Mãos

Foto de pttuii

Fazer de conta é bom

Contento-me com a solidão de uma mirada ao rio. Vestido de nobre falido, com aba de grilo imaginado, desfaço-me em agradecimentos à fogueira das vaidades que decomponho no horizonte. Lá longe, lá onde os pássaros despem as lingeries de senhora, e assumem onde nadam na noite erótica do mar revolto. Adoro-me como recolector de aspirações falidas, simplesmente porque eu fali as minhas próprias aspirações.
Enquanto mãe de água, da água que demora a cair porque as nuvens ardem de tesão, também falhei. Cuidei de amamentar expectativas. Acalorar rituais sagrados para apascentar demónios de filosofias bacocas. Fracasso. Total, completo, tão grande que até já usa ceroulas setecentistas.
O vento acalma o que pretendo seja uma transitória vontade de acabar com tudo. Finto um carneiro de duas cabeças que, apaziguadamente, começa a lamber-me as mãos. Reconheço-lhe características de entidade flatulenta e açambarcadora, por isso medo. Sim, medo alto, gigantesco. Terror do fim, porque o fim não tem princípio, e eu sinto-me um homem de meios pouco definidos.
Ao menos um exército. Adaga numa mão, escudo com a esfera armilar no outro, e uma voz de trovão em dia de epopeia renascentistas. Ninguém me pararia, porque só a imortalidade teria o condão de me amarrotar enquanto cadáver, jogando-me depois aos pés da tarântula que Deus guarda nos dias em que se sente satânico.
Por ora, meia volta, e volta para o que é seguro. Já se faz tarde. E a cegueira da calma que o silêncio ensurdecedor traz em vagas púrpuras, sempre contribuiu para menorizar o pouco que ainda resta no urinol do meu espírito.

Foto de Civana

Não ao Plágio! (apenas uma prosa)

Plagiar é algo tão repulsivo, não se trata somente de falta de inspiração, falta de criatividade, e falta de dom, é acima de tudo falta de caráter!

Pessoas que agem dessa forma não roubam somente idéias, roubam os sentimentos de outras pessoas, que talvez tenham levado minutos, ou até mesmo meses, ou mais para compor. Aquelas linhas não são um amontoado de palavras expostas para se exibir, ou satisfazer o ego, são muitas vezes lágrimas, sorrisos, mágoas, tesão, e muitos outros sentimentos derramados pelo poeta em forma de letras.

Nossos escritos são como filhos únicos e especiais que colocamos no mundo, aos quais nos dedicamos, zelamos e amamos incondicionalmente, sejam eles lindos, feios, grandes, ou pequenos. Não importa o conteúdo, o que importa é que é nosso, nasceu de nossas mentes, corações, e mãos. Não venham pegar meu filho e colocar uma tarja, ou dizer que é seu, ou de outra pessoa, pois de alguma forma terei como provar.

Registrem seus escritos, assim como é natural registrar seus filhos!

(Civana)

OBS: Assinalei todos os sentimentos na prosa, porque são exatamente todos os nossos sentimentos que são roubados, quando cometem plágio.

Foto de pttuii

Em planície

Montes de desalento. Sujas as mãos, Arroteias, o senhor das manhãs que pedem arrotos do fundo do estômago, já nada temia. Sentava-se no banco de vime que lhe oferecera os últimos dois tostões de há 20 anos, e eram mesmo de desalento aqueles dois montes alentejanos. Pareciam duas mamas de mulher desembaraçada, mas velha. Consumida, e velha, como provavam os sulcos que a água da chuva fazia no vale bem desenhado que avistava lá ao longe. Só que era tão deslindado o sentir que retirava daquele universo. Adorava trocar um quarto de escudo entre os nós encardidos dos dedos, enquanto fincava bem o pé na terra vermelha. De tanto fincar, partilhava o que as entranhas do planeta pareciam sangrar.
Era pessoa de antigamentes, que já não se deixava espantar com nada. Andava à procura de um dia menos previsível, para finalmente dizer a si mesmo o que queria da vida.
O vento não concordava. Beijava, de leve, o que de pudico transpirava das árvores. De carvalhos, gostava de abusar. As pessoas acreditavam em adultério, mas do ar só choviam deuses confusos. Viriatos talvez, porque de romano o ar só tinha o cheiro a coisas desnaturadas. A insultos escritos com tinta invisível.
Arroteias brincava com sonhos mal escapelizados. Não sabia de sabores a bibliotecas, mas lia tudo o que uma mulher lhe tinha para dizer. Nem que essa mulher fosse duas escrecências do planeta. Gizava planos, para esquecer-se de que relacionamentos, são chuvas mal conseguidas pelo imprevisto da criação.
Montes. Dupla de montes, que davam um pôr de sol de veias dilatadas. Sossegava mentes cansadas de explicações místicas para tudo. Arroteias dispunha-se bem, dispondo deuses de índoles diversas para conversar. E deixa-se a mais, porque pensar nunca foi arte para fazer com menos.

Foto de DeusaII

Perco-me assim... dentro de ti (deusaii) ... te conheci num clicar... (Von) Dueto deusaii & Von

Ondas de calor que o ceu emana
Percorrem aos poucos minha face fria,
Pelo vento gélido que passa sobre mim.
Aos poucos, esse sentimento quente,
Começa a consumir-me por dentro,
E fico assim, extasiada,
Presa neste sentido de vida,
Que escolhi viver, ao teu lado.
Minhas mãos, então, já avidas,
Querem tocar-te, querem sentir-te...
Tocar tua pele, sentir tua ansia...
Como se o tempo parasse para nós.
Como se, a esfera da vida, parasse simplesmente de girar
E apenas existisse o nosso tempo.
Tu me olhas, bem dentro dos meus olhos,
Pegas em minhas mãos,
E sobre teu corpo, desenhas em breves palavras
Sentidos, sentimentos, fantasias.
E eu, já quase perdida em ti,
Olho-te, e meus olhos sorriem,
Brilham, na escuridão da noite que se faz sentir.
Toco-te bem fundo, da tua alma...
E sinto um calor imergir de teu corpo...
E então, meus lábio agem...
Perdendo-se em carícias contra tua pele,
Consumindo cada gota de suor que paira sobre teu corpo.
E tu já extasiado, deixas-te levar...
E me amas, nesta noite já escura...
Pela noite dentro,
E eu... perco-me assim...
Dentro de ti!

poema resposta...

Te conheci num clickar
Me apaixonei no teu jeitinho
manhoso de olhar
Hoje me realizo num sonhar...

Mal agüento esperar
Para tua imagem na tela pairar
Meus desejos e sonhos
Vir a realizar...
Que coisa louca este nosso amar...

Nunca te toquei
Mas navego no teu jeito de amar
Até teu cheiro consigo sentir
Nas noites que me faz delirar...

Na net vivo ligado
Nos teus carinhos que me fazem viajar
No jeito gostoso que me leva a sonhar...

Viajamos a um mar de
Desejos
De fantasias
E amar

Agradeço ao grande poeta Von, por este dueto, cheio de paixão e erotismo.

Foto de Sirlei Passolongo

Olhos da Guerra

Olhos perdidos
no horizonte
mãos se esfregam
aflitas...

Pés inquietos
quase saltitam.

Involuntários gemidos.
Bocas silenciadas
pelo medo.

O corpo responde aterrorizado
aos bombardeios malditos.

O menino não compreende
o que adultos não explicam.

Em nome do que há guerras?
De terras, poder, religião...

Se a vida é o que vale mais
Porque não cessam esta aflição?

Esta incerteza do amanhã,
se os olhos de novo se abrirão

Os olhos se fecham assustados
inseguros de abri-los ou não

E os homens seguem...
abrindo valas no chão.

(Sirlei L. Passolongo)

Direitos Reservados a Autora

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"PELE"

“PELE”

Quando recebo teu abraço...
Sinto todo teu corpo me acariciar...
Delicio-me na sua pele de veludo...
Não resisto, quero te amar!!!

Todo teu corpo é aconchego...
O teu cheiro é o ar que respiro...
Estou apaixonado sim, não nego...
Vem, vem logo, vem pro nosso esconderijo!!!

A maciez de tuas mãos...
A tua pele sedosa...
O teu jeito é pura emoção...
Você é a minha gostosa!!!

O gosto de estar contigo...
Leva-me ao delírio total...
Vem se esfrega no meu corpo todo...
Juntos, vamos chegar ao prazer total!!!

Foto de Paulo Gondim

Teu Corpo

TEU CORPO
Paulo Gondim
08\01\2009

Deslizo todas minhas emoções
Na pele macia de teu corpo
Como se fosse uma estrada estreita
Correndo o perigo que me espera
Em cada curva perfeita

E a viagem se torna mais alegre
No deslumbrar da paisagem do teu corpo nu
Na perfeição dessa simetria
Quando exploro tua geografia
E descubro que a beleza do universo és tu

E quando toco cada ponto de teu corpo
Explode em mim o maior desejo
Quando minhas mãos te acariciam
E respondes com a volúpia de teu beijo

É assim teu corpo, resumo de mim mesmo
Tudo o que sonhei e quis pra mim
Nele é que me encontro e, enfim, me realizo
Ele é meu tudo, meu princípio e meu fim.

*******************************
Texto escrito em Brejo Santo, Ceará, região nordeste do Brasil.

Foto de Rosinéri

NÓS, DOIS MUNDOS DIFERENTES

Queria poder falar,
mas as palavras não saem de minha garganta
queria poder afagar seus cabelos,sentir seu calor
mas como sempre, me satisfaço a olhá-lo de longe.
Paro e penso, consegui tantas coisa
Mas não consigo expressar o que sinto por você.
Queria poder falar de coisas
Mas meu silencio é maior.
Tentei te escrever mil poemas
Mas que nunca irão chegar em suas mãos
Porque o destino deles é o fundo de alguma gaveta
Acredito que meu destino é amar-te em silencio
É sofrer por ser como sou
Acreditava em ilusões
Mas as ilusões não duram tanto
E não nos fazer sofrer tanto assim
Queria poder dizer tantas coisas
Mas nós dois vivemos em mundos diferentes
Você vive num mundo real
Diferente do meu mundo de ilusões e sonhos
Podem me chamar de sonhadora
Mas, de sonhos também se vive
E de sonhos nascem as esperanças

Foto de leila lopes

Quem é esse homem

Quem é esse homem ?
Que me enternece e me encendeia
Quem é esse homem ?
Que me faz viajar
E sonhar com suas doces palavras sobre o amar
Quem é esse homem ?
Que me invadiu o coração
E me embreagou a alma
Quem é esse homem ?
Que meus labíos anseiam beijar
E da sua boca seu nectar sugar
Quem é esse homem ?
Que minhas mãos desejam tocar
E pelo seu peito passear
Num gostoso acariciar
Quem é esse homem ?
Que mexe comigo
E me faz desejar
Qual sera o sabor do seu beijo ?
Como sera o calor de suas mãos ?
Quem é esse homem ?
Que me tira o sono
E me deixa cheia de tesão
Não sei a cor da sua pele !
Não sei a cor dos teus olhos !
Apenas sei que tuas palavras doces
Tem a medida exata do meu amor
Quem é esse homem ?
Que faz meu corpo queimar
Sem ao menos me tocar
Quem é esse homem ?
A quem quero me entregar
E me perder de prazer
Vem amado meu
Deita teu corpo sobre o meu
Com seu membro quente e viril
Preencha meu corpo
Entre gemidos e sussuros
Quero estremecer de prazer
Quero velo desfalecer sobre mim
E me inundar com seu goso quente
E por fim a minha face acariciar
E um doce e terno beijo me dar
Quem é esse homem ?
Não sei
Não posso explicar
Só quero me deliciar
Com cada momento que ele me da.

Pra voçê
Pelas doces palavras que tem me escrito

Leila Lopes

Foto de Rosinéri

O QUE É VIVER

Viver é descobrir novas coisas, a começar das mais pequenos, como levar flores para casa, ou dizer “bom dia”, ou até mesmo andar a pé.
Viver é ser capaz de amar, ser verdadeiro e estar em paz com os pensamentos.
Viver, mas viver mesmo é ser livre, e contar as noites com sonhos soberanos, é contar e inspirar os dias com visões de noites felizes.
Viver e plantar as sementes com ternura e colher os frutos com alegria, comer e beber daquilo que as próprias mãos conseguiram tirar da terra.
Viver, é ter filhos e brincar com eles e torná-los homens ou mulheres de valor.
Ser amigo e receber o prazer contido na amizade, dar sem ter que receber.
Viver é ser justo e nunca querer vingança,ter a palavra, mas saber também escutar.
Viver, é enxergar a vida e sorrir para ela, contemplar o sol, a natureza, o universo.
É ter esperança de esperar sempre o melhor.
Viver é também cantar e ser poeta, ter imaginação, se fazer criança e o coração ficar grande.
Grande de paz.
Viver sobretudo é ter fé, é pedir pelo amanhecer de um novo dia, e agradecer por ele na chegada da aurora.
Viver é ser aquilo que se é.
Viver é sentir.
Viver é estar vivo.
Não importa a definição, a receita ou a fórmula.
O que realmente vale é viver intensamente todos os momentos.
Ai sim, entenderemos o significado de tudo.

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