Mãos

Foto de Raiblue

Cinemat(orgia)....

"Sexo é cinema
O mais explícito
Filme fazemos
Ardentes cenas
Por trás das cortinas
Do pensamento
Escuridão
Tesão
Câmera em ação
E a cama se faz ali
No chão
A luz
Nosso fogo
Chama incandescente
Focos
Ângulos
Enquadramentos
Perfeitos
Vários planos
Sem roteiros
Definidos
Ações improvisadas
Selvagens
Inusitadas
Mãos que entram
Saem,mexem,vibram
Pegam,alisam
Desbravam
Todos os caminhos
A legenda
É o próprio
Movimento
Linguagem
Universal
Sonoplastia
Digital
Sussurros
Límpidos
Insanos
Eletrizando
A pele
Líquidos
Escorremos
Na tela
Cinematorgástica!"

(Raiblue)

Foto de angela lugo

Coração apertado

Meu amor não é uma obsessão

É pura saudade do meu coração

Tua ausência está a maltratar-me

Sinto demais a tua falta

É como se o meu coração

Estivesse em minhas mãos

Tenho saudade do teu sorriso

Da doce melodia da tua voz

Hoje a brisa fresca soprou

E com ela senti teu perfume

Senti um aperto no coração

Lembrando que há muito não o tinha

Onde andará aquele brilho

Que conduzia a minha vida

Que somente ao teu lado eu via

Por onde andas meu amor

Cadê aquele calor que me aquecia

Junto ao teu peito nos unindo

Tornando-nos dois em um todo dia

Hoje o sol não tinha brilho

Pois você esqueceu-se de voltar

E fazer o sol tornar a brilhar

Volta logo estou aqui a te esperar

E com o coração apertado

Sem saber quando você chegará

Foto de Maria Goreti

INEVITÁVEL

Luzem em tua pele gotas de suor.
Exalas aroma de flores silvestres.
Descubro em ti um autêntico frasco de perfume...
Teu aroma é fresco, suave, inebriante!
Tua cor e transparência, sedutores!

Há um quê de castidade em teu olhar
E eu te desejo muito!
Sinto-me sucumbir diante de tanta beleza!
Atrai-me o teu jeito inocente de seduzir!
Tomo tuas mãos e conduzo-te.

Divino momento!

É meia noite...
Os sinos dobram.
Cinderela, a carruagem está pronta.
Hora de voltarmos à realidade.
Um abraço apertado, um beijo molhado,
Um adeus.

Não, um até breve!

Passam-se dias até nos encontrarmos novamente.
Corações pulsantes, olhares enternecidos,
Pernas cambaleantes, desejos incontidos.
Tu te mostras doce e ao mesmo tempo ardente.
Enquanto despes as vestes provocantemente,
Deixas cair o véu da inocência.

Abraço-te com furor,
Cravas as unhas em meu dorso,
Mordo tua orelha... Arrancas meus pelos,
Mostrando-te a mais felina de todas as mulheres.
Entre gritos e sussurros cantas a melodia da noite.
Embeveço-me a cada mistério desvendado!

Mergulho no mais profundo dos mares,
Tu me acompanhas nos movimentos oscilantes
Das ondas que espumam ao lamber a areia.
Transpiro patchuli.
Gotas sabor chocolate escorrem dos teus lábios.
Recebo-as na língua.

Um momento de loucura,
A pressa de chegar...
O desejo de que jamais acabe.
Suspiramos,
Aí morremos.
No gozo...

Mas só por alguns instantes.

Ressuscitamos...
E começamos tudo de novo!

©Maria Goreti Rocha
Vila Velha/ES – 18/05/07

Foto de Dirceu Marcelino

SÚPLICA

Meu Deus!

Meu vestido esfarrapado,
Por que não o torna num
Longo vestido de cetim?

Meu marido embriagado,
Por que não o torna num
Homem sóbrio e limpo enfim?

Olhai! Senhor!
Minhas mãos tão calejadas,

Porque tanto trabalho assim?

Minhas preces enviadas,
Para o anjo Serafim
Não serão ouvidas
Para que ele volte pra mim?

Senhor!
Minhas faces tão queimadas,
Por que tu não as tornas
Em cor bela como carmim?
Não quero ser rejeitada
Por que não me tornas,
Tão bela, e formosa assim?

Meu Pai!
Quero ser amada!

Mesmo ainda que não reabilitado
Tenhas esse homem assim.
Faça com que seja encontrada
Por meu príncipe encantado
E tudo isto chegue ao fim.

Foto de Ana Botelho

E AGORA...

E AGORA...

Acostumei as minhas longas mãos
A brincarem felizes entre as suas,
Por que agora estarei contente
Se elas vagueiam desapontadas
Em busca de tudo o que juntei,
Ou que pensei ter conquistado,
Se as vejo vazias, inconsoladas ...

Gastei os meus atenciosos olhos
Mirando e amando amar os seus,
Por que será que hoje nada querem ver,
Nem ao menos possuem o brilho de antes.
As coisas voam e, muito pouco de tudo
Que pensamos ter, fica para nos alegrar
É...agora ninguém atiça os meus desejos...

Será que subir em escadas de mármore
Para derrubar do alto muitas baixelas de ouro ,
Será que quebrar espelhos, vergar espadas,
Despedaçar estátuas e colares de pérolas,
E depois, de ver essas coisas todas no chão,
Pararei para escutar e sair desse torpor,
Recebendo então, um restaurado amor...

O que posso fazer para ter essa tal plenitude,
Se em cada novo ensaio, só encontro o mundo
E se o que busco é sempre o encanto do infinito...
É como se eu habitasse entre exílios e guerras,
Meus amores são extintos, todos eles mortos,
E para consolá-los, mando-lhes agrados em versos,
Mas nem isso os acalma, ficam gravados na minha alma.

Latentes, como os rios que perenemente choram
A ausência dos dias de verão, em que as chuvas fortes
Transbordam os seus leitos e redobram as corredeiras
Num derramar sem fim de opulência e saciado prazer,
Banhando para fertilizar e carregar tantas delícias,
Que ganham vida e matam a fome ao seu derredor,
Mas que são como eu, também sujeitos a mil fases .

ANA BOTELHO 30/02/2007

Foto de Mabel

Um sonho...

Um sonho começa a ser realidade quando homens e mulheres sonham juntos, olham para além das limitações e ousam caminhar caminhos novos, às vezes pedregosos, às vezes escorregadios, sempre desafiantes. Não obstante, nenhuma dificuldade, nenhum obstáculo é mais angustiante do que se caminhar solitário... sem mãos que se tocam, sem ombros que se apóiam, sem olhos que se olham...
Lembre-se que a verdadeira lágrima não é a que cai dos olhos e escorre pela face e sim a que sai do coração e escorre pela alma... E essa lágrima não precisará ser lembrada, pois não será esquecida ...

Foto de Zênin Cirino

Amor Quieto

Meu amor nunca me vê.
Passa sempre ereta,
Firme como uma torre que toca com a língua os ares azuis.
Nunca admira:
deve ser admirada.

Meu amor nunca saberá que
ergo sentinelas nas sombras
Para mirá-la apartir deste meu
Universo secreto,
Valioso e quieto como um diamante.

Passa com os cabelos trêmulos
feito estrela,
E, às vezes, os contêm com as mãos!
Passa como passa uma deusa arfante do Olimpo,
Intocável, intacta,
Toda ensolarada
(ou enluarada).

E eu, pobre de mim,
Não sou astro nenhum.
Nem anel e satélite - ou qualquer
corpinho celeste.
Sou um jeca comum.

Foto de angela lugo

Tirando o véu dos olhos

Porque sinto suas mãos frias
Quando toca minha pele macia
Porque seu coração não acelera
Quando estamos na intimidade

Porque seu olhar atravessa os meus
Como se olhasse muito além
Como se os meus já não existissem
Apenas estivesse atrapalhando os seus

Porque seus carinhos são monótonos
Já não sinto a sensação de outrora
Procuro aquecer nossa união
Mais parece que tudo é em vão

Porque não vejo em ti qualquer reação
Então percebo que nada que faça
Fará em ti qualquer mudança
Pois seu coração já não está aqui

Não te perdôo por nada falar
Que hoje por mim já não tem amor
Não sei quando foi que ele findou
Nem sequer percebi que já acabou

Hoje meu coração percebeu...
Que não tenho mais o seu amor
E fico a me perguntar
Quando foi que deixou de me amar

 Tão apaixonada esqueci-me de olhar
Dentro dos teus olhos e neles sentir
Tua alma que perdia o brilho
Apenas vendo o véu que o cobria

Todo aquele amor que um dia sentiu
O amor se foi vou sentir saudade
De tudo que um dia sentimos
Que agora se perde no tempo do passado

Um tempo que passou e não percebi
Por te amar tanto que tudo encobria
Mas o véu que te encobria foi tirado de ti
Agora vou procurar o rumo de outro amor
De um novo dia que chegará com alegria

 

 

 


Foto de Osmar Fernandes

Ah, se eu fosse um poeta!

Ah, se seu fosse um poeta!
Eu faria uma história de amor
Sem dor, sem tristeza e sem agonia.
Com o teor da verdade infinita,
Com uma fisionomia santa.
Com a mesma transparência que encantou
O verdadeiro amor de Romeu e Julieta.

Ah, se eu fosse um poeta!
Eu faria uma história de amor feliz.
Faria o sol casar-se com a lua.
Faria uma esquina de flor
No meio da rua.
Faria o joão-de-barro construir uma casa
Só minha e sua.

Ah, se eu fosse um poeta!
Eu faria você entender meu mundo.
Faria você voltar a sorrir como criança.
Faria você ter mais esperança.
Faria você saber que o futuro depende de nós.
Faria você compreender que somos amantes...
E de mãos dadas construiríamos um novo amanhã.

Ah, se eu fosse um poeta!...

Foto de carlosmustang

"LIMITAÇÕES"

Dermarcára um pequeno espaço,
Onde não posso ultrapassar.
Apenas um pedaço, pra "viver"
E pra sonhar...

Um dia não podia, viver triste limitações assim!!!

Dei murros e murros, nessa parede
Soqueteei minhas correntes
Tanto, que minhas mãos, quase cairam...

O desespero envolveu-me
Ví o fim de uma essência vital.

Não me libertei dessa sina "incompreendida"
Não valeu viver, sem sonhar não vivo!!!

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