Ninguém

Foto de Minha_Historia

Aliança

Ainda guardo a nossa aliança.
Pois tenho Esperança
De um dia colocar novamente em seu dedo
Não tenho e nunca tive medo

Tenho no meu coração o mais nobre Sentimento
Ter você todos os dias, quem me dera
A todo o momento
Por uma vida, sei como vale a espera.

Cumplicidade e carinho
Sem ninguém mais em nosso caminho
Aguenta coração
A grande morada da minha eterna paixão.

Releio nossas conversas
E vejo nossas fotografias
Foram momentos mágicos.
Bem vividas de amores e alegrias.

No fundo sente minha falta
E sonha comigo como me revelou
Do dia teve coragem
E para um único encontro me convidou

Encontro inesquecível
Segurou minha mão no caminho
Dirigia eufórica
Se segurando mais louca para me dar carinho

Assim que descemos do carro
Com um longo beijo me lambuzou
Mais apaixonado fiquei
E sem muitas palavras nos entregamos

Nossa que amor gostoso
Carinhoso
Como dois amantes nos envolvemos
Nossos corpos se completavam

Ver a satisfação em seu rosto
Revigorou-me e mais uma vez
Tive o prazer
De sentir o meu corpo no seu

Foto de Rosamares da Maia

CRÔNICAS DA SAUDADE – Memoriando

CRÔNICAS DA SAUDADE – Memoriando
O olhar dela vaga perdido no horizonte tentando encontrar na memoria desencorajada os arquivos das lembranças do passado e nelas um rosto amigo. De repente, da nevoa branca, no fundo da sua cabeça, sai correndo um menino assustado, de joelho ralado e sangrando. O menino berra enquanto as lágrimas escorrem da carinha suja.
Chora pedindo abrigo, buscando socorro, mas também com medo do remédio. Grita:
- Não mãe! Mertiolate não!
Ela, meio do bem e meio do mal, presta socorro, mas, também se vinga das artes do menino, exercendo sua cura, meio feitiçaria - amor e castigo.
Novamente a memoria falha. Mais que droga! O olhar passeia por tempos intangíveis. Novamente ele, de capa e espada. Agora é Nacional Kid! Com bronquite e pneumonia. Meu Deus! Quanto trabalho deu este menino.
Confuso e atrapalhado, baixo rendimento escolar, aos saltos e empurrões, salvo de apanhar nas brigas compradas pela irmã, lá foi ele. Finalmente chegou lá, venceu a corrida do jeito que deu, um dia de cada vez. Trabalho, casamento. Quem diria! O menino do "patinete vermelho" virou gente grande, Homem. Gente muito complicada é claro.
A memoria apaga de novo, ou não. Quem sabe agora ela prefira pular certos pedaços da vida? Culpas à parte tinha tentado fazer o seu melhor, era o que podia e sabia fazer, o que tinha a oferecer. Ninguém consegue doar o que não tem.
Afinal de contas, um filho é produto de dois, portanto somente cinquenta por cento das culpas lhe cabiam e pecou sempre pelo excesso, das chineladas, correadas e das palavras. É somente pelo excesso, nunca pela omissão. Esta fazia parte dos outros cinquenta por cento.
Mas por onde andará nestas horas o menino? Não precisará de curativo nos joelhos?
De dentro da bruma densa da memória podia ouvir o silencio. Era tão profundo que doía. Vem sem passos, sem gritos, risos ou lágrimas. Nada!
Traída pelo confuso entendimento, esquecendo os complementos que encadeiam os elos da sua história, tristemente se questiona:
- Será que um dia houve mesmo este menino? Ou será que só imaginou?
Menino, menino, sou eu quem te digo - um dia ela vai se esquecer de você totalmente.
‘ Rosamares da Maia

Foto de RenataSchwengber

Desordem.

Não tenho mais a paixão, a faísca, a dor
aquela que me inspirava em sofrer de certa maneira.
saudade daquele amor virtual,
daqueles tormentos, daquela dor verdadeira.

Agora eu tenho o efetivo, o cru, o cruel
o que vem com toalha molhada em cima da cama
o que vem com roupas sujas e cheio de drama.

Não tenho mais aquele amor perfeitinho, maquiado,
arrumado para sair num encontro rápido e descompromissado.
Agora é amor de pé no chão, roupa rasgada e cabelo molhado.

Não tenho mais aquele amor escondido, às escuras,
tão discreto, misterioso, sempre prestes a se revelar.

Tenho o amor escancarado, desmaquilado
à vista de todos e em nenhum lugar.

Tenho amor estacionado, parado,
que não avança nem regressa.
Que não vai nem vem

Não mais aquele amor movimentado, tão aguardado,
com desconhecidos tão inexplorados,
no meio de tantos e com ninguém.

Cheguei num amor passivo, inativo, resguardado
de um amor ativo, ligado e não nomeado.

Não sei pronunciar teu nome,
sai estranho, sai alheio.
Supostamente não te chamei
e quem sabe por isso tu nunca veio.

Nunca vou ter certeza, pois não sei.
Já perguntei, mas não ouvi.
O amor que tu sentia era por mim ou só por ti?

Foto de Lorenzo

Faz Tempo

Faz tempo que não sou
Tempo que foi, passou
E já não fantasio ir tão longe na vida
A vida bonita, quase sempre sofrida

Atleta duas décadas atrás
Decadente nos dias atuais
Arcando com escolhas erradas
E algumas bem acertadas

Porrada vai, porrada vem
Problemas que parecem vir do além
E o desânimo bate à porta
A vida de outrora parece morta

Ao seu lado aquela moça de rugas
Reclamando das roupas sujas
Enfrentando o mundo ao seu lado
Enquanto sorri do boleto atrasado

E a vida não precisa ser tão calma
Porque se tem o outro lado da alma
O sangue de dentro do seu coração
O braço que tem a sua mão

E dá gosto viver cada luta ao seu lado
Da garra desse espírito determinado
Tanto orgulho de acreditar em mim
Mesmo que eu não creia tanto assim

No meio de tanta turbulência inesperada
Agradeço a Deus por ter minha amada
E penso em tantos que não tem
Que quando busca ao lado, ninguém

Sei que vamos passar por tudo
Vamos casar e dominar o mundo
Sei que quer, e também quero
Fazer igual o Pink e o Cérebro

Todo dia acordar pra novamente
Planejar e executar só a gente
E mesmo quando tudo der errado
Sempre terá alguém ao lado

A gente tá abusando da sorte
Com tanto sexo sem camisinha
Quero ver depois como pode
Porque nossa proteção é só divina

Pelo menos a gente trabalha
Não é avó que vai criar
A gente tem nível superior
Só não tem salário pra ostentar

Mas aí eu acordo mais cedo
Durmo mais tarde todo dia
Pra nunca faltar nadica de nada
Pro motivo da nossa alegria

Eu sei que o casamento tá marcado
Que agora que não rola gravidez
Que já tá quase tudo pago
Pro nosso sonho de "era uma vez"

Só queria dizer que eu te amo
Que você é meu bem e meu mal
Porque você soube como ninguém
Como tocar no meu coração.

Foto de Arnault L. D.

Livre tradução

Escreva algo, sem sentido qualquer.
Talvez, para alguém ver um sentido,
as palavras transbordam mister,
parece que não as tinha escrevido...

Apenas deixe fluir, sem conter,
sem começar ser ponderado.
Provavelmente ninguém vai entender...
esse idioma transloucado.

Sou aprendiz de aprender a mim,
meu porta-voz do que me escapa,
as vezes, troco talvez, por não e sim...
sei da direção, não tenho mapa.

Quem não falou menos que devia,
ou num turbilhão de verbos se perdeu
sem conseguir dizer o que sentia,
ou tudo errado transcreveu?

Não há caminha certo, nem seguro,
quando se trata do pensamento.
Não há palavra exata à emoção pura
apenas a saiba... apenas sentimento.

Foto de Rosamares da Maia

Desconstrução

Desconstrução

Assim nasce o dia e passa num rodopio,
Ao arrepio da pele numa vontade cigana.
Desatino vislumbre inerte, destino torto,
Jeito imperfeito de gente abandonada,

Alguém que para estilo nenhum converge.
E nem por irreverencia se deixa governar.

Tem gente inteira, mas folha ao vento.
Sem paradeiro, rumo e sem assentamento,
Nem parâmetro de qualquer sentimento.
Se há muito a voar, vai e perde o assento!

Pergunto cansada sobre horas do nada.
Horas a fio, perdidas construindo ninguém.
Na vida estou longe de Ser alguém concreto.
Por coerência não quero, não sei se é correto.

O correto de gente não é a eterna construção?
Mesmo com obstrução do destino e desilusão?

Gente é obra sem patente, delírio da Criação.
O Criador mais que perfeição buscava o amor.
Permitiu-se deslumbrar e descuidou da criação.
Amou como criou e revestiu o erro de perdão.

Por incoerência, concedeu sem razão - a mão,
Dotada de régua torta e compasso invertido.

Interesse mínimo por uma consciência crítica.
Amou mais, dotou-a de pensamento e animação,
Atrevimento bastante para corrigir a construção.
E num fio de humildade tênue, reza pela cartilha:

Aquele a quem criou por nada de amar deixou.
Apoiado na prerrogativa a criatura rogou:
- Deus por meus erros perdão!

Rosamares da Maia – 03 de Nov. 2016.

Foto de Fernando Azamor

DE MAIS NINGUÉM.

Portas e janelas abertas,
Dia ensolarado, renovado,
Inspiração encontro em vc,
Palavras soltas, inquietas!

Pensamento constante, vibrante,
Tudo indica que seja amor,
Calmante, alucinante,
Um vai e vem, de mais ninguém!

Queria estar com você,
Aqui, agora, pra sempre,
Sem pressa, tô nessa,
Consciente, demente!

E que o dia não se acabe,
Se aquiete, perdure,
Estou em alerta,
Portas e janelas abertas!

Foto de Rosamares da Maia

CRÔNICAS DA SAUDADE – Nostalgia Total e Resistência Plena

Nostalgia Total e Resistência Plena

O meu coração esta preso ao passado e a minha saudade dói. Meu coração está atado aos tristes olhos azuis de Kurt e em meus ouvidos ecoam as suas melodias em meio a gritos de dor e desespero, melodias nada convencionais, cheias de agressões, injurias e pedidos de socorro. Poucos entenderam e quem entendeu não se deu ao trabalho, ou como dizem: “Não estavam nem aí”. Eram todas crianças impotentes, vivendo o desespero no mesmo diapasão. Então Kurt se cansou e pôs fim a tudo, se mandou para juntar-se ao clube dos 27.
Meus sentidos continuam presos à juventude, a beleza e aos olhos de tigre de Edie, muito mais que isto, os meus sentimentos estão presos as suas letras, a ansiedade das mensagens que pediam para que as pessoas mudassem, para que elas acreditassem que poderiam transformar o Mundo. Os meus olhos viram a sua juventude aspirada nos papelotes e a sua beleza afogada entre copos. Mas, aquela rebeldia era fundamental e acordou outros rebeldes - o tigre continuava pronto para pular do seu olhar. Todos foram tragados pela escuridão da noite enquanto covardes, como eu, preferiam encher o baú de nostalgia.
Gritei com Hetfield “Nothing Else Mather”, isto mesmo! Afinal eu também era rebelde. Covarde, mas rebelde e “nada mais importava a não ser uma nova visão”, aquela que nos libertaria, mas, o baú estava aberto e como um alçapão recolhia os nossos sonhos, recolhia o que havia de melhor em nós.
Nossos gritos, olhos e sons eram “Metal contra as nuvens” e Renato apregoava “Por Deus nunca me vi tão só / É a própria fé o que destrói / Estes são dias desleais.” Continuamos presos aos nossos ídolos, mais as suas ideias foram insucessos, eles “morreram de overdose“, desesperança e como Cazuza todos estamos assistindo os inimigos ascenderem ao poder em tristes plataformas de mentiras e cinismo. Só que na letra do poeta onde há dor há também insurgência e rebelião, por isto Renato também apregoou “Não sou escravo de ninguém / Sei o que devo defender / Sou raio, relâmpago e trovão / Quem sabe o sopro do dragão?”.
Na minha nostalgia estou presa aos olhos de Cobain, ao esplendor da juventude de Veder, a resistência consciente de Metállica, com a eloquência musical de James, recolhi a sensibilidade de Russo e a ácida inteligência do irreverente Cazuza. Aprisionei todos no imenso baú da minha nostalgia, também da minha fé, que volta e meia me recolhe, chacoalha e me liberta. Sei que eles não mudaram o Mundo, mas, conseguiram produzir outros rebeldes, até mesmo eu – covarde, mas com uma consciência que não adormeceu, com uma humanidade integra, que apesar de todas as dores estão prontas para o combate, mesmo que as armas sejam somente voz, guitarra, olhos de tigre, o rugido de um leão, ou simplesmente papel e caneta.

Rosamares da Maia – 23/01/2017.

Foto de Poetando

Mulher

A vocês mulheres com carinho
Vocês que são tão esquecidas
Que tratam dos nossos filhos
São muitas vezes até esquecidas
Mulher que logo pela manhã
Tem os filhos tem que tratar
Leva-os ao infantário e à escola
Voltas a casa e ainda vais trabalhar
Mulher que estás à espera
Do marido de bêbado a tremer
Ainda vem a gritar contigo
A paga que te dá ainda é bater
Parecendo o teu dono
Quantas vezes ainda te bate
Mulher que és trabalhadora
Mas ninguém te reconhece
Muitos ainda te tratam mal
Não te dão o valor que mereces
E tu mulher que és prostituta
Uma vida que não escolheste
Quantas vezes foste obrigada
A ser o que não mereceste
Mulher que tiveste sorte na vida
Com marido que te dá carinho e amor
Tens a tua vida amparada
Tens tudo sempre ao teu dispor
Sou homem mas entendo-te
Porque vos tenho consideração
Nunca vos agradecerei o bastante
Vocês mulheres estão no meu coração

De: António Candeias

Foto de Poetando

Posso ser a tua estrela

Posso ser a tua estrela
Para sempre te apoiar
Conta sempre comigo
Que eu contigo amo estar
Nas tuas horas tristes
Que precisas desabafar
Sabes bem que comigo
Tudo tu podes contar
Posso ser a tua estrela da guia
Para te poder encaminhar
Quero te ver sorrir e feliz
É esta assim a maneira de te amar
Vou iluminar-te o caminho
Para não mais tropeçares
Estarei sempre contigo
A amar-te e a mimar
Não te quero saber mais a cair
Nem nas quedas a pensar
Quero-te de cabeça erguida
Para ninguém ter que falar
Agora podes triste estar
Mais logo a sorrir irás ficar
Posso ser a tua estrela
Para sempre te apoiar
Porque contigo amo estar
Tudo sempre farei
Para te ver feliz e sorrir
Porque estás no coração
E como eu amo ver-te rir

De: António Candeias

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