Mal

Foto de Sonia Delsin

IMORTAIS

IMORTAIS

Não te quero mal.
Sou imortal.
Noutra vida já fui mais pra ti.
Muito mais.
Noutra vida tirei tua paz.
Por que fiz isso?
Porque foi preciso.
Voltamos.
Voltaste me amando e eu te amei.
Mas estes caminhos da terra são caminhos do não sei.
Ou sei.
Viemos prontos para o amor.
E tão frágeis.
Viemos de outras viagens.
Crescemos juntos em missões impossíveis.
Passamos por trechos terríveis.
Superamos.
Nos amamos.
Tanto... tanto.
E um dia nos desencontramos.
Eu queria mais de ti.
Tu querias mais de mim.
Agora é aguardar.
Talvez noutro tempo voltemos a nos amar.
Não me queres mal.
Nem podes.
Fui pra ti muito especial.

Foto de DeusaII

Sou tudo e não sou nada!

*
*
*
*
Não sou mais um oceano extenso
Que vagueia em todas as direcções
Para lugar nenhum.
Não sou mais que uma estrela do mar
Que se prende ao seu destino.
Não sou mais que uma rocha,
Que vai de encontro às ondas alteradas,
Sem nada sentir.
Sou o que sou,
Apenas um ente,
Um espírito num corpo inerte,
Que persegue seus sonhos sem os sonhar.
Sou um estado de alma incompleto
Que não terminou sua transformação nesta vida,
Preso dentro de algo medroso e pegajoso.
Sou uma fachada de mim própria,
Coberta por uma máscara que já não sai.
Coberta por um medo disfarçado de pânico.
Sou um pequeno desenvolvimento
Que não cresce com o tempo.
Sou a tua história mal contada,
A tua atrocidade já mórbida,
Que o tempo apagou..
Sou a tua sombra mais obscura,
Que não encontrou saída
No teu manto de mentiras.
Sou a tua consciência que pesa-te nas memórias
De tempos idos e jamais voltados.
Sou o jardim dos teus mais sombrios pesadelos,
Que te perseguem em noites frias.
Sou tudo... e não sou nada!

Foto de Sonia Delsin

NÃO SOU MERO ESPECTADOR

NÃO SOU MERO ESPECTADOR

Tropeças no próprio pé?
No palco da vida...
Tropeças nas falas?
Nas frases...
Decoraste?
Que pensas da platéia?
Representas bem teu papel?
No palco da vida quem somos?
Que sonhos sonhamos?
No palco da vida sou a atriz principal.
E sei que meu papel não posso representá-lo mal.

Foto de pttuii

Qualquerfilia e feijoada

quando cortei o córtex,
saiu uma menina desalinhada,
cheirava mal sem se sentir,...

destroçou-me a memória
porque queria filtrar o
sofrimento humano,
sem nunca sequer o ter visto,...

mas para tecidos de
flatulência como os que
envolvem a sintaxe de
minha alma,
é pouco,

já que sou chita velha de dores fintas,
presente para velhinha
em lar despedaçado,
que façam de mim sombra liberta,
nó górdio de feliz tentativa de ser feliz,...

para os menos atrevidos,
conheçam-me como chispe de feijoada....

Foto de Izaura N. Soares

Sonhos perturbadores

Sonhos perturbadores
Izaura N. Soares

Ao me levantar da cama, depois de uma noite mal dormida,
Coloquei os pés no chão, olhei para o vazio, as paredes brancas
Não me diziam nada. Meu corpo inerte, pensamentos vagos,
A cabeça girando como se não houvesse nenhuma testemunha
Para aquela insanidade poética.
Delírios de sonhos se misturando com a realidade, e a poesia no
Auge da sua liberdade tentando encontrar o seu verdadeiro eu.
Não, não quero falar do que sonhei!
Foram sonhos perturbados de um amor à distância que deixou saudades.
Deixou marcas no peito que se arrasta para um mundo que não existe o eu, você, você e eu.
Atropelo-me com meus pensamentos variados com o tempo que insiste lembrar as coisas do passado e a noite passada fez-me reviver sonhos irreais que se transformaram não diriam em pesadelos, mas sim num tormento dentro do coração que perpetua um amor sem esperança.
Não estou louca, não é loucura é essa poesia que entra nas minhas entranhas, que me faz vibrar por cada palavra, por todos os versos e me faz te amar loucamente, me faz te desejar, te desenhar num busto de homem ou de menino.
É esta linda poesia que desnuda o meu corpo, a minha alma e faz-me totalmente um ser verdadeiro. Um ser capaz de abdicar da sua felicidade em prós da sua.
Hoje, ao acordar, deparei-me com a realidade, mas lutando com o direito de continuar a sonhar, de continuar a te amar.

Foto de pttuii

Eles comem tudo, e não deixam nada

Quase no final de 2008, quem pega nas rédeas da quadriga portuguesa está na casa dos 50 anos. Apeteceu-me dissertar sobre quem já chegou à meia idade, e tem hoje de acordar todos os dias com preocupações de governação. No final dos anos 60, quando o mundo se decidia entre dar a vitória à ideologia do amor, ou abraçar o ‘american way’ conservador de Dickie Nixon, os ‘putos’ que hoje andam de BMW comprados por atacado, eram simples pirralhos. A televisão dava-lhes o ‘Franjinhas’, e o futebol resumia-se a versões infladas do Benfica-Sporting. Nas escolas, as figuras do senhor professor doutor, e do senhor almirante líder da república, abençoavam os meninos, olhando de alto para salas amplas mas cinzentas. Chegou Abril, e os meninos despiram a pele dos filhos de Salazar, e vestiram o destino de reconstruir uma nação. Descolonizar, desenvolver, e democratizar, foram desígnios abraçados, acarinhados. Mas,....a ditadura do mas sempre a mandar na genética Lusa. O Outono de 1975 chegou, e outros ventos começaram a moldar o presente dos nossos actuais preparadores do futuro. Com a adolescência vieram as febres europeias. Na Suécia cantava a dupla Agneta e Frida, que o mundo aprendeu a conhecer como ABBA, e em Portugal o senhor das bochechas mandava os jovens pensar em grande. A gaveta, o tal interminável compartimento para onde foi deitado o socialismo do Barreirinhas e do General Maluco, começou a fechar-se, e outra abriu-se em seu lugar. Agora interessava apanhar o pelotão da frente. A CEE do eixo Paris, Londres e Bona, ganhou laivos de ‘role-model’ no país de Camões. A idade adulta dos governantes do século XXI chegou com uma troca alucinante de ‘Jotas’. Nada de vermelho, tudo de rosa, e cada vez mais de laranja. Nas rádios já arranhava o novo rock português, e o José Cid não nos deixou ficar mal na Eurovisão. Portugal ganhou até um mártir. Em Camarate, o primeiro-ministro que prometeu mudar Portugal perecia, num mar de chamas, e com ele foram a enterrar as esperanças de que o rectângulo que um dia foi de Viriato, poderia no futuro vir a ser um laboratório de ensaio de práticas liberais. Virou-se ao centro. O homem das bochechas voltou, e abriu caminho para o paraíso. Um simples algarvio, que um dia resolveu ir à Figueira da Foz testar o carro novo, saiu de lá líder do partido do futuro. Os últimos 15 anos do século XX, em Portugal, foram de arranque imparável. Ninguém nos segurava. E já ninguém conseguia segurar os ‘trintões’. Vieram os primeiros lugares de responsabilidade, as primeiras concessões aos amigos, os primeiros condomínios fechados comprados a pronto pagamento. Os anos passam, os vícios entranham-se, e hoje os meninos rabinos do ‘flower power’ dominam tudo.

Finalmente, 40 anos depois, a canção do Zeca assenta que nem uma luva àrealidade ‘tuga’.
“Eles comem tudo, eles comem tudo, e não deixam nada”.

Foto de pttuii

O falhado apresentado

cheira a uma salmoura de frutos,
respira por menos de solidão,
veste-se,
talvez cubra o som da alma
mater que lhe parece mal,....

escreve por miosótis e
desprezos,
respira mal, morre,
e pinta renascimentos,....

faz amor lamentando ausências,
acorda para nem dar como sofisma
a dor de espírito que não sente,...

acalenta a procissão fina do
profano com que se desdiz
em momentos de solidão,...

para que tudo no fim,
seja porventura menos
que descrever o próprio,
e escrever com medos
diversos,
asseguro, ....

venci-me depois
de empatar comigo mesmo....

Foto de Sonia Delsin

“FRAGMENTOS”

“FRAGMENTOS”

Foi um sonho mal sonhado.
Um tímido sonho escondido.
Mal o alimentei e mesmo assim ele cresceu.
Cresceu e tomou enormes dimensões.
Era puro e limpo como decerto foi
o primeiro amanhecer da "Terra".
Mas era incerto e frágil.
E eu sabia que podia quebrar-se
em milhares de pedaços.
Sabia que podia desfazer-se
em segundos e desfez-se.
Quebrou-se todo.
Morreu o meu sonho,
o meu mais lindo sonho.
De repente vi caírem por terra
seus fragmentos.
E estava consciente de que
não adiantava me iludir.
Foi só uma desilusão.
A perda de algo que eu
ainda nem possuía...

Foto de Arion Do Vale

Nuvens....

Nuvens...

Hj olho para o ceu vejo nuvens brancas.
Vejo cd uma delas.
Cada uma com um formato diferente.
Oq vejo nelas e o formato de seu rosto.
Olho para elas em prantos de choro.
Choro pq nelas vejo seu rosto.
Vejo nas nuvens seu olhar que nunca vi antes.
Vejo nas nuvens meus erros que cometi com vc.
Vejo nas nuvens oq deveria fazer pra te-la ao meus braços novamente.
Mais choro pq vejo coisas que jamais poderia realizar sem que vc permitisse que meu coração demonstre todo meu carinho e Amor por vc...
Choro pq perdi vc.
Mais estou feliz tbm pq jamais pensei mal de vc eh jamais le desejarei mal algum nessa vida.
Sei que vc sera eternamente feliz sem mim...
Le desejo com minhas lagrimas toda felicidade desse mundo.
Ñ quero q esqueça que um dia Amei vc como ninguem Te Amou...
Quero que vc lembre de todos os momentos bons que passamos juntos.
Quero que vc olhe para as nuvens ao ceu e veja tudo que pretendia realizar ao seu lado.
Vc foi uma pessoa que entro em minha vida de uma forma maravilhosa eh saiu da pior forma possivel de pensar...
Sempre vou le desejar toda a Paz e Amor desse mundo...

Foto de pttuii

Poemas vingativos nunca venderei

Vendo poemas que não indiciem atrocidades comuns.
Negoceio com base no acompanhamento espiritual de um xamã, doutorado em mistérios ininterruptos.
Dos seres inquisitórios, que comem aparições de santas redentoras ao pequeno almoço, e acompanham com uma meia de leite.
Servindo uma causa, um equilíbrio precário, vendo poemas que não prestam. Sonhos remelosos, em que crianças anafadas, soberbas redomas de culpabilização de casais de meia idade, morrem. Sentadas em secretárias acinzentadas de uma escola de interior, revezam-se com o colega do lado na procura por um amanhã de sonhos cumpridos. E, de repente, tombam. O colesterol poderá escorrer pelos pavilhões auriculares, dependendo do jantar do dia anterior.
Pegar em livros de cheques, e eu vendo um poema. Prometo acompanhamento em versos de chumbo. Metáforas oleosas, seborreicas mesmo. Cliente,....deixe a folha ao sol, e no ângulo certo, sentirá a melanina pronta a invadi-lo em ondas de prazer inefável.
Talvez, um dia, venda poemas de esperança. Aforismos preparam-me para composições evolutivas. No primor de um amor que não desilude, e que termina num miradouro, a contemplar um pôr do sol vermelho, que comeu feijoada de ozono ao almoço.
Agora nunca. Jamais. Em tempo algum me verão a vender poemas que o homem pode considerar vingativos. Recorrer a neurónios que dormem mais de 23 horas por dia para, num carrossel de minutos, dar mostras de personalidade doentia. Recorrer a imposições de um bom gosto duvidoso, para espezinhar conceitos. Pessoas mal formadas. Situações que o tempo se enganou a produzir.
Considerarei, Deus assim mo permita, vender poemas de lua rabujenta. Injuriar daquelas senhoras que fazem amor com o treinador de golfe, e depois masculinizam maridos que chupam havanos como se ornamentos fálicos fossem,...isso sim.
Mas poemas vingativos. Nunca venderei.

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