Lábios

Foto de Arnault L. D.

Você em mim

O seu cheiro ainda em minha pele
impregnado, como tatuagem
e de olhos fechados
inda a vejo e não é miragem.

E este torpor de mel
que me preenche peito,
que me remete ao céu
e a tudo que foi feito.

Na boca, se quiser acho o gosto
da sua, da lua e de sal.
De seu sabor de mar e mosto
língua e lábios em festival

Que se perderam em buscar.
Que se buscam a encontrar
em si noutro corpo e trocar
na confusão de tanto amar

Você em mim
na pele, no ar, na alma,
Sem distinguir inicio ou fim
por se fundir, êxtase e calma.

Foto de Carmen Lúcia

Aos olhos da noite...

Aos olhos da noite
tudo pode acontecer...
Em tua penumbra
trancado qual tumba
um grito se cala,
a dor não se abala.

Aos olhos da noite
procuro esquecer
olhos que me olharam,
lábios que me beijaram,
amores que me amaram
e que deixei esvaecer...

Aos olhos da noite
eu tento esconder
o que me consome e me faz sofrer.
A sombra da noite é minha amiga,
na noite escura encontro guarida.

O abraço da noite é o meu acalanto,
é voz que me embala, suave é teu canto...
noite sem lua, tão nua na rua,
despida de afeto, de vida que é tua.

Escondo a nudez envolta em teu manto
enxugo meu pranto, me aqueço em ti...
Aos olhos da noite
sombria, orgia
vazia de lua, de sonho,
de encanto,
magia...

(Carmen Lúcia)
20/06/2007

Foto de Lady Godiva

Dos outros - Pablo Neruda

Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nossos lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.”

Pablo Neruda

Foto de Lady Godiva

Cartas de Baralho

Já nada cresce em nós.
Os dias revelam-se agora uma colecção de repetições
que insistimos baralhar diariamente
para nos parecer ainda,
que o ontem não será igual ao amanhã.
Comentamos as notícias,
bebericamos o café,
depositamos o beijo de bons dias nos lábios um do outro
e saímos,
com a pressa de não sabermos se queremos mais ficar...

Foto de Nizamettin Esen Haymanali

Sem tua presença

Teus beijos pincelados
como as pétalas de uma rosa
vermelha, escura e orvalhada
nesta tela terna e aveludada
dos teus lábios mornos

alumiam e aquecem ainda
meu ser docemente saturado
de teu perfume embriagando
meu amanhecer sem tua presença
através de meus suaves sonhos

Foto de Ayslan

Meu longo caminho sem você

Meu amor há dois anos, num dia igual a este e parece ser tão próximo eu conheci você segurei em sua mão pela primeira vez, segurei você nos meus braços descobri o amor beijando seus lábios senti você despertando em mim a vida.
Priscila no meu coração hoje carrego esse amor que transborda através de mim, através dos meus olhos posso refletir você, através do sorriso posso te fazer presente e nas palavras te dou formas, sabor te dou amor.
Eu te amo Priscila amo-te intensamente que não quero te escrever nada além de eu te amo. Amo-te com uma paixão tão ardente quanto o sol... Amo-te e não mim canso de buscar novas formas de te passar esse amor, continuarei essa procura apaixonada por palavras que me façam voar a teu encontro a cada verso. Irei parti...
Já me sinto distante e pensando na chegada. Quero-te dizer como é a saudade em forma de palavras...
Quero te pedir para me esperar... Apenas esperar. Essa ansiedade de chegar, de te abraçar e só então libertar as lagrimas confortar o coração. Meu amor hoje na estrada a musica tocando as nuvens criando formas o lindo céu azul mim fez sonhar, neste sonho estávamos juntos vivendo o mais belo momento sem pressa, você sentada sobre uma toalha posta em um lindo campo o sol estava manso o vento leve mais constante nossos filhos correndo atrás do cachorro eu deitado com a cabeça sobre seu colo ouvindo a musica que as batidas dos nossos corações tocavam aquele momento perfeito duradouro e passageiro... Meu amor não te preocupa sem você a sempre algum lugar pra ir, estarei sempre a sonhar esperando de todos esses lugares um dia chegar.

Para: Priscila

Foto de Carmen Vervloet

O MELHOR PRESENTE (Para meu neto Rafael)

Que lindo tempo este, onde o botão se abre
em áurea trama nos feixes da primavera!
Onde o Criador semeia o grão que opera
milagres na terra ressequida da vida...
Quando pensei apenas sangrar o chão profundo
e a messe ser apenas a dor do mundo
um botão desabrochou nesse campo devastado
por tristezas e decepções!
Abriu meus lábios num sorriso,
enfeitou minha vida em galões e guizos,
diminuiu a dor e ressuscitou meu riso!
Em cada palavra que este Anjo balbucia
ouço a música da vida
e agradeço aos Santos e a Virgem Maria
a dádiva da sua vinda
trazendo alegrias infindas
na liberdade azul deste primeiro vôo
que me leva junto num sobrevôo
sobre as matas verdes da esperança!

Carmen Vervloet

Foto de raziasantos

A cabana.

O outono esta terminando as folhas amareladas no chão, sentada a beira do pequeno rio com os pés na água o olhar perdido no nada: Não sei por quanto tempo permaneci ali.
O vento espalhava as folhas secas que batiam em meu rosto, a água fria do pequeno rio estava cristalina, era um lugar ermo distante de tudo... Um lugar lindo e solitário a pequena cabana cercada por um lindo jardim, na sala um lareira que permanecia sempre acessa, pois fora construída entre duas montanhas, por isso era fria mesmo no verão.
Estava casada há três anos meu marido era diplomata e vivia viajando por vezes me levava com ele, mas a maior parte dos dias eu ficava em casa.
A montanha era meu refúgio, os pássaros me faziam companhia.
Todos os dias eu acordava cedo, o nevoeiro era intenso, na parte da manhã para não me sentir tão solitária eu ocupava meu tempo pintando era um lugar ideal para inspirações pintava lindas paisagens flores, e pássaros.
Meu marido chegava há ficar um mês fora ou mais, quando voltava das viagens ia direto para montanha, mas logo voltava, nos amávamos ele era carinhoso, não sei se eu não me importava com sua ausência dele ou se estava resignada.
Eu sempre quis ter filhos, mas ele achava que devíamos esperar um pouco mais então...
O inverno estava chegando e a montanha era muito fria eu resolvi ir a cidade fazer umas compras de cobertores, e suprimento para resistir o inverno, eu tentei ligar o carro, mas o carro não pegou então tentei o radio, mas nunca aprendi usá-lo então eu desisti: Resolvi esperar meu marido voltar de viagem, ele traria o suprimento necessário: os dias estavam ficando longos e com a chegada do inverno o nevoeiro aumentava tornado o lugar triste minha solidão aumentava cada dia.
Eu esperava ansiosa a volta do meu esposo então enquanto ele não vinha eu pintava, e em cada quadro que pintava procurava colocar um pouco de vida assim as cores, fortes o brilho da luz retratado em meus quadros me alegrava um pouco.
Embora estas cores e luz fossem imaginaria, pois o lugar era sem vida e cinzento.
Em uma tarde eu estava passeando ao redor da cabana as flores estava cobertas por gelo, mal dava para ver as árvores devido o forte nevoeiro, o sol era tão tímido que só se via uma pequena fresta de luz que vinha do alto da montanha.
De repente eu ouço risos vindos da direção do rio era a voz de uma criança eu corri em direção ao som da risada, o nevoeiro me impede de ver, eu sigo em frente e pergunto quem esta ai?
Oi! Responda quem esta ai?
Chamei por varias vezes e nada de resposta logo o riso parou então eu pensei deve ser o som de algum pássaro fiquei curiosa, mas como o barulho parou, eu voltei para cabana estava tão frio que sentei ao lado da lareira peguei um livro e fiquei ali até adormecer.
Dormi direto até o dia amanhecer.
Quando acordei o frio estavam mais intenso os vidros das janelas estavam tão embaçados que não se via nada.
Levantei abri a porta e a cabana foi invadida pelo nevoeiro que entrava casa adentro cheguei até me assustar:
No meio daquela fumaça cinza e fria surge uma pequena luz vinda em direção à cabana eu tento ver quem esta chegando até que surge um rosto era meu marido que voltava para casa eu corro ao seu encontro e o abraço fortemente ele esta gelado seu casaco esta úmido então de mãos dadas entramos em casa ele senta em uma poltrona em frente à lareira flexiona as mãos, acende um cigarro, e com um sorriso tímido diz te amo meu amor.
Ele levanta vai abre a porta, e vai até o carro, pega um lindo buque de flores entra novamente pega o nosso retrato de casamento em cima da lareira e coloca as flores ao lado, e diz flores para meu jardim.
Ele toma um chocolate quente e vamos nos deitar ele esta calado seu olhar distante me acaricia olha em meus olhos e diz estou tão cansado preciso descansar então vira para o lado, em seus olhos a lagrimas ele chora eu fico sem entender, afinal já faz tanto tempo que não nos vemos e ele volta assim...
Penso comigo mesma amanhã conversaremos, ele vai estar melhor ai vou querer saber tudo que esta acontecendo.
O dia amanhece e quando abro os olhos ele já esta acordado sentado ao lado da cama me observando, tem em seus lindos lábios um sorriso maroto e um olhar doce me olha de um jeito tão lindo que me emociona:
Posso ver em seu olhar muita ternura e muito amor, então eu o abraço ele se deita lentamente e ficamos ali abraçados nos aquecendo, o coração dele bate forte nossos corpos se encaixam com tanta perfeição como uma forma sob medida.
Sem dizer nada ele levanta pega a chave do carro e sai, eu penso que ele vai pegar algo no carro, mas ele liga o carro e vai embora eu saio correndo em meio ao nevoeiro gritando por ele, mas ele não ouve, segue em frente até desaparecer na cinzenta fumaça: Me desespero caio de joelho entra as folhas molhadas pelo orvalho e choro copiosamente, naquele estande eu me vejo tão só sinto uma angustia tão grande que nunca sentira antes, em um lugar tão deserto em meio o forte inverno até os pássaros sumiram para se aquecer deixando-me na mais profunda solidão.
Neste instante eu ouço novamente o riso da criança agora esta perto de mim... Abro os olhos em meio o nevoeiro surge uma linda menina de cabelos loiro tão branca como a neve, ela esta na minha frente eu me surpreendo não tínhamos vizinhos então pergunto de onde você vem?
Quem é você, onde você mora? Ela sorrir e diz moro aqui, venha ver eu moro aqui!
Ela segura minha mão e me ajuda a levantar ela me puxa rápido sempre sorrindo diz vem, vem logo!
De repente para em frente um monte de folhas secas, então eu pergunto onde mora? Ela responde aqui com você, eu fico confusa e penso-a deve ser filha de alguém que mora perto da montanha tenho que encontrar sua família.
Eu olho para o rostinho dela e passo a mãos em seu rosto gelado, pergunto novamente, vamos meu anjo diga-me onde você mora? Entenda, está muito frio, seus pais devem estar preocupados com você, então ela me olha e diz não estão não, minha casa é aqui, a sua também: Neste instante eu sinto um frio subir na minha costa, ela começa a remover o monte de folhas, e vai surgindo algo branco ela olha par mim e diz vamos mamãe! Vamos para casa, logo surge um tumulo branco em cima um lapide escrito aqui descansa minha querida esposa e nossa filha que partiram em um terrível acidente de carro.

Foto de Fernanda Queiroz

Parte de mim

Sexta, 30/06/2006 - 21:24 — Fernanda Queiroz

Que a distância que se formou entre nós
Não seja morte premedidata
De todos os sonhos que vivemos
Dormindo ou acordados
Porque uma parte de mim é sonho
E a outra parte realidade
Que a tua voz vibrante e melodiosa
Seja mais forte que este silêncio
E que meus lábios possa dizer Te Amo
Mesmo em minha constante ausência
Porque uma parte de mim é meu grito
E a outra parte é silêncio
Que minha face mostrada em video
Nunca gere esquecimento
Que possa ser vista e lembrada
Muito mais que um momento
Porque uma parte de mim foi filmada
E a outra parte a ti está reservada
Que a tua vontade de me encontrar
Não se deixe vencer por minhas palavras de adeus
E por mais que elas tenham sido convincentes
Não deixe que prevaleça em tua mente
Porque uma parte de mim foi partida
Onde outra parte aguarda tua chegada
Que o medo da desilusão não o afaste
Que a esperança perpetue em tua face
Que possa lembrar de mim com um sorriso
Muito mais que eu possa dá-lo
Que possa sentir meu carinho
Mesmo sem que possa tocá-lo
Para que uma parte de mim seja presente
Que viveu em teu passado.
Mas que este passado vire abrigo
Onde habita a saudade
Para que um dia possamos ser
Muito mais que casualidade
E que em meu habitat de sonho
Você possa viver de verdade
E neste teu mundo diferente
Eu consiga viver derepente
Que o som da natureza te aplauda mais alto
Que todos os sons que já ouviste do palco
Porque se uma parte de você é canção
E a outra parte sou eu
Uma parte de mim é você
E a outra parte é você também.
Porque uma parte de mim é amor
E a outra parte também

Fernanda Queiroz
Direitos Autorais Reservados

Poema inspirado na canção
Metade (Oswaldo Montenegro)

Foto de Fernanda Queiroz

Olhos demenina

Olhos de menina

Queria olhar-te com olhos de menina
Dar-te um abraço apertado
Desprovido de fardos acumulados
Ou dos lábios silenciados
Queria passar por esta porta
Sem que ela gemesse
Como o pranto que não segurei
Ou como os gritos que não dei
Queria sentir que a esperanças
Não se transformasse em lembranças
E o teu rosto poder ter
Por todo meu viver
Não quero escrever triste
Você sempre foi mais que alegria
Que habita todos meus dias
Que faça com que eu exista
Mas sei que está sendo profundo
Pois você é o meu mundo
Não há como negar
Ou tentar enganar
Por você imploraria
A quem fosse dono e senhor
Por você me humilharia
Em qualquer crença for
Pedir-te-ia com jeito
Ressoando eu meu peito
Este mais puro amor
Ver surgindo do nada
Uma mão espalmada
Que fosse grande o bastante
Para apenas por um instante
Transformar sonhos de dor
No milagre do amor.

Fernanda Queiroz
Direitos Autorais Reservados

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