostre-me o real, tua face límpida
Recubra-me com teu manto de Amor e Luz...

Me dê aquela borracha e um novo lápis!!!
Quero poder desenhar outra história
Desta Vez com muito mais cores e se me for permitido
Com um sinal emitido, um Final Feliz

Foto de NiKKo

Você ausente, mas presente em mim.

Eu estou tão longe de você agora
Mas pelo pensamento, eu sei que posso ter você para mim.
Assim cavalgo o vento da noite na surda esperança
para através dele, te dar esse amor que não tem fim.

Meus braços querem sentir teu corpo aconchegado
Para dele extrair o calor que necessita para viver
Pois você tem sido o sol que aquece minhas manhãs
O anjo bom que fez a minha alma renascer.

Eu sei que se meu corpo você agora abracasse
Iria sentir minha respiração ofegante a denunciar
O desejo guardado em mim desde que lhe vi
E a paixão que meus lábios está a ocultar.

Em meio a penumbra que agora me encontro
meus suspiros se perdem na inquietação.
Pois querem te fazer minha por momentos infinitos
deixar você desvendar as lacunas de meu coração.

Pois sei que tenho cantos escuros e encobertos
Afinal como todas as pessoas, eu muitas vezes já sofri.
Mas para você eu me entrego sem medo ou reservas
Por você, eu me deixo descobrir.

E me entrego dessa forma total e absoluta
Como jamais nenhuma outra já me possuiu.
Você tocou minha alma com tanto carinho sensibilidade
Que toda a minha resistência ou medo, ruiu.

Confesso que estou entregue a esse sentimento
Que não consigo mais poesias tristes escrever
Mas sei que isso só é possível agora
Porque o amor está em mim a viver.

E mesmo sentindo essa saudade toda de você
Não me sinto triste ou amargurada
Sou feliz, amor mesmo distante
Porque sei que amo, e sou amada.

Foto de Homem Martinho

Dois Corpos

Dois Corpos

Dois corpos desnudados,
Sem o mínimo pudor,
Procuram, desenfreados,
Os caminhos do amor.

Seus lábios se procuram,
Suas línguas se estreitam,
Suas púbis se torturam,
Os seus sexos se deleitam.

Dois corpos se fundem
Como se fossem um só,
Por vezes se confundem.

Pernas e braços entrelaçados,
Como num estranho nó,
Acabam por adormecer, saciados.

Francisco Ferreira D’Homem Martinho
2007/09/18

Foto de Thiers R

>> Tépida Tez

Tépida Tez

Hoje acordei com gosto de alfazema
rosas e sedução na boca
estava só
dentro dos pensamentos.
nitidamente senti palavras
roçando-me a pele,
colando lábios quentes.
Pulei da cama com vontade de tê-las
O relógio gritava:
Você tem que ir...você tem que ir...
Vesti-me e saí.
As rosas duraram por todo dia.
trabalhei enebriado.
Juro, quero apenas encontrá-la
letra endiabrada
provocante e sedutora.
Quero lamber teus dedos
abraçar a tépida tez
palidez rósea e macia
vem que a lua nos espera.
enrolados comeremos maçãs
no pecado noturno
devorando e
transgredindo.

ThiersRimbaud>>
Junho2007>

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